A filha do reitor

42 Mais um motivo de alegria.


Notas iniciais
Leiam as notas finais

A semana de nossa lua de mel foi simplesmente a melhor semana de toda a minha vida, nós corríamos pelo campo de tulipas e visitamos vários lugares, dos mais sofisticados aos mais simples mais ainda sim lindos. Momentos que eu me recordaria para sempre.

Mais dois anos se passaram, sim, dois anos! E as coisas não esfriaram entre nós, muito pelo contrário, estavam cada vez melhores, tão melhores que no dia de um prêmio de advogados que eu ganhei, esqueci de tomar a maldita pílula. Resultado? Pouco mais de duas semanas depois eu estava vomitando até o que não tinha comido.

— Amor. – Disse Edward com o cenho franzido. – Vamos ao médico, você não está bem e isso está me preocupando.

— Tudo bem.

Edward me levou de carro até o hospital onde tínhamos o plano de saúde. Fiz todos os exames e dentro de uma hora o médico me chamou para uma conversa em particular.

— O que eu tenho doutor? – Perguntei.

— Senhora Cullen, eu serei direto. – Ele disse. OK, isso já estava começando a me assustar.

— Pode ser doutor.

— A senhora está esperando um filho.

— Um... Filho? – Perguntei com os olhos arregalados.

— Sim, um filho. Bom, espero que seja uma boa notícia.

— Ah... É sim, só meio inesperado.

— Ótimo, porque não sabe o quanto é triste as pessoas que chegam aqui, descobrem estar grávidas

— É realmente bem triste. Bom, acho que já vou.

— Tudo bem. Boa sorte com o bebê.

— Obrigada. – Respondi sorrindo.

Me levantei da cadeira e saí da sala do médico. Edward me esperava do lado de fora em expectativa.

— E aí? – Ele perguntou.

— Depois eu te conto.

— Por quê?

— Porque estamos em um hospital. Em casa conversamos.

— É algo muito grave?

— Não.

— É o que?

— Eu já disse que depois te conto.

Nós saímos do hospital, compramos o remédio para enjôo e vômito que o médico receitou e fomos para casa. Edward ficou o caminho inteiro perguntando o que era e eu estava irredutível em não contar, esse tipo de notícia não se dava assim, dentro do carro, vai que ele desmaia ou algo assim? Assim que chegamos ele nem mesmo me deixou sair da sala.

— Vai me contar agora? – Perguntou cheio de expectativas.

— Sim. É melhor você sentar.

— Bella você está me preocupando. – Disse com o cenho franzido. – Fala logo o que está acontecendo.

— Ainda acho melhor você sentar.

— Fala logo! – Disse impaciente.

— Hei – O repreendi. – Isso é jeito de se falar com uma mulher grávida?

Edward me encarou de início com os olhos arregalados em total surpresa, o que me preocupou um pouco, porque não sabia se para ele estava sendo uma surpresa boa ou ruim.

— Então vamos ter um bebê? – Perguntou com os olhos levemente marejados, ele parecia bem feliz, o que me aliviou muito. – Um bebê só nosso?

— Sim, vamos ter um bebê só nosso. – Respondi empolgada.

— Isso é... Incrível! – Disse Edward me puxando para um beijo avassalador.

— Você não está zangado?

— Por que estaria?

— Porque coisas como essa devem ser planejadas, entre ambos, e não foi assim.

— Eu quero essa criança, mas você deveria mesmo ter me contado. Era pra ser uma decisão nossa. Por que não me disse que queria engravidar? Eu aceitaria na hora.

— Eu também não planejei. Esqueci de tomar a pílula por um dia e engravidei.

— Nesse caso, não há nada de errado. Sua irmã também acabou de ter um bebê eu ia até sugerir de nós termos um também. Ele veio na hora certa. – Disse enquanto se ajoelhava e ficava de frente para minha barriga, colocando as mãos nela. – Ouviu neném? Você veio na hora certa. Papai e mamãe te amam muito.

Depois que todo aquele frisson inicial passou, nós tomamos um banho e ficamos assistindo TV enquanto comíamos pipoca na sala.

No dia seguinte logo cedo, nos arrumamos para ir até a casa de Carlisle e Esme contar as novidades, porque algo como aquele não podia ficar guardado para nós dois. Assim que chegamos vimos o carro de Alice e Jake na garagem, maravilha. Agora poderíamos contar para eles também!

