Não entendi o que o bilhete quis dizer. Mas soube meu nome. Theodore, meu nome é Theodore, Theodore, pronunciava em minha cabeça.

Pego as duas pílulas azuis, e as tomo. Levanto-me e coloco o bilhete de volta a escrivaninha. Consigo enxergar um pedaço de espelho ao lado da escrivaninha, e vejo meus cabelos pretos bagunçados, meus olhos azuis brilhando, e vejo que uma lágrima cai.

Por que estou chorando? Será o efeito das pílulas que tomei?

Enxugo as lágrimas e tento procurar um par de roupas, mas percebo que terei que ficar com esse macacão verde.

Tenho coragem e abro a porta do quarto, e vejo um corredor escuro. Não dá para ver se há alguém para me atender. Mas enfrento o escuro.

Não consigo ver nada, e tropeço de cara no chão. Levanto no mesmo instante, mas vou caminhando devagar.

– Olá!- grito, mas minha resposta foi um grande eco da minha voz.

Parece que não tem ninguém, então vejo uma pequena luz em uma mesa. Corro devagar até lá e vejo um computador, ele parece ser antigo, pois ele é grande e pesado de se carregar.

Sento-me na cadeira e começo a mexer no computador. No computador avistei uma pasta escrita: pacientes e números.

Clico na pasta, e para minha tristeza, a pasta estava vazia. Não existia mais nada dentro daquela pasta. Então preocupado começo a mexer em outras pastas, mas estão todas vazias.

Não consigo achar mais nada nesse computador. Aflito esbarro minha mão em alguma coisa, que a faz cair no chão.

Curioso, abaixo-me e vejo a lanterna que derrubei. Pego-a e tento liga-la, e consigo. Ela funciona.

Aponto para frente e vejo cadeiras reviradas, quebradas, papeis no chão e janelas trancadas e fechadas por tábuas grossas de madeira. Tento arrancá-las, mas não consigo.

No canto da sala vejo uma mochila preta e corro lentamente para alcança-la.

Abro-a e vejo o que há dentro. Contém cinco pilhas, dinheiro e uma barra de cereal. Abro a barra de cereal e como, saboreando o sabor crocante que ela tem.

Um barulho me tira desse momento gostoso. Fecho a mochila e coloco-a em minhas costas, e com a lanterna vou iluminando o caminho.

O barulho vem de um quarto, a porta desse quarto está escrito cozinha para funcionários. Abro a porta, e tampo o nariz por causa do odor que irrita meu nariz. E fico espantado.

Vejo corpos de médicos jogados no chão, acompanhando por poças de sangue por todo quarto. As paredes estão sujas também de sangue, mas está escrito algo nas paredes. Com o sangue, reconheci as letras que estavam na parede.

M.O.N.I.Q.U.E

O que significa isso? Será que é um nome?

Então ouso um barulho vindo da sala onde se encontra o computador. Volto a minha concentração, mas o barulho foi tão assustador e tão perto, que me assusto, fazendo me correr e esquecer no chão a lanterna que usava.

Então vejo uma forma perto do computador, vejo que ele parece normal.

– Oi!-grito- você também está perdido? Eu posso te ajudar!

O homem a minha frente não se mexe, ou nem se quer, fala algo.

– Você trabalha aqui?- perguntei.

Vejo que ele fica na mesma, mas me aproximo mais do homem estranho. Mas quando chego perto vejo seus olhos vermelhos, e vejo uma arma em sua mão, então vejo que não é um homem.

Então as luzes acendem, e vejo que estou cercado por eles, por centenas dele.

Notas finais
Dois capítulos por dia. Capítulo 3 e 4: 22/05/15