A filha do reitor
30 Direito x Biologia
Notas iniciais
Nós mal entramos em minha pequena casa e Edward já começou a me agarrar, nós amamos feito dois loucos e depois eu fiquei apenas deitada em seu peito apreciando o momento.
— Você sempre foi assim? – Perguntei.
— Assim como?
— Lindo, cobiçado, sexy, estiloso, gostoso...
— Chega. – Ele disse me interrompendo e sorrindo. – A resposta é não, eu não era assim, na verdade eu parecia um patinho feio.
— Impossível.
— É verdade, eu usava óculos, aparelho nos dentes e parecia um graveto de tão magro.
— Não acredito.
— Sério.
— Quando foi isso?
— Até os 15 anos.
— Sério?
— É Bella. – Disse sorrindo. – É sério.
— O que te fez mudar então?
— Londres.
— Por quê?
— Eu fui pra lá no primeiro ano, fiz quinze anos lá. A culpa de eu ser aquele babaca era da minha mãe, ela era tão perfeccionista e queria colocar aparelho nos meus dentes que já eram certos e óculos de descanso, porque nem disso eu precisava.
— Mas onde Londres entra nisso?
— É que eu fiquei longe dela e perto de pessoas da minha idade, eu via meus amigos pegando várias garotas e eu sem ninguém, aí resolvi mudar, tirei o aparelho, aposentei os óculos, fiz um corte de cabelo maneiro, malhei um pouco pra não ficar todo bombadão, depois disso todas as meninas de repente resolveram notar a minha existência, não demorou muito e eu perdi a virgindade, depois disso as coisas foram ainda pra melhor e agora esse sou eu. – Ele disse sorrindo.
— E os seus pais quando te viram?
- Eles ficaram impressionados, tipo, de boca aberta mesmo.
— Eu não consigo te imaginar feio.
— Mas acredite, eu era.
— Será que a Tânia vai querer falar com você amanhã?
— Provavelmente sim, deve querer resolver as coisas cara a cara.
— É, provavelmente sim.
Fiquei parada ali, apenas refletindo sobre algumas coisas que eu queria que fossem diferentes e de repente Edward acariciou meu rosto ternamente.
— O que houve? – Perguntou. – Por que está tão quieta?
— Eu só estava aqui pensando, meu pai preferiu parar de falar comigo, esquecer que eu era filha dele, só porque eu escolhi ficar com você. – Eu disse chateada.
— Sei lá, eu não gosto de falar muito o que penso sobre toda essa situação porque não quero que pense que estou tentando te influenciar contra o seu pai.
— Pode falar.
- Ah, sei lá, não acho que um pai devia fazer o que ele está fazendo contigo, não é muito justo isso. Esquecer um filho por escolher alguém que ele não aprova. O lance não é ser feliz? Então, acho que estou te fazendo feliz, ele devia se contentar com isso.
— Eu também acho, mas meu pai tem essa mania de achar que pras coisas serem certas devem ser feitas à maneira dele.
— Isso é ridículo mesmo. Mas o importante é que você está aqui e eu te amo muito.
— Eu também te amo.
— Eu só não entendo uma coisa.
— O que?
— Assim, eu até entendo você ter tentado me esquecer com aquele Mike e tal, mas eu não conseguir transar com a Tânia, toda vez que eu chegava perto disso eu dizia o seu nome e algo dentro de mim dizia pra eu não seguir em frente. Como você conseguiu fazer isso com outra pessoa mesmo me amando?
- Edward, a verdade é que eu nunca tive nada com o Mike.
— Sério? – Perguntou visivelmente feliz e aliviado.
— Sério, eu jamais ia poder me entregar a outro homem com tão pouco tempo da nossa separação.
— Mas por que você mentiu?
— Ah, sei lá, pra não ficar por baixo.
— Mas vocês já se beijaram.
— Só naquele dia que ele me agarrou no pátio.
— Mas e no restaurante. Por que você estava lá com ele?
— Ele me convidou como amigo e eu aceitei, a gente jantou e depois eu fui pra casa, não aconteceu absolutamente nada.
— Jura?
— Juro.
— Você não sabe como o meu coração está bem mais tranquilo por saber que você foi, é e sempre será somente minha.
— Só sua. – Concordei e o beijei em seguida.
Nós nos amamos ali mesmo e em seguida fomos dormir. No dia seguinte acordei e vi uma bandeja com frutas, torradas, geléias, sucos e tudo mais no criado mudo. Olhei em volta à procura de Edward, mas nada.
— Edward. – Chamei.
Ele abriu a porta do banheiro e saiu.
— Poxa, você acordou, eu planejava te acordar com a bandeja na mão, igual aos filmes.
— Sem problemas. – Eu disse me deitando na cama novamente e fechando os olhos.
— Amor, acorda. – Disse Edward um tempinho depois.
