A filha do reitor
41 Feito dois adolescentes
Notas iniciais
No dia seguinte estávamos moídos, tanto que quando acordamos já eram mais de dez da manhã! Edward e eu fomos a uma cafeteria muito charmosa que tinha ali perto, ele pediu um Caffé Mocha e eu apenas um chá, já que café não me descia nem de graça.
— Sabia que eles vendem maconha aqui.
— Sério? Isso é ilegal.
— Aqui a maconha é legalizada. – Ele disse sorrindo.
— Que louco.
— Pois é... – Ele disse pensativo. – Vamos levar um pouco?
— De maconha? – Perguntei um pouco alto demais e algumas pessoas das mesas ao lado olharam para mim.
— É. – Ele disse naturalmente. – Só o suficiente para um cigarrinho pra cada um.
— Edward, maconha é droga, eu não uso drogas.
— Uma droga lícita. Ao menos aqui na Holanda. Eu trabalho na polícia federal, não quero desrespeitar as regras, como aqui é permitido, não é crime.
— Mas Edward, sendo crime ou não, pra mim continua sendo proibido. E além do mais eu nunca fumei nem um cigarro, que dirá maconha!
— Pra tudo há uma primeira vez.
— Você já fumou antes?
— Sim, eu fumava de vez em quando no meu ensino médio na Inglaterra. Mas só socialmente.
— Você fumava alguma outra droga?
— Não, só maconha mesmo.
— E é bom?
— Sim.
— Ai Edward. – Eu disse olhando para os pacotinhos no balcão da cafeteria. – Eu estou com medo.
— De que?
— Sei lá.
Edward levantou, foi até o balcão e voltou com dois pacotinhos nas mãos. Por que diabos eu estava indo na onda dele? Eu já o conhecia há quase seis anos e sabia muito bem que ele era maluco. Mas na verdade eu não sabia quem era pior, ele por ser tão louco ou eu que era sã, mas acabava embarcando nas loucuras dele. Edward e eu fomos para casa, nos trocamos e depois fomos passar o resto do dia apenas passeando e conhecendo os pontos turísticos da cidade, ao final da tarde, quando chegamos em casa, tomamos banho, eu vesti minha camisola e Edward sua boxer, pegou os saquinhos de maconha, um isqueiro e uma folha de jornal. Se sentou em minha frente e me entregou um saquinho.
— Não acredito que vou fazer isso.
Edward abriu seu pacote e espalhou um pouco da planta moída em um pedaço do jornal e acendeu, em seguida começou a fumar. Eu o imitei e dei uma tragada, mas imediatamente comecei a tossir e ele riu enquanto dava tapinhas em minhas costas. Tentei novamente e foi menos desconfortável. Depois de mais algumas tragadas tudo parecia estar em uma enorme paz, Edward deixou o baseado dele cair sobre a cama e eu comecei a rir muito, ele também, parecia que aquilo era a coisa mais engraçada do mundo para nós, por que diabos eu estava rindo daquilo? Não sei, só sei que era engraçado demais. Depois que nosso cigarro chegou ao fim nós nos deitamos ao lado um do outro olhando para o teto, confesso que a sensação era boa, conforto, tranquilidade, tudo muito engraçado, até que pegamos no sono e quando acordei já era noite e eu estava com uma fome de leão e uma dor de cabeça terrível. Me levantei e segui o cheiro gostoso que vinha da cozinha.
— O que está fazendo? – Perguntei a Edward.
— Comida. Estou faminto.
— Faz bastante, porque parece que eu nunca comi em toda a minha vida. E antes que eu me esqueça de te dizer, Eu nunca mais vou fumar essa porcaria.
— Não gostou? – Perguntou sorrindo.
— Na hora é bom, muito bom, mas a minha cabeça está explodindo.
— Que bom que não quer mais fumar, porque eu definitivamente não tenho mais o mesmo pique de quando era jovem. Chega de maconha por hoje e mais uns cem anos. – Ele disse sorrindo. – Porém eu não me arrependo, porque é algo que todo mundo tem que experimentar antes de morrer.
— Discordo. É algo que nem devia existir.
— Você é muito puritana.
— Sou mesmo. – Eu disse sem me importar.
— Mas se está pensando que a nossa sessão loucuras está terminada, está muito enganada. – Ele disse com um sorriso malicioso.
— Ai meu Deus. – O que agora Edward?
— Amanhã você vai saber.
Era só o que me faltava agora. Edward estava ficando louco de vez. Nós jantamos e depois ficamos assistindo filme agarradinhos até de madrugada. No dia seguinte acordamos tarde de novo, tomamos café naquela cafeteria que vende maconha, depois na hora do almoço, fomos a um restaurante bem sofisticado e bonito. Quando caiu a hora do crepúsculo Edward me chamou para sairmos, agora eu me perguntava se essa era a surpresa que ele reservava para mim. Nós fomos caminhando até um local bem verde, foi ao chegarmos nos portões que percebi de onde se tratava, Vondelpark. Olhei para Edward com os olhos arregalados e ele apenas sorria.
— Eu não vou participar disso. – Eu disse imediatamente.
— Ah, vai sim. – Ele disse com um sorriso sacana.
Nós entramos e fomos andando pelo lugar que era realmente lindo e relaxante. Aquela hora já conseguíamos ver casais se entocando nos lugares, provavelmente para fazer... Aquelas coisas, já que aqui era permitido, de vez em quando víamos uns casais fazendo assim, ao ar livre, passamos por um homem e uma mulher no exato momento em que ela estava sem blusa e ele acariciava seus seios. Percebi que Edward encarava, então dei um forte tapa em seu braço.
— Ai. – Ele disse reclamando.
— Enlouqueceu é? Vai ficar aí olhando os outros trepando?
— Ah amor, é tipo pornô ao vivo. Experimenta olhar.
— Eu não. Vai que eles não gostam.
— Que fizessem em casa então. O que deve vim de punheteiro aqui.
— Verdade. – Eu disse sorrindo.
— Vamos caçar algum cantinho pra gente fazer também? – Perguntou parecendo empolgado com a ideia.
— Eu pensei em fazer por aqui mesmo. Parece bem legal. – Eu disse para provocá-lo.
— Tá louca? Qualquer homem pode passar aqui e te ver pelada, de jeito maneira. – Ele disse indignado com a minha ideia e eu sorri.
— Tá bom, eu até faço, mas tem que ser em algum lugar mais reservado.
— Ah, isso é mole de achar. Vem.
Nós começamos a vasculhar os lugares até que Edward me puxou para o meio do mato, nós andamos uns três minutos até achamos um local com menos árvores. Seria ali mesmo.
— Vamos. – Ele disse empolgado.
Eu estava com um vestido de frio, que ia até pouco acima do joelho, então abaixei, tirei minha calcinha e entreguei a Edward que colocou no bolso com aquele sorriso safado.
Imediatamente ele me puxou para perto de seu corpo, segurou uma de minhas pernas a levantando e me penetrou bruscamente. Nós ficamos naquele ritmo intenso e torcendo para não sermos pegos, definitivamente, estávamos curtindo nossa lua de mel feito dois adolescentes completamente loucos e confesso que isso era muito excitante.
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