A filha do reitor
13 Solução
Notas iniciais
– O que vocês querem? – Perguntei.
– Queremos falar sobre o Edward. – Disse Jasper.
– Podem falar.
– Dei graças a Deus quando ele disse que vocês tinham dado um fim, não que fosse algo contra você, e sim pelo fato dele ter mudado depois que te conheceu, mas ele é o nosso amigo e nós temos que apoiá-lo. – Disse Emmet. – Desde que você deixou ele pra ficar com esse outro cara o Edward não é o mesmo, por mais que tente, aquele não é o nosso amigo.
– E a gente vê o quanto você gosta dele, é nítido. – Disse Jasper. – Por isso viemos pedir ou até mesmo implorar, para que você reconsidere seja lá qual tenha sido o motivo pra você escolher esse outro cara, fique com o Edward, ele tá muito gamado em você.
– Foi ele quem mandou vocês virem aqui? – Perguntei.
– Claro que não, ele é orgulhoso demais, nunca deixaria a gente fazer isso. – Disse Emmet.
– Por que você é tão desconfiada? – Jasper perguntou.
– Porque não faz nenhum sentido o Edward gostar de mim, olhem para mim, ele pode ter qualquer garota que quiser, por que iria querer justo alguém como eu?
– A gente também se pergunta isso todo dia acredite. – Disse Emmet. – Não leve para o lado pessoal, você não é feia, é bem bonita até, tem mais a ver com o estilo, a gente o conhece há muito tempo e vemos com qual tipo de garota ele costuma ficar, todas são do mesmo perfil, e você é completamente diferente de todas elas. Talvez seja isso que fez ele reparar em você diferente, mas ainda que não seja, isso é da conta de vocês dois, a gente não tem absolutamente nada a ver. A única coisa que queremos é o nosso amigo de volta e se pra isso acontecer ele tem que ficar contigo, nós aceitamos.
– Eu sinto muito, mas não posso ficar com o Edward.
– Por quê? Duvido que esse seu namorado seja mais gente boa, engraçado e popular do que ele. – Disse Jasper. – Imagina, você na faculdade, tirando a maior onda como namorada de Edward Cullen, o inconquistável! Todas as garotas morreriam de inveja de você.
– Vocês não entendem mesmo, eu estou pouco me lixando pra se eu sou popular ou invejada, eu quero alguém que goste de mim de verdade, que me dê valor, não uma pessoa que mal cortou relações comigo e já sai por aí pegando todas, e nem adianta negar porque eu vi.
– Mas nenhuma delas tem o mínimo valor sentimental pra ele e além do mais ele só fez isso, porque te viu aos beijos com outro, então me desculpa, mas se for pra julgar a intensidade de um sentimento por isso, o seu por ele nem existe.
– Eu tive meus motivos, ao contrário dele que só pegou essas garotas porque quis, mas não vou perder o meu tempo explicando isso pra vocês, porque não importa o que eu diga, vão querer defender o amiguinho, e vou continuar com o meu namorado, pois eu tenho a minha vida e preciso vivê-la com pessoas que gostem de mim. Além do mais não é porque o garoto mais popular e cobiçado da faculdade de uma hora pra outra resolveu “gostar” de mim – Disse fazendo aspas com as mãos. – que vou largar tudo por um relacionamento que só vai durar até o momento que ele me levar pra cama, assunto encerrado.
– Espera. – Disse Emmet antes que eu saísse.
– Diga.
– Ao menos pense no assunto.
– Tudo bem.
Fui ao refeitório e encontrei Jacob bebendo uma coca enquanto lia algo na tela de seu celular.
– Jake? – O chamei.
– Oi Bella. – Disse sorrindo enquanto guardava o celular. – Senta aí.
– OK. – Puxei uma cadeira e me sentei. – Onde está a Alice?
– Foi falar com a Angela e a Jessica que a chamaram.
– Vamos andar um pouco?
– Vamos.
Começamos a andar pelo sítio e fomos até a estrada que dava na garagem falando sobre amenidades, ao chegar nos sentamos em um dos bancos.
– Posso te perguntar uma coisa? – Perguntei ao me lembrar do plano.
– Claro.
– O que você sente pela Alice? Seja sincero.
– Eu... – Disse ficando sem graça. – Eu acho ela uma bem legal e sinto uma grande admiração por sua pessoa.
