A filha do reitor
18 Bomba
Notas iniciais
— Pai! – Gritei enquanto chorava de desespero. – Pare com isso!
Edward limpava seu nariz que sangrava e olhou com raiva para meu pai.
— Sua filha não é mais uma criança. – Disse Edward.
— Eu sei, mas quero você bem longe dela.
— Quer saber? Estou pouco me lixando pro que você quer ou deixa de querer, estou apaixonado pela Bella e enquanto ela me quiser pouco me importa a sua opinião.
— Ela pode até estar apaixonada por você, mas você por ela? Conta outra. – Disse descrente o que fez com que meu coração doesse.
— Por que você não me dá uma chance pra te mostrar que os meus sentimentos são verdadeiros? – Edward perguntou tentando manter a calma.
— Uma chance já é o suficiente para você ferir a minha filha. – Meu pai disse irredutível enquanto as pessoas ao redor encaravam surpresos o show.
— Eu nunca faria nada para magoá-la.
— Não acredito em você.
— Quer saber? – Disse Edward perdendo a paciência. – Não importa se você acredita ou não em mim, a Bella acredita, nós somos maiores de idade e fazemos o que bem quisermos.
— Fique longe dela. – Disse meu pai ainda mais furioso. – Será melhor para você.
— Ou o que?
— Ou eu te mato! – Disse com o ódio evidente em seu olhar, eu gelei, minha respiração parou e fui tomada por uma fúria imensa. – Nem que passe a vida inteira por trás das grades, valerá à pena.
A raiva ia me tomando rapidamente e não aguentei.
— Você não vai fazer nada contra ele. – Gritei tirando uma força sabe-se lá de onde.
— Isabella fique fora disso. Estou apenas fazendo o melhor para você.
— Não pai, o senhor não está. Eu quero ficar com o Edward, mesmo que ele me decepcione depois, sou crescida o suficiente para suportar, vai ser melhor do que passar o resto da minha vida me perguntando como seria.
— Não estrague sua vida por esse homem Isabella, você merece alguém bem melhor, o Jacob.
— Nós ficaremos juntos. – Disse Edward furioso. – Mesmo que queira nos separar.
Meu pai tentou atingir Edward com outro soco, mas dessa vez Edward foi mais rápido, se abaixou e deu uma banda nele.
— Edward. – Corri para frente dele que já estava pronto para atacar. – Não faz isso, ele é meu pai.
Edward se afastou, mas ainda com um olhar furioso. Meu pai levantou bufando de raiva e me puxou pelo braço para fora, Edward veio correndo atrás de nós dois.
— Pra onde você está a levando? – Perguntou.
— Para bem longe de você.
— Pai, me solta! – Eu puxava meu braço com força, mas a dele era maior.
— Solta ela. – Edward gritou segurando meu outro braço.
— Solte a minha filha você.
— Edward. – Eu disse ao perceber que aquilo já estava tomando rumos muito perigosos. – Depois a gente se vê, deixa eu conversar com ele agora.
— Tem certeza que quer isso? – Perguntou olhando em meus olhos.
— Sim. – Respondi enquanto chorava desesperadamente.
— Eu não vou te abandonar, não importa o que aconteça. Não se sinta insegura quanto a isso.
— Tudo bem.
— Terminaram? – Perguntou meu pai irritado. – Vamos logo Isabella.
Edward soltou lentamente meu braço e meu pai voltou a me puxar para longe dele que permanecia parado me olhando. Meu pai me levou praticamente arrastada até o carro, abriu a porta do banco de trás e me jogou violentamente, minha mãe estava no carona, ela olhou para trás espantada com a situação.
— O que é isso? – Perguntou ao me ver chorando. – O que houve Bella?
Meu pai entrou no carro, fechou a porta com força e começou a dirigir.
— Charlie, o que está acontecendo? O que houve com a Bella?
— Edward Cullen. – Disse com um ódio transparente pelo seu tom de voz.
— O que tem ele?
— A Isabella e ele estavam tendo um casinho.
— Como é que é?! – Perguntou minha mãe espantada. – E aí?
— E aí o que? Eles não ficarão juntos.
— Ele não vai me abandonar. – Disse entre soluços.
— Como você é ingênua! Ele não te ama, só quer se aproveitar de você.
