Notas iniciais
Olá pessoal. Queria agradecer a todos que deixaram reviews e também divulgar a minha nova fic "Uma sacada em Londres". Deem uma olhada http://fanfiction.com.br/historia/270876/Uma_Sacada_Em_Londres

Acordei bem cedo, me arrumei, tomei meu café-da-manhã, peguei minhas malas que já estavam arrumadas desde quarta-feira, e peguei um táxi até a escola, já que meu pai havia saído mais cedo para resolver as coisas. Ao chegar percebi que todos estavam no pátio da universidade sentados nos bancos enquanto esperavam os ônibus estacionarem na garagem, fui até o banco onde Angela estava sentada sozinha e deixei minhas malas ao lado das dela.

– Oi Bella. – Ela disse contente por me ver.

– Oi Angela. – Disse igualmente feliz e nós nos abraçamos.

– Você me ligou sábado à noite me dizendo que o Edward ia na sua casa no domingo, me conta TUDO!

– Não foi muito legal.

– Por quê?

– Nós discutimos, porque eu duvidei das intenções dele comigo.

– Ah Bella, ninguém te merece hein. – Disse rindo. – Já foi brigar com o garoto.

– Ele que ficou de frescura, eu me redimi pelo que disse, mas ele continuou todo magoadinho.

– Você está brava com ele?

– Eu acho que sim.

– Você acha?

– É, eu não sei direito, não estou com raiva dele, mas não gostei dele ter ficado chateado por tão pouco.

– Vocês vão se ver hoje.

– Eu sei.

– Será que ele vai vir falar com você?

– Disso eu não sei.

– Você vai de ônibus? – Perguntei após os ônibus estacionarem perto de nós.

– Não, vou ir com a minha moto, só preciso por as minhas malas no ônibus.

– Se você quiser eu olho elas pra você.

– Seria ótimo.

– Oi meninas. – Disse Jessica chegando perto de nós.

– Oi Jess. – Respondemos juntas.

– Animadas?

– Eu estou. – Eu disse.

– E eu também.

– Meninas, eu vou beber um pouco d’água. – Eu disse.

– OK.

Fui até o bebedouro mais próximo, depois parei perto do muro de entrada da universidade e fiquei olhando a rua, na esperança idiota de encontra-lo, de que ele viesse e se viesse que fosse falar comigo, eu era tão estúpida, já devia ter superado isso, Edward não é o tipo de cara que insiste muito, até mesmo porque ele nem precisa, provavelmente ontem mesmo depois de sair da minha casa já estava se encontrando com outra, ele nem devia lembrar mais da minha existência a essa altura.

Uma picape Dodger Ram, cor grafite com uma moto Suzuki B-King 1300 vermelha na carroceria, eu já havia visto aquela moto na tevê, mas pessoalmente nunca, era ainda mais linda, não sabia quanto custava, mas provavelmente era mais cara que o carro que a carregava, não dava para ver quem estava dentro pois os vidros estavam fechados e eram escuros. Quando o carro parou e o motorista saiu me surpreendi ao ver Edward, será que ele tinha mudado de carro? Isso não importava muito, o que importava era ele, que estava ali, de óculos escuros, bermuda cáqui, camisa sem manga branca e um chinelo de dedo branco, estava lindo, como sempre, ele olhava para um lado e para o outro como se procurasse algo, então seus olhos pararam em minha direção, ele deu seu lindo sorriso torto e começou a vir até mim.

– Bom dia. – Ele disse ao chegar ao meu lado.

Não sei porque estava tão feliz pelo fato dele não parecer mais zangado comigo e principalmente por ele ainda lembrar da minha existência, mas eu estava conseguindo disfarçar os fogos de artifício que estava soltando internamente.

– Bom dia. Carro novo?

– Não, o outro está em casa.

– Você tem quantos?

– Dois carros e uma moto, mas confesso que gosto mais da moto. – Ele disse enquanto olhava para ela, depois voltou a olhar para mim. – Ela é a minha menininha dos olhos.

– Engraçado, eu nunca vejo mulheres pilotando motos assim.

– É porque elas são pesadas, e quando você tira a moto do descanço para poder andar você tem que aguentar segurá-la, as mulheres não aguentam, é por isso que elas não compram.

