A filha do reitor
39 O primeiro passo para a eternidade
Notas iniciais
JUSSARA SWAN CULLEN pela linda recomendação! E pra compensar as minhas lindas leitoras por eu não ter postado terça nem ontem, fiz um cap bem grandão pra vocês e espero que gostem e se emocionem tanto quanto eu...
Depois da nossa estadia no hotel, Edward e eu fomos até a igreja, e lá estava o padre. Nós perguntamos a ele como fazíamos para agendar nosso casamento, ele disse que tínhamos que esperar todos os casais que estavam ali fazerem o mesmo. Depois de uns quarenta minutos, finalmente chegou a nossa vez, conversamos com o padre e marcamos o casamento para o dia cinco de março às quatro e meia.
Os meses se arrastaram lentamente até o dia do nosso casamento. Alice e minha mãe me ajudaram com toda a decoração. Se não fosse por elas eu ainda estaria perdidinha. Foi uma correria só, ver o vestido, as damas de honra, os padrinhos e madrinhas, lembrar de todos os convidados. Para Edward foi fácil conseguir as damas, porque eram duas e ele chamou as filhas de suas primas, já pra mim estava sendo mais difícil, já que eu não tinha nem uma menina entre sete e onze anos na família, quem dirá duas, mas eu consegui, uma era a filha de uma colega de trabalho minha e a outra da família de Angela.
O pior de tudo era ter que lidar com a depressão de Alice que era cada vez mais evidente de um ano pra cá, porque ela e Jake já estavam casados há dois anos e meio e eles sempre tentavam ter um filho, mas estava cada vez mais complicado, porque ela simplesmente não conseguia engravidar. Eu via o quanto isso acabava com ela, o que me deixava muito mal, a ponto de chorar quando ela não via. Simplesmente não conseguia suportar ver uma pessoa tão boa, gentil e amorosa, sofrendo tanto, não era justo. Mas graças a Deus ela parecia muito feliz no dia do meu casamento, o que me deixou feliz também. Nós estávamos em sua casa, para eu me arrumar. Combinamos que nem o Edward, e nem eu nos arrumaríamos em casa.
— Estou nervosa. – Eu disse a ela.
— Acalme-se. – Alice tentou me confortar. – Eu sei que dá muito nervoso e frio na barriga, mas depois dá tudo certo.
— Eu quero ver o Edward.
— Eu sei, mas você só pode vê-lo no altar.
— Eu não o vejo desde ontem à noite.
— Se bobear ele deve estar dormindo até agora pela despedida de solteiro. Mas e você? Gostou da sua?
— Sim, mas nem teve nada demais.
— É, mas foi você quem escolheu passar a noite inteira assistindo comédia romântica e comendo brigadeiro. A minha foi mais interessante. – Disse com um sorriso safado. – Lembra?
— Claro que eu lembro, aqueles Go Go Boys. Tem como esquecer? – Perguntei sorrindo.
— Não, não tem. – Ela disse. – Mas eu acho que você devia ter ousado mais um pouco.
É, talvez Alice tivesse razão, uma noite inteira assistindo filmes românticos, comendo brigadeiro e chorando definitivamente não era uma despedida de solteira digna, eu devia ter feito o mesmo que Alice, claro que era só pra assistir o show mesmo, porque obviamente não envolveria sexo. Afinal, Edward foi meu único homem e não seria nada legal um dia antes do nosso casamento, eu levar outro pra cama. Além do fato de que eu não sinto a mínima vontade disso. Ele era o único homem que me interessava e sempre seria assim.
Alice e eu fomos até o quarto onde eu me arrumaria. Lá havia cinco mulheres e eu olhei para Alice confusa.
— Quem são? – Perguntei olhando para Alice.
— As profissionais que vão te deixar linda pra mais tarde. – Disse Alice sorrindo.
— Tem alguma depiladora? – Perguntei.
— Mas é claro. – Disse sorrindo.
