– VINCENT. — eu gritei, porem a pessoa saiu correndo.
Me soltei dos braços de Francis e estava prestes a sair correndo quando meu pai me barra.
– porque você gritou o nome do seu irmão?. — ele pergunta.
– pensei que eu tinha o visto. — eu disse por fim. — desculpa. Me de um minuto, preciso de ar...
Francis e meu pai concordaram, me retirei do salão de bailes e estava andando pelo largo corredor iluminado apenas por tochas de fogo. Ouvi um barulho atrás de mim, me virei lentamente e encontrei uma pessoa alta e musculosa na escuridão, escutei seu suspiro e foi ai que ouvi sua voz... "Well, you only need the light when it’s burning low
Only miss the sun when it’s starts to snow..."
– Vincent. — eu disse e sai correndo em sua direção.
– ah minha irmã... — ele respondeu por fim. — que saudades.
– como? como você tá vivo?. — eu pergunto.
– o combate acabou... consegui fugir com um amigo. — ele disse ainda me abraçando. — como eu senti saudades de você.
– eu também. — respondi. — porque você correu do baile?
– não queria estragar tudo. — ele disse. — não podia estragar seu noivado com Francis...
– sim você podia. — eu disse sorrindo. — venha, mamãe e papai vão amar ver você de novo.
– sim, depois do baile. — ele disse. — agora volte lá e assim que acabar as danças, você manda a mãe e o pai para meu quarto.

Entrei no salão tão sorridente que minha mãe estranhou minha cara.
– porque toda essa felicidade?. — ela pergunta.
– daqui a pouco você saberá. — eu disse rindo. — ei, Francis.
Chamei meu noivo para mais uma dança, que renderam bons risos. O relógio bateu o sino da 00h00 (oh Cinderela, não!) e já não havia mais ninguém no castelo, apenas Francisco e seus pais.
– vamos nos retirar, boa noite. — disse Amberly.
– também vou, mãe. — disse Francis. — boa noite, Camille.
Francis e sua família se retiraram e então, eu arrastei minha mãe e meu pai para o quarto do Vincent.
– porque estamos aqui mesmo?. — pergunta meu pai.
Assim que abri a porta e os olhos deles encontraram Vincent sentado tocando violão, eles simplesmente, se puseram a chorar. Ficamos até altas horas da madrugada conversando sobre meu irmão, que contou tudo sobre não ter mandado cartas... disse até que havia ficado preso alguns dias, por, tentar fugir da "guerra" ao qual venceram. Meus pais se retiraram me largando sozinha com ele, também estava para me retirar quando um lindo jovem moreno e com belos olhos castanhos, entra no quarto.
– desculpa, não sabia que tinha uma garota aqui. — ele disse com uma voz sexy.
– não é uma garota... é minha irmã. — respondeu Vince.
– ah, a irmã que você tanto falou. — ele disse apontando para mim, apenas sorri. — Oi, sou Zayn M.
– Oi. — eu disse. — Camille, alias meu irmão falou de você em algumas cartas...
– falou?. — ele me pergunta. — ah que fofo. Também te amo, cara.
Sorri com aquilo, Zayn parecia ser mesmo igual a mim... só que com algo entre as pernas.
– já tem onde dormir?. — eu pergunto.
– não... estava pensando em dormir com seu irmão, sabe, de conchinha. — ele disse me fazendo dar bons risos.
– engraçado... você tinha dito que eu não era seu tipo. — responde meu irmão. — Camille, se importa em leva- lo para o quarto de hóspede, preciso tomar um banho.
Concordei e pedi que ele me seguisse, o vestido que eu usava dificultava andar um pouco, eu era baixo e o vestido arrastava no chão, estávamos subindo as escadas e ele pisa no meu vestido, o rasgando, senti o tecido deslizar por todas extensão do meu corpo e quando olhei para baixo, o vestido estava no chão e eu estava apenas de calcinha e sutiã.
– jesus. — ele disse ficando de costas. — desculpa!
– O QUE TÁ ACONTECENDO AQUI?. — ouço aquela voz francesa gritar.
– Francis. — eu disse. — você não tinha ido dormir?
– tinha, mais ouvi risos... — ele respondeu. — o que tá rolando aqui?
– Francis esse é Zayn, meu amigo... gay. — eu disse. — Zayn esse é Francis, meu noivo!
Olhei para Francis que tinha no olhar uma ponta de ódio, olhei para Zayn que tinha uma expressão assustada, sorrisonha e engraçada, no rosto.
– preciso mostrar o caminho do quarto de hóspede. Boa noite, Francis. — eu disse.
– pode deixar que eu levo ele até o quarto... é bem perto do meu. — ele respondeu.
– olha amigos, não precisem brigar, sou de todo mundo. — disse Zayn soltando uma risada afeminada.

Zayn Pov's
– então dá onde você e Camille se conheceram?. — eu pergunto.
– não é da sua conta. — respondeu o francesinho. — alias, sei que você não é gay.
Senti um leve tremor passar por minha espinha.
– ah sou sim. — eu disse, tentando ser o mais gay possível.
– não, não é, vi como você ficou quando a viu só com as roupas de baixo. Você é aquele amiguinho do irmão dela, o soldadinho de combate. — ele dizia. — e não tente gracinhas com ela, ela é virgem e não quer fazer isso... só depois do casamento! Chegamos, durma... mal.
Entrei no quarto e nem agradeci, bati a porta com tudo na cara dele, olhei tudo envolta e caminhei até a janela... olhei e Camille estava parada na janela do outro quarto acho que ela era minha nova vizinha e eu gostei...