– Sério?

– Sim, quando eu ganhei a minha primeira moto que também era pesada demais para uma garota segurar, minha irmã foi dar uma volta com ela escondida de mim, mas quando tirou ela do descanço ela e a moto caíram, o que resultou numa queimadura horrível que ela tem até hoje e morre de vergonha.

– Nossa, mas se ela nem chegou a ligar a moto, como ela se queimou?

– Eu estava andando com ela na rua, foi só eu estacionar que ela resolveu ir dar um passeio.

– Edward. – Disse uma voz feminina.

Quando olhei era Alice, ela era ainda mais bonita pessoalmente, por algum motivo eu estava nervosa.

– Olha aqui Bella. – Disse Edward apontando para a perna dela.

– Ai Edward, por que você adora contar isso pras pessoas? — Perguntou sorrindo.

Quando olhei vi uma marca cicatrizada de uma profunda queimadura que começava pouco acima de seu Edwardlho e ia subindo por mais uns dez centímetros em sua coxa interna.

– Viu? Depois disso tive que trocar a minha moto.

– Por quê? – Perguntei confusa.

– Porque não tinha ninguém em casa, só eu e a Alice, eu estava assistindo tevê quando escuto ela gritar muito, então eu corri desesperado quando eu cheguei lá fora, estava ela em baixo da moto, não vi que ela tinha se machucado de verdade, achei que ela só estava gritando porque a moto estava em cima dela, então eu levantei a moto a partir daí ela gritou mais ainda e quando eu olhei pra perna dela estava sem a pele nessa parte onde estava queimado.

– Nossa, deve ter sido horrível.

– E foi. – Disse Alice – Doeu muito.

– Mas mudando de assunto. – Disse Edward. – Alice essa é a Bella, e Bella essa é a minha irmã Alice.

– Prazer Bella. – Disse ela.

– Prazer Alice.

Nós apertamos as mãos e demos beijinhos no rosto.

– Alice, você não ia ficar dentro do carro? – Edward perguntou confuso.

– Sim, mas mudei de ideia.

– Você vai viajar também né? – Perguntei.

– Sim. – Ela disse sorrindo.

– Como você sabe? – Edward perguntou.

– Meu pai me disse.

– Seu pai é um tremendo puxa saco da Alice, não me admira que ele soubesse que ela viria também.

– Eu percebi o quanto ele era puxa saco dela ontem. – Eu disse.

– Mas quem é o seu pai? – Perguntou Alice confusa.

– É o reitor. – Disse Edward.

– Ah, o senhor Foster, eu o adoro.

– Mas e então Bella. – Disse Edward mudando de assunto, deu pra perceber que ele não gostou que Alice falasse bem do meu pai. – Quer ir no meu carro com a gente?

– Não é uma boa, meu pai vai na van dos professores, ele vai ver se eu chegar com você.

– Eu entendo. – Disse compreensivo

– Você ainda está bravo comigo?

– Ai que droga. – Disse Alice ao nosso lado enquanto olhava para a sola de seu sapato. – Pisei no chiclete.

– Já sei. – Disse Edward como se estivesse pensando em um plano mirabolante. – Se a Alice pedir para o seu pai deixar você ir conosco, é bem capaz dele deixar.

– Até que não é má ideia. – Eu disse animada, a viagem seria ainda mais incrível se eu fosse junto com ele.

– OK, eu posso ir falar com ele. – Disse Alice. – Onde ele está?

– Acho que deve estar resolvendo as coisas na coordenação.

Alice começou a andar.

– Eu vou com você.

Quando me virei para acompanhá-la Edward segurou meu braço, me puxou para perto e sussurrou em meu ouvido.

– A resposta para a sua pergunta é não, não estou mais bravo com você. – Depois de dizer essas palavras ele me soltou.

– Que bom. – Respondi sinceramente.

– Pode ir agora.

– Não, agora eu quero ficar. – Eu não sabia ao certo se queria ficar para contrariá-lo ou se era porque eu queria, na verdade acho que era um pouco das duas coisas.

– Eu senti sua falta. – Ele me abraçou forte.

