A garota

1 A garota e o vento


"A garota corria de noite pelas ruas vazias em direção do vento frio de braços abertos, as luzes amarelas dos postes refletiam no asfalto recém-molhado com a chuva seca de inverno. A garota era eu, e eu era a Imperatriz do Vento e ele obedecia aos meus comandos e eu, os dele e, daquele momento em diante, eu sabia que nada podia me parar."

Comentário:

O frio não me incomodava, não havia sensações térmicas, apenas a felicidade que pertencia somente a mim, porque eu estava ao lado de um velho amigo: O vento, que sussurrava no meu ouvido dizendo o que fazer a seguir:

–Venha para mim.

–Estou a caminho. — respondia eu.