A filha do Mal
9 Clareira da Morte
Notas iniciais
Abri os olhos e uma tremenda luz machucou minha retina, eu reconheci aquele local todo branco e em cores claras: A Enfermaria. Acordei com Dumbledore ao meu lado.
–Olá Den. Tenho noticias não muito boas...
–Aposto que não é nada que vai me impressionar. Conte a tal noticia diretor. – disse olhando bem no fundo dos olhos dele
–Sua varinha sumiu quando você foi sequestrada. – disse ele incomum – Ah, você pode guardar esse anel para mim?
–E como eu participarei das aulas agora? – perguntei tentando parecer que me importava, afinal, eu morreria na segunda-feira... – Posso sim. Não sou a pessoa mais confiável apara guardar coisas, mas deixá-lo-ei seguro em meu dedo falei tentando ser cordial.
–Usando a minha. Eu posso ficar sem até arranjarmos outra para você. Guarde consigo mesmo, ele é de estrema importância, pegarei com você segunda a noite – ele disse – agora tenho que ir... Melhoras Diane.
–Muito obrigada por tudo Albus, fique bem.
Ele deu um sorriso e saiu deixando suas vestes esvoaçando pelos leitos.
Olhei para o criado mudo que estava perto do meu leito, tinham algumas flore, uns cartões, e uma varinha, deve ser a tal que ficará comigo. Tinha também um anel que Dumbledore havia falado.
–Diane! — Ouvi esse grito que me tirou de meus devaneios.
–Harry! – senti um sorriso brotar em meu rosto – Amor, que saudades!
–Den, você me deixou preocupado! – disse ele
–Estou bem amor... Gina! Mione! Rony! Fred! George! Também senti a falta de vocês
–Senti muito sua falta amiga! – disse a ruivinha
–Eu diria que senti sua falta, mas o Harry não gostaria... – disse Rony rindo
–Poxa Den, você me assustou! – bronqueou Mione
–Por mim você poderia até ficar ai, mas o Harry é um chato sem você! – brincou um dos gêmeos, que por algum tempo convivendo soube que era Fred
–Eu senti sua falta, falo logo! E Harry que ouse reclamar... – brincou George
–O que importa que daqui a pouco já vou poder andar por ai pelos corredores de Hogwarts aterrorizando geral com vocês! – brinquei também
–Amor, da próxima vez não te deixo sair sozinha... – começou Harry
–Tudo bem, eu sei que não vai haver próxima vez... – eu disse
–Gente, acho melhor irmos embora, porque já vai começar aqueles momentos melosos que os casais tem. – disse George descontraído
–Ah para George, adoro esses momentos, até me dá vontade de vomitar arco-íris! — disse Fred com voz fina
Depois que rimos Mione se adiantou:
–Vamos logo pessoal!
Todos resmungaram e depois saíram da enfermaria.
–Amor, me conta como isso aconteceu? – ele perguntou sentando na beirinha da cama
–Bem, foram sequestradores, eles só me torturaram... – disse num fiapo de voz. Apesar de ter sido torturada, essa não é a pior parte, a pior parte foi quem me torturou, a minha própria mãe, e meu pai ali, assistindo. Senti as lágrimas brotarem sem minha autorização
–Calma Den, quando eu for auror acabarei com todos... – ele fez carinho em mim – Eu estou aqui contigo, está tudo bem...
Sorri e o abracei. Senti um peso, era o peso do meu mundo nos meus braços, era o peso do meu amor.
Ouvimos uma pigarreada que interrompeu nosso beijo.
–Desculpa interromper – disse a enfermeira – Mas o Harry tem que sair daqui, já está na hora dele ir para o dormitório.
–Boa noite Den, Boa noite enfermeira. – ele disse tão vermelho quanto um tomate e saiu dali
–Enfermeira, que dia é hoje? – perguntei pois não fazia ideia realmente
–Domingo a noite. Durma bem, e qualquer coisa chame. – ela sumiu na escuridão
Fiquei olhando para o teto e pensando na visa, e na morte também. Estava pensando no que eu faria para chegar na clareira doidona lá que a minha querida mamãe me mandou ir. Eu poderia pegar emprestada a capa do Harry. Não vou me enganar, seria um roubo. Mas eu mando uma carta explicando tudo e talvez eu consiga não parar no inferno, apesar de que tendo como mãe Bellatrix e pai Tom Ridlle isso é meio difícil, afinal, é muito barra.
***
Dormi sem nem perceber. E acordei sentindo dor nos olhos, aquele ambiente todo branco me deixava assim.
–Senhorita Lestrange, você se sente bem para ser liberada?
–Ótima! – menti já me levantando – Muito obrigada pelos seus cuidados, espero não te dar mais trabalhos – sorri simpática.
Corri direto para o salão comunal. E encontrei com o Harry no meio do caminho, me joguei em seus braços.
–Estou liberada amor! – disse e beijei suas bochechas
–Que bom! – respondeu ele
O resto do dia foi quase normal. Passei um pouco desconcentrada, afinal, a noite eu teria uma terrível missão, mas tentei parecer o mais normal possível.
***
Falei para o Harry que eu tinha que deitar cedo para descansar porque meu corpo ainda não havia se recuperado. Aproveitei a ausência de Hermione e Gina e escrevi minhas desculpas para o Harry.
Já haviam passados mais ou menos uma hora que eu já havia terminado carta, foi quando ouvi Mione e Gina entrando no quarto, fingi que estava dormindo.
Quando eram por volta de três da manhã vesti minhas roupas normais e bonitinhas, pois quando achassem meu corpo já sem vida, eu queria estar um pouco bonitinha para não assustar ninguém. Coloquei calças jeans, jaqueta de couro, regata branca e botas de couro também.
Pegar a capa do Harry foi difícil, por sorte não acordei ninguém, por que o barulho do zíper fez um tal de Neville se mexer, o que me gelou na hora.
Sai de Hogwarts sem problemas, até achei estranho, porque achei que era mega protegido...
Estava tudo bem escuro, e o único som que eu ouvia eram o dos meus passo.
Cheguei na tal clareira. Senti meu corpo perder todo o pouco calor que ele tinha. Suspendi a manga da roupa e toquei a marca negra com a varinha, reparei que eu havia trago o anel, eu poderia ter dado a Harry com a carta, porque não queria causar nenhum dano, a coruja devia estar saindo agora para dar a carta a ele, por incrível que pareça, programei uma hora com ela, pois se ele recebesse antes da hora, ele viria atrás de mim.
Doeu. Era como um crucio. Toquei e ela logo ficou com mais relevo na minha pele.
Logo vieram sobras escuras, junto com risadas amedrontadoras.
–Ué, cadê o Potter? – disse Narcisa
–Sua tola! Você realmente achou que eu o traria? – disse forçando a voz para ela sair esnobe
–Olha o respeito com minha mulher sua criancinha insolente! – interviu Lucio
–Depois você dá a ela aulas de etiqueta Lucio, agora deixe me conversar com ela – disse Voldemort saindo de uma sombra, nem havia reparado que ele estava ali – Esse não foi o nosso trato, pequena Diane – disse forçando uma voz doce nas ultimas palavras
–Bem Tom, não me lembro de ter feito nenhum trato... – disse com o mesmo tom esnobe de antes, estava me saindo muito bem...
–Bem, se você não se lembra nem terá mais tempo de se lembrar, porque, quando uma pessoa não serve para o Lord Voldemort, não serve para mais ninguém. Avada Kedavra!
E foi a ultima coisa que eu vi antes de fechar meus olhos e sentir meu corpo cair no chã: um jato de luz verde.
Fale com o autor