Aquela atitude me deixou meio confusa, como ele sentiu minha falta se nos vimos ontem? E outra, em que mundo Edward Cullen sentiria falta de uma garota como eu? Não ia questionar, até mesmo porque nós tínhamos acabado de fazer as pazes, não queria arriscar outra briga.

– É melhor você não me abraçar aqui porque o meu pai pode ver. – Eu disse sem graça.

– É que eu não resisto, me desculpa. – Ele disse me soltando e então seus olhos ficaram mais intensos nos meus. – Eu queria tanto estar sozinho com você

Eu sorri sem graça, nem queria imaginar em qual era o meu estado naquela hora, eu só sabia que estava sentindo um formigamento estúpido em um lugar estúpido com o que ele disse.

– E o que você faria se estivesse? – Perguntei fazendo com que o meu formigamento piorasse, eu tinha até medo de dar algum nome para isso que eu estava sentindo.

– Qualquer coisa que você me permitisse fazer, mas antes de tudo, daria um beijo bem gostoso nessa sua boquinha linda. – Ele disse com o rosto muito perto do meu e acariciando meus lábios com o polegar.

Eu apenas respirei fundo e tentei não imaginar nada para manter minha sanidade mental intacta e principalmente minha boca longe da dele. Edward me deu um beijo na testa e se afastou. Foi aí que percebi que Alice estava chegando ao nosso lado, é claro, ele não se afastaria a toa.

– E aí? – Perguntei ansiosa quando ela chegou ao nosso lado.

– Ele deixou! – Anunciou feliz.

– Sério? – Edward perguntou contente.

– Sério.

– Eba! – Edward abraçou Alice e a tirou do chão, e alguns segundos depois a colocou lá de volta. – Obrigado maninha.

– De nada.

– Mas ele aceitou fácil? – Perguntei.

– Sim, na hora, e disse pra eu cuidar de você.

– Que meigo. – Disse Edward debochando.

– Edward! Pare com isso. – Disse Alice o repreendendo.

Tudo estava simplesmente ótimo, até que chegaram dois carros importados que estacionaram na frente da picape do Edward, ele imediatamente saiu do meu lado e foi para perto dos carros. Em seguida saíram Jasper e Rosalie de um deles, depois Emmet e Lauren do outro. Edward apertou a mão de Jasper e Emmet, depois abraçou e deu um beijo no rosto de Rosalie e Lauren, meus olhos foram ao chão, não sei porquê, mas não gostei dele ter me deixado sem nem ao menos avisar o porquê e ir falar com aquelas garotas.

– Não liga não, ele já volta. – Disse Alice ao perceber o meu incomodo.

– Tudo bem. – Não, não estava tudo bem, eu estava morrendo de raiva, era assim que ele queria que eu viajasse com ele? Sem me dar atenção? Não ligaria de ele ir falar com seus amigos, mas devia ao menos avisar para que eu fosse falar com as minhas também.

Edward olhou para mim e me mandou um beijo, em seguida veio em minha direção, e seus amigos o olharam.

– Vamos? – Ele disse para mim e para Alice.

– Edward. – Disse Lauren com sua voz estridente. – Você não vai me legar no seu carro?

– Pensei que você ia com o Emmet.

– Não, ele vai levar uma garota com ele e eu não quero segurar vela.

– Tudo bem então. – Disse Edward evidentemente sem muita vontade de levá-la.

– Edward. – Disse Rosalie e Edward desviou o olhar para ela. – Eu também quero ir com você, o Jasper também vai com uma garota.

– Tá bom. – Disse desanimado.

– Posso levar as malas da Angela e da Jéssica com a gente?

– Claro que pode meu anjo. – Ele disse sorrindo para mim.

– Edward, ela vai com a gente? – Perguntou Lauren num tom de desdém.

– Vai. – Respondeu secamente.

– Por quê?

– Porque eu quero e no meu carro vai quem eu quiser.

– Ah. – Disse Rosalie de bico. – Quem vai a mais?

– Eu. – Disse Alice de cara feia para ela. – Se vocês duas ficarem pensando que são donas do carro do meu irmão, eu acho que vão acabar ficando na pista.

– Edward! – Disse Lauren. – Vai deixar a sua irmã nos tratar assim?

– Ela é quem manda. – Edward disse sorrindo.

– Bom, estou indo pegar as malas. – Eu disse.

