A garota

5 A garota e o equilíbrio


A garota estava deitada debaixo da sombra quente das árvores que não conseguiam conter o calor, o sol forte escapava pelas folhas e a obrigava ficar de olhos tampados, sem aguentar a claridade. O calor ia se tornado insuportável, mas vinha sempre o vento se opondo a ele, criando um clima sublime. A garota era eu, e eu era o Equilíbrio e, daquele momento em diante, sabia que tudo estava perfeito.

Abri os olhos e encarei o infinito azul celeste, nele vinham as brisas quentes e frias que corriam e se espalhavam com hegemonia, elas acenaram para mim e eu retribui o gesto.

– Como trabalham com tanta conformidade sendo tão diferentes? — perguntei.

– Em tudo há um equilíbrio — responderam-me.