A filha do reitor
20 Ultrapassando limites
Notas iniciais
Nós fomos para minha casa conversando sobre o futuro, viagens que já fizemos. Edward já foi a vários países em todos os continentes, eu fui a alguns também, mas foram poucos. Eu estava mais atenta na rua, estava ansiosa para chegar em casa, Edward seria todo meu.
— Chegamos. – Ele disse.
— Finalmente. – Eu disse empolgada. – Para em outra rua, meu pai conhece seu carro.
— Tá bom.
Edward estacionou duas ruas depois de minha casa e nós fomos de mãos dadas até lá. Ao chegarmos subimos até meu quarto e eu imediatamente tranquei a porta.
— Senta aí. – Eu disse o empurrando até minha cama. – Não via a hora de chegar.
— Pra que? – Perguntou em um tom malicioso e fodidamente sexy.
— Tira logo essa roupa. – Ordenei.
Edward imediatamente tirou toda sua roupa, seus olhos eram excitados e ansiosos, tirei a minha também ficando completamente nua. Edward abaixou para pegar o preservativo no bolso da calça, mas não o encontrou.
— Droga! – Disse irritado. – Esqueci a camisinha.
— E agora? – Perguntei tão frustrada quanto ele.
— Vem. – Ele disse puxando minha cintura em direção a seu corpo.
— Não. – Eu disse fazendo um esforço tremendo para negá-lo. – Vai comprar.
— Mas e se a sua mãe chegar?
— Você prefere isso ou ser pai? – Perguntei erguendo as sobrancelhas.
Edward levantou relutante colocando a calça e a camisa, saindo em seguida. Deitei na cama nua mesmo para esperá-lo e cerca de 10 minutos que mais pareciam 10 anos ele voltou já tirando as roupas.
Me levantei e ele se sentou na cama e colocava a camisinha em seu membro ereto enquanto eu estava de pé a sua frente acariciando meu clitóris e mordendo os lábios de excitação. Edward colocou a mão por cima da minha e eu a tirei fazendo com que ele entrasse em contato, seus dedos exploravam habilmente todos os espaços possíveis, ele colocou a boca em meu seio mordiscando levemente meu mamilo, levei minhas mãos aos seus ombros em busca de apoio. Esse homem queria me levar à loucura só podia ser.
Edward colocou as mãos em minhas coxas me erguendo do chão e me colocando sentada de frente para seu corpo, depois colocou uma das mãos na base de seu pau o encaixando em mim de maneira brusca me arrancando um forte gemido. Ele colocou a mão em minha cintura e fez o mesmo processo de seu quarto, mas dessa vez com mais delicadeza.
— Edward. – Eu tentava dizer enquanto nossos corpos se movimentavam. – Posso te pedir uma coisa?
— Sim.
— Não pega leve comigo, me mostre tudo que é capaz.
— Tem certeza?
— Sim.
Edward assentiu e começou a dar estocadas mais rápidas, conforme ele aumentava a velocidade as lágrimas se acumulavam em meus olhos, isso não era certo, eu não era mais virgem, não devia estar sentindo dor, acho que tinha mais a ver com a forma na qual ele estava fazendo, mas confesso que estava gostando apesar de tudo. Ele me surpreendia cada vez mais, quando eu achava que era impossível a um ser humano ultrapassar a velocidade em que ele se encontrava, Edward ia e superava minhas expectativas. A dor estava começando a dar lugar a uma ardência quase insuportável, eu agarrava suas costas com força e as arranhava, mas ele não reclamava, mesmo minhas unhas sendo enormes, sem aguentar mais segurar soltei um grito alto.
— Bella. – Edward disse parando de repente.
— Por que parou? – Perguntei.
— Olhe pra mim. – Ordenou.
— Continua.
— Olhe pra mim.
Parei de abraçá-lo e o encarei, isso serviu para que ele visse meus olhos lacrimejantes.
— Eu pensei que estava gritando de prazer. – Disse frustrado. – Eu estou te machucando. Amor, esse lance de aguentar qualquer coisa e tal você ganha ao decorrer do tempo, a maioria das mulheres está tão pronta pra uma relação quanto qualquer outra mulher com uma vida sexual mais longa, ao menos foi o que a Alice me disse. Eu pensei que você estava pronta também, por isso quis fazer a minha maneira lá em casa, mas a sua dilatação é menor, tudo bem, eu posso ir aumentando gradativamente, o que não rola é fazer algo além dos seus limites.
— Eu conheço meus limites, vamos continuar.
— Não Bella, e se isso fizer mal a você?
— Edward pelo amor de Deus. – Eu disse incrédula. – Sou uma mulher de 18 anos que tem uma vida sexual ativa com o meu namorado de 23, em que a velocidade das estocadas dele pode fazer mal a minha saúde? Isso não existe!
— Mesmo assim, você tá aí se machucando e gritando de dor, isso não é legal.
— Eu quero que você me fôda como você fodia aquelas vadias que você saia antes.
