A garota
6 A garota e as ondas
A garota ouvia atentamente a música que era omitida pelas ondas que quebravam forte e constantemente, ela levantou as costas da areia e levou seus olhos para a água que alisavam a areia e ela as compreendeu. A garota era eu, e eu era A História e todas suas Vitórias e Derrotas e, daquele momento em diante, sabia que nada era para sempre.
Concentrei-me nas ondas que puchavam, jogavam e batiam e, com violência, trituravam as conchas que se escontravam em sua correnteza.
– Por que? — perguntei.
– As conchas são como a história e eu como o tempo, e, assim como as conchas se quebram até virarem parte da areia, a história se fragmenta até ser esquecida. — elas responderam-me.
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