– Sei que você é bom em enrolar as pessoas, mas não tente fazer isso comigo, o que você sente está pra lá de óbvio, só quero ouvir isso de você , pra que a gente tome alguma providência juntos.
– Eu digo o que sinto por ela, se você me disser o que sente pelo Edward.
– Tudo bem, estou apaixonada pelo Edward. – Assumi. Nem eu estava acreditando que disse aquilo tão facilmente – agora diga.
– Sinto o mesmo pela Alice. Perdão.
Abri um grande sorriso para Jacob e o abracei fortemente, eu estava tão feliz por ele sentir o mesmo por ela, uma porque poderia sugerir meu plano e outra porque sempre torci pelos dois.
– Eu sabia que você não gostava de mim, mas a ponto de fazer uma festa por saber que gosto de outra? Por essa eu não esperava.
– É que Alice é minha amiga e estou feliz pelo sentimento ser recíproco.
– Ela também gosta de mim? – Perguntou incréculo.
– Gosta. Não é óbvio?
– É que eu realmente não imaginava que ela sentisse o mesmo.
– Mas agora que você sabe, o que pretende fazer?
– Nada. – Seus olhos foram ao chão.
– Como nada? – Não gostei da resposta. – Você não vai ficar com ela?
– Eu não posso!
– Por quê?
– Pelo mesmo motivo que de você não poder ficar com o Edward.
– Edward não gosta de mim.
– Ah para, estava aí impressionada porque eu não sabia que a Alice gostava de mim, agora é a minha vez de ficar impressionado, o cara é louco por você. Chega ser ridículo ele tentando disfarçar os sentimentos.
Eu parecia uma pequena idiota naquele momento, minha criança interior pulava alegremente, poucas foram as palavras que me deixaram tão feliz. Emmet e Jasper não despertaram nenhum tipo de reações como essa, porque eles podiam estar mentindo e eu acreditava que estivessem, mas Jacob? O que ele ganharia mentindo para mim? Nem amigo do Edward ele era. Se percebeu alguma coisa era porque algum sentimento existia.
– Mas o seu pai quer que você arrume uma namorada, não precisa ser necessariamente eu. – Eu disse mudando de assunto.
– O pior é que precisa. – Essa era a última coisa que eu queria escutar.
– Por quê?
– Nós estamos prometidos desde quando terminei com a minha última namorada, você tinha apenas 12 anos, então seu pai pediu para que o meu esperasse até que você completasse a maior idade e entrar para a universidade.
– Nossa. Disso nem eu sabia. – Eu disse impressionada com tamanha frieza. – Não acredito que meu pai me vendeu como um produto barato.
– Não estou querendo defender ninguém, mas ele fez isso por achar ser o melhor para você, alguns pais assim como os nossos tem uma maneira meio torta de fazer o melhor para os filhos.
– Estou chateada, eu tinha apenas 12 anos, ele não pretendia nem mesmo dar a oportunidade de conhecer outro alguém. Mas não quero falar sobre isso. Tenho certeza que se você apresentar a Alice para seu pai, ele vai adorá-la, bem mais do que a mim inclusive.
– Nossos pais são velhos amigos, ele disse que independente de eu gostar de você ou não ele me quer contigo, porque foi uma promessa e agora ele tem que cumprir e tal, se eu deixá-lo na mão ele não vai me perdoar.
– Por que tudo tem que ser tão complicado? Seria tão mais fácil se a gente se gostasse.
– Malditos sejam os irmãos Cullen. – Ele disse sorrindo. – Tudo estaria saindo perfeitamente se eles não estivessem em nossas vidas.
– Minha mãe sempre diz que ninguém entra na nossa vida por acaso, talvez toda essa história tenha uma finalidade, nós só não enxergamos qual é ainda.
– Será que é assim que as coisas funcionam?
– Não sei, mas espero que sim.
Jacob sorriu docemente, me abraçou e em seguida beijou minha testa.
– Relaxa, mais cedo ou mais tarde tudo vai se encaixar.
Retribuí a seu abraço e Edward passou de moto, rapidamente me libertei dos braços de Jacob, mas já era tarde, Edward vira tudo, quando percebeu que eu olhava em sua direção desviou o olhar para a estrada de barro a sua frente.
– Ih. – Disse Jacob. – A boa notícia é que ele apareceu e a má é que ele não gostou nada de nos ver abraçados.
– Você se importa se eu for procurar a Alice pra avisar que ele chegou?
