A filha do reitor

51 Como na primeira vez.


Notas iniciais
Oi gente! Demorei de novo, eu sei, mas semana passada o pré vestibular pegou no pé legal, começou com um intensivão e tal, mas agora já estou mais disposta e escrevi esse cap, o último cap nessa fic! Quero agradecer à Suzana Dias pela linda recomendação, bom... É isso, espero que gostem... A gente se vê lá em baixo.

Duas semanas se passaram. Edward e eu não tivemos nada, ou melhor, nossa relação foi evoluindo até que eu lhe concedi beijos, nós já estávamos há uma semana apenas nos beijando. Eu disse a ele que queria resgatar o flerte, a ansiedade e a emoção de quando começamos a namorar, ele teria que me conquistar dia após dia, até que eu finalmente cedesse e nós tivéssemos uma noite de amor. Ele aceitou, mas parecia ansioso demais, já fazia um mês que não nos tocávamos, eu estava subindo pelas paredes, mas conseguia me controlar, já Edward parecia mais um cão no cio, um simples toque meu já era suficiente para deixá-lo pronto.

— Acorda! – Disse Edward entrando com tudo em meu quarto enquanto eu dormia.

— Tá maluco? – Perguntei sonolenta.

— Não. Já está na hora de levantar. – E então olhei no relógio do criado mudo, ele queria morrer, só pode.

— Mas são sete horas e hoje é domingo!

— Sim, mas nós vamos sair.

— Pra onde?

— Pra onde você quer ir?

— Eu sei lá, acabei de acordar.

— Tá bom. – Respondeu empolgado. – Veste uma roupa de banho.

— Tá legal. – Respondi preguiçosa.

Edward saiu e eu me levantei, fui direto para o banheiro e comecei minha higiene matinal, em seguida me arrumei e desci, acordei Nessie e comecei a arrumá-la também.

Arrumei uma grande bolsa com mais uma muda de roupa para todos nós e todas as coisas que precisaríamos para um dia de sol. Depois fomos direto para o carro. Não demorou muito até que chegássemos ao nosso destino, que era a marina onde ficava a nossa lancha. Imediatamente sorri, já imaginando para onde iríamos.

— Acho que agora não dá mais pra esconder pra onde estamos indo, não é? – Perguntou sorrindo.

— Estamos indo para a ilha papai? – Nessie perguntou.

— Sim meu amor. – Edward respondeu.

Edward deixou o carro no estacionamento da Marina, e nós fomos até a lancha, rumo à ilha Esme, sim Esme tinha uma ilha, que Carlisle deu a ela. Ilha na qual nós poderíamos ir quando quiséssemos já que tínhamos uma cópia da chave da casa. Edward foi pilotando a lancha enquanto eu ficava com as crianças na pequena sala.

Assim que chegamos fomos até a casa para deixar nossas coisas, saindo em seguida para curtir o dia de sol e praia.

Nessie queria entrar no mar de qualquer jeito, só que ela era muito pequena para isso, porém, como o mar não estava com muita onda e nós ficaríamos perto do mar mesmo, então deixei que ela ficasse na beirada, tudo sob minha supervisão é claro. Às vezes Edward ia dar um mergulho e ela aproveitava para acompanhá-lo até o fundo, outras quem ia era eu, enquanto ele olhava Rob.

Nós estávamos nos divertindo bastante, então uma outra lancha apareceu na área, parecia ser Alice, então abri um grande sorriso, conforme a lancha se aproximou, tive certeza que era ela. Nessie ficou mega feliz por poder ter a companhia de sua prima, e eu também estava, já que adorava Alice, que além de minha cunhada, era a minha melhor amiga.

Assim que eles desceram Geanne correu para Nessie e elas ficaram brincando na areia, enquanto Edward, Jake, Alice e eu conversávamos. Edward e Jake ficaram olhando Rob enquanto Alice e eu fomos até o mar.

— E aí? – Ela perguntou. – Já está se sentindo melhor?

— Nossa, muito. Pra te ser sincera acho que nem estou mais com essa maldita depressão.

— Ai amiga, tomara. – Ela disse parecendo realmente feliz por mim. – Não gosto de te ver mal.

— Eu estou bem. E o melhor de tudo, o meu casamento também. – Eu disse sorrindo e ela também sorriu. – Eu cheguei a pensar que não tinha mais jeito.

— Eu nunca pensei assim. – Garantiu.

— Por quê?

