Notas iniciais
Olá pessoal! Pelo visto todos ficaram muito intrigados com a "aposta". Se a Bella aceitaria,o que ele faria. Espero que gostem.

— Feito. – Eu disse apertando sua mão e ele sorriu triunfante.

— Coloca seu cavalo junto ao meu. – Ordenou.

Guiei meu cavalo para perto do dele.

— Estou pronta.

— No “já”. 1... 2... 3... e... Já!

Começamos a correr, Edward passou minha frente logo no início, bati no cavalo com mais força e ele disparou para perto do cavalo de Edward, então ele me passou a frente novamente sem muito esforço, mas de repente meu cavalo se assustou com algo que viu no chão e empinou, eu caí no chão. Eu estava tonta, talvez com sono, não sabia distinguir direito, mas meus olhos estavam se fechando e eu não conseguia abri-los, era mais forte que eu, lutava para permanecer acordada, mas estava com tanto sono.

— Bella! – Gritou uma voz, mas eu ainda não tinha força para abrir os olhos. – Fale comigo, por favor! – Gritou a mesma voz.

Abri meus olhos bem devagar e vi Edward, minha cabeça estava doendo demais, nunca senti uma dor tão forte, era como se algo tivesse me atingido com muita força, a imagem dele ainda estava embaçada, mas consegui falar algo bem fraco.

— Ai.

— Bella, você está bem?

— Edward. – Consegui abrir mais os olhos e vê-lo com maior nitidez. – O que está acontecendo?

— Calma, vou te ajudar a levantar. Quantos dedos tem aqui? – Ele perguntou me mostrando quatro dedos de sua mão direita.

— Quatro.

— Muito bem.

Ele colocou uma das mãos em baixo da minha cabeça e a outra nas minhas costas, depois me ajudou a sentar, seus olhos eram preocupados e intensos em meu rosto.

— Você caiu do cavalo, bateu a cabeça com força e desmaiou. – Ele me explicou.

— Fiquei inconsciente por quanto tempo?

— Uns dois minutos. Me perdoe por ter insistido pra você correr. – Ele parecia tão arrependido que dava dó.

— Não, tudo bem.

— Você tem certeza que está bem?

— Mais ou menos, minha cabeça está explodindo.

— Eu vou te levar para o seu quarto.

Edward se levantou, segurou minhas duas mãos e me ajudou a levantar delicadamente, quando fiquei em pé ele me pegou no colo e foi andando na direção da casa dos professores, era tão bom estar em seus braços fortes, eu me sentia segura e protegida, além de seu cheiro ser incrivelmente bom.

— Está longe, você vai mesmo me levar no colo o caminho inteiro? – Perguntei sem a menor vontade de que ele me colocasse no chão.

— Vou.

— Mas e os cavalos? Você tem que guardá-los.

— Vou ligar para a Alice e pedir pra que ela os guarde, deixei os dois amarrados em uma árvore, não vão fugir.

— Tem certeza?

— Sim, Bella, fica tranquila.

Encostei a cabeça em seu peito e coloquei a mão em seu ombro, fechei os olhos e acabei pegando no sono, mas dessa vez era sono mesmo.

— Bella, chegamos. – Ele disse me acordando. – Cadê a chave do seu quarto?

— Me coloca no chão, vou pegar.

Edward me colocou cuidadosamente no chão, pus a mão no bolso da minha blusa e peguei a chave, depois abri a porta e entrei enquanto Edward permaneceu na porta.

— Bella, — Ele disse. – Não é melhor você ir para a enfermaria?

— Acho melhor não Edward, vou preocupar meu pai à toa.

— Tem certeza? Vou com você.

— Não, estou bem.

— Qualquer coisa vou estar na casa dos alunos, quarto 23.

— OK.

— Tchau.

— Edward.

— Oi?

— Quero que você esteja no mesmo lugar, no mesmo horário e com o mesmo cavalo lá amanhã.

— O que você está falando Bella?

— Você sabe, nossa aposta ainda está de pé.

— Mas Bella, você caiu e não se machucou, deu muita sorte, se cair de novo pode acontecer coisa pior.

— Eu sei que caí, mas não vai acontecer novamente.

— É melhor não arriscar.

— O que?! Edward Cullen está amarelando?! Acho que isso quer dizer que quem ganhou fui eu. – Eu disse o provocando.

— Não, não estou amarelando, você não ganhou e nem vai ganhar, amanhã eu estarei lá. – Disse decidido.

— Ótimo.

— Estou indo, tchau.

— Tchau, te vejo lá amanhã.

Edward se virou para sair, mas novamente o chamei, estava esquecendo de algo importante a ser dito depois de hoje

— Edward.

— Oi? – Perguntou se virando novamente.

— Obrigada.

Ele sorriu sem graça, parecia não estar esperando pelo agradecimento.

— Não foi nada.

