A filha do reitor
19 Conhecendo Esme
Notas iniciais
Edward e eu andamos durante uns vinte minutos de carro, até que ele parou de frente à uma linda casa, toda aberta e aparentemente muito bem arejada. Edward caçou um controle em seu painel, apertou o botão e o portão marrom abriu revelando a garagem que tinha dois carros, mas cabia confortavelmente mais uns quatro.
— Onde estamos? – Perguntei enquanto Edward estacionava seu carro.
— Você já vai saber. Vamos? – Perguntou.
— Vamos.
Nós saímos do carro e Edward pegou minha mão enquanto subia a escada de acesso à casa, entramos em uma linda sala com estilo rústico, tudo de ótimo gosto.
— Que lugar é esse? – Perguntei.
— Para de perguntar. – Disse sorrindo.
— Tá bom, mas de quem é essa casa?
— Bella.
— Tá, parei.
Uma mulher que não me era estranha de cabelos ondulados, no tom dos de Edward, alta e elegante veio em nossa direção, foi então que me lembrei, era a mãe dele, eu a vi nas fotos do Google.
— Bella, essa é a minha mãe Esme e mãe, essa é a minha namorada Bella.
— Namorada?! – Perguntou Esme empolgada, apesar de surpresa. – Não acredito, estou conhecendo a primeira namorada do meu filho!
— Primeira e única. – Disse Edward sorrindo.
— Hum... Estou sentindo firmeza. – Disse feliz.
Edward e eu sorrimos docemente para sua mãe, ela era tão acolhedora, daquelas que mesmo sem nenhum vínculo você poderia confortavelmente chamar de mãe.
Foi então que minha atenção foi desviada por passos na escada, quando olhei vi uma Alice feliz e saltitante, ela parecia feliz em me ver.
— Bella! – Disse feliz enquanto corria ao meu encontro e me abraçava. – O que o seu pai fez?
— Depois eu te conto tudo.
— Vamos nos sentar? – Perguntou Esme receptiva.
— Vamos. – Respondi e nós quatro nos sentamos no sofá de madeira em “L” que pegava toda a lateral da parede com longas almofadas brancas que ocupavam todo o acento e o descanso.
— Então Bella. – Disse Esme. – De onde você e o Edward se conhecem? É que ele vai a tantos lugares que fica até difícil saber de onde ele conhece tantas pessoas.
— Da universidade.
— Hum, muito bom. Quantos anos você tem?
— Dezoito.
— Novinha. – Disse sorrindo. – Mas que bom que ingressou tão cedo na universidade, quer dizer que é estudiosa. Primeiro período não é? Cursa o que?
— Sim, primeiro período de direito.
— E os seus pais? O que fazem?
— Mãe. – Disse Edward interrompendo. – Que tal deixar a Bella respirar um pouco?
— Tudo bem Edward. – Eu disse sincera, estava gostando da preocupação dela com o filho. – Minha mãe é juíza meu pai reitor.
— Hum. – Disse Esme. – Boas profissões. Seu pai é reitor de qual universidade?
— Da que Edward e eu estudamos.
— É o Charlie Swan? – Perguntou com a expressão mudada, ela parecia assustada e estava visivelmente tensa. – Você é Isabella Swan?
— Sim.
— O seu pai sabe sobre vocês?
— Sabe.
— E ele aceitou?
— Ainda não, mas estamos trabalhando nisso.
— Hum.
Edward olhava estranhamente para sua mãe, ele parecia irritado com sua reação após saber de quem eu era filha, realmente não foi das melhores, ela permaneceu tensa durante todo o tempo. Eu realmente queria saber porque as coisas ficavam tão estranhas quando o assunto era Edward se tornar genro de meu pai. Eu ia descobrir isso hoje mesmo quando chegasse em casa.
— Bella. – Disse Edward. – Vem, vou te mostrar a casa.
Edward segurou minha mão e nós saímos, o primeiro lugar que Edward me levou foi a um cômodo repleto de vinhos, champanhe, whisky e etc. Tudo muito bem separado e organizado.
— Esse é o bar. Minha parte favorita da casa. – Disse sorrindo.
— É enorme. – Eu disse admirada. – E combina divinamente com essa decoração.
