A leitora que esqueceu sua história
5 Uma visita inesperada
Notas iniciais
5:27
Eu pisco e estou acordada novamente, na minha cama, a janela canta e vou até ela. E foram segundos, abri a janela, fui empurrada e puxada antes de cair, tomando um susto que me impossibilitou gritar ou reagir de qualquer forma. Sou virada para que encare um rosto sorridente e, sinceramente, lindo, sua mão esquerda cobre minha boca, imóvel, sem motivos e a direita meche em meu cabelo.
—Oi, Cassie, você sumiu!
—Eu esqueci.- foi uma resposta automática e idiota.
—Esqueceu?- e foi essa pergunta que me fez abraça-lo, não me pergunte, eu estava assustada, preferi pensar nele como alguém me conhece e gosta do meu bem.
—Calma, Cassie.- e foi isso que me fez chorar, sentar na cama, abraça-lo mais e chorar mais.
5 minutos depois...
—...e então o bibliotecário perguntou se eu tava bem.
—Você pode me largar um pouco?- ele disse de uma forma delicada, depois de eu contar minha vida e enche-lo de ranho. Me afastei, limpei o nariz com o braço e olhei bem, pela primeira vez o invasor de olhos claros.
—Você lembra quem sou?-balancei a cabeça negando-Eu vim para ajudar você, sou seu amigo, Gabriel é o meu nome, preciso que você confie em mim, confie mesmo, e depois prometo que vai ficar tudo bem.
—Ta- e foi apenas neste momento que notei que eu podia estar sendo muito aberta com quem não conheço ou reconheço.
— Somos 5, eu, você, Ted, Melissa e Fred, só somos eu e você por aqui agora, eles estão em 2017, na última vez que os vimos estavam presos, eles(governo) não gostam muito da gente por lá, quando voltamos pra cá foi você que me guiou, quero voltar agora para ajuda-los. Seus pais, os que estão ai fora, são falsos, o governo implantou eles para monitorar suas memorias, para, quem sabe assim, trazer nossos amigos de volta, sei que é péssimo, mas você deve ter sentido que eles não são seus pais. Quero que você venha comigo, vamos encontrar nossos amigos e ajuda-los, podemos ficar lá se você quiser e encontraremos seus pais.
—Posso encontra-los?
—É claro que você pode.
E foi ai que fiz a coisa mais inteligente que eu poderia ter feito; peguei minha mala e pulei a janela.
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