No caminho nenhum dos dois olharam para mim. Só ficamos correndo por bastante tempo, sem parar para recompor as energias.

Minhas pernas já estavam cansadas, e decidi parar um pouco. Os dois, demoraram para perceber que eu tinha parado de correr. O homem moreno correu levemente até minha direção, me dando uma garrafa cheia de água.

– Por que vocês não tem carro? Seria mais simples- perguntei sem fôlego.

– Não existe mais carros, pelo menos nenhum que funcione- falou-me ele.

– Então como vocês vão aos lugares?

– Caminhando- falou mexendo nos seus cabelos e ondulados.

Entrego a garrafa de água, e nós começamos a correr de novo, e totalmente em silencio.