— Que bom, porque estou precisando depilar as pernas mesmo.
— Não é bem das pernas que estou falando.
— O lugar que você está pensando já está muito bem depilado se quer saber. Edward não gosta de pelos nessa região, então eu depilo sempre.
— Então ela depila onde você quiser. Denise, quem começa é você – Disse Alice olhando para uma das mulheres.
— Tudo bem.
Alice e as outras saíram, deixando apenas eu e a tal de Denise sozinhas.
— O que eu faço? – Perguntei.
— Tire a roupa.
— Toda?
— Toda, farei massagem em você e pra funcionar bem, você não pode ter nada prendendo o seu corpo, nem as roupas. Você vai ficar mais relaxada, bonita e até radiante.
— Tudo bem. – Respondi meio contrariada.
— Pense no seu futuro marido, ele vai ficar louco quando tocar nessa pele macia e bem tratada.
— Você acha?
— Tenho certeza.
— OK então.
Tirei a roupa e me deitei na cama de bruços, assim como ela ordenou. A massagem estava até bem relaxante, ela usou pedras, cremes bem cheirosos e até agulhas! Ela ficou ali, me massageando por algum tempo até que Alice entrou sem cerimônias, eu ainda não me sentia a vontade ficando nua na frente de qualquer pessoa que não fosse Edward, mas não podia simplesmente mandá-las saírem.
— Tempo esgotado Denise. – Disse Alice. – Agora a Bella vai fazer a depilação.
— Tudo bem. – Disse Denise enquanto recolhia suas coisas.
— Vou vestir minha calcinha e o sutiã. – Eu disse a Alice assim que Denise saiu.
— Tem certeza que não vai se depilar lá?
— Depilar o que? Já está tudo depilado.
Alice olhou descaradamente.
— É, tem razão, está depilado.
— Para de ficar olhando pro meu corpo. – Eu disse.
— E você para de ser tão insegura, você é linda!
— Não sou insegura.
— Claro que é, senão não estaria com tanta vergonha, eu por exemplo, poderia tranquilamente desfilar pelada por aí se isso não fosse atentado ao pudor. Nem ligo.
— Mas eu ligo.
Vesti minha calcinha e o sutiã, logo outra moça entrou com uma grande mala em mãos.
— Bom dia Lucy. – Disse Alice.
— Bom dia Alice.
— Essa é a Bella, você vai depilá-la.
— Muito prazer Bella. – Disse Lucy me estendendo a mão.
— O prazer é todo meu Lucy. – Respondi apertando sua mão.
Nós começamos a sessão depilação, ou dor, como vocês preferirem chamar. Depois que terminamos a moça saiu e eu fiquei sozinha com Alice.
— E aí? – Ela perguntou. – Vamos almoçar?
— O Edward vai almoçar com a gente? – Perguntei empolgada com a possibilidade.
— Claro que não.
— Por quê?
— Porque você está se arrumando, o Edward só pode te ver quando estiver completamente arrumada e em rumo ao altar. E além do mais ele está lá na casa dos nossos pais. Só quero ver quem vai orientá-lo por lá.
Nós saímos do quarto e fomos para a sala de jantar para comer alguma coisa, eu nem me importei em colocar qualquer roupa por cima da calcinha e do sutiã já que eram bem comportados e na casa havia apenas meninas, só que como a situação não poderia piorar ainda mais, Jake entrou em casa sem nem ao menos bater, tudo bem que a casa era dele, mas estava ciente que eu estaria me arrumando lá. Assim que ele entrou na sala de jantar, eu me assustei e puxei a toalha da mesa e enrolei em meu corpo.
— Desculpa Bella. – Ele disse sem graça.
— Tudo bem. – Respondi.
— Jake, o que faz aqui? – Alice perguntou. – O que faz aqui? Você não devia estar ajudando o Edward a se arrumar?
— Sim, mas ele acordou agora, e mesmo assim porque a Esme não parava de gritar com ele pra que levantasse. O cara bebeu todas ontem. – Disse sorrindo como se lembrasse de algo hilário.