— Não. – Disse imediatamente. – Nunca vai ser do mesmo jeito, nem que eu queira. Pra elas eu estava pouco me lixando, a única coisa que importava era o meu prazer, mais nada. Com você não é assim.
— Ah é? Se não pode me dar toda sua potência não quero nada dela, comigo é tudo ou nada. – Disse irritada.
— Tá me chantageando? – Perguntou em um tom divertido.
— Estou falando sério. – Eu disse numa expressão séria, mas é claro que estava brincando, eu não conseguiria ficar sem aquele corpo gostoso por muito tempo. – E você sabe né? Agora que sou mulher, tenho minhas necessidades, se eu entrar em greve de sexo com você vou ter que procurar alguém pra me satisfazer por fora.
Edward me olhou exasperado, ele parecia não ter gostado nada do que eu disse e com razão, a final eu parecia estar falando sério, antes que eu pudesse dizer que era brincadeira e deixá-lo tranquilo ele começou a se movimentar novamente com estocadas rápidas e violentas, ui, isso era bom e doloroso ao mesmo tempo.
— Você que eu te fôda com força, então vou te foder com força. – Disse Edward com uma voz mandona e sexy. – Vamos ver se vai querer outro homem. Se vai ter disposição pra alguém que não seja eu.
— Aaaaahhhhh. – Gemi alto nessa minha mistura louca de dor e prazer.
Eu arranhava suas costas com força e ele simplesmente não sentia, ou era muito resistente à dor, a dormência era grande e eu mordia meu lábio inferior com força, não podia voltar atrás depois de insistir tanto, eu superaria minhas limitações com Edward de qualquer jeito, ou não me chamaria Isabella Swan, até que mesmo com toda aquela tensão aquela sensação maravilhosa estava me tomando novamente, e eu estava molhada como nunca.
— Isso, goza pra mim amor, desse jeito. – Disse Edward com a voz rouca.
Imediatamente a sensação se tornou mais forte e eu deixei que o prazer me tomasse, Edward gozou em seguida e nos deitamos lado a lado na cama.
— Uau. – Eu disse. – Não vou andar a semana inteira.
— Amor. – Disse num tom sério.
— Oi?
— Você ia mesmo procurar outro cara se fizesse greve comigo? – Perguntou preocupado.
— Claro que não seu bobo. – Eu disse sorrindo. – É brincadeira. Eu não ia nem fazer uma greve.
— Ah sim. – Disse aliviado e sorrindo. – Que bom. Mas agora me diz, eu te machuquei?
— Doeu sim, mas não é nada que eu não possa suportar. – Eu disse sorrindo. – Agora me leva pra tomar banho.
— Te levar?
— Sim, acho que andar sozinha vai doer um pouco.
— Ah, eu não acredito nisso. – Disse num tom divertido.
— Acredite.
— Eu avisei, mas você é teimosa, acha que é a dona da razão, quer tudo do seu jeito, agora vai ficar aí sentindo dor.
— Para de resmungar e me ajuda logo. – Ordenei.
— Você quem manda. – Disse sorrindo.
Edward me pegou no colo e me levou ao banheiro do meu quarto, ligou o chuveiro e me colocou lentamente embaixo. Ele tirou sua roupa e entrou junto comigo, estávamos curtindo um bom banho junto, até que alguém me chamou.
— Bella. – Parecia minha mãe.
— Mãe?
— Sou eu filha. Já cheguei.
— Tá bom, estou tomando banho. – Eu disse e em seguida sussurrei para Edward. – Como vou explicar o motivo de estar andando assim pra ela?
— A primeira vez dela foi com o seu pai?
— Sim, por quê? – Perguntei confusa.
— Porque seu pai não parece ser bom o suficiente pra deixar alguém sem andar.
— Edward! – Disse o repreendendo.
— Desculpa. – Disse sorrindo. – Mas falando sério, eles já não sabem que você não é mais virgem?
— Sabem, mas eles também sabem que eu estava andando normalmente, então se comecei a andar estranho vão pensar que você esteve aqui e que transamos pra cacete.
— Não acho que eles vão pensar isso.
— Tomara que não.
Nós terminamos rapidamente o banho, Edward vestiu sua roupa novamente e eu me vesti rapidamente com a primeira roupa que encontrei, mas não prendi os cabelos.
— Vou descer pra falar com ela. – Eu disse.
— Vai lá.
Desci as escadas com as pernas abertas feito uma pata choca e meus pais estavam na sala.
— Chegaram juntos? – Perguntei.
— Sim. – Disse minha mãe. – Liguei para seu pai e ele foi me buscar, ainda pegamos um engarrafamento horrível.
— Por que está andando assim? – Meu pai perguntou com um olhar desconfiado. – Aconteceu alguma coisa?
— Eu escorreguei no banheiro e caí com as pernas abertas igual a uma bailarina, mas como não sou lá muito flexível tá doendo. – Menti sem falar rápido nem gaguejar, eu estava mesmo ficando boa nisso.
— Vamos jantar? – Minha mãe perguntou mudando de assunto. – Estou faminta.
— Eu também. – Disse meu pai.
