A filha do reitor
14 Namorada
Notas iniciais
Ao sair do casebre pela manhã, Edward trocou de blusa e fomos para o ensaio da peça que já estava rolando.
– Estão atrasados. – Disse o professor atraindo todas as atenções para nós, gerando murmurinhos maldosos. – Vamos ensaiar?
– Vamos. – Respondemos juntos.
Edward foi para perto de seus amigos e eu para perto das minhas, trocamos um sorriso cúmplice e dei atenção a elas.
– Onde você estava? – Angela me perguntou.
– Por que entrou junto com Edward Cullen? – Perguntou Jéssica.
– Vou dizer tudo a vocês, só que mais tarde. – Prometi.
– OK.
Ensaiamos, mas dessa vez foi tudo bem mais leve e tranquilo. Quando o ensaio terminou o professor elogiou nosso desempenho e nos liberou, Angela e Jéssica não desgrudavam de mim querendo saber as novidades, mas antes que saíssemos da sala Edward veio correndo até nós.
– Bella. – Chamou.
– Diga.
– Quer passar o dia comigo?
– Hoje realmente não dá, tenho que me separar do Jake, falar com o meu pai, enfim, vai ser meio corrido o dia, mas passa no meu quarto hoje à noite?
– Claro. – Disse com um sorriso malicioso.
– Não deixa de ir.
– Estarei lá. – Disse vindo até mim e me dando um selinho discreto. – Tchau meninas.
– Tchau. – Disseram juntas e perplexas.
Edward saiu e olhei para Angela e Jéssica que estavam com os olhos arregalados.
– O que aconteceu ontem à noite? – Perguntou Angela. – Ele tá gamado em você e você nele, mais do que o normal.
Contei a elas o que aconteceu, mas sem muitos detalhes.
– Não acredito que uma amiga minha laçou Edward Cullen! – Disse Jéssica feliz. – Você é o máximo Bella!
– Gente, ele é uma pessoa como qualquer outra, só mais bonito. – Eu disse naturalmente.
– Agora me diz, ele é bom de cama? – Perguntou Angela.
– Pra mim sim, maravilhosamente bom, mas é complicado dizer, nunca fiz sexo com nenhum outro homem.
– Mas deve ser sim.
– Onde querem ir hoje? – Perguntei mudando de assunto.
– Para a piscina tá bom pra mim. – Disse Jéssica. – Foi o único lugar que ainda não fomos.
– É, pode ser. – Disse Angela.
– Tenho que trocar de roupa primeiro, estou acabada depois de ontem. – Confessei trazendo o assunto de volta.
– Quero muito saber o que rolou. – Disse Jéssica.
– É exatamente o que estão pensando. – Eu disse saindo para deixar um mistério.
Fui em direção à minha suíte e quando passei pelo corredor meu pai segurou meu braço.
– Vamos conversar. – Ele disse me puxando para seu quarto.
Quando chegamos, ele me jogou em uma cadeira e caí sentada.
– O que? – Perguntei.
– Onde passou a noite?
– Em um casebre abandonado no sítio.
– Você parece diferente. – Disse com um olhar desconfiado. – Não sei exatamente o que, mas está diferente.
– É impressão sua.
Meu pai chegou perto de mim, abaixou e cheirou meu ombro.
– Quem é um filho da puta?
– O que? – Perguntei tentando disfarçar meu nervosismo.
– O homem no qual você passou a noite.
– Está louco papai? Assim o senhor me ofende! – Disse me fazendo de coitada.
– Você está impregnada com um perfume masculino Isabella, me diga a verdade, vai ser melhor para você. – Disse Irritado.
– Não passei a noite com homem nenhum!
– De onde vem esse perfume então?
– Não sei, devia estar no cobertor que encontrei no casebre.
– Pode ir, mas fique sabendo que vou descobrir quem é, e dependendo de quem seja, é um homem morto!
Olhei para ele assustada, me levantei e saí. Tentei não pensar muito no que ele tinha dito, meu pai sempre foi bom em descobrir as coisas, era praticamente impossível esconder algo dele e estava tendo a prova disso agora.
