A descoberta de um amor
38 Capítulo 38 ... Olhos abertos
Notas iniciais
Por Du
Ver o Lucas caido em meus braços, sagrando e desmaiado me deixou em desespero, olhei para o meu sogro e sim vi lagrimas nos olhos dele..
Du: Lucas, fala comigo meu amor! Disse chorando ainda mais, coloquei a cabeça de Lucas sobre a minha perna e desabotoei apressadamente minha blusa
JA: Isso mesmo minha nora, tenta estancar o sangue
Du: Temos que levar ele para a clínica agora, disse alterada
JA: E é isso que vamos fazer, meu sogro falou pegando Lucas no colo com a ajuda de Josué. Corri para o carro e me sentei no banco de trás
Du: Coloca ele aqui, pedi apontando para minha perna e assim meu sogro fez
JA: Josué você dirige o meu carro, e eu vou neste. Ele explicou se referindo ao carro de Lucas, logo meu sogro acelerou e eu segurava forte minha blusa na barriga de Lucas desejando que nada de ruim acontecesse com o meu amor.. Senti ele apertar minha mão e sorri com aquilo
JL: Não chora, ele pediu sussurrando
Du: Você vai ficar bem tá? — Eu tô aqui com você! Falei afoita
JL: Eu sei você sempre esta, meu marido falou e tossiu
Du: Não fala nada, só olha pra min.. — Não me deixa, não fecha esses olhos lindos! — Será que você consegue? Perguntei alisando o rosto barbado de Lucas que sorriu
JL: Eu posso te olhar a noite inteira, aliás as vezes eu nem durmo pra fazer isso! Ele disse com dificuldade e eu o calei com um beijo
Du: Eu te amo, falei e ele sorriu. — Acho que resolveu me obedecer e ficar quietinho, eu olhava para os olhos de Lucas e ele para os meus
JA: Chegamos, vamos se apressem.. Meu sogro gritou e logo os enfermeiros apareceu com uma maca
Du: Não se preoculpe eu vou estar aqui fora.. Falei olhando Lucas que apertou minha mão
JL: Entra logo pra me ver ta? Ele pediu e eu acenti, vi os enfermeiros o tirando de min e só ai me permitir chorar o máximo que pude
JA: Vai ficar tudo bem, meu sogro disse me levando para a sala de espera
Du: E o desgraçado que machucou ele? — Fugiu? Perguntei com raiva
JA: Não, eu mandei Josué mandar ele para um lugar melhor. O comendador disse e só assim me senti aliviada
Du: Será que ele vai ficar bem? Perguntei com medo
JA: Claro que vai minha nora, o Lucas é um Medeiros e ele escolheu uma pessoa perfeita para dar esse sobrenome..- Afinal você já esteve aqui tantas vezes e honrou nosso sobrenome
Du: É né acho que já vim aqui muitas vezes mesmo, mais agora acho melhor avisar a dona Marta
JA: Não se preoculpe com isso, o Josué foi busca lá
Du: Será que não podemos ter nenhuma notícia? Perguntei nervosa
JA: Vou pedir informação, meu sogro disse se levantando.. Fiquei ali sentada pensando em Lucas, tínhamos brigado, o vídeo vazou, eu o acusei, chinguei, gritei e mesmo assim meu amor se jogou na minha frente, levando um tiro que era pra min.
MC: Du? Escutei minha cunhada entrar correndo e me abraçar, eu precisava tanto dela
Du: Que bom que vocês estão aqui, disse olhando para Amanda, Léo, Clara, Vicente, Cristina e Marcelo o noivo dela
MC: Como ele esta Du?
JA: Ele esta no centro cirúrgico, estão retirando a bala que ficou alojada nas costas dele. Meu sogro explicou
C: Meu Deus como isso aconteceu gente?
Du: O homem atirou em min, mais o Lucas se jogou na frente. Disse chorando Clara me abraçou forte e Cristina fez o mesmo
A: Du a Zezé ligou para a Clara, eu acho melhor eu e o Léo ir ficar com os gêmeos. Amanda disse e eu a encarei
Du: Meus filhos, droga eu estou com a cabeça tão cheia.. — Não vou conseguir passar tranquilidade pra eles, mais e a Zezé vai embora?