— Se aproveitar como?
— Sexualmente.
— Então ele já deveria ter ido embora. – Eu disse sem pensar, mas sinceramente? Não me arrependi, ele tinha que saber que não era apenas uma brincadeira para Edward.
Meu pai freou o carro imediatamente fazendo com que fossemos lá na frente com o impacto.
— O que disse? – Perguntou olhando para mim, enquanto minha mãe me encarava com olhos arregalados.
— Que se ele quisesse se aproveitar já teria ido.
— Por quê? – Perguntou lentamente com medo da resposta.
— Eu me deitei com ele, o Edward não é apenas um namoradinho pra mim, ele é o meu homem. – Eu disse sem hesitar.
Um silêncio mortal se estendeu pelo carro, minha mãe estava com as mãos na boca e paralisada, ao olhar para meu pai percebi que ele estava ficando vermelho, seus olhos estavam repletos de lágrimas, eles me olhavam como se eu fosse a dama que se revelou vagabunda.
De repente meu pai pôs a mão no coração e então percebi que ele não estava conseguindo respirar.
— Charlie. – Gritou minha mãe percebendo ao mesmo tempo que eu. – O que houve? Charlie?
— Papai! – Gritei quando ele desmaiou. – Papai, pelo amor de Deus, fale comigo.
Minha mãe e eu passamos ele para o banco do carona e ela passou para o lado do motorista.
— Qual é o hospital mais próximo? – Minha mãe perguntou friamente.
— Só tem hospital na cidade, mas é muito longe daqui. É melhor voltarmos para o sítio, lá tem uma enfermaria.
Nós voltamos ao sítio, a médica disse que meu pai teve um infarto, mas que por termos o trago cedo e por sorte também ele já estava bem, mas tinha que ficar em observação por algumas horas.
Depois de saber que ele já estava fora de perigo fui até meu quarto, arrumei minhas malas que não tive tempo de arrumar e fui ao banheiro tomar banho. Quando terminei me sentei no chão do boxe, abracei minhas pernas e me derramei em lágrimas. Graças a Deus meu pai conseguiu sair vivo dessa, mas e se não conseguisse? Eu não me perdoaria nunca. Ouvi o barulho da porta e quando olhei pelo canto da cortina vi Edward, ele veio andando até mim e sentou ao meu lado, molhando sua roupa seca. Apenas sua presença já me acalmava.
— Eu fiquei sabendo do seu pai. – Ele disse.
— Ele podia ter morrido. E se acontecer de novo? Eu não vou me perdoar nunca.
— Não vai acontecer, seu pai não vai morrer Bella, fique calma. – Disse me consolando.
— Como tem tanta certeza?
— Não acredito que já tenha chegado sua hora.
Era incrível como Edward era magnífico, havia bondade em seus olhos, ele realmente torcia pela recuperação do meu pai, mesmo sabendo o tamanho do ódio que meu pai tinha por ele.
— Edward.
— Sim?
— Por favor, não me abandone. – As lágrimas desceram com mais intensidade. – Eu preciso muito de você agora.
— Você sabe que é tudo pra mim, vou ficar aqui pra qualquer momento, bom ou ruim. O que você acha de a gente viajar, duas semanas pra qualquer lugar do mundo, só você e eu, a gente pensa no que vai fazer, se distrai um pouco.
— Parece maravilhoso, mas não vou conseguir relaxar sabendo que toda essa tempestade vai estar me esperando quando eu voltar.
— Não precisa ser assim, vem morar comigo. – Disse acariciando meu rosto. – Na minha casa, tenho certeza que os meus pais não vão se importar.
— Edward, não piora as coisas, meu pai acabou de ter um infarto, se eu disser que vou morar com você é capaz dele ter outro, vamos esperar a poeira abaixar um pouco, se as coisas continuarem insuportáveis desse jeito, eu saio de lá. – Mas é claro que não seria pra casa dele.
— Promete?
— Sim.
— Tudo bem. – Disse compreensivo. – Mas se ele continuar sem aceitar, você vai ter que escolher, entre ele e o nosso amor, está pronta pra uma decisão dessas?
— Claro, eu só queria saber o que você fez de tão grave pro meu pai te odiar tanto. Você pode ser franco comigo, não importa o que você tenha feito, ficou pra trás e eu vou te perdoar, mas preciso saber do que se trata.