– Claro que não, eu tenho que enviar uns e-mails mesmo.
– OK, a gente se vê depois.
Fui correndo até Alice que conversava com as meninas na beira da piscina.
– Alice. – A chamei rapidamente.
– Oi?
– O Edward chegou.
– Graças a Deus! – Disse aliviada. – Onde ele está?
– Não sei.
– Vamos atrás dele comigo? – Perguntou.
– Vamos.
Ela se levantou e veio até mim, fomos a passos largos até o dormitório deles, e para nossa sorte ele estava lá, mas para o constrangimentos de todos chegamos na hora que ele estava trocando de roupa, já estava sem camisa e sua cueca estava nas canelas, ele nos olhou assustado por um breve instante e em seguida puxou as calças de volta.
– O que estão fazendo aqui? – Perguntou confuso.
– Estávamos te procurando. – Disse Alice. – Onde você passou a noite? Fiquei preocupada.
– Não tem importância. Vocês não sabem bater na porta?
– Perdão. – Eu disse. – Não foi nossa intenção.
– Pensei que você tivesse dito “Adeus”. – Disse sério. – Mudou de ideia?
– Edward para com isso. – Eu disse.
– Isso o que? – Perguntou gritando. – Hein Bella?
– Edward, fale baixo! – Disse Alice se impondo. – Bella me ajudou a te procurar.
– Você não entende Alice. – Ele disse olhando para ela e depois desviou o olhar para mim. – E você? O que está fazendo aqui ainda? Vá embora!
– Edward Cullen. – Alice gritou. – Não foi assim que nossos pais nos educaram. Peça desculpas agora!
– Tudo bem Alice. Ele tem todo direito de não me querer no quarto dele, vou embora.
– Não Bella, está errado, ele não tem o direito de falar assim com ninguém.
– Realmente não, mas o problema não é meu, estou indo.
Saí do quarto deles, ainda conseguindo escutar os esporros e sermões de Alice. Eu estava triste demais para sequer prestar atenção no que ela dizia, aquilo me magoou demais, ele foi tão grosso, nunca tinha falado daquela forma comigo, agora eu podia dizer com toda certeza: Acabou.
Corri para meu quarto enquanto chorava feito uma criança, torcendo para que ninguém me visse ou me chamasse, ao chegar deitei na cama e chorei mais ainda, pelo resto do dia, tanto que esqueci até de comer, quando me senti melhor o bastante para levantar, fui tomar banho e comi um biscoito, deitei na cama novamente e não demorou muito para as insistentes lágrimas descerem por meu rosto novamente. Estar apaixonada era a pior coisa do mundo, ao menos no meu caso. Não demorei muito para pegar no sono, despertei no mesmo horário de sempre, minhas olheiras eram do tamanho do mundo e meu rosto estava mais inchado do que costuma ficar quando acordo. Com um pouco de maquiagem fiquei apresentável o suficiente para sair daquele dormitório. Fui até o refeitório e as meninas estavam juntas na mesa de sempre, olhei para Edward que também tinha olheiras e parecia bem acabado, mas mesmo assim continuava lindo. Por que sua beleza sempre continuava imune a qualquer coisa?
Tomamos café da manhã, depois fomos ensaiar para a peça, o clima estava muito pesado entre nós, ainda mais do que no dia seguinte dele ter me flagrado aos beijos com Jacob, mas tanto eu quanto ele fomos capazes de suportar a indiferença um do outro.
Ao sair do ensaio fiquei na porta da casa dos alunos com Alice, Angela, Jéssica e Jacob, até que em pouco tempo apareceu uma BMW prata.
– Vem Bella. – Disse Jacob.
Nós fomos até o carro e o homem que estava dentro nos cumprimentou.
– Bella esse é meu pai, Billy Black e pai essa é Bella, a filha do reitor Swan.
Nós apertamos as mãos pela janela do quarto e Billy sorriu satisfeito para mim.
– É um prazer Isabella.
– Bella, por favor.
– Bella. – Disse se corrigindo.
– É um prazer também. – Menti.
Billy estacionou o carro e conversou por algum tempo conosco, até que era um homem bastante simpático, quem conversava com ele assim não sabia o que estava fazendo com o próprio filho, assim como meu pai.