— O lá da casa do meu pai é maior, quando nós quatro morávamos juntos era o da minha mãe mais o do meu pai, era gigantesco.
— Legal. – Eu disse realmente encantada.
— Vem. – Ele segurou minha mão e me levou à cozinha.
— Essa é a cozinha, mas acho que disso você já sabia. – Disse sorrindo.
— É, eu percebi.
Nós sorrimos, a cozinha era bem bonita, os móveis eram todos de madeira maciça, a geladeira e o fogão brancos, tudo de muito bom gosto.
Em seguida fomos à sala de jantar, onde tinha uma mesa de dezoito lugares também de madeira maciça e interseções com vidros, ao alto um lustre em estilo barroco marrom que combinava perfeitamente com o ambiente.
O próximo cômodo a ser apresentado era completamente diferente dos outros, mas respeitando a arquitetura da casa, não tinha nenhum móvel, apenas uma parede inteira de espelho com uma barra usada em balé fixa a ela, com um rádio no canto e no outro lado do cômodo um tatame, saco de pancadas preso ao teto, vários tipos de peso, entre outras coisas de luta.
— Aqui é meio que o cômodo dos esportes. Eu luto e a Alice dança aqui.
— A Alice dança? – Perguntei sorrindo.
— Sim, ela dança balé desde pequena. – Ela era tão graciosa, devia dançar lindamente.
— Eu já dancei quando pequena, bom, foi o suficiente pra eu perceber que não sou uma pessoa feita para esportes. – Eu disse sorrindo. – Mas você não me disse que lutava.
— Eu me esqueci. Sou faixa verde em judô e jiu jitso e marrom em caratê, mas porque eu quis parar, sou bom mesmo no Muay thai, meu Kruang é preto com a ponta branca e vermelha, sou um grão mestre.
— O que é um grão mestre?
— É a graduação máxima, tem instrutor, instrutor máster, professor, mestre e grão mestre, sou um grão mestre.
— UAU. – Eu disse realmente impressionada. – Ainda bem que não deixei você brigar com o meu pai ontem.
— Eu não ia chegar ao ponto de usar essas técnicas, a não ser em último caso mesmo.
— Que bom. Você é um esportista nato, deve ser por isso que tem esse corpo tão... Tão... – Suspirei. – Gostoso.
Ele riu abertamente.
— Obrigado, e você até que tem uma pele bem durinha pra quem não pratica nenhum esporte.
— Que bom.
— Vamos conhecer o resto da casa? – Perguntou empolgado.
— Sim.
Nós subimos as escadas e fomos a um banheiro todo em mármore travertino, muito bonito como o resto da casa. Em seguida vimos o quarto da Alice que era todo branco e rosa, que abandonava de forma sutil o estilo da casa, percebi que o chão de todos os cômodos era de piso laminado madeira marfim e impecavelmente limpo, dava até vontade de calçar uma pantufa e sair escorregando por ele. Fomos ao quarto de hóspedes, que também era muito bonito, mas eu já estava ficando impaciente, queria ver logo o quarto de Edward.
— Onde está o seu quarto? – Perguntei.
— Por quê? – Perguntou num tom malicioso.
— Estou curiosa, na verdade o resto da casa não me importa muito. – Disse sincera.
— Por que será? – Perguntou com aquele sorriso safado no rosto me fazendo delirar. – Vamos logo.
Ele segurou minha mão e me levou até uma porta que tinha uma plaquinha pendurada escrito “Não perturbe”. Ele abriu a porta e entrei em seu quarto que era no estilo do resto da casa com as paredes revestidas em madeira, com estantes e espelhos intercalados perto da cama de casal.
— Gostou? – Perguntou.
— Amei, é lindo.
— Entra. – Ele disse.
Quando entrei percebi que o ar condicionado estava ligado e estava bem frio, então passei a mão pelos braços. Edward pegou um casaco que estava jogado em uma poltrona e me deu, eu o vesti rapidamente e sorri enquanto sentia seu cheiro impregnado na peça.
Edward pegou um controle apertando algum botão que fez uma enorme tela de cinema descer de uma parte rebaixada do teto.
— Que legal! – Eu disse admirada.
— Eu também gosto muito e o bom é que o meu pai sempre consegue os filmes dois ou três dias antes da estréia.
