A escola invisível
5 Um reencontro
Notas iniciais
Minhas pálpebras estavam pesadas, meus olhos ardiam, não sentia dor alguma, porém me mover era apenas um sonho distante, eu estava exausto, poderia ficar ali por dias sem me mover, até que me lembrei de onde estava, fiz um esforço e abri os olhos, estava em uma sala completamente branca, com várias macas, e cortinas basncas, eu estava na enfermaria da escola.
– Ah...que dor de cabeça- falei tentado me levantar, minha cabeça latejava e o mundo girava
– Melhor não se mexer muito, seu corpo está esgotado, fica ai deitado eu vou chamar a diretora- falou uma senhora enrugada vestida de enfermeira
Eu tentei me levantar, mas eu mal consegui me mexer, parecia que tinha corrido trinta quilômetros, depois lutado com um garoto anjo do mal, então eu ouvi a porta abrindo, meu coração estava acelerado, oque iria acontecer comigo, eu seria comido? Morto? Eu não disse adeus para o meu pai. Vou morrer sem nem mesmo namorar a sério uma vez?
– Querido, você está bem?- falou a diretora me abraçando com força
– Ele está ótimo Morgan, só vai morrer se você continuar a apertá-lo assim- falou a enfermeira
Por que aquela mulher estava me abraçando? Porque ela me chamou de querido? A cada segundo minha cabeça dava mais um nó, ela colocou as mãos no meu rosto, eram quentes, levantou meu rosto para que eu a olhasse nos olhos, aqueles olhos violetas eram perturbadores, então ela me beijou na testa.
– Ti...tia Morgana?- falei perplexo
– Já falei para você que sou muito nova e linda para ser chamada de Tia- falou ela com um sorriso
– Mas como, oque você faz aqui, que lugar é esse, essas pessoas, elas...elas
– Calma , eu vou explicar tudo, mas antes você tem que descansar, aquela magia te esgotou muito
– Pera, magia?- Tia Morgana fez um ops surdo
– Depois conversaremos- então ela saiu da enfermaria, com seus cabelos cor de sangue, sem me explicar nada
Que raiva, mas eu não podia fazer nada, mal podia me mexer, tia Margaret era a irmã da minha mãe, eu não há via desde os seis anos, quando meu pai contratou Shirley, foi a ultima vez que a vi, e naquela época ela tinha cabelos negros, e olhos castanhos, e era menos sobrenatural.
Haviam se passado dois dias, e eu já conseguia caminhar, não estava cem por centro, mas era o suficiente para saber oque raios estava acontecendo, a enfermeira me levou até a sala da diretora, respirei fundo e bati na porta.
– Pode entrar
– Com licença- falei abrindo a porta de carvalho muito bem entralhada
Olhei para a sala e era uma belo local, um candelabro simples iluminava a sala toda, o piso de madeira polida, dois sofás marrom ficavam no centro da sala, duas poltrona ficavam de frente para a mesa da diretora que ficava de costas para uma janela que cobria quase a parede inteira, havia quadros nas paredes de várias paisagens.
– Bem clássico
– Então você gostou- falou Tia Morgana com um sorriso- Acredito que conheça Jessie- falou apontando para a garota sentada em uma das poltronas
– Olá, você está melhor?- falou a garota levantando e estendendo a mão para me cumprimentar, ela tinha olhos castanhos amendoados, cabelos castanho escuro liso até os cotovelos, e um corpo sedutor, e um sorriso lindo.
– Aah... sim estou, e me desculpe por derrubar você- falei apertando a mão dela, era quente e macia.
– Tudo bem, a diretora já me explicou tudo, bem vindo a Other Wolrd, nos vemos por ai- ela se despediu da diretora e sorriu para mim
– Querido, não babe no meu chão, por favor
– Ahn, oque eu não estou babando
– Não, só parece um boxer querendo um osso
– Eu nã... olha não vou discutir sobre isso
– Que bom que ainda lembra que sempre estou certa
– Claro então, agora você pode me explicar tudo isso?
– Tem certeza que quer saber? Uma vez que você saiba, sua vida vai mudar, tenha certeza
– Eu só preciso que esclareça algumas coisas, oque eu vi já foi bem convincente
– Ora, você está aceitando bem, a maioria das pessoas ficaria bem desesperada e tentaria fugir a todo custo- falou ela sorrindo
– Bem, minha primeira tentativa foi meio frustrante e passei os últimos dois dias deitado em uma maca, não havia muito oque fazer a não ser pensar sobre tudo oque aconteceu, levou um tempo, mas acho que estou menos desesperado agora- minha tia gargalhou alto
– Ok, oque você quer que eu explique?
– Primeiro, porque a pessoa aqui tem poderes? Porque EU tenho poderes?
– Bem, para começar, elas não são exatamente pessoas, colocando na forma humana de falar, eles são monstros
– Ok, então isso significa, que essas é uma escola/faculdade interna para monstros, criaturas de contos de fadas?
– Os garotos que lutaram com você pareciam contos de fadas? E as garotas do ginásio? Eu também sou?
– Espera, isso é impossível, pessoas com poderes, até ai da pra assimilar, mas monstros?
– Por que?
– Monstros não existem, são lendas criadas pelos humanos, para manter crianças afastadas das florestas densas e casas abandonadas
– A meu querido, ele são bem reais, e as lendas não foram criadas pelos humanos, foram criadas pelos “monstros”
– Então, isso significa que se eu estou aqui, eu também sou um...
– Monstro?
– Eu sou? Mas meu pai nunca mostrou nada de estranho, além de um repentino mal gosto para escolher mulheres
– Uhg... nem me fale daquela mulher- minha tia botou a mão na boca
– Mas você só tem pai? Foi criado em laboratório a partir no DNA dele?
– Mamãe- falei olhando para minha tia que tinha um sorriso no rosto
– Exato, sua mãe não é humana
– O...oque? Mas então oque ela era?
– Sua mãe, é uma Feiticeira
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