Notas iniciais
Olá pessoal! Como vão? Espero que tenham curtido muito o feriado do fim de semana, e pra quem é do Rio o de hoje tbm, rs. Eu ainda não pude ver Amanhecer, porque cheguei hoje de viagem, vou ver amanhã, mas pelo que fiquei sabendo é muito bom! O que vocês acharam? Me contem nos reviews.

As lágrimas desceram freneticamente por meu rosto, meu coração disparou e senti falta de ar. Tremulamente peguei o celular e disquei o número de Alice, eu tremia tanto que mal conseguia digitar os números no teclado.

— A...Alice? – Perguntei ao perceber que tinham atendido.

— Eu já vi. – Disse com voz de choro.

— Onde ele está? – Perguntei desesperada.

— Naquele hospital que fica a umas cinco ruas da faculdade.

— Estou indo pra lá, tchau.

— Tchau.

Encerrei a chamada e me vesti com qualquer roupa que encontrei no caminho, calcei meu chinelo, peguei dinheiro e desci correndo, quando já estava na rua em busca de um táxi meu pai chegou a pé.

— Aonde pensa que vai? – Perguntou. – E por que está chorando?

— Vou ao hospital. O Edward sofreu um acidente.

— Você não vai a lugar algum.

— Sim, eu vou.

— Não, você não vai.

— Olha só, eu vou sim e você não vai me impedir. – Eu disse autoritária, ele escolheu um péssimo dia pra me contrariar.

— Isabella. – Ele disse segurando meu braço. – Não me force a te colocar pra dentro, será constrangedor.

— EU NÃO VOU ENTRAR. – Eu disse ainda mais firme que antes.

Tirei meu braço de suas mãos e saí correndo, ele não veio atrás de mim, apenas ficou me observando enquanto me afastava.

— Nós vamos conversar mais tarde Isabella.

Apenas o ignorei, e praticamente me joguei na frente do primeiro táxi vazio que apareceu. Dentro de pouco tempo já estava no hospital, Alice e Esme estavam lá, aos prantos, o que me deixou ainda mais preocupada.

— Bella. – Disse Alice em lágrimas.

— Como ele está? – Perguntei com medo da resposta.

— Em coma.

— O... O que? – Minha voz era apenas um sussurro. – Não Alice, por favor, me... me diz que isso tudo é um pesadelo, por favor.

— É real Bella.

Perambulei até o primeiro banco que encontrei e me sentei enquanto me derramava em mais lágrimas, eu acreditava que aquela terrível dor que estava sentindo não tinha como piorar, isso até provar a sensação de ter a confirmação que as coisas eram sérias, a dor era tão grande que eu mal conseguia me mover ou até mesmo respirar. Ele não podia morrer, não antes de mim.

Não faço ideia de quanto tempo permaneci ali, apenas chorando feito uma louca sem força nem mesmo para se descabelar ou se jogar no chão como todas as pessoas faziam ao estar em uma situação de pleno desespero.

— Bella. – Disse Alice se sentando ao meu lado. – O médico disse que existe chance dele sair dessa sem nenhuma sequela.

— Alice. – Eu disse com o meu fiapo de voz. – Ele tem que sair dessa, o Edward é tão novo, ele ainda tem tanto pra viver, ai, só de pensar... – Comecei a chorar ainda mais e Alice me abraçou, tentando me reconfortar ao mesmo tempo que buscava seu próprio conforto.

— Ele vai ficar bom, eu tenho fé nisso. Vem, vamos orar.

Alice chamou Esme que se juntou a nós e começamos a nossa corrente de oração para que tudo ficasse bem.

Ficamos horas esperando por notícias e nada, mas então, quase meia noite ele chegou, meu coração quase pulou do peito, segurei a mão de Esme que segurava a de Alice.

— A família de Edward Cullen, por favor.

Nos levantamos e fomos até o médico que começou e mexer em uma fixa lendo tudo que lá constava enquanto nós esperávamos impacientemente.

— Eu tenho uma notícia boa e uma ruim. Qual vocês querem primeiro? – Ele perguntou.

Se existia uma boa era porque ele não tinha morrido e isso já era um grande alívio para mim.

— A boa. – Disse Esme.

— Ele teve uma recuperação surpreendente, não apenas saiu do coma sem nenhuma sequela em menos de 24 horas, como já está até consciente.

— Graças a Deus! – Disse Esme com um sorriso gracioso de orelha a orelha.