Fomos até a sala de jantar e a empregada serviu, jantei o mais rápido possível e subi para ver Edward novamente, mas quando cheguei no quarto ele não estava mais. Fiquei triste, pois ele saiu sem nem mesmo se despedir, deitei na cama e fiquei me lembrando do dia de hoje com um sorriso bobo nos lábios até que a campainha atrapalhou meus pensamentos. Fui à sacada para ver quem era, meu pai foi atender e lá estava ele, meu Edward.
— O que faz aqui? – Perguntou meu pai irritado.
— Eu vim pedir oficialmente a mão da sua filha em namoro.
— Você deve estar de brincadeira não é? – Perguntou meu pai incrédulo. – Eu nunca, jamais, vou deixar você namorar a Isabella. Você já não teve o que queria? Já desvirtuou minha filha. Não está de bom tamanho não? Vá embora e deixe que ela encontre alguém que realmente a ame e queira algo além do corpo dela.
— Acho que o fato de eu ainda estar aqui após tudo que já fizemos é a prova de que eu realmente amo a sua filha.
— Isso não prova nada além de que é um cafajeste da pior espécie, se aproximando da minha filha pra me provocar.
— Pra TE provocar? – Edward perguntou incrédulo. – Francamente? Eu tenho mais coisas a fazer. O que eu tenho que fazer pra provar que eu quero algo sério com ela?
— Fique longe dela e dê a oportunidade dela se envolver com alguém que tenha as mesmas ambições que ela, se gosta tanto assim da Isabella como diz, deixe-a livre pra um homem que não seja um mauricinho sustentado pelos pais como você.
— Isso é provisório, quando eu me formar em direito eu...
— Quando você se formar em direito? Pelo amor de Deus Cullen, me poupe desse papo furado, você repetiu três vezes o primeiro período, o primeiro, Que é o mais fácil! Imagine o resto. Você é um atraso de vida pra qualquer mulher, um favor que você faz a qualquer uma do caráter e a personalidade da minha Bella é ficar o mais longe possível.
— Você é irredutível mesmo não é? Não consegue ver um palmo a frente do nariz, a Bella não vai ser feliz sem mim, porque ela me ama tanto quanto eu a amo.
— Ela pode até gostar de você, mas passa. Vá procurar a Rosalie ou a Lauren, elas amam você e são da sua laia.
— Elas não me interessam, só a Bella me interessa.
— Não importa, não vou permitir esse namoro, fim de papo. – Disse meu pai me irritando por ser tão turrão.
— O que não importa aqui é a sua proibição. – Disse Edward. – Bella e eu ficaremos juntos você querendo ou não, ela só quer a sua benção, mas se não quiser aceitar, isso não vai ser empecilho pra nada.
— Sim é claro, mas você concorda comigo que acidentes acontecem?
— Sim.
— Pode ser que aconteça algum com você, eu não arriscaria a minha vida por uma garota, você arriscaria a sua?
— Pela Bella sim.
— Corajoso você hein.
— Obrigado. – Edward olhou nos olhos do meu pai e voltou para a forma defensiva. – E se eu mudar?
— Mudar?
— Sim, eu posso tirar boas notas, parar de aprontar, ser um aluno e um namorado exemplar.
— Edward, não quero nenhum Cullen na minha família, mesmo que Bella fosse um homem e se apaixonasse pela Alice, eu não aceitaria.
— Eu posso mudar meu sobrenome.
— Mesmo que você mude, seu sangue é dos Cullen.
— E qual é o problema nisso?
— Você fala, se veste e até anda como o seu pai, eu não quero alguém assim na minha família e muito menos nos genes dos meus futuros netos.
— Você tem algum problema com o meu pai?
— Edward, isso não vem ao caso.
— Então é isso, olha, eu não tenho culpa de ter nascido na família Cullen e nem a Bella de ter nascido na Swan.
— Eu sei, mas as coisas são assim, pare de insistir.
— Eu vou continuar insistindo.
— Não perca seu tempo.
— Perderei.
Edward concluiu saindo portão a fora, meu pai entrou em casa e eu me sentei na escada para ouvir o que ele ia dizer a minha mãe.
— Quem era? – Ela perguntou.
— Edward Cullen.
— O que ele queria?
— A Bella.
— Dê uma chance ao garoto Charlie, ele parece tão motivado e olhe pra nossa filha, ela está sofrendo tanto com isso.
— Jamais. – Disse imediatamente. – O pai dele me apunhalou pelas costas, era meu melhor amigo, um homem que eu confiava, colocava a minha mão no fogo por ele e fez aquilo comigo, eu não quero o filho dele por aqui, não na minha família.
— Mas Charlie, o Carlisle é uma pessoa e o Edward outra.
— Eu sei, mas eles são idênticos em tudo.
— Então enquanto você não perceber que eles são pessoas diferentes a nossa filha vai ficar sofrendo?
— Eu vou tomar banho e ir dormir.
— Isso Charlie, foge do assunto. – Disse minha mãe zangada.
Carlisle traindo a confiança do meu pai? Algo me dizia que estava mais perto da verdade do que imaginava.
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