— Olá Edward, Bella. – Disse Esme ao abrir a porta. Ela parecia meio abatida. Será que aconteceu alguma coisa?

— Oi. – Respondemos juntos enquanto a cumprimentávamos.

— O que houve mãe? – Edward perguntou.

— Uma notícia triste que a Alice nos deu.

Nós fomos até a sala de estar e Alice estava com os olhos vermelhos de tanto chorar, Jake e Carlisle pareciam bem tristes também.

— O que houve Alice? – Perguntei indo até ela imediatamente e a abraçando forte.

Alice tinha passado um mês de férias na Itália com Jake. Eles iam aproveitar esse tempo para ela tentar engravidar, já faziam três anos que ela tentava e não conseguia, segundo seu médico podia ser pelo estresse do dia a dia, por isso fizeram as malas e viajaram para um belo lugar. Ela voltou ontem de viagem e essa era a primeira vez que eu a via.

— Eu e o Jake continuamos tentando ter o nosso filho há quase três anos. Você sabe disso. – Ela disse me explicando o motivo de toda a tristeza. – Eu não conseguia engravidar de maneira alguma, e todos os exames que eu fazia, acusavam que estava tudo bem, mas fiz um exame mais profundo na Itália, e esse exame acusou que eu não posso ter filhos. – Disse deixando as lágrimas caírem com mais intensidade.

Ela parecia realmente mal e aquilo me deixou mal, tanto que em pouco tempo eu já estava chorando junto enquanto a abraçava forte. Alice era como uma irmã para mim e eu não aguentava vê-la sofrer tanto.

— Ah Alice. Não fique triste. – Eu disse. – A medicina está bem avançada, talvez tenha algum jeito.

— Não, o meu caso é irreversível. Eu me sinto uma inútil. – Ela disse inconformada. – O ciclo de vida de um ser humano é nascer, crescer, se reproduzir, envelhecer e morrer. E eu não vou poder conceber o ciclo mais importante de todos.

— Eu sei que você quer conceber esta vida, mas há tantas outras formas de ser uma verdadeira mãe para alguém, por que você não adota? O amor vai ser exatamente o mesmo.

— É isso que me consola um pouco. Eu vou adotar sim. – Disse dando um sorriso fraco.

— Nós estaremos ao seu lado pra tudo filha. – Disse Carlisle. – Mas Bella e Edward, vocês não deviam estar trabalhando agora?

— Sim. – Edward respondeu. – Mas a Bella acordou passando muito mal, então a levei para o hospital.

— Está se sentindo melhor meu anjo? – Esme perguntou docemente.

— Sim, só estou um pouco enjoada ainda.

— Mas o que o médico disse que você tem? – Alice perguntou.

— Eu... – Agora eu estava sem graça de dizer, por Alice. Mas agora eu não tinha saída, não ia inventar algo que mais cedo ou mais tarde eles saberiam mesmo. – Estou grávida.

— Grávida?! – Todos exceto Edward perguntaram.

— Bells que máximo! – Disse Alice com um sorriso de fora a fora me abraçando. – Isso é tão bom, você escolheu o melhor momento pra engravidar, agora eu vou ocupar um pouco a minha cabeça com o enxoval do meu afilhado, ou afilhada. Eu vou ser a madrinha né? – Perguntou empolgada, se eu soubesse que Alice ficaria tão feliz teria contado antes.

— Claro que vai. – Respondi sorrindo.

— Ótimo! – Disse sorridente.

— Mas isso é incrível! – Disse Esme. – Eu vou ser avó!

— E eu avô. – Disse Carlisle sorrindo. – Um avô bem charmoso diga-se de passagem.

Todos olhamos para ele com os olhos semi cerrados.

— O que? – Perguntou. – É a mais pura verdade.

— Mas e você Edward? – Jake perguntou. – Empolgado?

— Muito. Acho que vou ser um bom pai.

— Se for um pai tão bom quanto bom marido, vai ser o melhor do mundo. – Eu disse sorrindo docemente para ele que retribuiu.

— Mas falando sério agora. – Disse Carlisle olhando para Edward. – Você está se saindo melhor do que encomenda. Nunca imaginei que me daria tanto orgulho, se casou com uma linda mulher, de bom caráter e que te ama. Está bem empregado, em uma carreira sólida, agora vai ter seu primeiro filho. Começando sua família, estou muito feliz por você. E Bella. – Disse agora olhando para mim. – Muito obrigado. O Edward só é o homem que está aqui por sua causa, vocês me lembram muito eu e a Esme, eu também não era um homem que levava as coisas muito a sério, até conhecê-la é claro. – Disse a abraçando. – Sou louco por ela.