Olhei para o outro lado onde tinha um projetor estrategicamente colocado em uma pequena estante de madeira em cima da porta de entrada.
Edward desligou a luz deixando apenas as luminárias da parede ligadas com suas luzes fracas, deixando o ambiente bem agradável e romântico.
— Quer assistir algum filme comigo? – Perguntou.
— Sim.
Ele pegou um porta CD e me entregou, eu procurava um bom filme até que achei uma comédia, perfeito!
— Escolheu? – Perguntou.
— Sim. Esse aqui. – Eu disse entregando o DVD em suas mãos.
— Comédia? – Perguntou relutante.
— Sim
— Vamos ver terror.
— Ah não Edward. – Agora eu estava relutante.
— Por quê?
— Tenho medo.
— Tá bom, vou aliviar pra você, mas na próxima é terror.
— OK.
Ele colocou o DVD e deu stop, depois foi até a porta e abriu.
— Anne – Gritou. – Anne.
— Quem é Anne? – Perguntei.
— A empregada.
— Diga menino. – Disse uma senhora.
— Faz uma pipoquinha pra mim e pra Bella, por favor.
— Doce ou salgada?
— Doce ou salgada amor? – Perguntou para mim.
— Salgada.
— Salgada. – Ele respondeu. – Com bastante bacon, sem óleo, deixa ele fritar na própria gordura e depois joga o milho dentro pra pipoca pegar o gosto.
— Eu sei que ao invés da Alice se interessar pela cozinha quem se interessou foi você e que a sua mãe que estudou nos melhores cursos de gastronomia da Europa te passou todas as manhas dela, mas a dona Mercedes, minha mãe, cozinheira de mão cheia também me passou as dela, então confie em mim garoto. – Disse a simpática velhinha.
— Tudo bem Anne. – Disse Edward carinhoso. – Eu confio em você.
— Vai querer mais alguma coisa?
— Traz uma ice, ou um refri.
— Sua mãe avisou que viria, então coloquei ice, refrigerante, cerveja, champanhe, suco e água no seu frigobar.
— Maravilha, você é o máximo Anne, por isso que eu te amo. – Disse beijando a testa dela.
— Mais alguma coisa?
— Nadinha.
— Estou indo.
Ela saiu e Edward fechou a porta vindo até mim.
— Você é muito chato com esse lance de comida. – Eu disse.
— Sou mesmo, você vai cozinhar pra mim?
— De maneira alguma. – Eu disse sorrindo. – Pras poucas pessoas que eu já cozinhei não gostaram nem um pouco da minha comida, e olha que elas não entendem disso, se eu cozinhas pra você vai cuspir tudo na mesma hora.
— Então você pica os legumes e eu faço o resto.
— Feito. – Eu disse sorrindo.
— Senta aí amor.
Me sentei em sua cama, ele se ajoelhou e tirou minhas sandálias, depois deitou na cama e se cobriu com o edredom.
— Estou carente. Deita aqui do meu ladinho vai. – Disse dando duas palmadinhas no lado vago da cama.
Deitei ao seu lado e ele desfez minhas tranças e acariciou meus cabelos em seguida.
— Bem melhor agora. – Ele disse me olhando admirado.
Edward começou a beijar minha boca , fazendo com que eu perdesse o ar, suas mãos passeavam por minha coxa e ele empurrava seus quadris levemente em direção aos meus, fazendo nossas partes íntimas se roçarem mesmo com a roupa por cima, ele beijava meu pescoço e as coisas estavam ficando quentes demais, até que bateram à porta.
— Edward, a pipoca.
Edward levantou relutante e pegou a pipoca, agradeceu à empregada e voltou para a cama.
— O que você quer beber?
— Refrigerante.
Edward colocou o refrigerante em dois copos de 500 ml com dois canudos, deu play e nós assistimos ao filme, quero dizer, tentamos assistir, ao menos eu tentei, mas quando a pipoca e o refri acabaram, Edward passou uma perna por cima de mim e me beijou enquanto sua mão mais do que boba passeou pelo meu corpo me deixando molhada imediatamente.
— Vamos assistir ao filme. – Eu disse relutante.
— Tem razão.