Abri os olhos devagar e ele estava segurando a bandeja. Sentei na cama e ele puxou as pernas da bandeja, deixando apoiada na cama em seguida.
— Que lindo! Café da manhã na cama. – Eu disse sorrindo.
— Gostou?
— Eu amei. – Disse sincera. Isso era uma das coisas que eu queria receber algum dia.
Nós tomamos o café naquele climinha de lua de mel e eu acabei me esquecendo da hora.
— Hei, que horas são? – Perguntei.
— Não importa, hoje você é toda minha.
— Edward, a gente tem que ir pra faculdade.
— Não, hoje a gente vai compensar esse mês que passamos afastados.
— Ah amor, a gente não pode ficar faltando.
— Eu sei, é só hoje.
— Tá bom, mas só hoje hein.
— OK.
Edward levou a bandeja até a cozinha e em seguida se deitou ao meu lado, começou a me beijar lentamente, aproveitando cada sensação, foi então que ele levou sua mão até minha vagina estimulando meu clitóris e fazendo com que eu praticamente rebolasse no ritmo de sua mão.
— Você gosta é? – Perguntou enquanto fazia mais rápido.
— Huhum.
— Já está molhadinha pra mim. – Disse enquanto descia até lá e caia de boca no meu sexo.
— Isso. – Eu disse enquanto entrelaçava meus dedos em seus cabelos. – Faz gostoso, faz.
Edward continuou trabalhando com sua boca deliciosa e depois subiu novamente para meus lábios.
— Fica de quatro pra mim, fica. – Ele disse e eu obedeci imediatamente.
Ele massageou meu clitóris e então senti a cabeça de seu membro em minha entrada.
— Me fala como você quer que eu te fôda. – Ele disse. – Bem devagarzinho ou forte.
— Forte. – Respondi imediatamente e ouvi sua gargalhada gostosa.
— Só se for agora. – Respondeu.
Edward me penetrou tão rápido que meu corpo chegou um pouco para frente, ele nem mesmo esperou eu me adaptar como costumava fazer, imediatamente começou a se movimentar dentro de mim, com tanta força que o barulho de nossas peles se chocando misturado com nossos gemidos e o chiado da cama, ecoavam no ambiente.
— Empina mais essa bundinha pra mim vai. – Ele disse com a voz repleta de tesão, o que me deixou ainda mais excitada.
Eu o obedeci e ele deu um tapa que nem doeu tanto em meu traseiro, o segurando firme em seguida enquanto me penetrava ainda mais forte.
— Caralho. – Murmurei. – Muito. Gostoso.
Fechei os olhos enquanto permitia que a sensação maravilhosa do orgasmo que ele me proporcionava me tomasse por completo. Edward também não demorou muito até gozar em minha bunda, isso parecia ser uma visão muito excitante para ele, porque ele gemeu bem alto.
Nós fomos tomar um bom banho depois da nossa sessão de sexo selvagem e em seguida fomos direto para a cama, completamente nus e enroladinhos nos lençóis.
— Amor. – Eu o chamei.
— Oi?
— Me fala mais sobre você.
— Falar o que?
— Qual é a sua comida favorita?
— Eu adoro massa em geral, mas há algo no tempero mexicano que chama muito a minha atenção.
— Para de falar como um chefe de cozinha. – Eu disse sorrindo.
— Pizza de pepperone com azeitonas pretas, eu gosto muito.
— Eu também. – Eu disse. – E o seu esporte favorito?
— Ah, são tantos, gosto muito de muay thai, surf, futebol, vôlei, esqui...
— Tá, já entendi, você é um esportista nato.
— Exatamente.
— Qual é a sua cor favorita?
— Acho que cinza.
— OK. Agora seja sincero, loiras ou morenas?
— Ruivas. – Disse sorrindo. – Eu acho elas charmosas, mas não é nada que eu me importe muito, gosto bastante de loiras e morenas também. Tanto que a minha namorada é morena.
— Música favorita?
— Sempre muda, mas eu tenho escutado muito You and I do Scorpions.
— O que sempre quis ter, mas nunca pôde?
— Hum... – Edward pensou por uns instantes. – Pode parecer estranho, mas eu sempre quis ter um amigo ET como naquele filme.
— Ai meu Deus. – Eu disse sorrindo.
— Pois é. Eu nunca contei isso a ninguém, ninguém mesmo, eu tenho medo do que as pessoas vão pensar, mas e você? O que sempre quis ter, mas nunca pôde.
— O meu é bem mais simples que o seu. Eu sempre quis ter um cachorro, mas eu nunca pude ter, porque a minha mãe é alérgica.
— Que tipo de cachorro você gosta?
— Branco e bem peludinho sabe?
— Sei, tem o poodle, Samoieda, spitz japonêz...
— OK, tem muitos. Já entendi. Pelo visto você entende de cachorros.