— Por algum acaso o Edward pegou alguma prostituta nessa despedida de solteiro? – Perguntei com medo da resposta. – Porque se pegou ainda dá tempo de acabar com tudo.
— Calma. – Disse Jake sorrindo. – A gente só foi a um bar de música ao vivo e enchemos a cara. Ele ficou muito doidão, tanto que tocou uma música lá dedicando pra você e ainda ficou perguntando onde você estava pra agradecer pela música que ele tinha tocado em sua homenagem. Foi bem legal.
— Ah Alice. – Eu disse. – Se o Edward aparecer no nosso casamento com ressaca, eu juro que o mato com as minhas próprias mãos. Eu juro!
— Bella. – Disse minha mãe entrando timidamente pela casa.
— Oi mãe. Vem aqui. – Eu disse sorrindo, era muito bom vê-la.
Minha mãe veio até mim e me deu um abraço forte, depois me olhou um pouco confusa pela toalha de mesa que estava enrolada em meu corpo.
— Seu pai foi na casa do Carlisle ver como o Edward está se saindo.
— Meu pai na casa do Carlisle? – Perguntei com os olhos arregalados. – Essa é nova.
— Jacob Black. – Disse Alice. – O que está fazendo aqui ainda? Vai ajudar o Edward.
— Ele não me quer por lá.
— Nem nós te queremos aqui.
— Aqui é o clube da Luluzinha. – Eu disse sorrindo.
— Vou voltar pra lá então. – Disse Jake saindo.
— Thau. – Alice e eu dissemos.
Assim que Michael saiu, Alice, minha mãe e eu almoçamos juntas, mas eu estava tão nervosa que acabei vomitando tudo. Eu tomei banho e comecei a fazer as unhas, faltavam menos de duas horas para o casamento quando comecei a fazer o cabelo, ainda faltava a maquiagem e da casa da Alice até o barco dava meia hora, resumindo, eu tinha uma hora e meia pra terminar de me arrumar!
— Ai Alice. – Eu disse apreensiva. – Não vai dar tempo, o Edward vai desistir de me esperar e vai embora. Ai meu Deus, estou morrendo de medo. Ele vai me abandonar!
— Calma Bella. – Disse Alice tentando me acalmar. – Toda noiva chega atrasada mesmo. E além do mais o Edward está com você há quase seis anos, acha mesmo que ele vai te abandonar por uma horinha de atraso? Não seja tola.
P.O.V. EDWARD
— Mãe, quantas milhões de vezes eu preciso dizer que eu não preciso me aprontar seis horas antes do casamento! – Eu disse irritado enquanto me remexia na cama.
— São onze horas da manhã Edward! – Ela disse nervosa. – Hoje é o dia do seu casamento, não quero que chegue lá fedendo a cerveja como está agora. E além do mais olha pra você, está horrível e na ressaca pura! A Bella te mata se você chegar assim lá.
— O Casamento começa quatro e meia. Três horas eu levanto pra me arrumar.
— Não Edward! – Ela gritou. – Você vai levantar agora. Não quero o meu filho todo maltrapilho no dia do próprio casamento. Você vai levantar agora, tomar um banho gelado enquanto eu preparo um café da manhã reforçado.
— Não. – Eu disse colocando o travesseiro no rosto. – Me deixa dormir.
— Carlisle. – Minha mãe chamou. – Vem me ajudar a tirar o seu filho da cama!
Ouvi a porta se abrindo e sabia que meu pai estava se aproximando.
— Edward. – Disse firme. – Levanta daí agora. Espero que saiba que quanto mais tarde você levantar, menos disposição pro resto do dia e quanto menos disposição, menos satisfeita vai ficar a sua futura esposa na lua de mel.
— Não tem importância. – Respondi. – A gente casa hoje e amanhã eu a satisfaço de todas as formas possíveis.