Ele voltou ao seu lugar, tirei o casaco e deitei em seu peito ouvindo seu coração bater, ele batia rápido, então resolvi testá-lo, passei a mão por sua barriga e isso já foi o suficiente para seus batimentos cardíacos aumentarem, então desabotoei sua bermuda e coloquei minha mão dentro, seu coração disparou, era bom saber que eu não era a única com batimentos descontrolados.
— Essa mão aí nesse lugar está me deixando excitado.
— É? Você também me deixou excitada quando passou a mão pelo meu corpo.
— Já que ambos estamos excitados, acho que nada melhor do que nós... Você sabe.
— Sei, concordo com você.
Edward se virou para mim e começou a me beijar apaixonadamente, enquanto sua mão passava por baixo de meu vestido e brincava com o elástico de minha calcinha, mas eu estava excitada demais para esses joguinhos, então empurrei meus quadris contra sua mão estimulando sua exploração, Edward tirou minha calcinha e acariciou meu clitóris me fazendo gritar de prazer, foi então que ele me penetrou com um dedo e eu soltei um gemido forte e abafado.
— Tão molhada. – Edward murmurou.
Edward então tirou meu vestido rapidamente me deixando completamente nua, depois tirou sua roupa ficando apenas de boxer, abaixou e beijou meu sexo, ele chupava meu clitóris me levando à loucura, eu rebolava contra sua boca tentando conter minha excitação, mas estava cada vez mais difícil.
— Isso amor, goza pra mim vai. – Ele disse.
Não aguentando mais liberei e aquela sensação maravilhosa me tomou, enquanto Edward simplesmente não parava de me chupar enquanto dois de seus dedos me penetravam fortemente, ele estava muito sedento.
Edward levantou, pegou uma camisinha em uma gaveta e veio até mim me entregando.
— Coloca amor. – Ele disse enquanto se deitava.
— Tudo bem.
Tirei sua cueca boxer libertando seu enorme membro pulsante, o massageei de baixo para cima um pouco fazendo Edward gemer, depois coloquei a camisinha em todo seu comprimento.
— Você tem que ir ao médico, sou perfeitamente saudável e tenho certeza de que você também é, então não precisamos dessas coisas. – Ele disse.
— Tudo bem. – Respondi.
Passei uma perna por cima dele e conectei lentamente seu pau em mim, fui descendo devagar até o fim de seu comprimento, Edward colocou as duas mãos em minha cintura, ele me movimentava para baixo e para cima rapidamente, ele estava mesmo muito feroz, eu não estava o reconhecendo, o ritmo estava frenético e por incrível que pareça estava doendo, ele estava muito mais potente do que foi nas outras vezes e meu corpo não estava preparado para aquilo, eu estava tentando ser forte e não falar nada, mas Edward ia cada vez mais rápido e forte, ele parecia uma máquina.
— Edward, vai mais devagar, tá me machucando. – Eu disse já sem agüentar.
— Para de frescura. – Disse entre gemidos.
— Edward, é sério. – Eu disse com a voz oscilante.
— Nas três primeiras vezes eu peguei leve.
Ele não parava de aumentar sua força e já estava doendo demais, então tentei tirar suas mãos de minha cintura.
— Edward pare, agora! – Eu disse tentando manter a voz firme, mas já estava chorando, parte pela dor e parte por ele não me ouvir. – Está me machucando, eu não quero mais.
Ai ver lágrimas em meus olhos Edward parou imediatamente, me pegou pela cintura e me colocou sentada na cama.
— Amor, eu te machuquei mesmo? – Perguntou visivelmente arrependido e preocupado.
— Sim.
— Me perdoa, a culpa foi toda minha, nas outras vezes eu estava tão preocupado em, não te machucar que não te mostrei nem a metade do que era capaz de fazer nesses três dias, você estava tão satisfeita que imaginei que já estivesse preparada para tudo que eu podia te dar, eu vou devagar novamente, perdão.
— Nossa, se você tivesse ido assim lá no casebre não sei o que seria de mim. Agora eu sei porque as mulheres sempre saem querendo mais uma noite com você.
Edward sorriu e acariciou meu corpo com carinho enquanto me olhava admirado.
— Te amo muito garota. – Ele disse olhando em meus olhos. – A ideia de te machucar seja como for dói demais em mim.
