A filha do reitor

50 Indo para a direção correta


Notas iniciais
Oi gente, eu sei, to mega em falta com vocês nessa fic, é que tava realmente apertado pra mim kkkk O meu pc deu pau na quarta passada, então só consegui postar em O cowboy, pq já tinha uma noção do que escreveria no cap, só que aqui eu de fato teria que pensar no que escrever.
Quero agradecer à Eliana Costa pela linda recomendação.
Eu sei que vcs não esperavam essa notícia agora, mas ao olhar as minhas coisas aqui, constatei que este é o penúltimo capítulo dessa fic :/ Eu já estou me sentindo mal e em ritmo de despedida, e isso é tão ruim! A coisa boa é saber que aos poucos as coisas estão indo para os seus definitivos lugares. Bom, é isso, boa leitura a todas e nós vemos lá embaixo.

' Era estranho do nada Edward resolver as coisas entre a gente, talvez fosse por pena, sei lá. Mas o importante era que hoje nós íamos sair e íamos nos divertir. Sem essa coisa de desconfianças nem nada disso, hoje seria algo leve, ao menos eu faria o máximo para que fosse. Depois de pronta, calcei uma sandália sem salto para acompanhar o meu pé enfaixado. Nós fomos até um dos melhores restaurantes das redondezas e Edward me ajudou a entrar. Assim que chegamos fomos para uma das elegantes mesas e Edward olhava para mim sorrindo.

— O que? – Perguntei.

— Senti falta de sair contigo.

— Eu também. – Disse com um leve sorriso. – As coisas costumavam ser bem mais fáceis há um mês atrás.

— Verdade. – Murmurou. – Mas vão voltar a ser assim.

— Será? – Perguntei um tanto desanimada. – Às vezes parece que estamos trilhando um caminho sem volta.

— Um mês não pode destruir dez anos de puro amor e cumplicidade.

— Às vezes um dia consegue. Um mês então...

— Vamos mudar de assunto? Afinal, a gente veio pra se divertir. Correto?

— Correto. – Respondi sorrindo.

Nós começamos a conversar sobre assuntos saudáveis e interessantes. Aos poucos fui me soltando e a noite foi se tornando cada vez mais agradável. Nós abusamos um pouco do vinho e acabamos tendo que deixar o carro por ali mesmo e ir de táxi. À esta altura, a gente não parava mais de rir, estávamos bêbados mesmo.

Assim que entramos em casa, Edward me puxou contra seu corpo, na intenção de me roubar um beijo, mas com muito esforço, o neguei.

— Por que não? – Perguntou com o cenho franzido. – Eu quero, você quer. Somos casados, qual é o problema nisso?

— Eu não quero te beijar agora, me iludir e depois acabar magoada novamente. Eu sinceramente não sei se posso suportar.

— Hei. – Ele disse segurando meu rosto entre suas mãos. – Eu não vou mais te magoar, não dessa vez.

— Ah é? Então agora você vai ter que me mostrar isso. Dia após dia. Porque a cicatriz que está aberta aqui, não pode correr o risco de se abrir ainda mais.

— Pode deixar então. – Disse determinado. – Vou te mostrar que sou digno do seu amor.

— Tá bom. – Eu disse com um leve sorriso. Porém estava soltando fogos por dentro. – Boa noite.

— Boa noite. – Respondeu com um lindo sorriso nos lábios.

No dia seguinte, acordei junto com Edward e antes que Alice saísse para trabalhar, peguei Robert e Nessie em sua casa e voltei para a minha. E mais um longo dia começava, eu poderia descrever exatamente como ele seria e essa rotina toda estava me matando. Eu sentia falta do meu trabalho, de ser útil para alguma coisa que não fosse para cuidar dos meus filhos. Eu amava ficar com eles, mas sentia falta da antiga Bella. Que defendia até a morte seu cliente no tribunal e que aos seis anos de carreira nunca perdeu nenhuma causa. Eu queria essa Bella de volta. Talvez fosse esse o fator que estava afastando Edward cada vez mais de casa. Agora eu me perguntava se ele estava dizendo realmente a verdade ontem à noite, quando chegamos do restaurante, ele estava mesmo disposto a salvar o nosso casamento ou aquilo tudo foi apenas um papo de bêbado? Afinal era o que estávamos. Eu esperava desesperadamente que cada palavra dita por ele ontem fosse verdadeira, mas de qualquer forma eu só teria essa comprovação hoje, caso as atitudes dele mudassem.

Quando eram sete e meia da noite, fui surpreendida por Edward entrando em casa, o horário normal dele. Achei estranho, afinal ultimamente Edward só chegava tarde.