— Bella, basta olhar pra vocês pra ver o quanto se amam, a forma na qual se olham, ainda é a mesma de antigamente, eu diria que até mais intensa. Tem coisa mais bonita e verdadeira que essa? Não importam os problemas que venham a enfrentar, ou o que terceiros tentem enfiar na cabeça de vocês, o que sentem um pelo outro sempre vai vencer, eu tenho certeza disso.

— Obrigada. – Eu disse sorrindo.

— Pelo quê?

— Por ser uma amiga tão incrível! – Então a abracei forte e ela retribuiu.

O dia passou rapidamente, e quando a noite começou a cair, Edward e Jacob acenderam uma churrasqueira e nós ficamos em volta, Edward começou a tocar o violão dele que ficava guardado na casa, a noite estava maravilhosa. Quando começou a ficar tarde, Alice, Jake e Gianna foram embora, enquanto Nessie e Rob estavam no décimo sono.

— Nós não vamos não? – Perguntei.

— Você quer ir? – Perguntou parecendo nada interessado.

— Não. – Respondi prontamente. – Mas e o seu trabalho?

— Eu ligo e falo que a Nessie tá passando mal.

— Tá bom, então vamos ficar.

— OK.

Nós ficamos um bom tempo sem assunto nenhum, mas aquele era um dos silêncios mais ensurdecedores no qual já presenciei. Era evidente o quanto ambos queríamos falar, e queríamos chegar mais perto do outro, mas ninguém tinha forças para começar.

Então Edward se aproximou de mim, fazendo com que eu olhasse para ele, que pôs uma das mãos em minha bochecha, em uma lenta e calorosa carícia. Ele sabia que o beijo era permitido, no entanto optou por ir aos poucos, do jeitinho que ele sabia que eu gostava. Edward foi se aproximando lentamente do meu rosto, tão lentamente que meus lábios quase imploravam pelos seus, até que finalmente ele terminou com minha agonia me dando um beijo delicioso e casto.

— Você é a mulher mais maravilhosa que eu já conheci. – Sussurrou contra meus lábios após o beijo e eu o beijei novamente, mostrando o quando queria aprofundar a nossa relação. Eu já não aguentava mais ficar sem ele, como homem mesmo.

Edward foi trilhando beijos pelo meu pescoço, tentando ao máximo conter toda a sua empolgação, afinal, foi um mês sem absolutamente nada. Nem eu sei como consegui ficar tanto tempo sem.

— Eu te amo... – Ele disse enquanto beijava docemente meu pescoço. – Amo muito, minha linda esposa.

— Eu também... – Murmurei sentindo calafrios por suas palavras misturadas com suas carícias. Eu devo ter feito algo muito bom na outra vida pra merecer um homem desses!

Edward colocou a mão na alça da minha saída de praia e olhou para mim, como quem pedia permissão para continuar, e eu apenas acenei que sim, então ele abaixou a alça do meu vestido e começou a tirá-lo, bem lentamente, ele estava querendo me torturar, só podia ser. Eu já estava quase gritando e implorando para que ele me pegasse de jeito e imediatamente, mas as coisas não eram bem assim, então eu teria que esperar mais. Quando eu já estava apenas de biquíni, ele começou a passar a mão lentamente pela lateral do meu corpo, eu já estava praticamente gemendo involuntariamente, e ele pareceu gostar disso, porque sua mão que estava em minha nuca aumentou o aperto, me causando ainda mais calafrios.

Edward desamarrou a parte de cima do meu biquíni e tirou rapidamente, deixando meus mamilos que já estavam eriçados de excitação, completamente nus. Começou a acariciar um deles enquanto chupava o outro, eu mantinha seus cabelos entrelaçados em meus dedos e gemia mordendo os lábios, já imaginando como seria quando finalmente estivéssemos conectados novamente.

Seus lábios foram descendo com precisão e afeto por todo o meu corpo até chegarem lá embaixo, Edward tirou minha parte de baixo do biquíni rapidamente, porém ainda carinhosamente, então uniu seus lábios a minha intimidade fazendo com que eu gemesse de prazer. Edward parecia tão louco quanto eu, ambos esperávamos loucamente por este momento e ele finalmente estava acontecendo. Sua língua me explorava como se eu fosse o mais delicioso dos sabores de sorvete ou algo assim. Eu gemia deliberadamente enquanto Edward acariciava meu corpo carinhosamente. Aos poucos senti a sensação do maravilhoso orgasmo chegando lentamente até mim, me tomando por completo.

— Isso... – Murmurou – Geme gostoso pra mim vai...

