Notas iniciais
As arvores que haviam no caminho foram abrindo uma passagem até agente chegar um um campo plano sem arvores e plantas.
No centro havia uma mesa comprida com uma toalha fina e branca colocada de mal jeito, mas ela era muito grande para eu poder enxergar oque havia nela, então o gato me pegou pelo tronco e me colocou em cima da mesa. Em cima dela havia milhares de bules, xícaras, talheres, comidas e condimentos espalhados pela mesa toda, alguns empilhados, outros quebrados, outros espalhados etc. A mesa era rodeada por cadeiras simples , na ponta da mesa havia uma poltrona alta de veludo vinho, sentada nela havia um homem com pele pálida e olhos verdes, ele tinha uma cartola que continha objetos, ele também usava uma jaqueta marrom e calças pretas. Ele tinha um olhar psicótico, provavelmente era o chapeleiro maluco.
Na cadeira ao lado havia uma lebre com pelo marrom e sujo, ele usava uma blusa xadrez vermelha e preto. E dentro de uma xícara em frente a mim havia uma ratinha branca com olhos vermelhos, ela tinha presa na cintura uma bainha com uma espada de seu tamanho.
– Olha quem apareceu aqui! — Diz o chapeleiro deixando a coluna reta na cadeira.
– Chapeleiro... — Diz o gato com desprezo
– Gato... — Diz o chapeleiro com desprezo
– Vocês estão bem? — Pergunto
– Esse gato covarde e traidor...! — Grita o chapeleiro
– Não pude fazer nada se não teve forças para fugir dos guardas da rainha!
– Mas eu fugi!
– Tristemente...
– Ora seu...
– Calma chapeleiro! — Fala a lebre
– Quem trazes com você Cheshire?! — Pergunta o chapeleiro com desprezo
– Alice... Liddell
– Alice... A tal "salvadora" que irá tirar a rainha do trono, a mesma que nos abandonou!
– Claramente que sim...
– Não foi intenção abandonar...
– Então porque abandonou?! — Diz o chapeleiro.
– Eu vim aqui pegar algo que pertence ao gato, o senhor poderia me devolver seja lá oque for? — Tento me desviar do assunto, e dá certo por sinal.
– E se eu te der, oque irá te ajudar?
– É que eu quero sair desta floresta e deste sonho, e ele disse que sabe como me tirar mas só se eu convencer o senhor a devolver oque é dele.
– Eu não sou senhor! — Gritou ele. E depois ele, a lebre e a rata começaram a gargalhar.
– Então... Chapeleiro, pode me devolver?
– Venha tomar um chá conosco! — Diz ele
– Não obrigada...
– Ela recusou... ELA RECUSOU! — O chapeleiro começa e dar uma risada psicótica e macabra enquanto a rata e a lebre o olham com um olhar de medo.
– Senhor...
– EU NÃO SOU SENHOR! — Ele se levantou, pegou uma xícara e jogou em minha direção, mas o gato conseguiu pegar antes que se espatifasse em mim.
Ele se sentou novamente pondo as mãos no rosto e começou a dar risadinhas mas de seus olhos saiam lágrimas.
– Eu... eu... — Gaguejo.
– Vamos Alice... — Diz o gato.
– Mas se eu não pegar oque você quer você não irá me ajudar!
– Vou sim, isso tudo foi uma tremenda perda de tempo! Vamos...
– Quer saber... não! — Fui pisando duro até a direção do chapeleiro, quando cheguei até ele comecei a falar.
– Se você não me der oque eu quero alguém vai sair ferido! — Disse eu olhando com um olhar duro para o chapeleiro enquanto ele estava me olhando com medo, oque era estranho porque eu não tinha nem metade do tamanho dele!
Eu me senti mau por isso mas esse cara é uma idiota! Eu tinha que fazer algo!
O chapeleiro levou a mão ao chapéu e pegou um relógio de bolso que estava preso nele e colocou na minha frente, sempre mantendo os olhos fixos em mim.
– Você ta brincando que agente veio até aqui só para isso?!
O gato foi até mim, pegou o relógio e escondeu entre suas pelagens.
– ARG! Deixa que eu acho meu próprio caminho seu bando de babacas! — Pulei da mesa sem me machucar e sai correndo nervosa para dentro da floresta.
Eu fui correndo sem parar e sem saber para que direção eu estava indo, então eu finalmente paro para respirar, eu sento encostada em uma raiz gigante de arvore e por causa do cansaço acabo pegando no sono.
Quando eu acordo eu simplesmente volto a andar até achar algo.
Depois de uns minutos o cenário muda, agora estou em um campo totalmente deserto, exceto por algumas flores murchas, quando chego perto delas vejo que elas estão vivas. Fiquei andando entre elas enquanto ouvia elas falarem. O sol estava exageradamente escaldante, oque me faz suar.
– Sera que eu estou meso sonhando? Será que quando eu cai na toca do coelho eu bati a cabeça e estou tendo alucinações? Eu nuca havia tido um sonho assim antes...
– Ei menininha! — Diz uma flor negra e murcha acima de mim — Oque está fazendo aqui no jardim morto?!
– Para falar a verdade, nem eu sei...
– Como assim?
– Se eu for te explicar vai demorar muito...
– Bom... você parece cansada, não quer descansar?
– A única coisa que eu queria agora é sair desse lugar, o "País das Maravilhas"!
– Querida, ninguém pode sair do País das maravilhas!
– Porque?!
– Porque a rainha de Copas não permite que ninguém saia em sua autorização!
– Então vou pedir para ela me deixar sair!
– Mas ela não vai deixar mesmo! Isso só vai ser possível quando ela for tirada do trono! até hoje agente espera a Alice, nossa criadora, para nos salvar deste inferno! A lagarta disse sobre ela mas até agora... nada!
– Já me disseram isso... Bom, vocês poderiam me dizer onde fica essa lagarta azul? — Não quis falar que eu era a Alice porque estava cansada demais para continuar falando.
– É só continuar reto que chega-rá até a lagarta!
– Obrigada...
Continuei andando, mas agora com um objetivo, achar essa lagarta para ela me responder todas as minha perguntas!
Fiquei pelo menos meia hora andando fazendo pausas regulares de cinco minutos para descansar. Teve uma hora que o ar começou a ficar cheio de fumaça.
– Mas oque diabos é isso?!
Continuo andando mas agora com o nariz e a boca tapados com a mão. Depois de um tempo eu chego até um lugar que há um cogumelo alto e beje. Em cima dele há uma lagarta azul extremamente feia e enrugada. Ela estava fumando um Narguile oque explicava toda aquela fumaça.
Continua...

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