Fui até as meninas e peguei minhas coisas, elas pegaram as delas e nós fomos em direção ao carro do Edward, mas quando ele nós viu imediatamente foi até nós.

– Hei meninas, eu levo isso, podem deixar tudo aí. – Ele disse.

– Não Edward, a gente leva. – Eu disse.

– Eu aceito sua ajuda. – Disse Jéssica entregando suas malas para ele que pegou todas com apenas uma das mãos.

– Eu também aceito. – Disse Angela entregando as dela para ele que pegou todas com a outra mão.

– Obrigada Edward. – Disseram juntas.

– De nada meninas.

Nós fomos até o carro e ele arrumou tudo na carroceria, mesmo com a moto estando ali, fui até as meninas enquanto ele arrumava as coisas.

– Bella, o que foi isso? – Perguntou Jéssica.

– Eu vou com ele. – Respondi.

– Sério?! – Angela perguntou feliz e assutada.

– É, mas por que tanto espanto? – Perguntei sorrindo.

– Porque eu fiz uma amiga do terceiro período que me disse que o Edward vai todos os anos a essa viagem e sempre ia e voltava sozinho ou com a irmã junto.

– Mas a Rosalie e a Lauren vão conosco.

– Isso é muito estranho, porque ele sempre ia direto, nem passava aqui para ninguém pedir pra ir junto, e na hora de ir embora ele sempre vai mais cedo ou mais tarde que o pessoal.

– É estranho ele ter vindo hoje. – Jéssica disse olhando na direção dele.

– Vou descobrir o porquê dele ter vindo.

Olhei para ele e ele estava olhando para mim, tarde demais, eu não podia desviar o olhar agora, ele sorriu docemente e me chamou com a mão.

– Estou indo meninas. – Eu disse.

– Tchau. – Elas disseram.

– Tchau. – Respondi.

Andei até Edward que não tirava seu belo par de olhos verdes e brilhantes dos meus.

– Vamos? – Ele perguntou ansioso.

– Por mim nós já podemos ir.

– Vamos então. – Ele andou até a porta do carona e abriu para mim. – Vem Bella.

– Edward. – Disse Lauren. – Eu quero ir no carona.

– Sou eu quem quer. – Disse Rosalie.

– Por mim está ótimo a Bella ir com você no carona. – Disse Alice.

– Quem vai no carona é a Bella. – Ele concluiu sem tirar os olhos dos meus.

– Mas Edward... – Rosalie tentou teimar.

– Está decidido. – Disse Edward a interrompendo. – Pode entrar Bella. – Me sentei timidamente no banco de couro da picape. – Põe o cinto de segurança.

– Vou por.

Coloquei o cinto e fiquei olhando o movimento das pessoas no lado de fora do carro, Edward se sentou ao meu lado, colocou seu cinto, tirou o chinelo e destravou as portas traseiras. Alice abriu a porta do meu lado do carro e entrou, Rosalie e Lauren entraram pelo outro lado, Edward ligou o carro e o ar-condicionado.

– Estão todas com o cinto aí atrás? – Ele perguntou.

– Sim. – Responderam todas juntas.

– Vamos então.

Edward seguiu os ônibus e as duas vans que estavam indo para o sítio, depois de algum tempo de viagem paramos em um posto de gasolina.

– Ai Edward, que bom que você parou, eu preciso ir ao banheiro retocar a maquiagem. Rosalie disse sorrindo. – Destrava a porta pra eu sair, por favor.

– Tá bom. – Ele destravou a porta e ela saiu.

– Espera Rose, eu vou com você. – Disse Lauren indo atrás.

Edward olhou para mim e sorriu, depois abriu o vidro do carro e pediu para a mulher pôr o diesel, pagou ela depois fechou o vidro do carro.

– Alice. – Edward disse olhando para trás. – Você não quer ir comprar nada na conveniência não?

– Não. – Respondeu naturalmente.

– Tem certeza?

Edward estava praticamente obrigando Alice a sair do carro, ela demorou um pouco para responder.

– Ah, entendi, vou sacar uma grana no caixa eletrônico e vou comprar algo para eu comer, vocês querem algo da conveniência?

– Eu não quero nada, obrigada. – Respondi.

– Eu quero uma cerveja.