— Não muito, só conheço alguns. Eu gosto muito de animais e essas coisas, é muito legal.
— Edward, eu preciso falar sobre isso com você e venho adiando há algum tempo.
- O que?
— Sai de direito, vai pra biologia.
— Ah não, esse assunto de novo não, por favor Bella.
— Edward me escuta, daqui a uns 10 ou 15 anos você vai estar gordo, careca, mau humorado e o pior, sem a mínima vontade de fazer sexo.
— E o que isso tem a ver com a minha profissão?
— Tudo, porque todos esses sintomas são resultado do estresse.
— E como sabe que vou ficar estressado?
— Porque você não gosta de direito e quando nós não gostamos de algo que temos que fazer para sobreviver, ficamos estressados.
— Bella, eu não posso largar direito.
— Por causa do seu pai?
— Isso.
— Engraçado né? Você me incentivou a largar o Jacob pra ficar com você mesmo sendo contra a vontade do meu pai.
— É diferente.
— Em que?
— Aquilo valia o nosso namoro, você tinha que largá-lo pra ficarmos juntos, já eu não preciso deixar direito pra ficar com você.
— Você tem que fazer biologia.
— Eu não tenho que fazer nada. – Disse irritado. – Não tente mandar em mim, não gosto de receber ordens.
— Não é o que parece. – Eu disse irritada também. – Está obedecendo o seu pai.
— Claro, ele paga as minhas contas, e qualquer bem material que eu tenho foi ele quem me deu.
— E daí? Você não gosta de direito.
— Ótimo, eu saio de direito, vou pra biologia e o meu pai me expulsa de casa.
— Qual é o problema?
— Ele paga as minhas contas, se ele me expulsar você vai começar a pagá-las?
— Pago até você arrumar um emprego, não posso te dar uma vida de luxo e nem você vai poder se proporcionar isso, mas ao menos vai ter a sua consciência limpa em estar fazendo o que VOCÊ escolheu fazer.
— Não vou largar toda a minha mordomia por uma faculdade.
— Por que não? Você diz como se fosse uma coisa banal, mas não é. Isso vai decidir todo o seu futuro profissional.
— Eu sei, mas até eu terminar a faculdade são quatro anos, vou ficar quatro anos pobre?
— E daí? Ser pobre não é vergonha pra ninguém.
— Eu nunca disse que era, só não é uma coisa que eu quero pra mim. Ficar contando moedinhas pro ônibus todo o dia, isso não é pra mim Bella.
— Você é completamente diferente do que eu pensei que fosse. – Eu disse decepcionada por suas palavras. – Depois disso acho até melhor você ir. Essa casa é pobre demais pra você, aliás, eu sou pobre demais pra você, tenho que catar moedas. – Eu disse levantando da cama e colocando meu roupão de seda.
— Bella, eu já disse que não tenho nada contra quem é pobre, eu só disse que EU, Edward Cullen não quero ser isso, apenas, não crie tempestade em um copo d’água, mas estou começando a perceber que tudo é motivo pra você querer se separar de mim.
— Ninguém falou em separação. – Estremeci só em ouvi-lo dizer isso. – Eu só pedi pra que você fosse embora pra eu esfriar a cabeça. Eu acabei de descobrir que o cara que eu amo e que sempre acreditei ser uma pessoa que não se importasse com bens materiais, tanto se importa como pretende abrir mão de todo seu futuro por isso, eu estou decepcionada. Você pode respeitar isso?
— Bella, eu não sou... – Disse mais calmo, mas eu ainda estava nervosa então o interrompi.
— É sim.
— Amor, eu só...
— Edward, eu quero ficar sozinha.
— Tudo bem. – Disse se levantando e vestindo sua roupa rapidamente. – Eu vou embora. Tenha um bom dia.
— Você também.
Edward foi embora e eu me derramei em lágrimas. Será que ele não me amava o suficiente pra deixar a opinião do pai dele de lado? Eu enfrentei meu pai e até saí de casa por causa dele e quando chegou a vez dele de acatar a um pedido meu ele não fez absolutamente nada. Será que eu não valia o esforço? Talvez não. Onde seria possível um homem daqueles me amar como eu o amava? Fiquei ali perdida em meus pensamentos até a hora de ir trabalhar.
Quando voltei, tomei um banho e jantei. Quando estava assistindo TV ouvi alguém bater à porta e atender, quando abri, era ele, Edward. Ele não tinha desistido de mim!
— Oi. – Ele disse.
— Oi.
— Já esfriou a cabeça ou quer mais um tempo?
— Já me sinto um pouco melhor.
— Posso ficar aqui com você?
— Deve. – Eu disse com um sorriso sem graça.
Bastava ele olhar pra mim pra todas as minhas barreiras desmoronarem, a verdade é que não importava o tamanho de nossas brigas, eu sempre voltaria pra ele de uma forma ou de outra.
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