A descoberta de um amor
39 Capítulo 39 ... Descobrindo
Notas iniciais
Por Du
Eu realmente não acredito que isso esta acontecendo com o Lucas, como assim meu marido paraplégico? Como vou falar isso pra ele? O Lucas vai ficar arrasado, senti as mãos do meu sogro segurando o meu ombro o abracei forte e choramos juntos
Du: Não pode ser, paraplégico não... Disse entre soluços e senti as lágrimas do meu sogro descendo em meu ombro
JA: Pode ser que ele se recupere, o Fábio não tem certeza ainda..
MM: Meu menino, não pode ser.. Marta disse em desespero e Vicente a acalmou
F: Eu vou fazer outro teste nele, sempre faço com um objeto pontiagudo.. — Quem sabe ele não sinta?
Du: Eu vou junto, disse secando as lágrimas
JA: Eu vou com Eduarda, o meu sogro disse me abraçando e assim seguimos Fábio.. Entramos no quarto de Lucas e ele ainda dormia profundamente, me aproximei devagar e dei um selinho em seus lábios! Fábio logo tirou o lençol que cobria as pernas de Lucas e massageou os pés do meu marido que nem se mecheu, ele logo pegou um objeto que parecia uma agulha porém é maior e mais grossa, ele precionou sobre os pés de Lucas que não mecheu nem um dedo..
F: Ele, ele realmente não esta sentindo.. — Isso é devido ao inchaço na vértebra da coluna, pode ser que com alguns dias ele sinta as pernas e pode ser que ele não volte mais a movê las
Du: Meu Deus do céu, como eu vou explicar isso pra ele? Perguntei chorando
JA: Mais tarde contaremos, agora vamos pra sua casa ta já é quase de tarde! — Precisamos ver os bebês, meu sogro disse carinhoso
Du: Verdade, disse secando minhas lágrimas... Dei mais um beijo em Lucas e sair do quarto
MC: Eu vou com você Du, minha cunhada disse quando notou que eu iria em casa
V: Eu vou ficar aqui, qualquer coisa ligo.. Vicente afirmou dando um selinho em Clara, Marta foi pra casa descansar, Cristina também tinha ido logo após a notícia, meu sogro dirigiu até na minha casa, cheguei na porta e pude ouvir os gritos de Martinha e as risadas de Léo e Amanda
Du: O que esta acontecendo aqui Marta? Falei sorrindo pra minha filha que retribuiu e me deu os bracinhos
MC: Owntt ela estava com saudades da mamãe, Clara disse pegando Alfredinho que me olhou e fez boquinha de choro
Du: Haaa amorzinho da mamãe, falei e peguei meu filho que encostou a cabeça em meu ombro..
M: Diii di di dii, Martinha gritava nervosa.. Não conseguia entender o que ela tinha
A: Ela esta nervosa demais desde ontem Du, Amanda afirmou
Du: Ela é muito apegada ao pai, respondi triste.. Com certeza esse era o motivo do nervoso de Martinha
MC: Vai tomar um banho e trocar de roupas, é disso que você precisa agora! Clara ordenou tirando os lekinhos do meu colo
JA: É isso mesmo, a comida da Claraide esta cheirando viu.. Meu sogro disse pegando os meus filhos e indo para a cozinha
Du: Então segura um dez que eu já volto, falei e sorrir ao lembrar que Lucas sempre fala assim! Cheguei em meu quarto e vi nossa foto na cabeceira da cama, uma foto em que estávamos de mãos dadas andando na praia, vi outra em que Lucas tirou no hospital quando os lekinhos nasceram, chorei ao lembrar me joguei na cama e cheirei seu tavesseiro por um tempo! Segui em direção ao banheiro e liguei o chuveiro, me despir e lembrei quantas vezes fizemos amor ali! Fiquei longos minutos no banho lembrando de tudo, e só ai lembrei que o meu marido não esta mais movimentando as pernas, será que ele nunca mais vai me pegar no colo? Ou correr atrás de min como fez na praia? Jogar bola com o Alfredinho? Chorei mais alto desta vez, esta doendo tanto mais o que realmente importa é que eu sempre estarei ao lado dele! Após alguns minutos desci e o pessoal já estava sentados nas cadeiras esperando o almoço ser servido, Martinha batia a colher em um prato e o avô bobão apenas sorria
Du: Mais, mais comendador ela vai quebrar o prato! Disse e olhei todos que tampava os ouvidos com as mãos
MC: Já disse isso a ele Du, e ele continua segurando a Martinha sentada, ela bate cada vez mais forte nesse prato
JA: Deixe ela, não se metam.. — Meu sogro disse fechando a cara e dando uma colher para Alfredinho que começou a batucar pior ainda
A: Meu Deus nos ajudem, Amanda disse e o comendador sorria como se aquilo fosse engraçado
Du: Ela vai quebrar o prat... Não deu tempo eu concluir a fala, Martinha bateu forte a colher no prato que trincou
JA: E quebrou, ele disse como se fosse normal e Martinha gargalhou. Claraide nos serviu o almoço e todos ficamos satisfeito, eu comi pouco e por muita insistência de Clara e do meu sogro
A: Vou trabalhar e eles vão ficar com a Zezé, mais a noite volto
Du: Não precisa se preoculpar Amanda.. — Sério não quero dar trabalho para você e para o Léo pox...