— Você sabe que não vamos te deixar em paz em quanto não levantar dessa cama, então por que não evita toda essa perda de tempo?
Eu já ia responder, até que senti uma boa quantidade de água gelada me atingir.
— Ai caralho! – Gritei levantando imediatamente enquanto Emmet e Jasper sorriam feito dois idiotas, cada um com um balde nas mãos. Meu pai e minha mãe gargalhavam junto.
— Levanta logo viado. – Disse Emmet. – Sua mulher já deve estar se arrumando há muito tempo, enquanto você aí na ressaca.
— É né? Tenho que levantar, vocês molharam a cama toda. – Eu disse irritado, mas assim que dei meu primeiro passo em frente uma forte tontura me atingiu, fazendo com que eu perdesse o equilíbrio, sorte que meu pai me segurou.
— Tá tudo bem? – Perguntou.
— Caraca pai. – Eu disse com a mão no rosto. – Tá tudo rodando.
— Ih amor, pressão baixa. – Disse Esme. – É nisso que dá ficar bebendo a noite inteira. Leve-o para o banho enquanto eu preparo um café da manhã bom pra aumentar essa pressão.
— Pode deixar. – Disse meu pai.
Minha mãe saiu e nós fomos até o banheiro, fui o caminho inteiro me apoiando em seu ombro, já que não encontrava equilíbrio o suficiente pra fazer isso sozinho.
Quando chegamos ao banheiro, meu pai me ajudou a tirar a roupa e entrar embaixo da água gelada do chuveiro, o que fez com que eu me sentisse um pouco melhor, mas não o suficiente para conseguir me manter em pé.
— Que lindo. – Eu disse debochado. – Eu, um homem de vinte e oito anos, prestes a se casar, precisando da ajuda do pai pra tomar banho. Estou me sentindo uma criança.
— Pra você ver né? – Ele disse sorrindo. – Ao menos você ainda consegue se lavar sozinho, pior seria se eu tivesse que fazer isso também.
— Precisa de ajuda aí? – Jasper perguntou chegando ao lado de Carlisle.
— Não. Obrigado.
— OK. Emmet e eu estamos ali no quarto esperando vocês saírem.
— Tudo bem.
Quando terminamos o meu banho, me sequei com a toalha e saí enrolado nela, Emmet e Jasper estavam sentados na beirada da cama, onde não estava molhado e eu vesti a cueca boxer que eu tinha levado para lá junto com o fraque preto para o casamento. Depois nós descemos, Emmet segurava em um dos meus braços, meu pai o outro e Jasper ia na minha frente para evitar que eu rolasse as escadas pela minha maldita tontura.
— Nem pra vestir um short né? – Disse Esme assim que cheguei na mesa da sala de jantar.
— Eu não trouxe nenhum short e além do mais ninguém aqui é idiota, todos sabem o que tem por dentro dessa cueca.
— É verdade. – Disse Emmet num tom brincalhão. – Uma minhoquinha.
— Que Mané minhoquinha? – Perguntei me fazendo de irritado. – assim você ofende a minha sucuri.
Minha mãe me deu um remédio e em seguida um café da manhã com muitas frutas e pães. Depois eu fiquei um pouco no sofá assistindo TV, quando estava me sentindo 100% bem novamente, minha mãe veio até mim e começou a mexer em meu cabelo, tentando ajeitá-lo para a ocasião.
— Deixa essa merda assim mesmo mãe. – Eu disse.
— De jeito nenhum. – Ela disse imediatamente. – Você vai com esse cabelo arrumadinho, não assim feito um leão.
— Esse é o meu charme natural.
— Tanto faz, no seu casamento você vai com os cabelos arrumados e ponto. – Disse mandona.
— Mãe, será que a Bella tá tão empolgada quanto eu pra isso tudo? – Perguntei.
— Claro que está. É um dia único pra ela também, tenho certeza de que está muito ansiosa.
— Eu quero vê-la logo. Estou com saudades.