Depois de conversar com Jacob e seu pai fui cavalgar com as meninas, mas eu apenas queria ir para meu quarto e dormir, era incrível como nada tinha graça quando estava mal com Edward, desde quando minha vida gira em torno dele? Isso não era justo, mas era fato, nunca cheguei nem perto de sentir algo sequer parecido com aquele, pensava nele até quando dormia, vendo seu lindo rosto todas as noites em meus sonhos, que podiam ser bons ou ruins, mas sempre eram com ele, sabia que não devia me sentir daquela forma por Edward, mas não podia controlar isso, o sentimento era mais forte do que eu, mais forte do que a razão, quase como um instinto.
– Bella. – Disse Jéssica me tirando daqueles pensamentos masoquistas. – Acorda ou vai cair do cavalo.
– De novo não.
– Você já caiu?
– Sim, e foi aqui no passeio mesmo.
– E se machucou? – Alice perguntou.
– Não, por um milagre, porque bati a cabeça com força.
Continuamos conversando amenidades enquanto cavalgávamos. Ao escurecer fomos cada uma para seu quarto, adicionei algumas fotos do passeio em meu perfil de um site de relacionamentos, adicionei Alice, Angela, Jéssica e Jacob, claro que fuxiquei o do Edward, mas as fotos que ele postava eram privadas, exceto as fotos em que era marcado, eram milhares e em todas que vi ele estava impecavelmente lindo, salvei algumas para o netbook em uma pasta trancada para o caso de meu pai ter acesso, conversei um pouco com minha mãe e minha irmã pelo skype, contei a Leah tudo que estava sentindo em relação a Edward, era engraçado, mas ela era a única pessoa que eu não tinha receio algum em contar qualquer coisa sobre meus sentimentos por ele, talvez fosse porque eu sabia que ela não iria rir, mesmo que fosse de brincadeira, ou me julgar, ela apenas me dava conselhos que faziam com que eu me sentisse melhor. Ela me aconselhou a conversar com o papai sobre não gostar do Jacob e não querer namorá-lo, mas estava com muito medo. E se ele se decepcionasse? Eu estava confusa, mas o melhor era esperar, agora que Edward não falava mais comigo seria mais fácil não me apaixonar ainda mais por ele, só faltavam seis meses para o período terminar e eu não teria que aturá-lo durante cinco horas de segunda a sexta, isso se ele repetisse, não dizem que o tempo cura todas as feridas? Pois assim seria. Quando já estava muito tarde, desliguei o netbook e fui dormir.
O dia amanheceu frio novamente, me vesti e fui para o refeitório encontrar as meninas e tomar café da manhã, mas apenas Alice estava.
– Cadê as meninas? – Perguntei ao chegar.
– Ensaiando para a peça.
– Já tomaram café?
– Já.
– Então acordei atrasada?
– Não, elas que acordaram mais cedo.
– Você já comeu?
– Não, estava te esperando.
– Então vamos comer.
Tomamos café da manhã, depois fui ensaiar, Alice e eu fomos cavalgar, o tempo estava nublado, o céu indicava muita chuva, cavalgamos até que Jacob apareceu e nos chamou para o salão de jogos, nós fomos, jogamos e conversamos pelo resto do dia, eu me divertia demais com eles dois, eram grandes amigos que eu definitivamente queria manter contato. Ao anoitecer fui até meu pai, mas antes de chegar vi Billy Black conversando com ele. Não sou de prestar atenção em conversas alheias, mas uma frase me chamou atenção.
– Mas e o casamento? Sai quando? – Billy perguntou. – Meu filho já está ficando velho, quero netinhos logo.
– Pode ser entre o primeiro e o segundo período da faculdade da Bella, são duas semanas, dá pra ter uma boa lua de mel onde quiserem.
– Seis meses. – Disse pensativo. – Tá ótimo, dá pra programar um lindo casamento de jardim.
– De jardim não, quero que minha filha se case na igreja, com vestidão brando, véu e grinalda, como a mãe dela.
– Seja como for, vai ser um lindo casamento.
Que papo era aquele de casamento? Eles estavam se referindo a mim e Jacob? Não! Eu era muito nova e nem tinha terminado a faculdade ainda, não podia me casar. De jeito nenhum! Isso eu não aceitaria.
– Do que vocês estão falando? – Perguntei chegando na cozinha sem cerimônias.
– Bella. – Disse meu pai. – Está aí há quanto tempo?
– Desde o “E o casamento? Sai quando?”. Vocês estavam falando de mim e do Jacob?