A: Não mais mesmo assim, mando ela deixar as mamadeiras prontas e eu cuido deles..
Du: Obrigado Amanda, não vou só conseguir dormi em casa mesmo.. Mais eles são cheios de manhas, a Martinha você tem que bagunçar os cabelinhos dela ai sim ela dorme, enquanto o Alfredinho você tem que acariciar os pezinhos dele ai ele dorme
V: Mais é só pais bobos mesmo viu, Vicente disse sorrindo
Du: É todos os dias o Lucas fica com o pé do Alfredinho e eu com os cabelinhos de Martinha.. — As vezes trocamos, expliquei e todos se permitiram sorrir
MM: Cadê o Lucas? Minha sogra entrou desesperada na sala
JA: Ele esta fazendo a retirada da bala, o comendador explicou mais foi agredido com um tapa na cara
MM: Tudo isso foi o tal do Fabrício Melgaço né? — Pede para os seus capangas matarem esse cara já, enquanto eles faziam mau a você tudo bem, mais com o meu filho? — Isso já é demais
JA: Eu prefiro não te responder nada agora Marta, ele respondeu com raiva no olhar
MC: Mãe pelo o amor de Deus né? Clara reclamou
M: Olá, o médico disse se aproximando e todos nós levantamos
Du: E então como esta meu marido? Perguntei temendo a resposta
M: Ele esta lúcido, conseguimos retirar a bala.. — E ele esta lhe chamando dona Eduarda, ele disse e eu sorri
Du: Posso entrar agora? — Posso ver ele?
M: Se ele esta pedindo tanto né? — Claro que pode, ele acentiu e eu sorri. Corri apressada seguindo o médico pelos corredores e ele logo me mostrou o quarto de Lucas
Du: Oi? Disse abrindo uma brecha da porta
JL: Achei que tinha fugido, meu marido disse suado, com os olhos quase fechando
Du: Hei meu amor você esta bem? Perguntei me aproximando e colocando a mão em sua testa
JL: Tô, eu só queria que você visse que eu não fechei os olhos, não foi isso que você pediu? Ele perguntou e eu sorri
Du: Foi, eu quero que você feche os olhos só pra sonhar comigo, com nois dois. Disse e lhe dei um selinho
JL: Estou com sono, posso fazer isso agora?
Du: Claro que pode, disse lhe fazendo cafuné.. Logo Lucas dormiu, segui em direção a sala de espera para avisar que ele estava bem
MM: E então? — Como esta o filho mau agradecido que nem quis ver a mãe? Marta perguntou com ciúmes e eu sorri
Du: Ele estava cansado mais aparentemente esta bem, dormiu a pouco tempo
C: Graças a Deus, Cristina suspirou
JA: É sim mais o médico precisa nos informar sobre o caso dele
Du: Eu também acho, não sabemos de nada.. Disse e logo vi o doutor Fábio se aproximando
F: Então pessoal, vim aqui explicar o caso do senhor João Lucas.. Ele disse e suspirou
Du: O que ele tem? Perguntei nervosa com a cara que o Fábio fez a noticia não seria boa
F: Então examinei o Lucas dormindo, a bala atravessou a barriga dele, o atirador com certeza era mais alto que ele por isso a bala foi de cima pra baixo
JA: Sim doutor explique logo, vamos... Meu sogro pediu nervoso
MC: O que aconteceu? — O que o senhor quer dizer?
F: Não temos certeza do que eu vou dizer mais, pelo o que eu percebi a bala machucou ou atingiu a vértebra da coluna do João Lucas
Du: Isso quer dizer que?
F: Que eu o examinei e ele não mecheu as pernas com o meu toque... — Infelizmente seu marido pode ter ficado paraplégico
Du: Paraplégico? Perguntei e as lágrimas já eram inevitáveis
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