— Você vai vê-la dentro de algumas horas. Fique tranquilo.
Minha mãe arrumou um monte de coisas pra fazer em mim. Até Charlie que agora era um ótimo sogro veio me visitar e ajudar um pouco com os preparativos, mas ele não ficou muito, porque também tinha que se arrumar. Quando vimos já eram quase quatro horas, então saímos rumo ao barco, eu apenas me perguntava se Bella estava lá também, provavelmente não já que o único carro ali era o de meus pais que estavam me levando.
— Ai mãe. – Eu disse nervoso. – Ela ainda não chegou, e já são quatro horas! – Eu disse apreensivo.
— Calma Edward, o casamento é quatro e meia.
— Tá bom, vou tentar me acalmar.
Nós entramos lá e em pouco tempo as pessoas começaram a chegar, todos menos Bella. Já eram cinco horas, eu estava no altar, praticamente todos os convidados já acomodados nos bancos em suas conversar aleatórias, o padre, os padrinhos, as madrinhas, as daminhas, os meus pais, os delas, todo mundo! Menos a minha futura esposa!
— Ela vai furar. – Eu disse desesperado para meu pai que estava ao meu lado. – Eu não vou perder apenas o meu casamento, mas também a mulher que eu amo. Maldito foi o dia em que inventei em pedi-la em casamento. Era melhor deixar tudo como estava mesmo. Ao menos assim ela ainda estaria comigo.
— Calma Edward. – Disse meu pai. – Ela só está há meia hora atrasada. Sua mãe atrasou quase duas! Paciência. Isso é coisa de noiva mesmo. Daqui a pouco ela chega.
— Mesmo assim, eu estou preocupado. E se ela mudou de ideia?
— Calma Edward, sem desespero.
Sem desespero? Era muito fácil ele dizer isso agora, quando a mulher dele estava lá, agora eu estava aqui, prestes a ser abandonado no altar pela minha. Meu coração batia descompassado e tudo que eu queria era que ela chegasse logo pra acabar com o meu desespero.
Mais alguns minutos se passaram, foi então que a orquestra ao lado do altar começou a soar, todos os convidados levantaram e os padrinhos começaram a entrar, depois as daminhas e por último ela, minha excepcionalmente linda e deslumbrante futura esposa, que nesse momento mais do que nunca parecia um verdadeiro anjo, anjo esse que estava aqui pra me salvar, me salvar das noites de solidão, me salvar do abismo que era ficar cada noite com mais uma mulher vazia em busca apenas de companhia sexual, para me salvar da tristeza de devia ser não fazer parte de uma família, para me salvar todos os dias ao chegar em casa e ter alguém com muito amor pra dar depois de mais um dia cansativo de trabalho, para me salvar de todas as formas possíveis, anjo salvador esse que se chama esposa, a minha esposa.
Era estranho, mas quando a vi, caminhando em minha direção, como se fossemos apenas nós dois naquele navio, navio não, naquele universo, lágrimas involuntárias se formaram em meus olhos, lágrimas essas que eu sem pestanejar deixei que caíssem sobre meu rosto, permitindo a todos ver o quanto eu estava emocionado e extremamente feliz por finalmente ter esse momento só meu e dela, momento esse que ficaria gravado em nossos corações para sempre.
P.O.V. BELLA
Eu estava uma verdadeira pilha de nervos e até chorei enquanto a tal de Melanie fazia meu penteado.
— Calma Bella, não chora. – Disse Alice desesperada. – Ele já está terminando de fazer o seu cabelo.
— Não é isso Alice. – Gritei com as lágrimas descendo com mais força por meu rosto. – Eu estou nervosa mesmo, nervosa, feliz, ansiosa, feliz, estressada, feliz. É por isso que estou chorando.
— Ainda bem que a maquiagem é à prova d’água. – Ela disse. – Agora tenta se acalmar. Eu vou ter que ir na frente, porque já são quatro horas, então tenho que ver se eles organizaram tudo direitinho, tá bom?