– Isabella, já não te falei que é falta de educação ouvir a conversa dos outros? – Perguntou irritado.
– Sim papai, mas me assustei ao ouvir a palavra casamento, agora me responda.
– Sim Isabella, estavam falando sobre seu casamento com Jacob.
– Como o senhor pôde fazer isso? – Perguntei irritada. – É a minha vida e não admito que a controle a esse ponto.
– Isabella Marie Swan, fale baixo comigo, ainda sou seu pai.
– O senhor quer me ver casada? Pois me casarei. Mas vai ter que lidar com uma filha infeliz pelo resto de sua vida.
Saí correndo da casa dos professores e ouvi meu pai me chamando, mas apenas ignorei e continuei correndo enquanto chorava, foi então que percebi que chovia, chovia muito, minhas lágrimas se misturavam com os grossos pingos de chuva, a única coisa incrível que sentia naquele momento era a sensação de liberdade por correr sem destino, apenas para a MINHA libertação, para o MEU conforto e alívio, eu nunca pensava em mim acima de tudo, mas naquele momento era apenas eu e a chuva.
Encontrei o casebre de madeira onde ficavam os cavalos, então entrei, seria um bom lugar para ficar, até que me sentisse bem o suficiente para encarar o mundo novamente, eu estava completamente molhada, como se tivesse mergulhado em algum lugar e tremendo de frio, mas não me importava, nada daquilo era páreo para a dor que estava sentindo, as lágrimas desciam desenfreadamente por meu rosto enquanto me lembrava da volta de 360 graus que minha vida deu em menos de um mês.
Pouco tempo depois de eu ter chego ouvi um barulho e corri para trás de um bolo de feno, ouvi o barulho da porta, por onde entrou um homem com uma capa de chuva que tampava seu rosto, ao abrir sua capa me surpreendi ao ver que era Edward, totalmente seco. Saí de trás do feno na mesma hora, completamente confusa.
– O que faz aqui? – Ele perguntou. – Eu estava te procurando.
– Por quê? – Perguntei.
– Ouvi seu pai perguntando para Alice desesperado se ela tinha te visto porque você tinha sumido. Fiquei preocupado.
— Você veio a pé?
– Não, eu vim de moto. Vamos?
– Não quero ir.
– Por quê?
– Discuti com meu pai.
Edward tirou o casaco e a blusa mostrando seu lindo peitoral e abdômen levemente definidos, depois colocou ao meu lado.
– Veste isso. – Ordenou.
– Por quê?
– Porque você está molhada e se permanecer assim vai pegar um resfriado.
– Ah, obrigada.
– De nada.
– Vou me trocar ali atrás, não olhe.
– Tudo bem, vou ver se encontro algo que nos seja útil por aqui.
Ele começou a vasculhar o casebre enquanto eu me trocava atrás de um pequeno muro entre um cavalo e outro. Tive que tirar a calcinha que também estava molhada, mas não tinha importância, já que sua blusa e casaco ficaram feito um vestido em mim, depois de devidamente vestida, deixei minhas roupas no muro e fui para o feno onde estava antes. Edward veio com dois cobertores em mãos.
– Olha o que achei. Nem está sujo, ao menos não aparenta estar.
Edward começou a arrumar uma espécie de cama, com os fenos, por fim forrou com um cobertor, se deitou e se cobriu com outro.
– Vem. – Ele disse. – Deita aqui do meu lado, você está com as pernas de fora e não é bom com o frio que está fazendo.
– Não vou dormir com você, sem chances. – Eu disse me sentando no feno.
– É pro seu bem.
– Sem chances. – Repeti.
– Bella. – Ele disse se sentando.
– O que?
– Temos a noite toda aqui e eu não estou com sono, não quer me contar sobre esse seu namoro, porque até agora não sei de onde esse cara apareceu.
– Não vamos falar disso, briguei com meu pai por algo relacionado a esse namoro. Além do mais isso não é da sua conta.
– Você o ama? – Perguntou insistindo no assunto.
– Isso também não é da sua conta.
– Para de me tratar desse jeito. – Disse tranqüilo.
– Você quer que eu te trate como? Você disse nesse casebre que gostava de mim, cantou, me fez acreditar nos seus falsos sentimentos, pra depois me expulsar do seu quarto como se eu fosse uma das suas vadias. Você não sabe o quanto eu me senti humilhada. E agora quer que eu finja que nada aconteceu, que eu te conte tudo da minha vida? Pelo amor de Deus né Edward?
