A filha do Mal
8 A Marca Negra
Notas iniciais
–Pessoal, já volto, vou ao banheiro! — disse eu me levantando da mesa e saindo em direção ao banheiro do três vassouras.
Eu estava lavando a mão quando vi o reflexo do espelho. Tentei gritar. Não deu. A mão dela fora mais rápida.
–Você vai voltar lá e despista los. Arrumar uma desculpa para sua ausência. E depois, eu te encontro atrás do bar. Se você contar a alguém, eu boto fogo em tudo.
Falei com o Harry, falei que voltaria ao castelo para terminar o dever de casa, ele insistiu em ir comigo, mas consegui fazê-lo ficar lá.
Fui para trás do bar com medo
***
Acordei amarrada e com a boca vendada.
Olhei em volta. Eu já estivera nesse lugar. Pelo menos nos meus sonhos. Reconheci o lugar. Reconheci a mesa que eu estava em cima.
–Que bom que acordou filha! — disse à nojenta que me agarrou no banheiro
–Vamos logo ao ponto Bella, depois você se diverte com ela... – o papai falou
–Você nos ajudará a matar Harry Potter. O leve para a floresta proibida. Na segunda feira. E quando chegar toque a sua marca negra — ela frisou bem as duas ultimas palavras
Eu me desesperei. Como assim minha marca negra?!
Ela tirou o que tapava minha boca.
– Eu não vou fazer isso. — disse e cuspi nela
–Sua criancinha abusada! — ela gritou — Crucio! Crucio!
Aquilo foi como juntar todas as dores que eu tive e jogar em cima de mim. Duas vezes seguidas. Eu pude sentir as lágrimas se formarem em meus olhos.
–Você vai fazer? – ela perguntou apertando meu queixo em sua mão e o mantendo levantado.
–Sua vadia louca, você acha que eu vou fazer? – pude sentir um sorriso se formar quando desabafei isso
Senti a mão dela arder em meu rosto. Então meu pesadelo começara: a minha mãe começou a torturar-me loucamente. Meu corpo já estava fraco, meus sentidos já estavam perdidos, parecia que não haviam mais esperanças em mim. Eu senti que se ela me tortura-se com mais um Crucio eu desabaria.
–Já chega! Tudo bem! Eu o faço. — gritei em desespero. Eu não aguentei mais. Não tinha mais como.
Os comensais que estavam ao redor da mesa começaram a gritar animados.
–Agora vou te levar de novo a Hogwarts, e nos vemos na segunda.
***
Ela aparatou comigo o mais perto possível.
Chegando lá ela me jogou no chão, riu e chutou a boca do meu estomago. Ela desapareceu de novo. Cuspi meu sangue e caminhei para Hogwarts.
Fui direto para a ala hospitalar.
–O que aconteceu?! — disse a enfermeira
–Sequestradores em Hosmegad... — menti
Ela levou as mãos a boca, e depois de um tempo ela disse:
–Deite se, deite se! Vamos resolver logo! O que eles fizeram?
–Só me torturaram...
–Mas como? Abuso sexual? Agressões físicas?
–Maldições Imperdoáveis... — disse num fiapo de voz
–Tome isso, vai lhe fazer dormir enquanto eu te costuro...
Tomei o que ela me deu e fui absorvida pela escuridão.
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