A filha do reitor
33 Presentes especiais
Notas iniciais
Eram oito da noite, e eu estava com uma lingerie de rendas e fitas toda vermelha. Eu tinha planos incríveis para a noite, mas ele apareceu? Não! Eu ligava, e ligava, mas o celular estava desligado, então liguei para Alice que disse que não estava em casa, e sim em uma convenção de arquitetos em Georgia. Então peguei o telefone da casa deles e liguei.
— Residência Cullen. – Disse uma voz feminina do outro lado.
— Oi. Eu gostaria de falar com o Edward, por favor. – Pedi.
— Senhor Edward não se encontra.
— E a Esme?
— Quem deseja?
— É a Bella. Namorada do Edward.
— Vou avisá-la.
— Obrigada.
Esperei alguns segundos e então alguém atendeu.
— Pois não?
— Esme?
— Isso.
— Aqui é a Bella, eu queria saber do Edward. É que ele disse que viria hoje, eu estou esperando, mas ele não chegou até agora.
— Ele saiu com o Carlisle pra fechar o contrato.
— Contrato?
— É, eles estão fazendo uma compra grande. Provavelmente o Edward vai te contar logo.
— Tudo bem. Amanhã eu falo com ele então. Boa noite
— Boa noite.
Encerrei a chamada e fiquei assistindo TV até madrugada, quando finalmente consegui dormir. Fui acordada por alguém batendo à minha porta. Olhei no relógio e eram sete da manhã.
— Quem é? – Perguntei.
— Edward. – Ele respondeu rapidamente.
Levantei na mesma hora, sem me importar em por uma roupa por cima da lingerie e atendi a porta.
— Bom dia. – Eu disse.
— Bom dia amor. – Disse me olhando de cima a baixo. – Nossa. Pra quem é tudo isso?
— Era pra você, mas você não apareceu. Por que não veio ontem? Eu fiquei preocupada.
— É que a minha mãe disse que eu estava dormindo muito fora, e pediu pra que eu ficasse um tempo em casa. Então eu passei a noite toda lá.
— Deixa de ser mentiroso. – Eu disse na mesma hora. – Eu liguei pra sua mãe e ela disse que você tinha saído com o seu pai.
— Tsc. Não era pra ela ter contado.
— Por quê? O que você está escondendo de mim?
— Troca de roupa.
— Pra que?
— Nós vamos sair.
— Pra onde?
— Você pergunta demais. – Disse sorrindo.
— Tudo bem, mas você tem que me dizer ao menos que tipo roupa eu tenho que colocar.
— Não precisa se arrumar muito não. Vai bem básica.
— OK.
Tomei um banho e me arrumei rápido.
— Tá bom assim? – Perguntei.
— Ótimo. Vamos?
— Vamos.
Edward me levou até sua moto e eu subi em sua garupa. Em pouco tempo chegamos em uma casa. Edward entrou na garagem onde tinha um Mini Cooper e estacionou sua moto, nós entramos fomos por fora da casa de dois andares e chegamos na piscina, que era linda.
— De quem é essa casa? – Perguntei.
— Você não precisa saber disso agora.
Reparando melhor, vi uma Vari Kennel lilás e branca pequenina, imediatamente fui até lá para ver do que se tratava. Abri a porta e lá de dentro saiu um cachorrinho branco e todo peludo, tão pequenino que mal conseguia andar.
— Mas que coisa mais fofa! – Eu disse o pegando no colo e acariciando sua cabeça.
Edward chegou ao meu lado e me levantei, ainda com o cachorro no colo.
— Gostou? – Edward perguntou.
— Gostei, mas que lugar é esse? E por que me trouxe aqui? Não estou entendendo nada.
— Sabe aquele carro na garagem, esse cachorro, essa casa?
— Hum?
— É tudo seu.
— O que? – Perguntei com os olhos arregalados.
— Isso tudo é seu Bella. A casa e o carro já estão no seu nome e tudo.
Olhei para ele ainda perplexa e com os olhos arregalados, eu mal sabia o que estava sentindo. Eu estava feliz, muito mesmo, mas ao mesmo tempo, me parecia errado.
— Quem comprou? – Perguntei.
— Eu.
— Com o dinheiro do seu pai.
