A escola invisível

4 A nova escola


Notas iniciais
Oi, tudo bem com vocês? oque estão achando da história?

O motorista parou o ônibus e abriu à porta, subi levando minhas coisas, que se resumiam a uma mochila nas costas e uma pequena bolsa de viajem, procurei por um banco para sentar, haviam muitos vagos porém preferi me sentar no fundo do ônibus, reparei que os futuros alunos, não eram mais que quatro além de mim, no banco mais próximo a porta haviam duas garotas idênticas, tinham cabelos castanho dourado, eram pálidas, e os lábios eram rosados, um corpo magro e sedutor, a única diferença era que uma tinha olhos verdes e a outra azuis, usavam um vestido longo que cobria as pernas, se entreolharam e sorriram para mim, devolvi um sorriso nervoso, atrás delas estava um garoto muito alto, ele tinha que se curvar para não bater a cabeça no teto do ônibus, tinha cabelos castanhos encaracolados e olhos dourados, tinha um porte físico que pode ser descrito como monstruoso, estava com fones nos ouvidos e nem mesmo me viu passar, me sentei no fundo do ônibus e olhei para o último aluno ali, era uma garota, tinha cabelos negros cortados pelos ombros, era baixa, e estava lendo um livro, por isso não pude ver o rosto direito.

Já estava no ônibus a mais ou menos meio hora, estava começando a pensar que a escola é em outro país.

– Primeira vez indo para a Other World?- era a garota que estava lendo, pude ver seu rosto agora, ela tinha um rosto fino, e seus lábios eram vermelhos, assim como os olhos, um vermelho intenso, olhando para eles comecei a me sentir estranho, estava com vontade de agarrá-la ali mesmo no ônibus, com muito esforço eu consegui resistir.

– É, sempre demora tanto assim?

– Sim, mas com o tempo você acostuma, da próxima traga algo pra ler ou ouvir

– Obrigado pela dica

– Não vai perguntar meu nome?

– Ah...desculpe, meu nome é Jonathan, o seu ?

– Sarah, muito prazer- ela me lançou um sorriso e mais uma vez eu senti vontade de agarrá-la.

– Digo o mesmo- devolvi o sorrido com nervosismo e provavelmente muito vermelho

Depois dessa rápida conversa ela não falou mais nada e voltou para o livro, cerca de dez minutos depois entramos em uma estrada e seguimos para o interior, já faziam quarenta minutos que tudo que eu via eram campos para todos os lados, até que finalmente chegamos a entrada de uma floresta de carvalhos densa, o outono já começara então as folhas estavam todas em cor de marrom de dourado, era muito bonito, após mais trinta minutos seguindo pelo caminho entre as árvores chegamos a Other World, era um edifício no mínimo magnífico, parecia um pequeno castelo, tinha quatro andares, e gárgulas no parapeito do telhado, e agora eu entendi o porque o nome, parecia mesmo que estávamos em outro mundo.

Descemos do ônibus e todos pararam em fila um ao lado do outro, pareciam esperar alguém, então uma mulher veio caminhando pelo pátio em direção aos alunos, tinha cabelos vermelhos como sangue que iam até a cintura, e estava preso em um rabo de cavalo, rosto fino e olhos cor violeta, oque era um pouco estranho, tinha um corpo de dar inveja até mesmo na piranha albina, a mulher usava camisa social branca e uma saia preta, meia calma escura e um salto bico fino que a deixava tão alta quanto o cara dos olhos dourados, ela caminhava com uma elegância extraordinária.

–Olá meu queridos, preparados para mais um ano?

– Sim- os quatro responderam em uníssono, ela olhou para mim com a sobrancelha arqueada

– Não está preparado?

– Eu...é que- fui interrompido por Sarah

– É o primeiro ano dele diretora

– Entendo, bem você pode dar uma volta pela escola até eu poder recebê-lo na minha sala, não vá se perder

Dito isso ela saiu em direção ao edifício e todos os alunos se separaram, resolvi dar uma volta para me familiarizar com o local, o prédio era realmente grande, passei pelo saguão e fui para a saída de trás, lá eu vi uma coisa muito curiosa, era um jardim muito grande, maior até mesmo que o da minha casa, mas o estranho é que as arvores estavam todas com folhagens de primavera, o sol brilhava, e estava fazendo muito calor, aquele lugar estava começando a ficar muito estranho, então eu percebi uma correria, parei um garoto baixinho que estava passando.

– Oque está acontecendo?

– Uma briga, duas garotas, lá no ginásio

Hora, isso pelo menos isso era uma coisa normal, como eu não tinha mais nada pra fazer fui ver a briga, cheguei ao ginásio e a reparei que as garotas tinham uma bela plateia, parei na porta e achei um local onde eu podia ver e ouvir a briga.