Gemi ainda mais rápido, fazendo com que Edward fosse à loucura. E então ele jogou seu corpo em cima do meu e começou a me beijar assiduamente. Eu retribuía na mesma intensidade, provavelmente nossos lábios já estavam vermelhos por toda a pressão que fazíamos um contra o outro. Comecei a despir Edward rapidamente e logo após que tirei sua sunga, comecei a massagear seu pau que já estava em ponto de bala. Edward gemeu alto e eu entendi o que aquilo queria dizer. Me ajeitei melhor embaixo de seu corpo e ele me penetrou rapidamente e nós gememos em uníssono. Mesmo sem se mover eu já me sentia completa apenas por ele estar ali, dentro de mim, parecia que não havia outro lugar no mundo no qual ele deveria estar. Edward começou a se mover lentamente, enquanto suas mãos acariciavam minhas coxas, me puxando de encontro aos seus quadris. Seus movimentos eram rápidos e deliciosos, enquanto eu movia meus quadris, fazendo com que ele gemesse.

— Caralho... – Murmurou. – Tão gostosa!

Edward estocou ainda mais forte e eu segurava suas costas, praticamente arranhando-as para puxá-lo cada vez mais pra mim. Então comecei a sentir a maravilhosa sensação me tomando novamente, um bom orgasmo era a melhor forma de se esquecer completamente os problemas e sentir muito prazer também, é claro.

Edward veio logo depois de mim, coloquei apenas o meu vestido e ele sua sunga, nós ficamos abraçados olhando as estrelas, abraçadinhos e sorrindo, até pegarmos no sono.

— Porra, meu violão! – Acordei com os gritos de Edward.

Assim que me sentei percebi que a maré tinha aumentado, e muito!

— O que tem o seu violão?

— O mar tá levando.

— Ah, deixa isso pra lá, depois você compra outro.

— Eu não quero outro! Eu amo o meu violão!

— Espera. – Eu disse dando falta de algo meu também. – Aonde está a parte de baixo do meu biquíni?

— O mar levou também!

— Ah não. – Reclamei.

— Eu pego.

Edward entrou no mar em busca do violão e do meu biquíni, o violão talvez ele encontrasse, mas o meu biquíni eu duvidava muito.

— Edward, volta aqui, vai se afogar, a maré tá alta! – Eu disse começando a ficar preocupada.

Edward nadou e sumiu da minha vista, o que não era difícil, já que estava escuro. Isso só serviu para me deixar ainda mais aflita.

— Edward! – Gritei desesperada. – Onde você está?

Ele não respondeu, então movida pelo impulso e pelo desespero, fui com tudo para dentro do mar, em busca dele. No começo foi fácil, mas depois foi ficando cada vez mais fundo e eu já não encontrava mais o chão. Eu estava morta de medo! O que acarretou num desespero ainda maior, então eu apenas me debatia feito uma louca em busca de ajuda.

— Edward! – Gritei enquanto me engasgava de tanto engolir a maldita água. – Socorro!

— Bella? – Ouvi sua voz longe.

Não demorou muito e ele me alcançou, mas eu já estava tão cansada de tanto lutar que apenas cedi e descansei sobre seu ombro. Até que finalmente senti a areia embaixo de meu corpo e soube que já estava em terra firme. Só que eu simplesmente não conseguia abrir os olhos, de tão grande que era o meu cansaço físico.

— Bella – Ouvi Edward me chamando desesperado. – Acorda amor, por favor.

Fiz certa força e então abri os olhos, vendo sua imagem perfeita cada vez mais nítida em minha frente.

Uma forte vontade de tossir se apossou de mim, então eu o fiz, cuspindo água.

— Você está bem! – Ele disse me abraçando.

— Eu me afoguei.

— Eu percebi. – Disse levemente zangado. – O que estava fazendo no mar?

— Eu fiquei preocupada com você.

— E achou mesmo que era arriscando a sua própria vida que iria salvar a minha? E se ambos morrêssemos? Como as crianças ficariam?

— Tem razão, eu fui imprudente. Perdão.

— Tudo bem. – Ele disse me puxando para um abraço apertado e terno.

Edward conseguiu recuperar o violão, já o biquíni... Ao entrarmos em casa, fomos direto para o banho, juntinhos. Aquele momento estava sendo simplesmente o mais perfeito de todos para mim. Nossa reconciliação me soava perfeita e tranquila. Exatamente da forma na qual eu queria estar com ele, não apenas pela minha felicidade, mas também pelas crianças.