— Já são quatro horas?! – Perguntei gritando.
— Calma. – Disse Alice. – Não precisa se preocupar com o horário, noiva sempre se atrasa mesmo. To indo hein.
— Tá bom.
Alice saiu e agora eu estava sozinha apenas com a cabeleireira e a maquiadora. Quando eu finalmente fiquei pronta peguei o vestido, o buquê, as jóias, a lingerie e os sapatos, fui para a limusine branca que já me esperava na porta. Algum tempo depois eu já havia chego, pedi para uma das funcionárias do Buffet chamar Alice e fui direto para uma das cabines do navio. Alice, minha mãe e Esme sabiam onde eu estava, então logo ao menos uma delas apareceria.
Assim que ela entrou, perguntei se Edward já havia chego, segundo ela, ele foi o primeiro a chegar, o que me deixou tranquila. Comecei a me arrumar, enquanto ela me ajudava com tudo para não afetar no cabelo, nem na maquiagem, quando terminei de colocar o vestido , a grinalda e calçar os sapatos Alice me parou antes que eu pudesse pegar o colar.
— Bella. – Disse com uma caixa de veludo vinho em mãos. – Isso é pra você.
Peguei a caixa de suas mãos e abri, lá estava um colar bem detalhado todo em diamantes e ouro branco, junto a uma pulseira e brincos em conjunto. Com certeza custou uma fortuna, mas nem era por isso que eu estava tão orgulhosa, mas pelo fato de Alice ter pensado em mim a esse ponto. Eu juro que com toda a loucura dos preparativos, mais o trabalho, mas toda a atenção que eu não podia deixar de dar aos meus animais de estimação e a Edward, nem havia lembrado de comprar qualquer jóia, então peguei uma que Edward me deu de presente do natal to ano passado.
— Eu sei que isso não é nem um quarto do que você merece. – Ela disse. – Mas achei que ficaria lindo com o seu vestido de noiva.
— É lindo. – Eu disse com os olhos marejados.
— Não chora, hoje é dia de alegria. – Disse ela sorrindo, porém tão emocionada quanto eu.
— Eu estou alegre, alegre não, feliz, eu estou plenamente feliz. – Garanti. – Você é a melhor cunhada e melhor amiga desse mundo!
— Ah Bella, assim quem vai chorar sou eu. – Ela disse já com lágrimas nos olhos e eu a abracei.
Alice colocou as jóias de mim e eu simplesmente não parava de tremer.
— Fique calma. – Ela disse. – Vai dar tudo certo.
— Eu sei, mas fico nervosa mesmo assim.
— Fique calma. OK? Agora eu tenho que ir pra avisar à orquestra pra eles irem se preparando porque você chegou. Daqui a uns dois minutinhos você entra.
— Tudo bem, daqui a pouco eu estou lá.
Alice sorriu e eu fiquei andando de um lado para o outro, apreensiva e ansiosa até demais, me perguntava como estava Edward agora.
— Posso entrar? – Minha mãe perguntou da porta.
— Claro mãe. – Falei.
Ela entrou e olhou para mim com tanta admiração que até eu consegui sentir a emoção que ela transmitia.
— Você está tão linda. – Ela disse.
— Obrigada. – Falei sorrindo.
— Está nervosa?
— Muito. – Confessei. – Uma verdadeira pilha de nervos.
— Por que tanto nervosismo meu amor?
— Eu não sei, é um passo muito grande na minha vida e só uns vinte minutos me separam dele. Estou um pouco assustada.
— Bella. Você tem certeza que é isso que quer? Se casar com o Edward? Você só tem vinte e três anos, é muito nova ainda e é normal que se sinta tão insegura. O que precisa fazer é seguir seu coração, porque por mais que eu tenha certeza absoluta do seu amor pelo Edward, eu sei que é um passo grande que talvez você ainda não esteja pronta pra encarar.