Ao chegar ao meu quarto fui até o banheiro e tomei um bom de demorado banho, depois me vesti para o banho de piscina. Desci as escadas e fui de encontro a elas, mas antes que chegasse Emmet me parou no meio do caminho, se a intenção era me perturbar ia ficar falando sozinho .
– Bella. – Disse chegando ao meu lado.
– Oi?
– Me dá um pouco da sua atenção, não é sobre o Edward, juro.
– OK. – Eu disse parando de andar e o encarando.
– Queria falar com você sobre sua amiga, do cabelo loiro escuro, peitos grandes e...
– Pode parando. – Eu disse irritada. Tanta coisa pra dizer e ele falou justo “Peitos grandes?!” – É a Jéssica. O que tem ela?
– Eu queria saber se pode me apresentá-la. – Disse meio sem graça.
Emmet não era do tipo que se prendia a alguém, mas Jéssica sempre quis ficar com um dos três garotos mais populares da faculdade, como um já era meu, ela podia ficar com um dos outros dois, Emmet parecia interessado, então não vi mal em tentar desenrolar.
– Posso sim. – Respondi.
– Agora?
– Se você quiser.
– Eu quero. – Disse empolgado.
– Então vem comigo.
Nós começamos a andar, mas logo ouvi alguém me chamando.
– Bella. – A voz vinha atrás de mim então olhei, se tratava de Jasper.
– Oi?
– Sabe aquela sua amiga, de cabelos e olhos castanhos e...
– Angela.
– Sim.
– Vem que eu te apresento.
– Obrigado. – Disse me acompanhando.
Elas teriam que me agradecer de joelhos por isso, falavam tanto deles e do quanto eram lindos, agora teriam a oportunidade de conhecê-los melhor, eu estava feliz por elas, mas confesso que a que fez melhor negócio fui eu, Edward era bem melhor que os dois juntos, aliás, Edward era bem melhor que qualquer homem, sua beleza e charme eram surreais.
Não demoramos muito para chegar até a piscina onde elas e Alice estavam.
– Você demorou Bella. – Disse Alice que em seguida desviou o olhar para os amigos de Edward. – O que estão fazendo aqui?
– Eu vim conhecer uma moça bonita chamada Jéssica. – Disse Emmet.
– Eu?! – Jéssica perguntou perplexa.
– Sim, será que você me acompanharia para um passeio pelo sítio?
– Com certeza. – Disse sorrindo e indo até ele.
Emmet e Jéssica saíram todo sorrisos.
– E você Jasper, o que quer? – Alice perguntou.
– Gostaria de levar a Angela à praia, será que ela gostaria? – Perguntou olhando para ela.
– Sim, ela adoraria. – Disse Angela saindo junto a ele.
Alice sorriu para mim.
– Você tem algo a ver com isso? – Perguntou desconfiada enquanto eu me sentava na cadeira a seu lado.
– Não, eles me procuraram e pediram para apresentá-los à elas.
– Então será que é obra do Edward?
– Não sei.
– Falando em Edward, onde vocês estavam ontem à noite?
– Em um casebre abandonado que tem no sítio.
– Passaram a noite lá?
– Sim.
– Dormindo? – Perguntou maliciosa.
– Também.
– Como assim Isabella Swan? – Disse se endireitando na cadeira interessada. – O que vocês fizeram?
– Nós... – Cheguei mais perto dela para falar. – Namoramos.
– Beijaram muito, né? – Perguntou sorrindo.
– Na verdade não muito.
– Mas você disse que estavam namorando.
– E estávamos, mas não eram beijos... Bom, não na boca. – Eu disse corando.
– Vocês fizeram o que eu estou pensando? – Perguntou parecendo ainda mais interessada no assunto.
– Er... Acho que sim.
– Vocês transaram? – Perguntou direta.
– Hum... Não... Talvez... OK, nós transamos. – Eu disse tapando o rosto e ela gargalhou.
– Mas eu pensei que você era...
– Virgem?
– Sim.
– Eu era.
– E como foi? Coitada, deve ter sofrido, o Edward é bruto até quando tenta ser delicado.
– Doeu, mas ele foi muito carinhoso. – Eu disse sorrindo ao lembrar. – A gente vai ficar junto agora.