Logo pela manhã Edward preparou um café da manhã delicioso e trouxe até mim. Bebi o suco de laranja.

— Delícia. – Eu disse sorrindo e ele sorriu para mim também. Era engraçado, mas ele tinha uma expressão boba enquanto me observava. Parecia um adolescente apaixonado.

— O que? – Perguntei.

— Nada. Só to vendo o quanto você é linda. – Disse docemente.

— Tsc... – Eu disse revirando os olhos.

— Hei. – Ele disse. – É sério. Eu amor você e não importa quantas vezes eu te veja, sempre vai ser como a primeira vez, sempre. – Garantiu.

Edward se aproximou e me beijou ternamente. Era linda a forma que ele sabia me passar plena segurança quando queria.

Nós saímos e ficamos na praia com as crianças, o dia foi muito divertido, mas como todos os outros, teve que chegar ao fim, e nós pegamos a lancha para ir embora para casa. Eu estava plenamente feliz, agora que tudo estava bem novamente.

No dia seguinte Edward foi trabalhar e eu fiquei com as crianças como todos os outros dias. Fui até a casa de minha mãe e nós ficamos conversando sobre a vida e tudo mais.

— Mas e o fim de semana com o Edward? – Perguntou. – Como foi?

— Maravilhoso. – Respondi sorrindo. – Ele foi incrível.

— Mas vocês não estavam brigados?

— Sim, mas está tudo bem agora. – Respondi sorrindo e minha mãe também sorriu.

— Mas você está feliz?

— Incondicionalmente.

Quanto era de noite, Edward chegou empolgado em casa.

— Aconteceu alguma coisa? – Perguntei sorrindo.

— Sim. – Respondeu contente. – Acabou!

— O que?

— Toda a minha pesquisa, durou menos do que eu estava calculando, foi tudo aprovado, então acabou.

— A sua pesquisa no caso é aquele negócio que você ficava até tarde trabalhando?

— Sim.

— E agora eu posso saber o que era?

— Tanto pode como vai usufruir de tudo.

— Então fala. – Eu disse ansiosa.

— Eu descobri a cura para a AIDS.

— O que?! – Perguntei com os olhos arregalados e mal contendo a minha felicidade. – Você descobriu a cura pra AIDS?!

— É! Não foi isso que eu falei? Pois então!

— AAAAAAHHHHHHHHH!!!! – Surtei.

Corri até Edward e o abracei forte. Ele me levantou e me rodou no ar.

— Estamos ricos! – Ele disse feliz. – Muito ricos!

Eu estava imensamente feliz e era evidente que ele também.

Edward e eu já agitamos todas as coisas em relação ao dinheiro. Nó ficamos bem ricos mesmo, o suficiente para não trabalharmos mais pelo resto da vida, então Edward resolveu largar o emprego e ir trabalhar de graça em uma ONG que resgatava animais das ruas. Já eu resolvi investir no escritório que tinha com Angela e Jéssica. Ampliei tudo e contratei mais advogados, mas as chefes ainda éramos nós três. Eu trabalhava apenas em alguns casos, só pra não ficar entediada de ficar em casa mesmo. Nessie e Rob estudaram nos melhores colégios do país e com certeza seriam brilhantes na carreira que escolhessem seguir. Edward e eu não os pressionávamos de forma alguma. Nós brigávamos por várias coisas, mas uma coisa era fato, nós sempre voltávamos e sempre era lindo e avassalador como na primeira vez.

Notas finais
Oi de novo kkkkk. Bom, a maioria acertou qual era o segredo do Edward, mas isso é o de menos agora. Quero apenas agradecer à todas vocês que fizeram parte desta fic, que só é o que é pq vcs permitiram. A minha primeira postagem foi dia 14/09/2012 e a minha última será hoje, dia 24/04/2013. Foram cinco meses e 10 dias de muita felicidade e satisfação. Muito obrigada novamente à todas, por tudo mesmo! Espero que tenham gostado tanto disso tudo quando eu. Quanto à novas fanfics, coisa que eu sei que vcs vão perguntar, a resposta é: Depois de "O Cowboy" Ela vai terminar em menos de duas semanas também, então depois eu vou começar a postar outra fanfic e conto com todas lá hein! kkkk. Bom, se não é pedir muito queria que você que nunca deixou nenhum comentário ou pretende não deixar nenhum, deixe, só neste, afinal é a última oportunidade. Quem quiser recomendar também, eu não reclamo, rs. Obrigada por tudo novamente e até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!