— Ai que bom. – Eu disse enquanto abraçava Alice que assim como Esme e eu sorríamos feito idiotas.

— Mas e a ruim? – Esme perguntou.

— O laudo do acidente saiu, e nele diz que os freios da moto na qual ele pilotava, foram cortados.

— Então não foi acidental. – Afirmei impressionada e assustada ao mesmo tempo.

— Infelizmente não. – Disse o médico. – Sinto dizer a vocês que alguém quer vê-lo morto, mas a boa notícia é que não conseguiram.

— Nós já podemos visitá-lo? – Alice perguntou.

— Ele está dormindo. Quando ele acordar a enfermeira dará comida a ele e vocês poderão visitá-lo.

— Tudo bem, obrigada doutor.

— Com licença. – Disse o médico saindo.

— Me perdoem pelo atraso. – Disse Carlisle que mais parecia um caco chegando ao nosso lado. – Como ele está?

— Agora ele está bem Carlisle. – Disse Esme evidentemente com raiva, porém o deixando visivelmente mais aliviado. – Pode nos dizer onde estava para não acompanhar a recuperação do seu filho?

— Estava resolvendo uns problemas na câmara.

— Ah sim, e esses problemas são mais importantes que o seu próprio filho?

— Do que ia adiantar eu estar aqui? Por algum acaso eu sou médico?

— Não é médico, mas é pai. Quando eu soube que o meu filho tinha sofrido um acidente, a primeira coisa que eu fiz foi deixar o estagiário no meu lugar.

— Você teve um estagiário pra te substituir, mas entenda, você é uma chefe de cozinha, sua única prioridade é aquele restaurante, eu governo milhões de pessoas, qualquer passo em falso meu pode alterar irreparavelmente na economia do nosso estado, tem noção do que é isso?

— O seu filho quase morreu, tem noção do que é isso? A economia mundial poderia estar em minhas mãos, se o meu filho estivesse em uma mesa de cirurgia entre a vida e a morte eu estaria lá.

— Não seja dramática Esme.

— Não estou sendo, o Edward estava em coma.

— Coma?

— Sim, coma. Você vivia reclamando que o Edward só se metia em confusão, mas a verdade é que ele só fazia tudo isso porque era a única maneira de chamar a sua atenção, o problema é que você não percebe isso de forma alguma. Ele é o seu filho Carlisle, até quando você vai ficar agindo como o irmão mais velho dele?

— Esme, eu amo o meu filho, e tudo que eu faço é pra ele ter o carro que tem, a casa, roupa de marca, todo esse padrão de vida que ele e a Alice têm custam dinheiro, eu nunca deixei nada faltar pra eles, então não venha me dizer que não sou um bom pai.

— Se pra você ser um bom pai significa apenas dar coisas caras e dinheiro, então sim, você é um ótimo pai, só acho que devia começar a rever seus conceitos de amor e afeto, coisa que você nunca deu a nenhum dos seus filhos. A diferença é que a Alice ainda mora comigo, agora ele, é com você Carlisle, o Edward é tão carinhoso comigo e com a irmã dele nos fins de semana quando está lá em casa, é como se ele estivesse aproveitando todo o carinho que ele não tem no dia a dia, então para e pensa se as suas atitudes estão corretas.

— Eu quero ver você falar de amor com a conta bancária zerada.

— Gente, por favor. – Disse Alice. – Estamos em um hospital, e o que importa agora é que o Edward está bem.

— Tem razão. – Disse Esme. – Carlisle, cortaram os freios da moto do Edward.

— Então fizeram pra matá-lo.

— Sim.

— Será que o Edward fez algum inimigo? – Alice perguntou pensativa.

— Não sei. – Esme respondeu.

De repente lembrei que meu pai disse a Edward que acidentes acontecem. Meu pai não faria uma coisa dessas. Não é?

— Bella, é melhor você ir para casa. – Disse Carlisle. – Seu pai deve estar preocupado.

— Não, eu vou ficar até que Edward acorde.

— Tem certeza que é a melhor opção?

— Sim.

— Ao menos ligue para eles pra avisar que está aqui e que vai permanecer até que ele acorde. – Disse Esme.

— Não quero falar com o meu pai, não agora.

— Tudo bem. – Disse Esme pensativa. – Carlisle, será que não foi algum inimigo político seu?

— Não sei, mas de qualquer forma, eu tenho todas as imagens da moto dele filmadas lá da câmera da garagem, ele não sai com ela desde segunda.

