Notas iniciais
Ola leitores! Este capítulo, como o nome sugere, irá falar sobre um personagem que eu gosto muito, o gato de cheshire, espero que gostem :)

– Ok, você realmente acha que eu vou te beber só porque você é estranhamente tentador?! Nem pensar!

Larguei o vidro na mesa e tentei novamente abrir as portas mas como esperado eles não abriram.

Suspirei frustrada, então volto a observar o frasco.

– Bom... se isso for mesmo um sonho, beber isso não pode-rá me fazer mau... — Pego o frasco, tiro a rolha e cheiro o liquido.

– Tem um cheiro estranho... — Começo a debater se devo ou não devo tomar o liquido. Mas a tentação venceu e tomei um pequeno gole do frasco.

Comecei a tossir e sentir uma sensação ruim no meu corpo, larguei o frasco na mesa imediatamente e me joguei no chão enquanto me contorcia. Senti meu corpo encolher até ficar do tamanho de um dedo mindinho. Mas as minhas roupas não encolheram junto, e acabei ficando nua.

– Eu... encolhi?! Como irei crescer agora?!

Sai de baixo de minhas roupas mas mesmo estando sozinha me senti constrangida por estar nua, então resolvi rasgar um pedaço de vestido para fazer uma roupa improvisada. Fui até a parte chamuscada e comecei a a rasgar dali. Rasguei uma tira grande o suficiente para cobrir meu corpo como um vestido, e para segurar o pedaço de tecido eu rasguei mais uma tirinha como se fosse um conto e prendi tudo em meu corpo.

– Eu com certeza não me daria bem como estilista! — Disse eu olhando para o meu trabalho. — Fazer oque né...

Comecei a andar pela sala e logo percebi que eu conseguia passas pelo vão das portas se eu fosse rastejando por causa de meu tamanho.

– Pelo menos isso né!

Fui na primeira porta que vi e comecei a rastejar para chegar ao outro lado.

Quando finalmente cheguei em me levantei e observei o ambiente em volta. Eu havia chegado há uma floresta sombria e escura, só de olhar já me dava arrepios, Mas o estranho era que as árvores estavam gigantes, ou eu estava pequena... então resolvi voltar para entrar em outra porta. Quando me virei para traz a porta simplesmente não estava lá, só havia mais floresta gigante.

– Ótimo! Lá vou eu adentrar nessa floresta enorme! Eu mereço...

Enquanto andava entre as árvores eu comecei a pensar em quando eu vi aquela mulher ossuda no espelho, oque não ajudou a diminuir o meu pavor, então comecei a prestar atenção no caminho.

Uma hora eu cheguei em uma área circular onde não havia arvores, não havia nada, apenas terra, oque possibilitou olhar para o céu. Ele estava escuro quase sem nenhuma nuvem, a lua estava estranhamente assustadora, ela estava cheia, mas tinha um tosto pavoroso nela. Enquanto eu olhava para o céu, em volta da lua apareceu um gato em cima de um galho dentre as árvores.

– Hum... — O gato era magrelo com a pelagem cinza e listras roxas, seus olhos eram grandes e amarelos com uma pequena fenda preta no meio e ele estava com um enorme sorriso malicioso expondo seus dentes pontiagudos.

– Ola garotinha... — Disse o gato flutuando e abrindo ainda mais seu sorriso. — Literalmente...

– Quem é você? — Disse eu recuando para trás.

– Primeiramente... Quem és tu?... — Ele falava com uma voz calma.

– Mas eu perguntei primeiro!

– Hum... Persistente... — Disse ele levantando de seu galho e voando em volta de mim. — Eu sou o Gato de Cheshire! Agora minha vez... Quem es tu?

– Eu sou Alice... Alice Liddell...

– A... Alice... — Ele abre mais ainda seu sorriso, oque eu desconfiava se era possível.

– Você sabe me dizer como sair desta floresta?

– Dessa floresta ninguém sai, quando se entra ela se tranca...

– Então está me dizendo que eu estou presa aqui?

– Não nesessáriamente...

– Pare de falar em enigmas! Me responda logo de uma vez!

– Eu até posso te tirara daqui...

– Ufa!

– Por um preço!

– Eu não tenho nada de valor... para falar a verdade eu não tenho nada!

– Não quero algo seu... e sim, do chapeleiro.

– Chapeleiro?

– Sim, o chapeleiro maluco! Ele tem algo que me pertence e eu o quero de volta.

– Então me leve até ele que eu pego para você!

– É mais complicado do que parece menininha!

– Pare de me chamar de menininha! — Bato o pé descalço com força no chão. — E como assim, mais complicado?

– O chapeleiro é meio excêntrico... Não é fácil de lidar com ele!

– Apenas me leve até ele! Quero acabar com isso logo!

– Ok... Vou te guiar até lá... — Ele some e reaparece flutuando entre as arvores. — Você vem?

Sigo ele pela floresta sombria e silenciosa.

– Essa é sua casa?

– Eu não tenho casa...

– Hum... Queria sair desse sonho logo!

– Então você acha que está em um sonho?... — Ele me olha pelo canto do olho.

– Sim! Onde mais eu poderia estar?

– Não sei, talvez... Minha vês de te perguntar algo...

– Prossiga...

– Como voltastes aqui ao País das Maravilhas?

– Então esse é o nome? País das Maravilhas... Esse lugar não me é estranho...

– ... Podes responder minha pergunta?

– Desculpa... Eu não vim por querer, um coelho branco me jogou em um buraco e eu vim parar aqui!

– O coelho...

– Oque tem ele?

– Nada... Oque ele dizia?

– Como sabe que ele dizia algo?

– Eu sei de tudo!

– Então porque tu pergunta se sabes de tudo?

– Apenas... responda...

– Ele dizia que estávamos atrasados...

– Então minha teoria esta certa...

– Hum?

– Você é a salvadora do País das Maravilhas...

– Do que está falando?!

– Ele não te contou?

– Contou oque?

– Bom... Aqui no país das maravilhas nós eramos um povo feliz, livre, em paz, você nos fez assim! Mas a rainha de copas não estava satisfeita apenas com o seu gigantesco reinado e insistiu reinar sobre o país das maravilhas... e foi oque aconteceu, ela conseguiu o poder que ela tanto queria usando seus exércitos de baralhos para escravizar e executar quem a desobedecesse, mas o poder mexeu com sua sanidade, e por ter tudo na palma da mão acabou abusando de seu poder e transformando o país das maravilhas em um completo terror, escravizando, executando e convertendo criaturas de toda as maravilhas, e não podemos fazer nada para evitar...

– Hum... Mas oque eu tenho haver com isso?

– Você é a criadora deste lugar, só você pode salva-lo e tirar a rainha do trono, a lagarta previu isso!

–Criadora?

– Sim! Quando você era menor... Mais alta que agora... Você criou este mundo para se livrar do fardo da realidade, mas com o tempo, você foi ficando mais velha e esqueceu de nós... Mas a lagarta azul estava certa! Ela disse que você voltaria para nos salvar dos males da rainha!

– Lagarta...

– Você o reencontrara... futuramente... — Me interrompe.

– Bom... estamos chegando ao Chapeleiro?

– Sim... chagamos!

Continua...