– Mas e o seu namoro com o Jake?
– Vou terminar.
– Que bom, porque a gente deu um beijo hoje, eu estava muito sem graça pra te contar, mas já que vai terminar.
– Vou terminar com ele, já até aceitei o chifre, mas quero vocês juntos. – Eu disse sorrindo.
– Só depende dele. Mas e o Edward? Ele se declarou?
– Sim, ele disse que me amava, foi lindo! – Eu disse suspirando e ela sorriu.
– Ah o amor!
– Alice, Alice. – Ouvi uma voz chamando e quando olhei era ele, Edward Cullen, vindo em nossa direção. – Nosso pai está aqui.
– O que está fazendo aqui? – Perguntou Alice confusa.
– Não sei. – Edward disse parando atrás de mim e colocando as mãos em meus ombros.
– Onde ele está?
– Estacionando o carro, mas quem vai falar com ele sou eu.
– Então por que não foi quando o viu ao invés de vir me avisar?
– Vim buscar a Bella primeiro.
– Por quê? – Perguntou confusa
– Porque quero apresentá-la. Posso?
– Pode criança.
– Vamos Bella. – Ele disse a ignorando.
– Não sei Edward, não acha que ainda está cedo? E se ele não gostar de mim?
– Impossível não gostar de você! Vem.
Edward pegou minha mão e nós fomos até o gramado perto do refeitório, onde estava seu pai, nosso governador, olhando as horas em seu lindo relógio de ouro, era pra seu pulso que ia nosso dinheiro? Belo investimento!
– Pai. – Disse Edward ao chegarmos perto dele.
– Olá Edward. – Disse sorrindo e eles apertaram as mãos.
– Novidades? – Edward perguntou.
– Sim, eu e sua mãe reatamos.
– Que bom! – Edward disse realmente feliz. – Sempre soube que isso aconteceria em breve.
– Não vai me apresentar a essa linda jovem? – Perguntou olhando para mim e sorrindo.
– Pai, esta é Isabella.
– Bella. – Corrigi.
– Esta é Bella, e Bella, este é meu pai Carlisle, mas tenho certeza que já o conhece.
– Muito prazer Bella. – Ele disse sorrindo e estendendo a mão para que eu apertasse, o fiz imediatamente.
– O prazer é todo meu senhor Cullen. – Respondi.
– Você é da universidade do Edward?
– Sim.
– Cursa o que?
– Direito.
– Hum, então são colegas de classe. Entrou esse ano?
– Sim.
– Passou em qual posição? – Por que as pessoas sempre me perguntavam isso?
– Primeiro lugar.
– Ah, você é a filha do reitor Swan! – Disse sorrindo como se a ficha tivesse caído. – Nossa, como você cresceu!
– Você a conhece? – Edward perguntou.
– Sim, e você também. Sua irmã convidou a família do reitor para a festa de comemoração por ter passado para a faculdade, você tinha quinze anos na época, e a Bella dez.
– Que coincidência. – Eu disse sorrindo.
– Legal. – Disse Edward sorrindo.
– Eu quero lhe dar os parabéns pessoalmente inclusive. – Disse Carlisle receptivo. – Por entrar para o livro da universidade, seu pai deve transbordar de tanto orgulho!
– Qual livro? – Edward perguntou confuso.
– Ela foi a primeira aluna na história a gabaritar o vestibular para a nossa universidade.
– Minha namorada é muito inteligente. – Disse orgulhoso.
Espera, namorada?! Eu sabia que estávamos juntos, mas não fazia ideia de que era nesse sentido, sorri imediatamente para ele.
– Namorada? – Carlisle perguntou surpreso. – Você está namorando?
– Sim.
– Pensei que esse dia nunca chegaria. – Disse sorrindo.
– Orgulhoso? – Perguntou.
– Com uma namorada brilhante como essa, impossível não estar.
Sorri docemente de resposta à cortesia.
– Mas seu pai sabe disso? – Carlisle perguntou com o humor diferente.
– Ainda não. – Disse Edward antes que eu pudesse responder. – Mas vou falar com ele, o que o senhor acha de darmos um jantar para apresentá-la oficialmente para a família como minha namorada?