— Casar com o Edward é tudo que eu mais desejo mãe. E além do mais, o Edward e eu já somos casados, fazemos exatamente tudo que marido e mulher fazem, só não é oficial. E não é algo que eu duvide que queira fazer, muito pelo contrário, eu nunca estive tão feliz e tão certa em toda a minha vida. É como se eu nascesse apenas pra esse dia. Por isso estou tão nervosa.
— Não sabe o quanto é bom ouvir você dizendo isso. Porque nem eu, nem a sua irmã nos casamos dessa forma. A Leah ainda não era muito apaixonada pelo Sam quando eles se casaram e isso era visível, eu só via a mim quando casei com o Charlie ali, a diferença é que a Leah em menos de um ano aprendeu a amar loucamente o marido, agora comigo e o Charlie, nunca foi aquela coisa louca, sabe? Sempre fomos mais como companheiros, bons amigos. Porque homem e mulher mesmo, só éramos quando ambos estávamos com muita vontade e é assim até hoje.
— Mas nem no dia do casamento de vocês você estava plenamente feliz? – Perguntei.
— Não. – Respondeu. – Eu já não estava muito animada. Aí pouco antes de eu ir pra igreja recebi uma carta do Carlisle desejando felicidades e dizendo que ficava muito feliz em saber que eu tinha superado o nosso término e que eu merecia uma ótima vida ao lado de quem eu escolhesse. Isso foi o fim, já que na verdade era a ele quem eu amava de verdade.
— Ah mãe. – Eu disse sensibilizada. – Não fica assim, tá? Hoje é o dia do meu casamento e eu quero te ver feliz. Manda essas lembranças pra longe e vamos pra lá. Eu sei que o Carlisle está aí, mas apenas o ignore.
— Eu sei. – Ela disse sorrindo. – É engraçado como o mundo dá voltas, mais de trinta anos depois do meu término com o Carlisle e agora ele vai ser o sogro da minha filha.
— E a senhora está incomodada com isso?
— Eu já tive quase seis anos pra me acostumar, e eu posso te garanti que consegui. – Ela respondeu sorrindo.
— Que bom. – Eu disse realmente feliz por ouvir isso.
— Bella, eu quero te desejar toda a felicidade e o amor desse mundo! Que o seu casamento seja lindo e que vocês sejam plenamente felizes para todo o sempre.
— Obrigada mamãe. Por tudo.
— De nada meu anjo.
— Que horas são? – Perguntei preocupada.
— Cinco e vinte. – Disse minha mãe olhando em seu relógio de pulso.
— Meu Deus! O casamento já começou! – Eu disse em desespero.
— Sem a noiva? Impossível. – Disse minha mãe sorrindo.
— Vamos logo.
— Vamos.
Peguei o buquê e nós fomos à parte do navio onde ocorria o casamento, minha mãe foi de fininho para o seu lugar e eu fui para perto de meu pai que já me esperava.
— Está linda. – Disse orgulhoso. – Meus parabéns.
— Obrigada papai.
— Obrigado você meu anjo, por desde o começo lutar pelo que você amava, você e ele merecem este momento como ninguém. Não faz ideia do quanto estou feliz.
Sem exitar abracei meu pai fortemente e de repente a orquestra começou a tocar, enquanto os padrinhos entravam lentamente, depois as daminhas e por último eu. Lá estava ele, andando de um lado para o outro, parecendo impaciente, até o momento em que me viu, Edward, que estava com o cabelo arrumado, o que era uma novidade para mim estava lá, esperando por mim, o homem pelo qual tanto lutei para estar ao lado, o homem que inúmeras vezes, em situação extremas e exagerada ou nos mais simples momentos me mostrava dia a dia que me amava tanto quanto ou talvez um pouco menos do que eu o amava, e agora eu jamais poderia estar tão feliz.