– Eu sei que fui grosso, mal consegui dormir pensando na forma em que falei com você e te peço desculpas por isso, mas tudo que eu falei sobre os meus sentimentos, foi verdade.
– Quando eu estou começando a acreditar nas coisas que você me diz, você pisa na bola e estraga tudo, estou cansada disso.
– Vamos mudar o foco da conversa um pouco, até agora falamos dos meus sentimentos, agora vamos pros seus. Eu estava ficando só com você, tenho a minha consciência limpa disso, foi então que do nada apareceu esse tal de Jacob e no mesmo dia que você ficou comigo eu te vi aos beijos com ele, a menina que horas anteriores perguntou o que eu sentia, porque estava me levando muito a sério e tinha medo de ser rejeitada e de se envolver começou a namorar outro cara no mesmo dia, agora me diz, qual é a sua moral pra falar de sentimentos comigo?
– Sinceramente? Eu não te culpo por estar dizendo isso, porque você não sabe o que realmente aconteceu. – Eu disse calma, estava cansada de ser forte o tempo inteiro, era hora de baixar a guarda.
– Então me conta.
– Eu fui forçada. – Confessei.
– Como assim? – Perguntou confuso.
– Eu vou te contar o que está acontecendo, mas não quero que saia daqui.
– Tudo bem.
– A verdade é que conheci o Jacob domingo e não estou namorando com ele por querer e nem ele a mim. Nossos pais arranjaram esse namoro, estou prometida para ele desde os meus 12 anos de idade. E hoje eu ouvi meu pai falando com o pai dele que nós vamos nos casar no fim do semestre.
– Que isso?! – Perguntou com os olhos arregalados, ele parecia horrorizado. – Em que país seu pai pensa que está pra arranjar casamento pra você? Você não vai aceitar isso não é? – Agora ele parecia desesperado. – Não vai aceitar se casar com esse cara.
– Eu não sei. – Disse com lágrimas nos olhos. – Estou tão confusa, as vezes acho que o meu pai sabe exatamente o que é melhor pra mim e talvez seja melhor eu me casar com ele, mas por outro lado, isso parece loucura.
– E é! – Disse ainda mais desesperado. – Isso é loucura!
– Eu sei, mas eu não tenho nada a perder mesmo, não acho que eu vá encontrar alguém melhor do que ele, bonito, bem sucedido, educado, gente boa, sei lá, talvez seja o que eu tenho que fazer sabe?
– Não! – Disse quase gritando. – Você não pode se casar com ele, não pode fazer isso de jeito nenhum Bella!
– Por quê?
– Porque eu te amo! – Disse como se estivesse liberando algo que já devia ter dito antes.
Eu abri a boca descrente. Edward Cullen acabou de dizer que me ama? Estou sonhando? Não é possível, eu mal conseguia falar de tão perplexa.
– Edward, O que você acabou de me dizer?
– Eu te amo Bella, muito. – Disse novamente, mas dessa vez mais calmamente. – Não consigo parar de pensar em você em nenhum maldito segundo do meu dia, não importa o que eu faça ou com quem eu esteja. Eu tenho vontade de sair gritando pro mundo inteiro que agora sou um homem de uma mulher só. Eu até vejo graça nesses casais que ficam juntos pra vida inteira, eu me imagino assim com você. É você, só você. Não vejo ninguém ao meu redor quando você está por perto e...
– Eu te amo. – Eu disse de repente. Eu o amava? Nunca tinha chegado a essa conclusão, mas a forma natural na qual eu disse aquilo, e como saiu em um tom de libertação assim como o dele, vi que era impossível não ser sincero.
E então sem exitar fui até ele jogando meu corpo contra o seu, fazendo com que caíssemos deitados na cama improvisada, o beijei sem pensar duas vezes, ele entrelaçou os dedos em meus cabelos e puxou levemente, deixando nosso beijo mais selvagem, então rolou para cima de mim.
– Eu quero fazer amor com você. – Ele disse após o longo e delicioso beijo.
– Você tem camisinha aí? – Perguntei direta.
– Tenho.
– Eu quero. – Disse decidida, não me importava com mais nada, que se dane o que aconteceria dali pra frente, ao menos não teria ficado imaginando como seria ter me entregado para ele, o homem que eu amava.