— Eu também te amo, demais. – Ele abriu um lindo sorriso pra mim fazendo com que eu me sentisse a mulher mais feliz desse mundo, foi então que me lembrei que teria que ficar de olho na hora para chegar antes de meus pais. – Edward, que horas são?
— Uma e meia. – Disse Edward após olhar em seu celular que estava ao lado da cama. – Já está na hora do almoço, que horas você tem que ir?
— Três horas da tarde.
— Por que tão cedo?
— Porque a minha mãe vai chegar cedo hoje. Foi só resolver umas coisas no trabalho e vai voltar rápido.
— Vou na sua casa hoje à noite.
— Fazer o que? – Perguntei divertida. – Escalar minha janela?
— Não, vou falar com o seu pai. – Disse sério.
— Edward, eu estive pensando, o que você acha de a gente esperar a poeira abaixar um pouco e ir se encontrando escondido enquanto isso?
— Não gostei da ideia. – Disse imediatamente.
— Por quê?
— Seu pai deve saber e aceitar o nosso namoro.
— Você é teimoso. – Eu disse me rendendo.
— Pode me esperar lá. Que horas o seu pai chega?
— Hoje ele chega às seis.
— Estarei lá as sete e aproveito para jantar na sua casa.
— Mas como é abusado esse meu namorado.
Edward sorriu e me beijou.
[...]
Depois de mais alguns amassos – mais calmos dessa vez. – nós fomos até a sala de jantar para almoçar. Alice não almoçaria conosco pois foi se encontrar com Jacob, então seríamos apenas eu, Edward e sua mãe.
— Sentem-se meninos, o almoço está na mesa. – Disse Esme que ainda parecia tensa. – Sente-se Bella, junte-se a nós.
Edward puxou uma cadeira para mim ao seu lado e eu me sentei, ele fitava sua mãe e sua expressão era apática, de reprovação, provavelmente ele também tinha percebido o modo que ela ficou ao descobrir minha paternidade.
— Sabe no que eu estava pensando? – Edward perguntou. – Nós podíamos dar um jantar para apresentar a Bella como minha namorada oficialmente. O que você acha mãe?
— Quando você diz “A família toda” se refere a nossa e a dela juntas?
— Não sei, se a dela quiser vir as portas estarão abertas, não estarão?
— Claro que sim. – Disse incomodada. – O que está insinuando Edward?
— Eu? Insinuando? – Perguntou irônico. – Porque faria isso?
— E então Bella. – Disse Esme mudando de assunto. – O que seu pai disse quando descobriu sobre vocês?
— Ele não gostou muito.
— Ele citou algum motivo?
— Sim.
— Qual?
— Não sei se seria muito apropri...
— Pode falar.
— É que...
— Eu insisto.
— Ele... Disse... Que... É... – Deus! Como eu ia falar pra ela as coisas terríveis que ele falava sobre o filho dela?
— Não Bella. – Disse Edward. – Não precisa dizer.
— Eu quero saber. – Esme insistiu.
— Mãe por favor, a senhora está sendo mal educada e constrangendo a Bella.
— Edward não fale assim. – Eu disse. – Respeite sua mãe.
— Não Bella, ele está certo. – Disse Esme sem graça. – Me perdoe, eu só queria saber como Edward está se saindo em sua primeira relação séria. Tenho que admitir que fiquei preocupada ao saber quem era seu pai, pois sei que ele não gosta muito do Edward, eu sei que ele já é um homem formado e já pode se cuidar sozinho, mas não posso permitir que alguém maltrate meu filho, é coisa de mãe , um dia você vai entender.
— Eu entendo sua preocupação, mas te garanto que enquanto eu estiver por perto ninguém vai maltratá-lo, eu não permitirei.
— Obrigada Bella, você é um anjo.
Sorri em resposta ao elogio. O resto to almoço foi agradável e conversamos sobre futuro, planos e comida, Esme me fez prometer que ajudaria Edward a sair do primeiro período, mas sem dar cola. Foi bem legal.
Depois do agradável almoço nós fomos para casa e Edward passaria mais algum tempo lá, algo me dizia que estava na hora de eu começar a testar meus limites.
Fale com o autor