Edward foi andando pelo corredor, até que desceu às escadas e sumiu de minhas vistas. Tomei um remédio para dor de cabeça, um bom banho, depois deitei para dormir. Acordei às nove horas do dia seguinte, levantei, mas nem quis ligar meu celular que devia estar cheio de chamadas perdidas de minha mãe, fui até o banheiro, fiz toda a minha higienização matinal, me vesti, depois fiz minhas tranças e fui até o refeitório, encontrei as meninas, nós tomamos café-da-manhã juntas e fomos novamente para a cachoeira, quando deu a hora eu fui até os cavalos e peguei o meu branco, montei nele e fui até Edward que já estava no local marcado.

— Chegou mais cedo.

— Pois é. – Ele disse.

— E aí? Já pensou no seu enredo?

— Enredo?

— Estou vendo que não.

— Ah sim, na história da Cinderela? Sim, e é bem melhor que a sua.

— Já mandei todas as minhas ideias para o professor e quanto a ela ser melhor que a minha é o que nós vamos ver.

— Mas e você? Melhor da dor de cabeça?

— Sim. – Eu disse contente por ele estar se importando.

— Espero que esteja pronta para perder. – Estava bom demais para ser verdade, e se revela o verdadeiro Edward.

— Como tem tanta certeza de que vou perder?

— Um palpite.

— Vamos começar?

— Vamos, mas vê se não cai de novo, tá bom? Não estou a fim de te socorrer hoje não, fiquei com dor nas costas depois de te carregar.

— Carregou porque quis, eu não te pedi nada.

— Que seja, quando eu disser “já” nós começamos. 1... 2... 3... Já!

Nós começamos a correr novamente, mas dessa vez eu disparei na frente, para a minha surpresa, fiquei nessa posição por um tempo, até que Edward me passou e por mais que eu tentasse ultrapassá-lo era uma missão impossível, por fim já conseguia vê-lo em nosso ponto de chegada, a maldita árvore na qual Edward já estava em baixo. Droga! O que Edward faria comigo? E se ele me mandasse fazer algo que eu não queria? Eu estava com medo de como ele usaria aquele poder supremo sobre mim. Fui cavalgando até ele, eu já estava preparada para ser zoada. Ele fitava sorridente meu rosto, eu tentava ser o mais inexpressiva possível.

— O que? Vai ficar aí rindo de mim? – Perguntei.

— Por que você acha que tudo gira ao seu redor? Hein garota?

— Eu não acho, só tenho certeza de que você estava rindo de mim.

— Não, dessa vez você errou, estava rindo só de pensar no que vou fazer com você.

— Pega leve tá? Ou ao menos tenta.

— Vou pensar no seu caso.

— Você já sabe o que vai fazer comigo?

— Será que dá para você me deixar pensar?

— Claro, desculpa. – Em uma situação normal teria revidado sua resposta nada gentil, mas eu tinha que ser uma boa menina para que ele não pegasse pesado.

— Você é virgem? – Perguntou após algum tempo pensando. Sério mesmo que ele estava considerando pedir algo daquele tipo?

— Claro que sou. – Eu disse como se fosse óbvio, e era!

— Você não está dizendo isso só pra me enganar não é?

— Não Edward.

— Tudo bem, vou acreditar em você, até mesmo porque eu já tinha quase certeza disso, só perguntei para confirmar. Você está com pressa de ir para o seu dormitório?

— Não, por quê?

Edward se levantou e estivou sua mão para mim em um convite para me ajudar a descer do cavalo.

— Vamos ficar aqui um pouco.

— Vai querer consumar seu prêmio da aposta agora?

— Não, hoje não.

— Então por que está me chamando para ficar aqui com você.

— Porque não tem absolutamente nada para fazer lá.

— Eu sei.

Desci do cavalo ignorando sua mão suspensa para mim. Ele pegou as rédeas de meu cavalo e amarrou em um galho bem grosso da árvore, nossos cavalos ficaram lado a lado, preto e branco, o céu e o inferno, luz e escuridão, parecia a definição perfeita de Edward e eu juntos. Ele sentou e se encostou na árvore, em seguida eu sentei de costas para ela também, ao lado de Edward.

— O que você vai fazer no sábado? – Ele perguntou.

— Que horas de sábado?

— À noite, lá pras oito.

— Ainda não sei, por quê?

— Só curiosidade, e no domingo?

— Vou recepcionar o tal de Jacob.

— Jacob? – Perguntou desconfiado. – Quem é?

— Um amigo do meu pai. – Por que eu estava mentindo? Devia falar logo o que ele era pra ver se Edward finalmente desistia de mim, a final era isso que eu queria, não era?

— Hum.

— Edward, posso te perguntar uma coisa?

— Sim.

— Você já namorou?

— Não, e você?

— Também não.

— Você já se apaixonou? – Ele parecia interessado.

— Não. – Respondi. – Sempre fui tão centrada nos estudos que nunca reparei muito em nenhum garoto.