— Papai! – Disse Nessie imensamente feliz. – O senhor chegou mais cedo!

E correu com aquelas perninhas curtinhas na direção de seu pai que já a aguardava com os braços abertos, o que fez com que eu sorrisse imediatamente com a imagem. Edward e Nessie pareciam aquele pai e filha de catálogo de tão lindos que eram. Minha família era linda por sinal. E o fato de Edward chegar mais cedo depois do que me prometeu ontem só mostrava que eu não era a única que enxergava e se importava com isto.

— Quem quer ir ao McDonald’s? – Edward perguntou.

— Eu! – Nessie pulou empolgada. – Vamos papai, vamos. Por favor!

— Vamos? – Ele perguntou olhando para mim.

— Desse jeito eu não vou curar o meu pé nunca. – Eu disse com as sobrancelhas erguidas. – Toda noite tá querendo passear agora.

— Ah amor, qual é? Vamos, A Nessie tá doida pra ir. – Disse naquele tom fodidamente sexy que só ele sabia fazer, mas isso passou quase despercebido em vista ao fato dele ter me chamado de amor.

— É mamãe – Disse Nessie saltitante. – Eu estou louca para ir.

— Vamos então, né? Eu sei que não tenho outra escolha mesmo. – Eu disse sorrindo.

— Eba! – Disse feliz.

— Então vão se arrumar logo. – Ele disse subindo para o segundo andar. – Eu estarei pronto logo, então se apressem.

Eu arrumei Nessie e a liberei para sair, depois me arrumei, em seguida Robert. Edward e Nessie já nos aguardavam sentados na sala, Nessie balançava as perninhas impaciente. Dava para ver o quanto ela estava ansiosa.

Edward olhava para mim como se eu fosse a última mulher neste mundo, e olha que eu nem estava tão bem arrumada assim, mas é claro que elogios, ainda que não verbalmente declarados eram sempre bem vindos.

— Vamos? – Perguntou.

— Vamos. – Respondi sorrindo.

Nós fomos até o carro e Edward colocou Robert em seu bebê conforto e Nessie no dela. Em seguida abriu a porta do carona para mim, o que fez com que eu o olhasse abismada, porém satisfeita. Me sentei, e ele foi para o motorista. Chegamos rapidamente no shopping e fomos ao McDonald’s. Edward pediu dois do maior sanduíche de lá, como sempre fazia. Depois de terminarmos de comer, Nessie insistiu para que fossemos um pouco no playground, e como pai e mãe fazem tudo para ver um sorriso no rosto do filho, nós fomos.

Edward e eu revezávamos a ver nos brinquedos com ela, uma hora eu ia e ele ficava com Robert, e na outra ele ia e eu ficava com ele. Ela se divertiu bastante. Nós tomamos um sorvete de casquinha e depois fomos para casa. Nessie já dormia em seu bebê conforto e Robert no dele. Edward e eu os levamos para seus quartos e subimos as escadas ao mesmo tempo.

— Será que eu mereço ao menos um beijinho hoje? – Perguntou se aproximando de mim.

— Uma noite que você chega cedo e leva a gente pra lanchar não me prova que as coisas vão mudar. Você vai precisar de muito mais, Edward. Vai precisar soar a camisa. – Eu disse entrando em meu quarto em seguida.

Pude ouvir o som da risada de Edward e seus passos se afastando em seguida. Eu estava me fazendo de difícil, mas no fundo meu corpo e minha alma pediam loucamente por Edward, pelo seu corpo, seu carinho. Claro que não se resumia a sexo, mas a ele por completo, até mesmo nossas conversas bestas antes de dormir, eu sentia muita falta de tudo isso, e a possibilidade de ter tudo de volta me encheu de expectativa de tal forma que eu nem conseguia explicar.

No dia seguinte a campainha tocou na hora do almoço e eu fui atender prontamente, era um buquê de rosas vermelhas e uma caixa de bombom, com um bilhete escrito à mão.

Eu não sou bom com as palavras e você sabe disso, mas achei melhor lhe enviar um bilhete com essa grafia horrorosa e ainda por cima com um conteúdo mau formulado, do que comprar um daqueles cartões prontos, porque não penso que ali diga tudo que eu sinto por você. Na verdade é algo tão forte que nem se eu utilizasse todo papel do planeta conseguiria te passar nem mesmo a metade. Então anote em sua mente uma coisa e não se esqueça dela: Eu te amo e todas as vezes que nos beijamos é como na primeira vez.