L: Não está dando trabalho algum, a noite voltamos para ficar com eles e ponto.. Ele disse me dando um beijo no rosto e saindo com Amanda
JA: Vamos? Meu sogro perguntou me olhando
Du: Vamos acenti dando meus filhos para Zezé e Clara me abraçou.. Fomos para a garagem e entramos no carro seguindo para o hospital logo depois
Por Lucas
Acordei com dor na barriga, mais acho que é normal afinal foi ali que o tiro pegou! Apertei o botãozinho que fica ao lado da minha cama e logo o doutor Fábio apareceu..
F: Sentindo alguma coisa senhor João Lucas? Ele perguntou educado
JL: Não doutor eu só quero saber, e minha esposa?
F: O seu pai levou ela pra casa mais o seu cunhado ficou ai.. — Vou chama ló
JL: Tudo bem, respondi e esperei
V: E ai belo adormecido? Vicente disse se aproximando
JL: E ai cara? — Cadê a Du heim?
V: Foi ver os lekinhos que ficaram com a Amanda desde ontem..
JL: A sim, respondi sorrindo e logo uma mulher linda entra no quarto
Du: É aqui que um cara lindo mandou me chamar? Du perguntou e seguiu em minha direção
JL: Um claro que é aqui, esse cara esta louco querendo um beijo seu! Disse olhando Du que parecia preocupada
V: Eu vou ver minha noiva, tô sobrando aqui! Vicente e disse e saiu sorrindo
JL: O que é? — Porque esta me olhando assim? Perguntei ao notar que Du não estava bem
Du: Wé este é o olhar de uma mulher apaixonada não esta vendo? Du disse sorrindo
JL: Hum tô vendo mais, me da um beijo? Pedi e Du se aproximou, colei nossos lábios e minha língua logo invadiu a de Du a puxei para mais perto mais achei estranho não estar excitado ainda
Du: Para de fogo Lucas, Du me repreendeu
JL: Não estou sentindo fogo, tô com desejo mais.. Disse tirando os lençóis da minha perna
Du: Lucas espera, Du disse me cobrindo novamente!
JL: Du eu .... Tentei falar, realmente pares se que não estou sentindo minhas pernas
Du: Amor me esculta.. Du pediu me olhando
– Então ocorreu tudo perfeitamente na retirada da bala! Ela explicou
JL: Ta e quando vou poder voltar pra casa? Perguntei sorrindo e vi os olhos de Du marejar
Du: Olha meu amor, você teve um inchaço na coluna! Ela disse se apoiando em minhas pernas, mais porque eu não senti aquilo? Porque não estou sentindo minhas pernas? Porque não senti o toque de Du?
JL: Du minhas pernas, gritei nervoso..
Du: Amor você perdeu os movimentos por enquanto.. Ela disse chorando
JL: Eu estou paraplégico Du? — Eu não vou andar mais? Perguntei desesperado
F: O que esta acontecendo aqui? Fábio perguntou entrando no quarto
JL: Du sai, eu preciso conversar com o Fábio.. Pedi ríspido
Du: Mais amor eu... Ela tentou falar mais eu a interrompida
JL: Eu mandei sair, gritei alto minha mulher me olhou decepcionada mais saiu sem falar nada
F: Acho que você descobriu, ele disse me olhando
JL: Então é verdade? — Eu estou paraplégico? Perguntei ainda sem acreditar
F: Infelizmente é verdade Lucas..
JL: Mais eu não sinto absolutamente nada da cintura pra baixo ou eu ainda posso.. — Você sabe!
F: Bom seu Lucas, da sua cintura pra baixo foi atingido tudo! — Por enquanto nem isso você sente! Ele disse e lágrimas desceram em meu rosto
JL: Pode sair? — Quero ficar sozinho, disse ainda chorando e logo o doutor Fábio se retirou. Além de ficar paraplégico, não posso mais dar prazer a Du, não posso mais entrar dentro dela, não posso fazer o que sempre fazíamos! Não posso carregar meus filhos no colo, não posso carregar minha esposa até a cama, que tipo de pai e marido sou eu? Não quero ver Eduarda, não quero ela fazendo as coisa pra um inválido, não sei o que vou fazer agora! Eu estou perdido, estou cruzando um deserto no escuro.
Fale com o autor