— Eu não sei, desde o meu primeiro dia na faculdade ele já me olhava torto, tudo bem, eu vivia aprontando e nunca fui de prestar muita atenção às aulas ou tirar nota boa, mas o Emmet e o Jasper também são assim e ele não sente por eles nem a metade do ódio que sente por mim.
— É muito estranho.
— Também acho, já me peguei inúmeras vezes pensando nisso.
— Mas está tudo bem, a gente vai contornar essa situação.
— Sim, nós vamos. – Disse sorrindo e colando seus lábios aos meus.
[...]
Eu já havia trocado de roupa e estava de frente para a casa dos alunos esperando Edward trocar a sua, foi quando fui surpreendida por Emmet parando perto de mim.
— Preciso falar com você. – Ele disse.
— Olha só, se for pra ficar de palhaçada pela briga do meu pai com o Edward lá na sala, pode dando meia volta. – Eu disse sem me importar em ser educada.
— Calma cara, bandeira da paz.
— Deixa de ser hipócrita, fica aí com esse papinho de “sou amiguinho”, mas tá sempre esperando a primeira oportunidade de acabar com o meu namoro com o Edward.
— Nossa. – Disse impressionado. – Não sabia que tinha tanta personalidade.
— Eu não sou de brigar com ninguém, mas mexeu com a minha felicidade aí eu já tenho que me meter.
— Desculpa, eu juro que é de coração.
— Não, eu não desculpo não. Sei que você se arrependeu, ao menos é o que parece, mas eu ainda estou muito chateada, então estaria mentindo se dissesse que te perdôo, pois sei que está fazendo isso porque não tinha jeito e que o Edward não seria aquele de antes mesmo sem mim, e não porque você realmente viu que é a coisa certa a se fazer.
— Eu estou tentando, pelo meu amigo, você podia fazer o mesmo pelo seu namorado.
— Eu não preciso tentar nada, eu nunca te trataria mal ou tentaria acabar com a sua amizade com o Edward, então não vejo motivos pra ele ficar chateado. Eu só queria saber porque não gosta de mim, eu sei que eu sou estranha e nerd, mas isso realmente é motivo pra não gostar de uma pessoa?
— Não é nada pessoal, eu até simpatizo com você, mas qualquer namorada que o Edward arranjasse eu faria a mesma coisa, é que eu não queria perder o meu amigo de baladas e pegação.
— Eu não quero tomar o Edward de você, longe de mim. Eu nem me importo dele ir pra balada com você e o Jasper, a única coisa que eu não quero que ele faça é ficar com outra garota ou parar de me dar atenção, fora isso, tudo bem pra mim, então todo esse drama que você tá fazendo é sem fundamento.
— Eu espero que seja mesmo.
— Pode acreditar que é.
— Bella. – Chamou Edward chegando ao meu lado. – Emmet? – Perguntou confuso. – O que faz aqui?
— Eu vim pedir desculpas à Bella, mas já terminei. Estou indo.
— Vai lá. – Disse Edward e ele saiu.
Nós fomos à enfermaria e minha mãe estava lá, sentada, com um olhar triste e vago.
— Mãe. – Eu a chamei desviando sua atenção para mim e Edward.
— Isabella é melhor você sair daqui com ele. Seu pai vai ter outro infarto se ver vocês dois juntos.
— Mãe, isso não é brincadeira pra gente, nós realmente nos gostamos. – Eu disse tentando puxá-la para nosso lado. – Tente convencer o papai disso, por favor.
— Edward. – Minha mãe disse olhando para ele. – Eu acredito nos seus sentimentos, vejo nos seus olhos, mas é uma verdadeira missão impossível convencer o Charlie disso. Não leve a mal minha expressão nem nada disso, não é nada pessoal, mas minha família acabou. – Disse com os olhos repletos de lágrimas.
Edward se ajoelhou de frente para minha mãe e pegou sua mão.
— Sua família vai sobreviver, não importa o que eu tenha que fazer ou quanto tempo tenha que esperar, vou convencer seu marido de que o que sinto pela Bella é verdadeiro.
— Boa sorte. – Disse descrente. – Agora vá.
Edward se levantou e saiu, imediatamente fui atrás dele.