— Eu estou pagando com a grana da minha mesada.
— Com o dinheiro do seu pai.
— Ele gostou da ideia, até me aconselhou que eu o fizesse.
— Mesmo assim, isso é estranho.
— Eu achei que você ia ficar feliz. – Disse olhando para baixo, visivelmente triste.
Guardei o cachorrinho na Vari Kennel novamente e segurei o rosto de Edward para que ele me olhasse nos olhos.
— Amor, eu estou feliz, extremamente feliz, mas seu pai está gastando muita grana comigo, mesmo que indiretamente. Não sei se é justo.
— Claro que é justo. Isso aqui não é nada perto de tudo que o meu pai tem e além do mais a grana não foi gasta apenas com você. Mesmo a casa estando em seu nome, ela é nossa. Eu passo quase todas as noites na sua casa agora, então ela é meio que minha também. Achei que você gostaria de sair do aluguel e poder gastar o seu dinheiro com você.
— Eu vou aceitar os seus presentes, porque eu amei, porque você merece e acho que eu também. Muito, muito obrigada. Eu te amo! – Eu disse o beijando.
Edward me levantou do chão durante o beijo, entrelacei minhas pernas em volta de seu corpo, enquanto ele colocou as mãos em minha bunda pra me apoiar. Eu o beijei apaixonadamente, a final ele era o namorado mais perfeito desse mundo!
— Você é a melhor pessoa que já entrou na minha vida. – Eu disse ainda em seu colo. – Sabe disso, não sabe?
— Eu já imaginava. – Disse sorrindo. – Mas e aí? Vamos fazer a mudança?
— Sim. – Sorri e ele também.
Coloquei minha cadelinha para dentro de casa, onde tinha até uma casinha rosa para ela, eu a coloquei ali, junto com o leite que estava com ela na tigelinha, enquanto Edward fez uma ligação para alguém que ele conhecia que fazia frete e combinou tudo, marcando em frente a minha casa antiga. Nós fomos até lá e eu comecei a tirar tudo dos armários e colocar em caixas. Edward me ajudou e os caras do frente foram levando tudo para o caminhão, inclusive meus móveis.
Quando chegamos eles deixaram tudo na sala enorme sala. Edward pagou pelos serviços e nós começamos a arrumar.
— Venda seu guarda-roupa. – Disse ele.
— Por quê?
— Tem um closet bem grande no nosso quarto.
— Nosso quarto? – Perguntei sorrindo. Eu gostava de como isso soava. “Nosso”.
— Sim, nosso quarto. Ou você prefere que eu diga “Seu quarto”? Tudo bem, seu quarto. Todo seu. – Disse sorrindo.
— Não, eu prefiro nosso quarto, nossa casa. Tudo que é meu é seu.
— E vice-versa.
— A cama você também tem que vender.
— Por quê?
— Comprei uma king size pra gente.
— Hum. Que delícia. – Eu disse o abraçando. – Mas não sei porque se a gente dorme sempre tão agarradinho.
— É mais bonita. E tem mais espaço pra gente rolar sem medo de cair. – Disse sorrindo.
— Hum. Gostei da ideia.
Beijei seus lábios docemente e depois nós começamos o trabalho árduo na arrumação da casa. Segundo Edward ele tinha comprado algumas coisas pra completar na casa, já que ela era tão grande e eu tinha poucos móveis.
— Amor. Sabe no que eu estava pensando? – Perguntei depois que terminamos a arrumação.
— Fala.
— A casa tem dois quartos, então por que ao invés de vender a cama e o guarda roupa, não colocamos no quarto que vai ficar vago.
— A cama a gente pode manter, mas o outro quarto tem closet também.
— OK então, eu vendo o guarda roupa. Agora por favor, vamos tomar um banho bem gostoso e demorado? Acho que merecemos depois de arrumar tantas coisas.
— Sim, nós definitivamente merecemos.
Edward e eu fomos até o banheiro da nossa suíte e tomamos um bom e demorado banho, acho que nem preciso dizer o motivo da demora não é? Depois que saímos, eu peguei minha cadelinha e nós deitamos na cama eu somente de lingerie e Edward de boxer, ele estava atrás de mim, me abraçando enquanto eu acariciava meu novo animalzinho de estimação.
