A escolha.

3 Parabéns, você é papai.


Notas iniciais
Perdão... mil vezes perdão pela demora. Mas eu estava enrolada com um milhão de coisas... Vou postar outro capítulo mais tarde, ainda hoje! Espero que gostem, aceito críticas e sugestões. xoxo

– PAPAAAAI. — ela corre em direção a Luke, que logo está com ela em seus braços. Ele comentou comigo sobre ela. Eu sei que não é filha dele. Como ele mesmo me disse ela é a filha de um babaca que abandonou a mãe ainda grávida.

– Oi meu amor. — ele aperta ainda mais a garota em seus braços.

– Eu sou sempre segunda opção querida? — essa voz.

Essa voz. Vejo quando a garotinha se solta dos braços de Luke e corre para os braços dela. Emily? Essa voz, esses olhos, esse sorriso. É claro que é ela. Fico paralizado, imóvel com meus olhos sobre ela. É incrivel como ela continua linda. O casaco combina com a cor dos cabelos. Se eu não a conhecesse tão bem... Até diria que é uma outra pessoa.

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– Claro que não mamãe! — engulo em seco.

– Mamãe? — pensei em voz alta. Merda!

Emily que ainda não tinha notado a minha presença, volta seus olhos para mim e vejo neles a surpresa em me reencontrar. Olho em direção a garota enroscada em seu pescoço. Ela está sorrindo. É loira e tem lindos olhos verdes, mas não são iguais aos da mãe. São iguais aos meus. Volto meus olhos e encaro os de Emily que ainda estão sobre mim — incrédula — a encaro esperando por uma explicação. Emily parece não ter uma resposta ou não quer me responder. Acredito na segunda opção.

– É Sebastian. Ela foi mãe bem jovem. — Luke explica.

– Aí meu Deus... — ele solta pausadamente enquanto se aproxima com algumas bagagens. Emily rapidamente se vira para ficar de frente com Max e faz um discreto sinal negativo com a cabeça. Olho para Luke que parece não perceber nada. Já que está novamente distraído com a garota em seus braços.

– Cece esse é o Sebastian, amigo do papai. — ela sorri enquanto ele aponta com o braço livre na minha direção.

– Cece? — pergunto.

– É. O nome dela é Cecelia. — Emily diz caminhando em direção aonde Luke está.

– Igual o da minha mãe.... — sussuro. — É um lindo nome.

Emiy sorri. Luke acomoda Cecelia no lado esquerdo do corpo e passa o outro braço por cima dos ombros de Emily. Puxando-a para mais perto. Unindo seus corpos.

– E essa é a Emy.

– Emily Moore.- ela estende o mão para frente do corpo em minha direção.

– Sebastian. — aproximo minha mão e as nossas se encontram. Depois de anos. — Sebastian Owen. — ela não demonstra sentimento nenhum em relação a mim. O que me deixa no minimo incomodado. Depois de alguns segundos, ela se solta da minha mão e aponta para Max que está ao seu lado.

– Esse é o Max. Meu irmão. — ele está com um sorriso travesso nos lábios e consigo ver quando Emily o repreende com o olhar. Velhos hábtos nunca mudam.

– Eu acho que te conheço de algum lugar. — Max estende a mão em minha direção e eu não sei bem o que fazer ou o que responder. Também estendo minha mão em direção a ele. E apertamos a mão um do outro. Como nos velhos tempos.

– É provavel que sim. Também sou de Boston. — ele sorri e apenas acena uma vez com a cabeça.

Volto meu olhar para a garota todo encolhida nos braços de Luke. Eu consigo ver meus olhos em uma outra pessoa. Eu sei que é quase impossível, mas talvez essa garota não seja minha filha. Que merda eu tô fazendo? É claro que a garota é minha filha... É claro que Emily não abortou o bebê como tinha me dito. Ela me afastou, me deixou ir embora e escondeu isso de mim durante anos. Eu tenho uma filha com a mulher que eu sempre amei e hoje ela chama outro de pai. A minha querida Emily... Bom, ela não é mais minha. Eu não sei se estou arrependido, bravo, chatiado ou confuso. Eu não faço a minima ideia do que estou sentindo.