— Não Bella. – Ele disse se virando para mim. – Fique com seu pai, ele vai precisar de você agora.
Coloquei as mãos em seu rosto e o beijei desesperadamente, pois não sabia quando seria o próximo beijo.
— Te amo. – Sussurrei contra seus lábios.
— Eu também te amo. – Disse me abraçando forte.
Peguei meu batom que estava no bolso e escrevi o número do meu celular em seu antebraço.
— Me ligue, por favor.
— Eu vou ligar. – Garantiu.
Ele me puxou para outro beijo apaixonado e desesperado.
— Eu quero você. – Sussurrei ao seu ouvido.
— Vai logo amor. – Ele disse. – Detesto despedidas.
Dei um selinho em seus lábios e fui até minha mãe, me sentei ao seu lado e a abracei. Nós esperamos por algum tempo e a médica disse que uma de nós já podia entrar, pois ele estava acordado.
— Vai você. – Minha mãe disse.
Fui andando até o quarto e quando cheguei vi meu pai deitado em uma cama branca.
— Quantas vezes? – Ele perguntou antes mesmo que eu dissesse algo. – Quantas vezes você dormiu com ele?
— Pai, o senhor tem certez...
— Quantas vezes? – Perguntou mais alto.
— Umas três. – Eu disse baixo.
— Desde quando?
— Quinta feira a noite.
— Então foi na noite que vocês dormiram fora? – Perguntou como se tivesse matado uma charada.
— Sim.
— Agora está explicado aquele cheiro de homem, a forma como andava diferente desde então. Mas e a segunda vez? Quando foi?
— Na sexta.
— Terceira?
— No sábado.
— Mas no sábado você estava trancada no quarto.
— Ele subiu até a janela.
Meu pai olhou para baixo, seu rosto era tristeza pura.
— Eu sempre enchi minha boca pra afirmar que minhas duas filhas eram um exemplo, perfeitas, mas você me decepcionou Isabella. Como posso te chamar de minha menininha se você não é mais uma? Você é uma mulher agora.
— Pai, o fato de eu ter feito amor com o Edward não muda nada.
— Isabella, por favor, não use termos errados. – Disse irritado. – Vocês não fizeram amor, amor só faz quem ama. Você pode chamar isso de qualquer coisa, menos de “Fazer amor”.
— Não papai, usei o termo correto. Edward e eu fizemos amor, porque nos amamos.
— Chega a ser patético uma garota que estudou nos melhores colégios, passou em primeiro lugar para a universidade mais disputada do país não ver uma coisa tão óbvia. Edward Cullen não mudou e nem vai mudar por sua causa.
— Isso é o que veremos papai. – Eu disse saindo do quarto.
Minha mãe entrou para vê-lo em seguida e permaneci sentada enquanto os esperava. Eles saíram algum tempo depois e nós fomos para o carro. Antes de entrar vi Edward me olhando de longe, acenei para ele e ele correspondeu. Entrei no carro e nós voltamos para casa. Fomos o caminho todo em silêncio, ao chegarmos em casa, eu fui direto para meu quarto chorando feito criança, tomei outro banho e fui dormir, mesmo estando de tarde, acordei apenas no dia seguinte. Naquela hora todos do passeio deviam estar se arrumando para sair, eu me perguntava onde Edward estava, o que estava fazendo, eu mal via a hora de vê-lo novamente, minha necessidade de ouvir sua voz, sentir seu cheiro e principalmente tocar em sua pele aumentava a cada instante, longe dele eu tinha vontade de gritar, espernear, pegar o carro e ir até onde ele estava, mas era impossível, a essa altura ele estava longe de mim.
— Bella. – Disse minha mãe entrando do quarto.
— Oi mamãe?
— Posso falar com você? – Perguntou.
— Claro.
Ela se sentou na ponta da cama e segurou minha mão.
— Eu ouvia a sua avó, então me ouça. Espera o seu pai esfriar a cabeça, você e o Edward são adultos, podem ficar mais um tempinho separados, se o sentimento de vocês for tão verdadeiro o quanto aparenta ser, vai suportar isso.
— O problema é que o meu pai não esfria a cabeça nunca, se eu e o Edward não insistirmos, ele não vai aceitar.
— E o que te faz pensar que é insistindo que ele vai ceder?