Edward queria acabar com minha sanidade, não era possível, Apresentar aos pais? jantar? Namoro? Tinha como eu ficar mais feliz?!
– Acho uma boa, mas aconselho a falarem com Charlie primeiro, se ele aceitar o namoro de vocês, o resto do mundo não vai se opor. – Disse sorrindo e nós sorrimos também. Como ele sabia que meu pai não aceitaria em hipótese alguma Edward como meu namorado? – Bom, tenho que ir agora, seu pai está a minha espera Bella, tchau e foi um prazer revê-la depois de tanto tempo.
– Obrigada. – Respondi.
– Pai. – Disse Edward antes dele sair.
– Sim?
– Não comente nada com o reitor, quero dar a notícia em primeira mão.
– Pode deixar. – Disse sorrindo.
Carlisle saiu e Edward colocou a mão direita em meu rosto, unindo seus lábios aos meus em seguida, de uma maneira doce, diferente de como nossos beijos costumavam ser, mas aquilo era muito bom.
– Não quero que você vá. – Eu disse enquanto nossas testas estavam coladas.
– Não preciso ir se você não quiser.
Puxei sua camisa o trazendo para mim e colei meus lábios a sua orelha.
– Vou te esperar no meu quarto. – Sussurrei.
– Estarei lá. – Sussurrou de volta.
Saí em sua frente e fui até minha suíte, liguei o ar condicionado, fui tomar banho, vesti minha única lingerie vermelha que Leah me deu de presente de 18 anos, causando frisson em casa, já que meus pais julgaram o presente inadequado. Soltei meus cabelos deixando as ondas caírem por meus ombros, escovei os dentes e deitei na cama para esperá-lo. Um tempo depois alguém bateu à porta.
– Quem é? – Perguntei.
– Entregador de pizza. – Disse um homem com uma voz estranha.
– Eu não pedi pizza! – Era só o que me faltava.
– Acho que pediram para você.
Ninguém merece! Será que Edward não pode vir e mandou uma pizza em seu lugar como desculpas? Não estava acreditando naquilo. Me produzi toda para nada. Peguei meu roupão de banho branco no banheiro e fui atender furiosa.
– O que é? – Perguntei.
– Vai pizza de Edward? – Perguntou ele agora com a voz normal.
– Pensei que não vinha, não faça mais isso!
Ele entrou em meu quarto e sorriu ao me ver sem tranças.
– Você está linda.
– Obrigada.
Edward trancou a porta e andou alguns passos até mim. Quando parou em minha frente desamarrou meu roupão que deslizou naturalmente por meu corpo.
– Lingerie vermelha. – Disse com os olhos brilhando. – Você adora me surpreender.
– Por que demorou tanto? – Perguntei.
– Fui pegar a camisinha.
Edward se sentou ao meu lado na cama e nós começamos a nos beijar, fui tirando sua roupa lentamente o deixando apenas de boxer, coloquei a mão sobre seu pênis e comecei a acariciá-lo, Edward gemeu levemente contra meus lábios, tomei a liberdade de pôr a mão por dentro de sua cueca puxando seu membro já ereto para fora, era a primeira vez que o tinha em mãos e a sensação era boa, apenar de minha mão não fechar em torno dele de tão grosso que era.
– Faz assim amor. – Ele disse colocando a mão em cima da minha e fazendo com que a movesse para cima e para baixo.
Ele tirou sua mão e deixou que eu fizesse sozinha, Edward empurrou levemente seus quadris para frente e gemeu com sua voz sedutoramente máscula. Com uma de suas mãos ele acariciou meus seios por dentro do sutiã, aquilo era gostoso demais.
– Levanta. – Ordenou e eu o fiz.
Edward tirou meu sutiã e em seguida minha calcinha, observando atentamente cada detalhe de meu corpo, depois colocou a mão em minha vagina acariciando meu clitóris. Ele ajoelhou no meio de minhas pernas começou a chupar meu sexo, imediatamente um gemido saiu entre meus lábios, entrelacei meus dedos em seus cabelos e gritei de prazer, ele explorou cada canto de minha intimidade com sua língua habilidosa, eu estava em êxtase, a ponto de desvencilhar minhas mãos de seus cabelos e segurar seus ombros para não cair de tão moles que minhas pernas se encontravam, então ele deslizou um dos dedos para dentro de mim, instintivamente comecei a rebolar contra sua mão.