– Tenho uma reunião em 20minutos... — diz Luke tirando os olhos do relógio. — Por isso eu trouxe o Sebastian comigo. Ele vai levar vocês para conhecer Nova Iorque.- eu apenas confirmo com a cabeça e observo a troca de olhares entre Emy e Max, apavorados e surpresos.

– Vai ser uma honra. — sorrio.

– Bom... Eu já vou indo. Não posso me atrasar. — Luke beija a bochecha direita de Cece e em seguida a coloca no chão. Puxa Emy para perto e une seus lábios. E o chão desapareceu diante dos meus pés. Eles se afastam e ela sorri. Parece feliz. E isso faz meu coração se quebrar em mil pedaços.

Ele vem em minha direção ficante frente a frente comigo, e essa é a primeira vez desde que conheco Luke, que tenho uma imensa vontade de mata-lo.

– Cuide bem delas. — afirmo com a cabeça e um sorriso se forma em meus lábios.

Observo quando Luke caminha em direção a saída e entrar em um táxi. Me viro e meus olhos encontram os lindos olhos verdes de Emily.

– Max leva a Cece para comprar um doce. — ela diz ainda com seus olhos nos meus.

– Vem querida... — Cece acompanha Max para longe, segurando em suas mãos.

– Quando foi que isso aconteceu? — que merda de pergunta foi essa Sebastian?

– Isso o que? — ela cruza os braços e apoia todo o peso na perna direita.

– E- ela é minha...

– Não. Ela é minha filha Sebastian. — troca o peso para a perna esquerda.

Eu consigo ver em seus olhos, toda a raiva que sente.

– Você não podia ter escondido isso de mim...

– Eu não escondi nada de você!

– Você me disse .. disse que tinha abortado a criança Emy.

– Não. Eu não disse. — tento refazer a cena daquele dia na minha cabeça. O dia que eu tentei milhares de vezes esquecer. Mas a única coisa da qual me lembro é Emily dizendo que não me amava.

– Ela é linda como você! — vejo surgir um sorriso em seus olhos, mas logo em seguida ele se desfaz.

– Sebastian presta bem atenção no que eu vou te dizer — ela coloca a mão sobre meu ombro e se aproxima de mim. — fica longe da minha filha. — em seguida ela se afasta.

– Ela também é minha filha Emy.

– Ela até pode ser sua filha... — sorrio. — mas você não é o pai dela. — meu sorriso se desfaz.

– Eu teria sido um bom pai... — ela sorri e tenho medo do que vem a seguir.

– Teria sim...Eu tenho certeza disso! Só que agora é tarde.

– MAAMÃE! — ela grita enquanto corre em nossa direção.

– Só... fica longe dela. — Emily sussura. Em seguida se vira para receber o abraço da filha.

Eu teria sido um bom pai. É claro que teria. Parabéns. Como é íncrivel a minha capacidade de fazer merda. Incrível.

– Vamos? — Emy pergunta se virando novamente para mim.

– Claro. — sorrio.

Ajudo Max com as malas, que não são poucas. Nunca mais trocamos nenhuma palavra desde o soco que ele me deu no colégio, só hoje. Eu fiquei

com raiva. Ele ficou com raiva. Mas agora com ele aqui, bem na minha frente... Só eu sei a falta que o meu melhor amigo me fez e ainda faz. Quem sabe um dia ele não possa me perdoar... assim como Emy e Cece.

Seguimos em direção ao carro sem trocar nenhuma palavra, eu não sei o que dizer e ele pelo jeito também não. Cece e Emy estão logo atras, convesando sobre alguma coisa que não consigo ouvir direito.

– Aonde nós vamos... Se-sebastian? — ela se enrola toda na tentativa de falar meu nome. Seria tão mais fácil se ela me chamasse de pai. Dou um longo suspiro.

– Nós vamos ao parque mais bonito de Nova Iorque princesa. — ela sorri. o sorriso mais lindo que eu já vi.

(...)