— Ele saiu hoje, disse que ia passar na universidade, e depois ia pra casa da Bella.

— Ele chegou a ir até a sua casa Bella?

— Não. – Respondi prontamente. – O acidente aconteceu no caminho.

— A universidade é federal, os vídeos ficam em uma das torres da câmara, eu posso conseguir as filmagens de hoje facilmente. Se cortaram os freios da moto dele lá eu descobrirei.

— Ótimo. – Disse Esme parecendo mais aliviada. – Tomara que você encontre, porque se a pessoa teve raiva dele a ponto de fazer isso, provavelmente fará de novo.

O tempo passou lentamente, eu estava bem mais tranquila em saber que ele estava fora de perigo, mas ainda estava tensa, porque confrontava o meu dilema interior. Será que foi meu pai quem fez aquilo com Edward? Eu tentava me convencer de que ele não fez nada e que não seria capaz de tamanha monstruosidade, mas por outro lado, tudo apontava em sua direção.

— Família de Edward Cullen. – Disse o médico já pela manhã dando fim a meus intermináveis pensamentos e hipóteses. – Quem é Bella?

— Sou eu. – Respondi prontamente. – Por quê?

— O Edward acordou e quer vê-la. Me acompanhe por favor.

O médico me levou até a sala e abriu a porta.

— Fique à vontade, mas seja cuidadosa com palavras ou atos, ele ainda está frágil apesar de tudo.

— Tudo bem.

Entrei na sala e vi Edward, seu rosto que até então era pura exaustão se iluminou ao me ver, ele estava deitado com aquela camisola branca do hospital, com aparelhos por seu corpo, alguns machucados no rosto e parecia cansado, mas ainda conseguia ser mais lindo que qualquer ser humano que eu já tenha visto na face da terra.

— Edward. – Eu disse enquanto chegava ao seu lado.

— Tentaram me matar. – Ele disse.

— Como você sabe? O médico te disse? – E aquele lance de fortes emoções?

— Não, ninguém precisou me contar, percebi quando tentei usar os freios e eles não funcionaram, sendo que os troquei assim que fui viajar com a universidade, estavam em perfeito estado.

— Eu acho que foi o meu pai. – Disparei.

— Pode ser, mas será que ele chegaria a esse ponto?

— Eu não sei de mais nada. – Eu disse enquanto as lágrimas voltavam a descer por meu rosto.

— Não amor, não chora. – Ele disse acariciando meu rosto e secando as lágrimas que desciam.

— Eu sei, vou parar. É só que eu não sei por que alguém pode querer tirar a vida de uma pessoa como você. Isso não é justo.

— O importante é que eu estou aqui, com você, pra você. E o melhor de tudo, super parecido contigo. – Disse apontando para seu rosto machucado enquanto sorria.

— A diferença é que você continua lindo.

Edward sorriu lindamente, apesar de não parecer muito saudável. O médico disse que ele estava bem, mas ainda me parecia muito fraco e abatido.

— Fiquei com tanto medo de te perder. – Eu disse e ele sorriu. – Não ri. É sério, eu tive medo de você ficar semanas, meses ou até anos em cima dessa cama, mas por sorte você só ficou algumas horas.

— Não vai se livrar de mim nem tão cedo.

— Não me assuste mais desse jeito. – Senti minha voz falhando e as lágrimas começando a cair novamente. – Eu te amo tanto.

— Ah amor, por favor, não chora. – Disse com o cenho franzido em preocupação. – Vem aqui. Deita aqui do meu ladinho, quero te sentir.

— Não sei se é uma boa. Eu estava lá fora, o hospital tem muita sujeira, pode te fazer mal.

— Depois daquele coma não é uma sujeirinha que vai me derrubar.

— Eu preciso de você agora. – Disse com os braços abertos. – Vem, por favor, fica comigo.

Eu não conseguia resistir aquela carinha de cachorro que caiu da mudança, ainda mais considerando a enorme vontade que eu estava de abraçá-lo, sentir novamente seu corpo em meus braços. Sem mais exitar, me abaixei o abraçando forte, enquanto meu rosto se encaixava perfeitamente em seu pescoço, relaxando em seu ombro e ele acariciava meus cabelos e segurava minha mão em seu peito, eu sentia sua pulsação forte, ele definitivamente estava vivo, meu Edward estava vivo!

— Amor, estou com medo. – Eu disse.

— Do que?