Edward voltou a me beijar fervorosamente e tirou meu casaco.
– Você quer tirar a minha roupa? – Perguntou. – Ou prefere que eu mesmo tire?
– Eu estou nervosa, tira você, a sua e a minha.
– Tudo bem.
Edward tirou a calça Jeans, ficando apenas com sua boxer preta que o deixava parecendo um modelo, esse homem era demais pra mim! Ele voltou a me beijar e passou a mão na minha coxa, subindo lentamente, até que chegou em meu traseiro nu, ele soltou um leve gemido contra minha boca.
– Vou tirar essa blusa agora. – Ele disse. Agora eu estava mais nervosa, sabia que não tinha absolutamente nada embaixo daquela blusa.
Ele começou a levantar a blusa lentamente observando cada parte que era revelada de meu corpo, passando por minhas coxas e depois quando chegou lá, olhei para ele que olhava atentamente cada milímetro enquanto seus olhos brilhavam, eu estava muito vermelha e tinha certeza disso.
– É tão pequena. – Disse sorrindo. – Assim como você.
Corei ainda mais com seu comentário e escondi o rosto com as mãos.
– Hei. Olhe para mim. – Disse ele. Tirei as mãos do rosto e o vi olhando diretamente em meus olhos. – Não precisa ter vergonha, você é linda!
– Estou nervosa.
– Fica calma, tá bom? Sexo não é nenhum bicho de sete cabeças como as pessoas pintam, é simples e gostoso, então não precisa ficar tensa.
– Eu sei tudo sobre isso, já estudei e tal, na teoria é tão fácil, já na prática.
– Pode até ser mais difícil que a teoria dependendo da pessoa, mas posso te garantir que na prática é bem melhor.
– OK, vou tentar me acalmar.
Ele terminou de tirar minha blusa e observou meus seios que já estavam ouriçados de excitação, colocou as duas mãos neles apertando firmemente, mas sem me machucar.
– Não sabe o quanto sonhei em fazer isso. – Ele disse sorrindo.
Edward abaixou e beijou cada um de meus mamilos e em seguida começou a chupar o esquerdo. Meu Deus como aquilo era bom! Um leve gemido saiu de meus lábios e eu tapei minha boca com vergonha.
– Não fique com vergonha disso. – Ele disse ao parar. – É estimulante para mim, mas não finga, eu vou saber se fizer isso e vai ser terrível. Se entregue aos seus sentidos.
– OK.
Ele voltou a chupar meu mamilo, mas dessa vez o direito, eu gemi novamente, mas dessa vez mais alto. Edward foi me beijando lentamente até meu sexo, e quando chegou soprou levemente e deu um beijo, mas depois começou a trabalhar com a língua que me penetrava profundamente, eu gemi novamente, aquilo era muito bom, se soubesse que essa era a sensação já teria feito isso com ele antes.
– Ah. – Gemi alto e ofegante.
– Isso. – Disse contra meu clitóris. – Geme pra mim minha gostosa.
Ele voltou a chupar, lamber e beijar lá e eu não parava de gemer, toda a vergonha quanto a isso já tinha ido embora, agora era só sentir o prazer de sua língua em mim, foi então que Edward acariciou meu clitóris com os dedos e em seguida empurrou um para dentro de mim, movendo a mão para dentro e fora rapidamente, me fazendo ter sensações loucas e gostosas.
– Oh Bella, tão molhada pra mim.
– Só pra você!
– Isso é bom? Hã? – Perguntou com a voz rouca e ofegante.
– Muito...Ah...Maravilhoso!
– Você quer mais um dedo dentro de você? Hein?
– Sim, por favor. – Disse suplicando.
Edward rapidamente deslizou mais um dedo para dentro de mim, senti um leve incômodo, mas nada que rompesse o prazer que estava sentindo, ele voltou com seus movimentos de entra e sai frenéticos e eu gemia sem pudor.
– Quem é o seu homem?
– Vo... Você. – Eu mal conseguia falar de tanto prazer.
– Quem é o seu homem? Quero ouvir você dizer o nome dele.
– E... Edward.
– Isso, boa menina. – Ele disse parando. – Acho que você está pronta.
– Pro que?
– Pra virar mulher, a minha mulher.
Edward tirou sua cueca boxer e imediatamente arregalei os olhos ao ver seu comprimento e largura. Eu me perguntava o que Edward tinha na cama já que todas as mulheres que experimentavam queriam bis, agora eu sabia o porque, era enorme!