Todos sorrimos pela forma fofa como ele disse essa parte final.

— Só diz isso porque estou aqui. – Disse Esme. – E Bella, temos que marcar para comprar roupinhas para o bebê. Se quiser chamar sua mãe e sua irmã podemos ir todas juntas.

— Tudo bem, mas podemos esperar mais um pouco, para sabermos o sexo.

— Esse não é um problema. – Disse Alice. – Nós podemos comprar roupas unisex.

— Verdade. – Disse Esme.

— Edward e Jake. O que vocês acham de irmos até a cozinha pegar uma cerveja e depois irmos para a sala de vídeo assistir ao jogo de futebol enquanto elas conversam.

— Opa, to dentro. – Disse Edward imediatamente.

— Eu também. – Disse Jake se levantando do sofá.

Eles saíram e nós ficamos conversando sobre o enxoval, as roupinhas, tudo. Almoçamos por lá mesmo, mas eu vomitei tudo. À tarde fomos à casa de meus pais que também vibraram com a notícia. Quando era noite fomos para casa, amanhã eu teria que trabalhar mesmo, não tinha jeito, afinal eu tinha direito à 120 dias de licença à maternidade perante à lei do nosso país e só era permitido que eu tirasse quando estivesse na 36º semana de gravidez, só que como eu queria passar mais tempo com o meu bebê quando ele nascesse, eu só tiraria a licença quando estivesse perto de dar a luz. Quando chegamos em casa e já estávamos na cama, Edward começou a me beijar e vir para cima de mim.

— Hei. – Eu disse chamando sua atenção.

— O que?

— Nós podemos fazer isso?

— Sim. – Garantiu.

— Como sabe?

— Posso não ser médico, mas sou biólogo, eu estudo o corpo humano e sei que sexo é até melhor, para treinar a sua musculatura para quando o bebê quiser vir.

— Está falando sério?

— Sim.

— Nesse caso... – Eu disse aceitando seus beijos e todo o resto de seu corpo e carinho também.

E como nada é perfeito, nossa transa terminou mais cedo, já que tocaram o maldito interfone.

— Eu atendo. – Disse Edward sem vontade nenhuma de ir, do mesmo jeito que eu não tinha vontade nenhuma de deixá-lo ir.

Edward e eu nos vestimos e eu fiquei sentada no sofá, enquanto ele atendia ao interfone. Em seguida ele foi até o portão para abri-lo.

— Onde ela está? – Pela voz parecia Angela.

— Está na sala. – Disse Edward. – Vamos entrar.

Olhei para a porta e em pouco tempo entraram, Angela, Jasper, Emmet e Jéssica, junto com os filhos de cada casal. Pois é, eles ainda estavam juntos! Nós conversamos por bastante tempo, sobre crianças e ela me deram muitas dicas úteis para quando o bebê nascesse, assim como Carlisle fez mais cedo, Edward chamou Emmet e Jasper para jogar vídeo game e beber cerveja enquanto nós conversávamos. A conversa foi bem interessante e eles foram embora tarde da noite.

Notas finais
Gostaram da surpresa boa? Espero que sim. Já tinha gente me cobrando isso. Não deixem de comentar.
ESCLARECIMENTOS: Como eu já sabia que ia ser, o cap passado teve uma polêmicazinha. Certa leitora criticou de forma irônica o fato deles terem usado maconha no cap passado, insinuando que eu estava incentivando ao uso da droga. Em primeiro lugar Eu (Maria Caroline) Não uso, nunca usei e nem tenho vontade de usar isso, porém não tenho nenhum preconceito com quem o faz. E além do mais se uma fanfic induzir algum de vocês a usar drogas é porque estão com a cabeça fraca demais. E em segundo lugar, eu não retratei a maconha como algo bom, eu a retratei como um bem momentâneo, apenas, agora se você não tem maturidade o suficiente para acompanhar a fic e acha que vai ser influenciado, sinta-se a vontade para parar de acompanhá-la. Não me oponho à críticas, porém vir de forma irônica insinuar algo sem fundamento eu não sou obrigada e nem vou aceitar. Peço perdão a quem não merecia ouvir isso, mas é o que eu tinha a dizer a quem merecia. Obrigada desde já e até sexta :)