A escolha.

4 Eu sinto muito.


Notas iniciais
Desculpem pelos erros de português... Tive que postar pelo tablet. Então tá aí queridos! *_*

(...)

Max está sentado ao meu lado, no banco do passageiro. Emily e Cece no banco de trás. E meus olhos se dividem entre prestar atenção na rua e admirar as duas loiras de olhos verdes pelo retrovisor. E foi assim quase todo o caminho. As vezes meus olhos encontram os de Emy, mas não dura muito. Agora estamos à poucas quadras do Central Park. Sete anos morando em Nova Iorque e devo ter vindo quatro ou cinco vezes. O lugar é lindo, realmente, mas prefiro estar em outros lugares. Seila. Minha atenção é atraída pelo toque do meu celular. Retiro ele do bolso direito da minha calça e observo a única foto dela sorrindo que eu tenho, aparecendo no visor. Amber.

– Alô?

– Oi meu amor. Aonde você está? — ela pergunta.

– No Central Park. — digo.

– Fazendo o que?

– Um favor para o Luke. — nesse momento meus olhos encontram novamente os de Emily pelo retrovisor. E vejo aquele olhar de repreenção. Ainda é o mesmo, desde quando namoravamos.

– Que tipo de favor? — eu bufo.

– Depois eu te explico Amber.

– Amor... — ela faz aquela voz de criança, que eu tanto detesto.

– É sério.

– Tá ok.

– Tchau.

– Te amo. — penso por um momento, ao ver Emily no banco de trás.

– Amor? — dou um longo suspiro.

– Também te amo. — olho novamente para o retrovisor na esperança de encontram seus olhos. Eles não estão sobre mim. Ela está com a cabeça encostada na janela. Alheia a tudo. Desligo o celular e coloco novamente no bolso.

– Chegamos! — anunciei algum tempo depois.

– Que ótimo. — ouvi quando ela sussurrou.

Cecelia foi a primeira a saltar do carro e correu em direção à um pequeno grupo de crianças que brincavam à alguns metros, com Max logo atrás dela. Desci em seguida e dei a volta no carro, acabei ficando encostado na porta do passageiro com as mãos nos bolsos. Depois de alguns longos minutos Emily finalmente decidiu sair do carro. Ela está em uma ligação. Segurando o celular com o ombro e procurando alguma coisa dentro da bolsa. Óculos de sol. Ela o retira e coloca sobre os lindos olhos verdes.

– A matéria é pra quando? — ela segura o celular com a mão agora e não tem como não ver o anel. Anel de compromisso, Luke não pagou barato nesse anel.

Ela passa por mim e vai em direção aonde Max e Cece estão. Quando dou por mim, estou acompanhando seus passos algum centrímetros atrás.

– Eu envio no seu e-mail Henry. — ela para de caminhar e ergue os óculos sobre os cabelos loiros. — Obrigada. Tchau. — cruza os braços e fica ali parada, olhando na direção deles.

– Emily. — ela suspira e me ignora completamente.

– Emily. — aumento o tom de voz. Ela demora alguns segundos antes de se virar. Irritada.

– Você já pode ir embora. — ela sorri e em seguida se vira novamente, ficando de costas.

Sem pensar e querendo a atenção dela sobre mim, eu coloco a mão em seu ombro. Ela faz um movimento para se libertar do meu toque voltando a me encarar.

– Você é surdo? — ainda mais irritada.

– Como? — arqueio uma das sobrancelhas.

– Eu.disse.que.você.já.pode.ir.embora. — diz pausadamente.

– Emily...

– Nós não precisamos de nenhum favor vindo de você Sebastian. — ela coloca ênfase na palavra "favor" e eu me dou conta da merda que eu fiz.

– Eu não quis dizer aquilo...

– Claro que quis. — ela me interrompe. — Você precisa começar a assumir as coisas que você faz Sebastian ou precisa arrumar desculpas melhores. — ela cruza os braços e o lado direito da sua boca se curva para cima.

Fico em silêncio por alguns segundos, mesmo sabendo que ela não tem mais nada para dizer... Talvez porque eu também não saiba o que falar.

– Eu sinto muito Emily. — ela solta uma gargalhada debochada e me olha incrédula.

– Não querido. Você não sente. — eu bufo.

– Emily?

– Sim?

– A minha mãe... — ela engole em seco. — ela sempre soube?

– Sebastian...

– Ela sempre soube! — concluo. — Ela soube esse tempo todo...

– Eu pedi, melhor eu implorei para ela não te contar. Eu... eu não queria que ela ficasse sabendo, mas... — ela olha para o chão e fica em silêncio.

– Mas?

– Mas depois que você se mudou, ela apareceu lá em casa. Você conhece sua mãe... Eu nem precisei contar nada, ela soube logo de cara. Ficou todo empolgada com a ideia de ser avó... — escorre uma lágrima pelo seu rosto, que ela se livra em seguida com o polegar. Sinto meu coração se contorcer de dor. — Acho que eu acabei vendo a minha mãe nela. Ela foi tão maravilhosa, ficou ao meu lado em tudo, me ajudou tanto... — ela respira fundo. — Ela pediu milhares de vezes para contar...Uma hora ela entendeu, eu acho.

– Porque Cecelia? — ela sorri.

– Porque a pessoa mais maravilhosa que eu conheci na vida, se chama Cecelia. — eu sorrio.

– É. Acho que eu também. — digo.

– Sebastian... não vai mudar nada agora que eu vou morar aqui. Você continua fingindo que não sabe sobre ela e ela nunca, nunca vai saber sobre você.

– Emy...

– Estamos entendidos? — ela pergunta séria.

– Emily... — choramingo.

– Sebast...

– Não! Me deixa falar... — a interrompo. — Caramba, eu sei que eu errei. Sei disso agora. Eu tô aqui te pedindo perdão e dizendo que eu sinto muito. Se você quiser até me ajoelho. — ela nega com a cabeça sem demonstrar nenhuma emoção. — Acredita em mim Emy. — aumento o tom de voz na última frase e ela só fica ali parada em silêncio. Passa a mãos nos cabelos, um sinal de que ela está nervosa. Ela olha em meus olhos por alguns segundos.

– Não. Nunca mais...- ela tem um olhar triste e eu perco completamente a capacidade de falar. — Vai... Você tem que ir embora agora Sebastian.

Eu não consigo acreditar no que acabou de acontecer. Mordo o lábio inferior com força tentando fazer a dor que sinto sumir. Olho sobre o ombro de Emily, e vejo minha filha ao longe, minha filha. Não importa o que Emily diga. Concordo com a cabeça algumas vezes antes de me afastar. Mesmo que eu qu

eira ficar ali com elas, sei que é hora de ir embora. No caminho até o carro, eu tive um ataque de riso. Sem motivo algum. Ou talvez o motivo seja que agora elas estão por perto.