— Ela é que raça? – Perguntei.
— Samoieda.
— É linda demais, exatamente como eu sonhei.
— Que bom que realizei seu sonho.
Foi aí que me lembrei que certa vez eu tinha comentado com Edward que meu sonho era ter um cachorro, mas que eu não podia já que a minha mãe tinha alergia.
— Você já o realiza todos os dias, estando ao meu lado. – Eu disse docemente e ele sorriu.
— Já escolheu algum nome pra ela?
— Não, me ajuda?
— Ah sei lá. Já teve algum amigo imaginário?
— Amigo imaginário? Hum... – Eu disse pensando por alguns instantes, até que me lembrei. – Sim, já tive. Mas e daí?
— Qual era o nome?
— Candy.
— Candy? Isso parece nome de atriz de filme pornô.
— Edward! Você acha que eu tirei o nome da minha amiguinha imaginária de um filme pornô?! Eu tinha nove anos! Era uma criança muito pura.
— Eu sei, mas que parece, isso parece. Enfim, aí está o nome dela, Candy!
— Gostei, Candy. – Eu disse olhando para ela.
Edward a pegou de minhas mãos, a segurou em cima de seu rosto e eles se olharam.
— Oi Candy. – Ele disse e ela esticou a patinha para tocar o nariz dele, que imediatamente a aproximou para que ela o fizesse. Fofos! – Vou te apresentar à Wendy e ao Peter, os meus cachorros. Vocês vão ser amigos.
— Claro que não. – Eu disse pegando Candy de volta. – Eles vão matá-la, isso sim.
— Ela não vai ficar desse tamanho pra sempre?
— Não?
— Não. Essa raça cresce bastante. Só está pequena assim, porque só tem 21 dias de vida.
— Poxa Edward, ela não tem nem um mês de vida e você já a tirou de sua mãe?
— Eu fui no canil e ela estava abandonada, parece que mataram a mãe dela.
— Coitadinha. – Eu disse e em seguida olhei para Candy. – Eu vou ser sua mãe, tá bom?
— Sabe amor, essa raça de cachorro tem o formato da boca inclinado pra cima e parece que estão sorrindo, mas só da pra perceber quando estão com a boca relaxada, quando ela estiver dormindo você repara.
— Que legal! Vou reparar sim.
— Eu também acho, mas me fala, você sabe dirigir? Porque comprei um carro, mas nem te perguntei se você tinha carteira.
— Sim, eu tenho habilitação, só faltava o carro mesmo.
— Você gostou do modelo? Não precisa mentir, foi a Alice quem escolheu, ela disse que era a sua cara, então eu comprei. Mas se você não gostou a gente pode trocar por algum a sua escolha.
— Eu amei o carro. É lindo.
— Ótimo. Mas agora me bateu uma fome... O que acha de fazermos nossa primeira janta na casa nova?
— Acho uma ótima!
Coloquei Candy em sua casinha que ficava em nosso quarto mesmo e nós descemos até a cozinha. Nós lavamos as mãos e começamos o trabalho. Edward picava os legumes na velocidade da luz.
— O que está fazendo?
— No momento estou cortando tomates.
— Disso eu sei, quero saber o prato.
— Peixe com leite de coco.
Edward temperou o filé de peixe e em seguida levou ao forno regado com leite de coco por 25 minutos. Fez um arroz à La grega e nós jantamos, tudo acompanhado por um ótimo suco de pêssego. Depois da janta nós subimos e ele colocou leite para Candy, não um leite qualquer, mas um leite próprio para filhotes sem mãe, assim que ele despejou o leite no recipiente, ela veio correndo toda desajeitada ao encontro de seu alimento.
Depois nós fomos para a cama. Ficamos ali, apenas nos curtindo e conversando até de madrugada. Eu nunca, em toda a minha vida, havia me sentido tão realizada e feliz, e essa era simplesmente uma das melhores sensações.
Notas finais
Roupa que a Bella vai pra ver a casa nova deles: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=68323313&.locale=pt-br
Mini cooper da Bella: http://weheartit.com/entry/34646751/via/mariacaroline23
Casa deles: http://weheartit.com/entry/48547032/via/roci_iturrieta
Candy: http://weheartit.com/entry/41018208/via/andrianapwd
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