– Ah... Edward... Eu... Estou... Sentindo... Uma coisa... AAAAAHHHHH – Eu disse rolando os olhos enquanto sentia aquela sensação louca e estranha, sentia minha virilha molhada, eu simplesmente não parava de gritar, era como se fosse o ápse do prazer, como ir ao céu e voltar, de longe a melhor coisa que já senti. – Eu preciso sentar. – Eu disse sem nenhuma força nas pernas.
Edward levantou e se sentou na cama enquanto segurava minhas mãos.
– O que foi isso? – Perguntei ainda atordoada pelo que acabara de sentir.
– Seu primeiro orgasmo. – Disse enquanto colocava a camisinha. – Agora vem, senta no meu colinho vai.
Ajoelhei na cama com seu corpo entre minhas pernas, segurei seu pênis o direcionando para minha vagina e forcei a entrada, ainda era um pouco incomodo, mas bem menos do que na vez anterior. Edward segurou minha cintura e começou a guiar os movimentos, eu rebolava de prazer e ele parecia gostar.
– Isso. – Disse excitado. – Você é muito gostosa.
Eu gemia sem parar, chegava ser constrangedor, me perguntava se todas eram assim
– Você gosta do meu pau dentro da sua bocetinha apertada? Hein? – Perguntou ao pé de meu ouvido.
– Gosto.
– Então senta gostoso vai.
– Ah meu Deus Edward! – Eu disse enquanto empurrava meus quadris contra os seus.
De repente aquela sensação me tomou novamente, que bom, era tudo que eu queria, rolei os olhos de prazer enquanto me entregada aquele maravilhoso orgasmo, parecia que eu ia desmaiar, era gostoso demais! Quando ele passou Edward me beijou intensamente, mas sem parar de mover seu corpo para dentro do meu, gemi contra seus lábios e ele gemeu em resposta, suas mãos passeavam por meu corpo, foi então que pararam e meu rosto, me puxando para um beijo de tirar o fôlego, mordi seu lábio inferior no final de forma selvagem.
– Eu to sentindo. – Ele disse com os olhos fechados. Agora era a vez dele de ter a sensação maravilhosa.
Edward gozou com seus gemidos másculos e gostosos, esse homem era uma delícia mesmo, e ver que estava em frenesi por algo que eu provoquei, era simplesmente uma das coisas mais incríveis que poderia sentir.
Depois da nossa transa espetacular, ficamos deitados por alguns minutos apenas para retomar o fôlego, depois fomos ao banheiro para tomar banho juntos, Edward me abraçava por trás enquanto o chuveiro molhava nossas peles, foi então que senti seu membro duro roçando em mim. Olhei para ele com os olhos arregalados.
– De novo? – Perguntei enquanto sorria.
– Se você quiser... – Disse sugestivo.
Começamos a nos amar ali mesmo, a sorte era que Edward tinha trago mais uma camisinha. Depois do “banho” nós voltamos para a cama e nos enrolamos nos lençóis completamente nus, ficamos o dia inteiro ali, apenas curtindo a presença um do outro, namorando feito dois jovens que acabaram de descobrir o amor, bom, não deixava de ser isso.
Alguém bateu a porta, peguei o roupão no chão do quarto, me vesti e cheguei até a porta.
– Quem é? – Perguntei antes de abrir.
– Alice.
Olhei para Edward para me certificar de que estava devidamente coberto, então abri a porta.
– Bella. – Ela disse.
– Oi Alice.
– Eu e o Jake te procuramos, porque ele queria falar com você, mas não te achamos, passou o dia todo aqui? – Perguntou confusa.
– Sim.
– Sozinha?
– Comigo. – Disse Edward me abraçando por trás já de boxer.
– Ah sim. – Disse sorrindo. – Agora entendi. Me perdoem por incomodar, é que o Jake quer falar com você.
– Ah sim, obrigada pelo recado.