– Ele é meu- falou uma garota com cabelo azul, olhos azuis, e pele azul?

– Não, é meu- falou a “adversária” que seguia o mesmo padrão só que era totalmente branca

Então a garota azul levantou as mãos e os canos do bebedouro do ginásio estouraram, a água veio direto na direção da garota branca, ela por sua vez girou no mesmo lugar fazendo uma barreira invisível, depois fez alguns gestos difíceis de acompanhar e apontou em direção à garota azul que voou longe, então mais uma vez ambas começam a preparar um ataque, até que a duas paralisaram e começaram flutuar, uma aura roxa as envolveu as virou de cabeça pra baixo, então todos começam a abrir passagem para diretora entrar no ginásio.

– Isso é sério?!- as duras garotas engolem seco

– As duas, brigando por um garoto, e pior, usando seus poderes, eu deveria expulsá-las

– Não, por favor não faça isso- ambas suplicaram

– Então comportem-se caso contrário vou deixar você duas coladas no teto por uma noite inteira

– Não, meu cabelo vai ficar horrível se eu não penteá-lo- a diretora revirou os olhos

– Estamos entendidas, e vocês voltem para seus afazeres já- ela apontou para a “plateia”

Aquilo era completamente inacreditável, as garotas tinham poderes sobrenaturais, e pele de cor azul, a diretora fazia as pessoas flutuarem, saí correndo desesperado, acabei esbarrando em um garoto loiro, mas continuei correndo, eu tinha que sair dali, não importava como, passei pelo saguão do prédio, olhei para trás para ver se alguém estava me seguindo e acabei derrubando alguém.

– Ai, cuidado!

– Me desculpe- falei para a garota e saí correndo de novo

Entrei na floresta e continuei correndo, eu havia dado apenas alguns passos, porém a escola já havia sumido, e eu estava perdido, e cada vez eu me desesperava mais, então ouvi o barulho de algo voando, algo grande, um garoto com asas que tinha um brilho dourado pousou na minha frente, era o loiro em quem eu havia esbarrado, ele tinha olhos verdes e uma cicatriz ao lado do olho esquerdo, era um cara que provavelmente fazia exercícios periodicamente, e usava oque deveria ser o uniforme da escola, e atrás dele pousaram mais outros dois garotos, com asas iguais as dele, porém seus cabelos eram laranja e os olhos azuis.

– Você esbarrou em mim- rosnou o loiro

– É certo, me desculpe- eu falei dando alguns passo para trás, eu não sabia oque ele era, e se ele quisesse me devorar? E porque meu peito doía tanto?

– Meio tarde para se desculpar ninguém faz isso comigo e sai impune

– Cara eu só esbarrei em você, e foi sem querer

– Sim, e por isso vai apanhar

– Cara, eu não quero confusão, só quero ir embora daqui

– Ah você vai, daqui para uma melhor

Depois de falar isso ele bateu as asas levantando muitas folhas e veio em minha direção em uma velocidade incrível, eu tinha certeza que no momento que ele me acertasse eu estaria morto, então meu peito começou a doer muito, percebi que era a pedra do meu colar, eu a peguei e ela estava muito quente a coloquei para fora da camisa e ela explodiu em chamas, quando abri os olhos o garoto loiro havia sido jogado longe, ele balançou a cabeça e ficou de pé.

– Então vai ser assim, eu ia só te bater um pouco, mas agora vou te dar uma surra de verdade, Josh, Michel me ajudem

– Certo Gabe

Cada um veio por um lado, eu nem sabia como tinha feio aquilo uma vez e era contra um, como faria de novo, então o colar começou a ficar quente de novo mas desse vez não explodiu, começou a expelir muitas chamas que envolveram meu corpo, porém não eram quentes, na verdade eram no máximo mornas, era um calor familiar, me lembravam o abraço da minha mãe, lágrimas vinham aos meu olhos, memórias borradas do tempo em que minha mãe vivia comigo, uma aperto no coração, então fui tirado do meu transe com uma voz autoritária.

– Chega garoto, pode parar agora- era a diretora

– Bem, eu gostaria, mas não sei como

– Tente se acalmar, respire fundo

Fiz oque ela mandou, aos pouco as chamas se dissiparam, então eu pude ver um rosto muito zangado, a diretora me encarava ao lado dela estava a garota que eu havia esbarrado

– Explique-se

– Eu, bem não tive culpa, ele veio atrás de mim querendo brigar, então isso explodiu em chamas- falei apontando para o colar, assim que a diretora olhou para o colar, sua expressão mudou de raiva para surpresa

– Você, mas como...

– Bem eu não se- eu não consegui terminar a frase me senti fraco e desmaiei

Notas finais
Se algo estiver errado me avisem, crítica são sempre bem vindas, claro que nenhuma ofensiva. Por favor comentem, escrever para fantasmas frustra muito os autores.