Atenciosamente, Todo seu e eterno apaixonado... Edward.

Abri um enorme sorriso e entrei feito uma adolescente apaixonada.

— Que isso mamãe? – Perguntou Nessie chegando ao meu lado.

— São flores e bombons meu amor.

— Quem mandou?

— O seu papai.

— Hum, vamos comer os bombons então. – Disse com os olhos grande em expectativas.

— Vamos sim meu anjo. – Confirmei. – Mas vamos deixar alguns para ele.

— Mas se ele deu de presente é porque não quer.

— É claro que ele quer, ele só não vai assumir.

— Ah tá. – Disse assimilando essa informação. – Então devemos sempre guardar os presentes que as pessoas nos dão para dividir com elas?

— Só os de comer, e mesmo assim só quando a pessoa mora conosco.

— Ah sim. – Disse balançando a cabeça positivamente.

Nós comemos alguns bombons e deixamos os outros na geladeira para quando Edward chegasse. Quando eram sete e meia, lá estava ele novamente.

— Boa noite minhas princesas. – Ele disse chegando com duas sacolas na mão, percebi que uma tinha uma garrafa de vinho dentro.

— Boa noite papai! – Disse Nessie correndo até ele e o abraçando novamente.

— Boa noite meu anjo. – Disse colocando as sacolas em uma das mãos e pegando Nessie com a outra.

— Que isso? – Perguntei fazendo menção às sacolas.

— Ingredientes para fondue de carne e chocolate.

— Eba! – Disse Nessie. – Eu amo fondue de chocolate! Você é o melhor papai!

E então ela o abraçou firme. Depois desceu de seu colo vindo até mim. Eu a segurei e Edward foi para a cozinha.

— Hoje a janta é por minha conta. – Ele disse.

E algum tempo depois voltou, com tudo pronto e nós comemos primeiro o de carne, acompanhado por um bom vinho tinto que ele havia trago, depois comemos o de chocolate, como sobremesa. Nessie caiu pelo sofá mesmo e Robert já dormia.

— Obrigada pelas rosas que você me mandou. – Eu disse agradecida.

— Disponha.

— Edward, o que fez você mudar assim... De repente?

— Eu tive uma conversa com o meu pai, que fez com que eu enxergasse as coisas de uma forma diferente sabe? De uma perspectiva diferente. Eu vi que a única coisa que realmente me importa é você. Então eu farei de tudo para tê-la novamente.

— Mas e esse negócio no qual você está trabalhando?

— Eu vou começar a acordar uma hora mais cedo e ir pro trabalho, também vou aproveitar cada segundo livre que eu tiver durante o expediente e trabalhar nisso, até que esteja pronto.

— Hum... – Eu disse pensativa. – Eu não sei, mas você está começando a me convencer que as coisas podem se acertar.

— Elas vão se acertar. Eu sei que você não está bem com essa coisa toda de depressão pós parto, mas eu te prometo que darei o melhor de mim pra ser o marido que você espera.

— Por favor. – Eu disse com os olhos fechados, lutando contra minhas lágrimas que insistiam em descer. – Não me faz acreditar que tudo vai ficar bem e depois voltar a fazer as mesmas coisas de antes, pq eu não vou mais aguentar isso.

— Hei. – ele disse segurando meu rosto entre suas mãos. – Eu sei que te magoei com as minhas atitudes, mas vou mudar. Eu juro.

— Tá bom. – Eu disse sorrindo. – Eu acredito em você.

E então Edward começou a se aproximar para me dar um beijo, mas eu me afastei, apesar de realmente acreditar que as coisas mudariam a partir de agora, eu ainda achava cedo para me entregar a ele novamente, eu queria ardentemente isso, mas sentia que não era a hora.

— Mas... – Ele disse.

— Bota as crianças na cama. Vou pro meu quarto. – Eu disse dando um rápido selinho em seus lábios e me levantando, depois fui mancando até meu quarto.

- Você não vai conseguir escapar de mim por muito tempo Isabella Cullen. – Ele disse num tom animado.

Fui me deitar com um sorriso idiota nos lábios, agora sim, eu me sentia plenamente feliz, era como se toda aquela tristeza que eu estava sentindo de uns dias para cá se dissipasse apenas pelo fato dele ter mudado de atitude em relação a nós dois.

Notas finais
Oi amores, pois é... O próximo é definitivamente o último :/ Eu até queria falar bastante e tudo mais, mas vou deixar tudo para o próximo capítulo. Sexta eu estarei aqui, atualizando em "A filha do reitor" por uma última vez. Bjs e até.