“Charlotte você é fruto de uma profecia e é criada e está viva somente por causa dela. Siga o seu destino ou todos à sua volta vão sofrer as consequências dos seus atos”. E foi isso que uma velhinha de mais ou menos uns cento e vinte e oito anos me disse em um casebre na floresta bem antes de morrer.

Como se isso não fosse estranho o suficiente, seu corpo se dissolveu em cinzas, que voaram, sendo carregadas pelo vento que entrava por um dos vários buracos nas paredes da velha cabana de madeira. Respirei fundo antes de encarar os grandes olhos azuis do menino que me encaravam melancólicos.