— Mas você já ficou com algum?

— Já, mas só por curtição mesmo, não porque eu estava apaixonada.

— Quantos garotos em média?

— Três garotos, esse é o número exato.

— Três?! – Perguntou espantado. – Mas é muito pouco.

— E você? Com quantas já ficou? – Perguntei mudando o rumo da conversa.

— Sei lá, mais quinhentas.

— Mais de quinhentas?! — Perguntei impressionada, era muita gente! – Nossa!

— Não é muito, eu fico em média com cinco garotas diferentes por semana desde os meus dezesseis anos, hoje tenho vinte e três, considerando que o ano tem 365 dias, são mais de quinhentas. As únicas que eu repito são a Rosalie e a Lauren, elas são as “quebra galho”.

— Elas sabem que você se refere a elas dessa maneira?

— Sei lá, devem saber, mas pra mim tanto faz.

— Você não gosta delas nem um pouco?

— Eu gosto de andar com os irmãos delas, elas vem atrás sem serem convidadas, ficam dando em cima de mim.

— Então você não faz a mínima questão de tê-las por perto?

— Elas são insignificantes pra mim. – Disse sem pensar duas vezes.

— Como consegue ser tão frio?

— Não tenho culpa de não sentir nada por elas.

— Então por que fica com elas?

— Porque elas insistem, são bonitas, fáceis e eu sou homem, a carne é fraca.

— Então mesmo que um dia você resolva namorar alguém, basta elas darem em cima de você e você vai trair a sua namorada?

— Não é assim Bella, o dia em que eu namorar, SE esse dia chegar, vai ser porque eu estou completamente apaixonado pela garota, a ponto de ver apenas ela na minha frente e querer somente ela, por isso não namorei até hoje, pra mim, namoro é um lance sério. Não sou a favor de traição, se for pra trair é melhor nem começar.

— Mas mentira você é né? – Eu e a minha grande boca, por que não fiquei quieta?

— O que? Como assim? – Perguntou confuso.

Eu ia deixar pra lá, mas já que comecei então falaria tudo.

— Fiquei sabendo que você diz para as meninas mais difíceis que está apaixonado para conseguir o que quer e depois que consegue vai embora.

— Eu nunca fiz isso! – Disse na defensiva. – Eu nem me interesso em garotas difíceis, quem te disse isso?

— Não importa quem disse, mas te garanto que é uma fonte segura.

— Ah é? Então onde está essa fonte, quero que você me coloque frente a frente com ela pra ver quem está dizendo a verdade.

— É impossível! Essa pessoa não mentiria pra mim. – Parei para pensar em tudo que meu pai dizia sobre Edward, para ficar longe dele porque ele não me merecia, ele poderia mentir para afastar a filha dele do garoto que só arranja problema. – Ou mentiria?

— Quem foi? Me fala, eu faço essa pessoa te dizer a verdade.

— Eu não posso.

— Espera aí. – Edward pensou por uns instantes. – Foi o seu pai não foi?

— Por que você pensa que foi ele?

— Como “Por quê?” É tão óbvio, ele me odeia.

Fiquei quieta, não tinha uma palavra para dizer, eu sempre fui péssima em mentir, eu tinha que falar rápido ou certamente iria gaguejar, as únicas pessoas que não percebiam quando eu mentia eram meu pai e minha mãe.

— Fala Bella. – Insistiu Edward. – Quem foi? Foi o seu pai?

— Edward, eu não posso falar quem foi.

— Foi o seu pai?

— É... Na não. – Gaguejei. Era melhor ter falado rápido.

— Foi ele, você não sabe mentir, vou falar com ele hoje.

— Não! – Eu disse um pouco alto demais. – Você não pode falar com ele.

— Por que não?

— Porque ele me mata. Ele vai saber que fui eu quem te falou.

— Tudo bem, vou fazer isso porque você está me pedindo, mas você acredita em mim?

— Acho que sim.

— Acha?

— Não tem como ter certeza, só se ele desmentisse o que disse, mas acho que você está falando a verdade.

— Eu vou ir no seu quarto, quinta à noite.

— Por quê?

— Para você me dar o prêmio da aposta.

— Ah é, esqueci disso por uns instantes. – Respirei fundo e mudei de assunto. – Vamos embora? Já está de noite.

— Vamos. – Ele disse sorridente.

Eu estava morrendo de medo desse “prêmio”. Algo me dizia que isso não ia prestar.

Notas finais
Olá pessoal! Sei que vcs ainda estão curiosos sobre o que ele vai querer, mas agora já sabem que ele ganhou, já é alguma coisa. Não se esqueçam de deixar reviews, tenho um trabalho imenso escrevendo, então deixem ao menos um "acompanhando" e eu já fico feliz. Até o próximo.
PS.: Deem uma olhada! Vale à pena! http://fanfiction.com.br/historia/270876/Uma_sacada_em_Londres