A garota
2 A garota e a chuva
A chuva começou a cair sobre os cabelos da garota feito benção após uma longa estiagem. Ela tirou o casaco e abriu os braços em sinal de liberdade, sentiu as gotas frias da primeira chuva de outono se intensificarem sobre sua pele quente, ali ela soube que a chuva havia atendido as suas preces. A garota era eu, e eu era A Realidade e A Fantasia e, daquele momento em diante, eu vi o meu nome: Sapiência.
Levantei a minha cabeça e deixei que a água passasse da minha garganta, fechei a boca e saí saltitando na chuva de braços abertos em direção a minha casa.
–Obrigada — dizia eu.
–De nada — respondia a chuva.
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