– É tão grande, assim como você. – Eu disse fazendo um trocadilho com a frase dele.
– Obrigado. – Ele disse sorrindo.
– Não vai caber.
– Vai sim, fica calma.
Eu queria passar para ele que estava calma, depois da minha desinibição perante a tudo que fizemos era como eu devia estar, mas bastou ver o quanto ele era enorme para voltar atrás. Eu estava com medo, mas fui forte e não deixei transparecer. Edward deslizou a camisinha por seu membro ereto, depois deitou em cima de mim novamente, abri as pernas para recebê-lo.
– Tem certeza que quer fazer isso? – Perguntou. – Ainda dá tempo de voltar atrás.
– Eu quero fazer isso, muito.
– Tudo bem, qualquer coisa você me fala, porque eu nunca tirei a virgindade de ninguém e não sei como funciona, você vai ter que me ajudar.
– Tudo bem.
Edward se apoiava com um braço e com o outro segurava seu pênis, ambos olhávamos para nossas partes íntimas, quando encostou em minha vagina tremi de nervosismo.
– Calma. – Ele disse. – Vai doer só um pouquinho.
Disse forçando a entrada e enfiando a cabeça de uma vez só.
– Ah. – Gritei. – Devagar, por favor, devagar.
Edward voltou a forçar entrada, só que mais lentamente, doía bastante, mas eu mordia meu lábio inferior e conseguia reprimir a vontade de gritar.
– Tão apertada. – Ele disse entre gemidos.
Edward forçou com mais rapidez e imediatamente rejeitei colocando a mão em sua barriga e empurrando levemente. Edward foi lento novamente, e quando vi já estava todo dentro de mim, ficou parado algum tempo para que eu me acostumasse com a sensação depois tirou tudo, havia um pouco de sangue na base de seu pênis, droga, eu estava sangrando. Ele pegou sua camisa azul e passou nas laterais de minha vagina e em minha virilha, depois em seu pênis, soltou a camisa no chão e voltou para dentro de mim, começando um movimento lento e gostoso, ainda era meio incômodo, mas não era nada que eu não pudesse lidar. Edward foi aumentando as estocadas e comecei a gemer, de prazer e de dor juntos, eu arranhava suas costas buscando algo para me agarrar, ele mordia levemente o meu lóbulo e gemia de vez em quando contra meu ouvido, me fazendo ficar ainda mais excitada, enquanto eu mordia os lábios, ficamos nesse movimento intenso até ele ter seu orgasmo, liberando seu líquido branco dentro da camisinha e gemendo deliberadamente com os olhos fechados de prazer. Ele tirou a camisinha e se deitou ao meu lado, olhamos um para o outro ao mesmo tempo, estávamos ofegantes e suados, seu cabelo estava ainda mais bagunçado que o normal.
– Eu adorei. – Ele disse.
– Sério? – Perguntei feliz. – Doeu bastante, mas até que depois foi ficando bom.
– Lá pra terceira transa vai ficar melhor ainda.
– Espero que fique. – Eu disse ainda arfante, quando retomei o ar voltei a falar, mas mudando de assunto. – Estou com medo.
– Do que? – Ele perguntou.
– Do que vai acontecer daqui pra frente.
– Nós vamos ficar juntos.
– Eu tenho medo do que ele possa fazer comigo, ou com você.
– Você é maior de idade, se ele não aceitar, você vem morar comigo.
– Tá louco? Eu moro com meus pais desde que nasci, não vou abandoná-los por uma briga boba.
– Você está colocando empecilhos demais, to começando a achar que se o seu pai disser não uma vez você vai aceitar.
– Hei, não sofre por antecipação, quando eu disse que te amava foi sério, não importa o que o meu pai diga, vou terminar com o Jacob e ficar contigo.
Ele sorriu me olhando com admiração.
– O que? – Perguntei.
– Você fica linda quando tá decidida, ainda mais quando a decisão é ficar comigo.
Sorri docemente para ele e o beijei, nunca, repito, nunca em toda minha vida estive tão feliz o quando estava agora, eu o amava e ele me amava também, era simplesmente tudo que eu podia querer, o único problema agora era enfrentar meu pai, mas contanto que Edward estivesse ao meu lado, eu tiraria isso de letra.
Fale com o autor