— Mais cedo ou mais tarde ele vai ter que dar o braço a torcer.
— Eu sei, mas você não acha que até isso acontecer vai ser um processo muito doloroso pra ele?
— Será que ninguém se pergunta como está sendo doloroso pra mim?
— Filha eu não estou dizendo que não está sendo doloroso pra você, só que está sendo pro seu pai também, e eu acho que não custa nada você e o Edward esperarem até a poeira abaixar.
— Mas a poeira estava baixa até ele descobrir, e eu nem sei como.
— Seu pai não nasceu ontem Bella, ele foi ligando as coisas que foram acontecendo, ele foi à sua sala desejar boa sorte ele viu vocês se beijando na frente de todo mundo.
— Mãe, eu nunca pensei que diria isso, mas se o papai não aceitar o Edward nessa família, eu saio dela.
— Não faz isso. – Disse preocupada e triste. – Seu pai só quer o seu bem.
— Eu sei disso, mas o problema é que ele não quer ver que o melhor pra mim é ficar ao lado de quem eu amo. E já que a gente pensa tão diferente, o melhor que eu tenho a fazer é ir embora.
— Mas pra onde você vai?
— No momento a lugar nenhum, vou ver se o meu pai está disposto a aceitar o Edward, dar um tempo pra ele assimilar tudo, mas se ele permanecer irredutível, eu vou embora.
— Morar sozinha?
— Acho que sim, o Edward até me chamou pra morar com ele, mas ele é muito dependente, assim como eu, o pai dele dá comida, roupa lavada, tudo. Ele não trabalha em nada, então como vou morar com ele contando com o dinheiro do pai? Com a comida, a luz? Eu não posso ir morar na casa dele, principalmente agora que está reatando com a mãe do Edward. Seria como adotar outra filha, é o cúmulo do abuso.
— Os pais dele estão reatando?
— Sim, ao menos foi o que o Carlisle disse.
— Mas enfim, Bella eu acho que você tem que convencer seu pai de que o sentimento de vocês é verdadeiro.
— É o que estou tentando fazer.
— Mas não desse jeito, vai com calma, senão ele vai achar que é fogo de palha.
— Não sei mãe.
— Tudo bem, apenas pense sobre isso. Vamos tomar café?
— Eu não quero ver o meu pai, não quero ter que encará-lo.
— Mais cedo ou mais tarde vai ter que fazer isso.
— Tem razão, vamos.
Levantei da cama, fiz minha higiene matinal, me vesti e desci, sentei à mesa junto a meus pais e nós tomamos o café da manhã em silêncio, ao terminar, pedi licença e me levantei.
— Por que está tão arrumada Bella? – Meu pai perguntou. – Onde pensa que vai?
— Andar.
— Onde?
— Na praça.
— Você nunca gostou de andar pela rua, por que assim do nada resolveu começar?
— Não quero ficar em casa.
— Mas vai ficar.
Sentei no sofá e liguei a tevê. Meu pai se arrumou e foi trabalhar, minha mãe foi em seguida. Algum tempo depois meu celular tocou, fui atender e era um número desconhecido. Será que era ele?
— Alô. – Eu disse ao atender.
— Bella? – Eu conhecia aquela voz, era ele! – Oi, sou eu o Edward.
— Oi amor.
— Seus pais já foram trabalhar?
— Sim.
— Vai pro portão que eu vou te buscar.
— Mas Edward...
— Eu vou te buscar. – Ele concluiu encerrando a chamada.
Fui até o portão e dentro de cinco minutos seu conversível preto apareceu em minha rua, automaticamente abri um enorme sorriso, ele parou em minha frente, tirou o óculos e sorriu para mim.
— Entra aí minha Cinderela. – Ele disse.
Dei a volta e entrei no carro. Edward olhou para mim e me puxou para um beijo de tirar o fôlego, como quem estivesse aliviado por estar acontecendo novamente.
— Que bom que está aqui. – Ele disse após o beijo.
— É claro que estou, não tem nenhum outro lugar que eu queira estar.
Edward sorriu e arrancou com o carro nos tirando dali rapidamente.
— Aonde nós vamos? – Perguntei.
— Surpresa.
— Odeio surpresas.
— Espero que goste dessa. – Disse sorrindo.
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