– Estou indo.
– Espera aí, vou com você.
– Não precisa, vou deixar você e ele conversarem a sós mesmo.
– Por que eles precisam de privacidade? – Edward perguntou enciumado.
– Você quer que eu termine com ele na frente dos outros? – Perguntei. – Seria constrangedor.
– É. – Disse concordando. – Tem razão.
– Entra aí pra gente descer junta Alice. – Eu disse. – Vou tomar um banho rapidinho.
– Acho melhor deixar vocês dois sozinhos. – Ela disse sorrindo.
– Pode entrar. – Disse Edward. – Não vai rolar nada não.
– Tem certeza? – Ela perguntou.
– Sim.
– Nesse caso eu entro.
Alice entrou no quarto e se sentou na cama completamente desarrumada. Edward vestiu o resto de sua roupa, eu peguei uma limpa e tomei um banho rápido, depois que saí eles conversavam e a cama estava impecavelmente arrumada, nem Alice ou Edward pareciam saber arrumar uma cama daquela forma.
– Quem arrumou a cama? – Perguntei.
– Eu. – Disse Edward.
– Você sabe arrumar uma cama? – Perguntei perplexa.
– Sei, eu mesmo arrumava a minha cama quando morava em Londres.
– Sabe cozinhar também?
– Mais ou menos, minha comida é boa, mas não é das melhores, em compensação a minha macarronada, não tem pra ninguém!
– Hum, que homem delicioso.
– Odeio atrapalhar. – Disse Alice, já tinha até esquecido que ela estava ali. – Mas o Jake não vai esperar para sempre.
– Tem razão, vamos lá.
Alice desceu comigo e Edward pela janela, já que era tarde e muitos professores já estavam lá.
– Bella, vou deixá-los sozinhos. – Disse Alice quando chegamos perto de Jacob.
– Vai lá. – Ela saiu e caminhei até ele.
– Preciso falar com você. – Eu disse.
– Diga.
– Quero terminar o nosso “namoro”. – Eu disse fazendo aspas com as mãos. – Eu realmente espero que seja feliz daqui pra frente, e que tome vergonha nessa cara pra pedir a Alice em namoro. – Eu disse sorrindo e ele retribuiu o sorriso.
– Também torço demais pela sua felicidade.
– Obrigada.
Ele me puxou para um abraço apertado.
– Não vamos perder contato hein. – Ele disse sorrindo.
– Claro que não. – Respondi. Até que o término tinha sido mais fácil do que eu imaginei.
Fui ao refeitório comprar algo para comer, estava faminta, a final passei o dia inteiro em baixo das cobertas com Edward. Encontrei Angela e Jéssica que me contaram tudo que rolou com Jasper e Emmet, elas pareciam bem felizes, e isso me deixava feliz.
Eu sabia que já estava adiando muito isso, tinha que encarar meu pai e contar que terminei com Jacob, esperava de coração que ele entendesse. Fui até seu quarto e bati na porta.
– Quem é? – Perguntou.
– Sou eu papai.
– Ah, entre, estava mesmo querendo falar com você. – Disse sério.
Abri a porta de seu quarto e entrei, ele estava sentado na cadeira de frente para a escrivaninha lendo alguma coisa.
– Sente-se.
Me sentei na ponta de sua cama, nervosa. Parecia que ele sabia de tudo, pois lançava um olhar reprovador para mim.
– Sei que você veio para falar algo comigo, mas deixe-me iniciar esta conversa. – Ele disse.
– Pode falar. – Respondi.
– Tem um homem que fica na porta da casa dos alunos à noite, pra anotar todos os nomes de quem está indo dormir e sabe o que é engraçado?
– O que? – Perguntei com medo.
– Edward Cullen não dormiu lá ontem. Irônico não? Na mesma noite em que você não dormiu aqui e ainda chegou no dia seguinte com cheiro de homem. Será que eu devo descobrir qual é o perfume dele pra ter a confirmação do que eu já sei, ou você vai ser honesta comigo e me contar a verdade? – Perguntou com um ódio mortal evidente em seu olhar.
Eu não sabia o que fazer, nem o que dizer, ele tinha me pegado de jeito.
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