— E se for o meu pai quem cortou os freios da sua moto? Eu não posso arriscar a sua vida.

— O que você está falando Bella?

— Eu não sei, talvez seja melhor a gente... – Eu não tinha coragem de dizer o resto, era doloroso demais.

— Não Bella. – Ele disse segurando meus ombros e me erguendo, fazendo com que o encarasse. O desespero era evidente em seu olhar – Você não está se... Se separando de mim está?

— Eu não sei, seu pai vai ver as filmagens da sua moto, se foi o meu pai, você está correndo perigo por minha causa e eu não posso permitir isso.

Meu coração apertou por dizer aquilo a ele e ainda mais ao ver seu olhar triste depois de ouvir isso, mas era um mal necessário, eu o amava demais para ser egoísta a ponto de ficar com ele mesmo sabendo que corria perigo de morte, ele não merecia aquilo, era jovem, bonito e haviam tantas mulheres lindas aos seus pés, ele superaria rápido. A dor que me tomou ao sequer cogitar tudo isso só não foi superior a que senti quando soube que ele estava em coma.

— Bella, você não pode fazer isso, não pode ceder! – Disse desesperado.

— Mas e se ele te matar Edward?

— Ele não vai me matar.

— Como você sabe?

— Eu vou tomar minhas precauções.

— Nada disso está nas suas mãos, ele pode contratar alguém.

— Bella pelo amor de Deus, isso é ridículo, não podemos nos separar por causa dele! E além do mais, prefiro viver no perigo do que ficar sem você.

— Vamos esperar o seu pai descobrir quem foi, depois conversamos sobre isso. – Era a atitude mais sensata a se tomar.

— Amor, você não pode se separar de mim, eu te amo demais. – Disse tomando meu rosto entre suas mãos e em seguida me dando um beijo de tirar o fôlego.

Eu o abracei forte correspondendo à intensidade de seus sentimentos. Eu não sabia ainda o que faria e isso estava me matando por dentro.

[...]

Saí do hospital, peguei um táxi e voltei para casa, quando abri a porta, meu pai e minha mãe estavam sentados no sofá, provavelmente me esperando.

— Eu quero saber agora. – Eu disse ao entrar em casa.

— O que? – Perguntou meu pai me encarando.

— Foi você?

— Eu o que?

— Foi você quem fez aquilo com o Edward?

— Claro que não Isabella, não seja absurda. – Disse como se fosse óbvio.

— Tem certeza?

— Sim. – Garantiu e eu me senti muito mais aliviada.

— Agora quero que me conte exatamente o que aconteceu no passado entre vocês e os Cullen.

— Isabella, eu...

— Ele vai contar pra você. – Disse minha mãe.

— Reneé, eu não sei se...

— Charlie, é o mínimo que pode fazer por ela, não custa nada.

Meu pai ponderou por uns instantes e então olhou para mim.

— Tudo bem, eu conto.

— Diga. – Eu disse enquanto me sentava no sofá perto deles.

— Há muito tempo atrás, eu cursava aqui na sua universidade, eu estava no primeiro período em letras e conheci uma bela mulher que cursava gastronomia, ela era linda, educada e simpática, eu fui me aproximando dela conforme o tempo passava, até que me apaixonei e me declarei para ela. O Carlisle namorava uma outra moça que fazia direito, ele não era da nossa universidade, pois estava envolvido na política, estava indo tudo bem, até que eu, a minha nova namorada, a namorada do Carlisle e ele começamos a sair juntos, quase todos os dias e um dia minha namorada veio me dizer que estava me deixando, pois estava apaixonada por outro homem, dois dias depois eu a vi beijando meu melhor amigo, Carlisle Cullen.

— Nossa. – Eu disse. – Mas quem é essa?

— Esme.

— Mas essa é a... – Eu disse impressionada.

— A mãe do Edward.

— Mas onde a mamãe entra nessa história toda?

— Ela era a namorada do Carlisle.

Olhei para minha mãe incrédula.

— Você já namorou o Carlisle?!

— Sim. – Disse dando um leve sorriso culpado.

Por essa eu não esperava mesmo!

Notas finais
E aí meus amores? O que acharam do motivo do Charlie? Eu acho que não é suficiente pra odiar o Edward, mas enfim, e quanto a quem cortou os freios da moto dele? Será que já podemos descartar o Charlie? Comentem e se acharem que a fic merece recomendem também, gosto muito de recomendações :) Até sexta!