A invasão
5 Capítulo 5
Corremos até o fim da cidade. Era estranho, a neve se destacando na areia que havia adiante. Decifrei que aquela grande porção de areia- com uma camada fina de neve- era o deserto.
– O deserto está tranquilo hoje, por causa da neve- disse a garota para confirmar meu pensamento.
– Estamos chegando?- perguntei.
– Nós já chegamos- falou o homem moreno.
Então avistei preso na areia branca- por causa da neve — uma grande nave cinza. Ela era grande, muito grande. Fiquei espantado com a beleza que tinha.
– Pensei que não tinham transporte- falei ao homem moreno.
– E não temos- respondeu-me ele.
– Bem vindo ao abrigo novato- disse a garota
Uma grande porta cinza, e sem evitar, um grande sorriso se ergue em minha boca. Vejo muitas pessoas com suas roupas pretas coladas, todos usavam a mesma roupa, até as crianças que existiam dentro da nave.
– Vamos levá-lo a sala de controle- disse a garota.
– Não acha melhor ele ir descansar?- falou o homem moreno.
– Não, ele vai ter muito tempo para isso- argumentou ela.
Vejo as pessoas olhando para mim, me encarando. A nave por dentro era grande, todos os corredores tinham um número colado na porta. Até que subimos uma longa escada até o último corredor.
Neste último corredor existe uma única porta, escrita sala de comando. A porta era grande e azulada. Entrei e vi algumas pessoas mexendo nos milhares computadores que contém na sala.
Foi então que uma garota loira de olhos verdes correu e abraçou a garota que me resgatou daquelas criaturas.
– É verdade?- pergunta a garota loira com seus olhos verdes cheios de lágrimas.
– É sim- suspirou a outra garota.
A garota loira começou a chorar mais forte por causa do garoto que se sacrificou por mim no shopping.
– Quem é ela?- sussurrei para o homem moreno que estava parado ao meu lado.
– Aquela que está chorando é a Bárbara, ela é irmã do Daniel- falou-me ele.
– Daniel?- perguntei confuso.
– Aquele que ficou para traz no shopping.
– E quem é a garota de cabelos pretos?- perguntei apontando para a garota linda de cabelos pretos.
– Aquela é a Monica, ela foi uma das primeiras a chegar aqui, a propósito, eu sou Vicente- disse estendendo a mão em minha direção.
– Theodore- disse a ele apertando a sua mão.
– Acho melhor, você ir ao seu novo alojamento- disse ele ao ver o ar de tristeza no local.
Ele se afastou, e fiquei parado vendo as duas garotas chorando, elas não paravam de chorar, e tudo por minha causa. Nunca quis que ninguém morresse por mim, não daquele jeito. Por que ele se sacrificou? As ideias me fazem ficar tonto, e começo a ver as coisas um pouco embaraçadas.
Vejo então Vicente retornando com uma criança, não sei se era uma criança, pode ser uma ilusão que estava tendo por causa desta distorção de visão.
Não ouvi o que ele disse, mas começo a perder o sentido do meu corpo, pois só sinto ele se chocar no chão, e tudo começa a ficar preto.
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