Fui caminhando lentamente ao lado de meu pai até meu futuro marido que já chorava, assim como eu e em pouco tempo eu já estava lá, quando chegamos meu pai se aproximou de Edward e sussurrou algo para ele, Edward sussurrou de volta e em seguida meu pai beijou minha mão, na qual ele estava segurando e entregou para Edward que a beijou no mesmo local.
— O que ele disse? – Sussurrei para Edward assim que meu pai foi para seu lugar.
— Para eu cuidar bem de você, e a propósito, está perfeita.
— Você está mais.
O padre começou o matrimônio, recitando alguns trechos da bíblia, falou sobre o casamento, enfim, disse tudo que precisava ser dito, até que finalmente chegou a nossa hora de falar alguma coisa.
— Diga isso. – Disse o padre entregando um papelzinho para Edward.
Edward e eu ficamos de frente um para o outro enquanto ele segurava uma de minhas mãos e começava a ler o que estava escrito no papel.
— Eu, Edward Cullen, prometo ser fiel, amá-la e respeitá-la, na saúde, na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte nos separe.
As lágrimas desciam por meu rosto enquanto ele recitava suas palavras, porque nunca me pareceram tão sinceras. Depois o padre me entregou um papel que eu também li. Em seguida chegou a tão esperada hora.
— Isabella Marie Swan, você aceita Edward Anthony Cullen, como seu marido?
— Aceito. – Respondi prontamente enquanto as lágrimas desciam com mais força.
— Edward Anthony Cullen, você aceita Isabella Marie Swan, como sua legítima esposa?
— Aceito. – Ele disse decidido e em seguida nós assinamos uma papelada.
— Com o poder concedido a mim, eu os declaro, marido e mulher. – Disse o padre. – O noivo já pode beijar a noiva.
Edward envolveu os braços por minha cintura e me deu um selinho um tanto demorado, depois ele tratou de secar as lágrimas rapidamente, e eu fiz o mesmo, ainda que soubesse que para a quantidade de minhas lágrimas, não era uma pequena carícia com as mãos que faria meu choro cessar. Os convidados foram para a parte onde ocorria a festa e nós nos separamos para falar com as pessoas ao redor. Primeiramente fui falar com os meus pais e a minha irmã.
— Ah filha. – Disse minha mãe com o rosto vermelho de tanto chorar. – Eu estou tão emocionada. Foi lindo!
— Eu também estou. – Eu disse enquanto a abraçava.
— Nem acredito que a minha caçulinha casou! – Disse Leah. – Bella, estou muito orgulhosa. Foi perfeito!
— Obrigada minha irmã. – Eu disse a abraçando também.
Conversei mais um pouco com eles, tirei fotos e em seguida saí para falar com os outros convidados. Eu nem sabia onde Edward estava, mas com certeza por aí. Quando finalmente consegui passar por todas as mesas, tirei os sapatos e me sentei em uma cadeira para descansar um pouco.
— Será que a linda noiva pode me dar a honra? – Edward perguntou estendendo a mão para mim.
— Só se eu não tiver que calçar esses sapatos novamente.
— Eu não me importo com os seus sapatos.
— OK.
Because you loved me – Celine Dion
Dei a mão para ele e nós fomos para o meio da pista de dança, Edward me ergueu levemente para que eu ficasse sobre seus pés e nós começamos a dançar a linda música romântica que tocava ao fundo, descansei minha cabeça em seu ombro, sentindo seu cheiro gostoso e me sentindo protegida e amada em seus braços.
— Eu te amo tanto. – Ele disse enquanto me abraçava um pouco mais forte. – Minha esposa.
— Eu também te amo demais. – Eu disse sorrindo. – Meu marido.
E assim ficamos, dançando coladinhos até o fim da música, em seguida tendo que dar atenção aos convidados, mas uma coisa era certa, mais tarde já estaríamos juntinhos, rumo à Holanda. E o nosso casamento, fora apenas o primeiro passo para a eternidade, a nossa eternidade.
Notas finais
E eu tenho 19 recomendações nessa fic. Quem quer fazer a vigésima e deixar essa autora mega feliz?
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