– Não Edward. – Ela o repreendeu imediatamente. – Você está dirigindo.

– Tá, então não quero nada.

– Fui então. – Disse saindo do carro.

– E aí Bella? Está gostando do passeio?

– Mas a gente ainda nem chegou lá.

– Eu sei, mas até agora tá bom?

– Sim.

Ele sorriu e colocou a mão em meu joelho.

– Edward.

– Oi?

– Minhas amigas disseram que ficaram sabendo que nos anos anteriores você sempre ia viajar sozinho ou com a sua irmã e nem passava na faculdade só pra não levar ninguém a mais, por que você passou esse ano?

– Porque eu queria que você viesse comigo.

– Então você veio só pra me buscar? – Perguntei tentando conter minha felicidade.

– Sim, eu até pensei em ir até a sua casa, mas eu não sabia se você ia estar e provavelmente seus pais não iam deixar você vir comigo, então achei melhor ir até onde todo mundo ia se encontrar, mas como eu já esperava a Rosalie e a Lauren quiseram vir atrás de mim.

– Se você não quisesse que elas viessem conosco então por que disse sim?

– Porque eu fiquei sem graça de dizer não.

– Sei como é.

– Posso te pedir uma coisa antes das meninas voltarem?

– O que?

– Me beija. – Seu convite me pegou de surpresa, por incrível que pareça meu primeiro impulso foi ir beijá-lo, mas antes que eu o fizesse caí na real.

– Edward eu...

– Por favor. – Ele disse me interrompendo e foi chegando mais perto.

Só um beijo. Ele tirou seu cinto para que pudesse se aproximar ainda mais, depois tirou o meu também, então automaticamente levei meu corpo para mais perto do dele também, mas quando estávamos perto o suficiente para nos beijarmos eu dei um beijo em seu rosto. Ele abriu os olhos que já estavam até fechados à espera de um beijo.

– Não teve graça. – Ele reclamou.

– Não posso fazer nada por você então.

– Nós dois sabemos que você pode. – Ele disse se aproximando novamente de mim aos poucos. – Eu quero um beijo de verdade, na boca, o nosso primeiro beijo. – Olhei para sua boca deliciosa, droga, eu não devia ter olhado, eu ia ceder e sabia disso.

– Na verdade não foi nosso primeiro beijo, e aquele que você roubou na piscina?

– Aquele não conta, foi só um selinho. – Senti seu hálito quente com cheiro de menta contra minha pele. – Agora eu quero um beijo de verdade.

Edward pôs as mãos em meu rosto, fechou os olhos e eu também, aquela altura eu já estava tão hipnotizada por seu toque, seu hálito que praticamente implorava para ele me beijar, coloquei minhas mãos em sua cintura e antes de nossos lábios se tocarem alguém bateu na janela do carro e atrapalhou, eu abri os olhos e Edward se afastou de mim.

– Droga! – Ele reclamou baixo e abriu o vidro para a moça do posto. – Pois não? – Edward disse simpático apesar de não ter gostado da interrupção.

– Desculpe o incomodo senhor, mas eu já terminei de abastecer o carro.

– É que estou esperando minha irmã que está no caixa eletrônico e duas amigas que foram ao banheiro, mas eu posso esperar em frente a conveniência se estiver atrapalhando.

– O senhor faria isso?

– Claro, sem problemas.

– Obrigada.

Edward ligou o carro e parou na porta da conveniência.

– Edward, dá pra ver a gente dá de fora? – Perguntei preocupada.

– Não. – Ele sorriu e segurou minha mão, foi então que lembrei que hoje quando ele chegou eu não o vi porque o vidro do carro era escuro. – Ficou preocupada?

– Um pouco. – Menti, fiquei muito preocupada.

– Não importa agora. – Ele tirou a mão da minha e pôs de volta em meu rosto e eu coloquei minhas mãos em sua cintura novamente. – Onde a gente estava mesmo?

Eu sorri e me aproximei e novamente quando estávamos prestes Lauren abriu a porta e Edward se afastou em uma velocidade quase ninja, eu ainda estava no mesmo lugar, só tinha dado tempo de abrir os olhos.

– Cacete! – Edward gritou bateu no volante com tanta força que o carro tremeu.

– O que houve Edward? – Lauren perguntou enquanto entrava no carro.

– É, por que essa gritaria? – Rosalie fez a mesma pergunta, mas com outras palavras já dentro do carro também.

– Bati o pé aqui no freio sem querer. – Edward enrolou as duas. – Rose, fecha a porta por favor.

– Tá bom. – Rosalie bateu a porta e Alice entrou pela outra com uma saco enorme de biscoito e uma coca de dois litros com vários copos descartáveis em cima.

– Alguém quer refri? – Ela ofereceu.

– É zero? – Perguntou Lauren.

– Não. – Disse Alice. – A gente não toma coca zero.

– É, aquilo tem gosto de remédio. – Disse Edward.

– Eu não quero. – Disse Lauren.

– Nem eu. – Disse Rosalie.

– OK. — Disse Alice sem dar a mínima. – Quer Bella?

– Eu aceito. – Respondi.

Ela encheu um copo e me entregou, Edward acelerou para alcançar os ônibus, fomos em silêncio no carro até chegarmos, apenas o som reproduzia as músicas do pen drive de Edward, cerca de duas horas depois chegamos no enorme sítio, Lauren estava dormindo.

– Nós chegamos? – Perguntou Rosalie ansiosa.

– Sim. – Edward respondeu.

– Ah Edward, esse sítio é ainda maior que o dos períodos passados.

– É mesmo.

– Imagino nós dois namorando nesses seleiros como nas viagens anteriores.

Edward sorriu. Uma raiva e um nó no estômago me tomaram de repente ao ver Rosalie cantando Edward, eu tinha vontade de esganá-la ali mesmo até a morte, então apenas olhei para fora e fiquei observando todo aquele verde, o que me fez muito bem para relaxar.

– Edward, posso abrir o vidro? – Perguntei. Eu precisava de ar fresco.

– Claro princesa. – Edward desligou o ar-condicionado e abriu seu vidro e o meu. – Melhor agora?

– Sim.

Não pude deixar de notar que ele havia acabado de me chamar, princesa, aquele elogio me deixou muito feliz por dentro, devia ser proibido um homem exercer tanto poder sobre as mulheres como ele fazia.

Quando nós chegamos a um lugar vazio em frente a um casarão que parecia mais uma escola, um hospital ou até mesmo um hotel, era enorme e tinha várias janelas, o espaço era um gramado, era como um quintal gigantesco, os ônibus, carros, motos e as duas vans dos professores pararam ali, inclusive nós, Edward destravou as portas e nós saímos, tiramos as malas e ele trancou o carro logo após. Jéssica e Angela vieram em nossa direção e pegaram suas coisas.

– Você vai nos contar tudo sobre o que aconteceu nesse carro mais tarde hein. – Sussurrou Angela.

– Tudo bem. – Sussurrei de volta.

– Gente, eu vou falar com o meu irmão. – Disse Lauren.

– E eu vou falar com algumas amigas. – Disse Rosalie. – A não ser que você queira que eu fique Edward.

– Não, pode ir Rose.

– Tá bom, a gente se vê mais tarde.

Rosalie deu um selinho em Edward e saiu.

– Já que elas se foram, eu é que não fico pra segurar vela. – Disse Alice saindo de perto.

Edward sorriu e olhou para mim ficando com a expressão séria novamente.

– Que tal a gente dar um passeio para conhecer o sítio? – Ele perguntou sugestivo.

– É enorme, não dá pra andar por ele todo sem que ninguém sinta nossa falta.

– Quem falou em andar? Estava pensando em dar um passeio com essa belezinha aqui. – Edward disse colocando a mão em sua moto que estava na carroceria da picape. – E aí? Vamos?

– Ai, eu não sei.

– Por favor, a gente pode aproveitar e terminar aquele lance que começamos no meu carro lá no posto de gasolina.

– Hum. – Pensei por uns cinco segundos. – Tá bom, mas vamos sem a moto.

Ele sorriu, segurou minha mão e foi me levando para algum caminho qualquer, mas onde nós estávamos indo exatamente não importava muito, sua mão estava na minha e isso já bastava.


Notas finais
E aí? Gostaram do capítulo? Deixem reviews sem medo, serão muito bem vindas ;)