A dama e o vagabundo -Cobrade
35 Capitulo 35
Notas iniciais
Cobra
Acordei com os raios de sol batendo em meu rosto. Jade não estava mais na cama e Sofia ainda dormia no berço. Levantei peguei um short e uma blusa qualquer e fui até o banheiro fazer minha higiene e tomar meu banho. Desci as escadas e um cheiro maravilhoso invadiu meu nariz, andei mais um pouco e avistei Jade colocando um pouco de suco. Fiquei olhando-a por um tempo e ela logo percebeu minha presença.
– Posso tomar café com você? –ela balançou a cabeça positivamente e sentei-me ao seu lado- Panquecas? São minhas preferidas! –tentei puxar assunto e ela continuou calada- Vai ficar me ignorando?
– Não estou te ignorando, apenas não quero conversar.
– Para com isso Jade. Vamos conversar e nos resolvermos logo, vai? –ela voltou a me ignorar.
– Eu... Eu vou indo. Quando a Sofia acordar de um beijo nela por mim? E se precisar de alguma coisa me liga!
– Não vou precisar! Cobra hoje eu estou indo para casa da minha mãe, vou ficar uma semana por lá. Se quiser usar esse tempo para pegar suas coisas. –ela disse enquanto abria a porta, olhei para ela, mas ela encarava o chão.
Uma semana depois...
– Tem certeza que você vai embora meu amor? Porque não fica mais um tempo comigo e com a sua mãe?
– Ela tem que ir Ed, a casa dela esta esperando!
– Esta me mandando embora mãe?
– Claro que não minha filha! Eu amo ter você e a Sofia aqui. Vocês são minha vida, mas você não pode fugir de suas obrigações. Você tem que encara-las. Certo?
– Certo.
– Eu tive uma ideia. Porque você não deixa a Sofia passar o dia com a gente e de noite eu a levo na sua casa? Você arruma tudo que precisa, depois vai em algum restaurante, da uma voltinha no shopping...
– Acho que ela não confia na gente para ficar com a menina Lú...
– Não é isso Ed. É que eu nunca fiquei muito tempo longe da minha filha.
– Não é muito tempo Jade, são só algumas horas.
Minha mãe não me deixou nem responder e foi me empurrando para fora. Talvez eu precise mesmo de um tempo pra mim. Fui andando devagar pela rua, entrei em algumas lojas e comprei algumas porcarias para comer. Cheguei em meu apartamento e entrei com dificuldade devido as sacolas. Coloquei elas ao lado da porta e a tranquei. Tinha alguma coisa diferente ali. O chão da sala estava coberto por pétalas de rosas vermelhas e fazia um “tapete” até a cozinha. Fui seguindo-as e logo pude ver Cobra sentado na mesa. A cozinha também estava coberta por pétalas de rosa e tinha algumas velas espalhadas. Cobra se aproximou de mim e me entregou um pequeno buquê. Maravilhoso!
– Achei que não viria mais.
Ele disse e segurou em minha mão me levando até a mesa e puxando uma cadeira para que eu me sentasse. Ele me serviu uma taça de vinha e em seguida serviu-se.
– Eu até pensei em cozinhar para você, mas acho que não seria uma boa ideia. Então eu comprei naquele restaurante que você gosta. Parece que a comida está boa.
– Cobra, eu... Não sei o que dizer!
– Não precisa dizer nada.
Terminamos de comer e fomos até a sala. Ele ia sentar no sofá, mas eu o parei antes.
– Cobra, tem certeza de que precisa disso tudo? Acho que um pedido de desculpas já estava de bom tamanho...
– Tenho. Jade, eu quero que tenha certeza de que vocês são tudo o que me importa nessa vida. Eu não trocaria vocês por nada. Nada! Você sabe que eu te amo, não sabe?
– Sei, eu também amo você!
– Me perdoa?
Me “pendurei” em seu pescoço, mas ele se afastou e vi quando ele se ajoelhou e tirou algo do bolso. Ele sorriu e olhou para mim de volta.
– Jade, você aceita se casar comigo?
– Cobra, você está falando sério?
– Claro que estou. Eu quero ficar ao seu lado para sempre, quero que seja minha... Oficialmente. E então? O que me diz?
Sorri largo e balancei a cabeça positivamente, não contendo as lágrimas. Ele levantou-se colocou a aliança em meu dedo e logo após coloquei no dele. Selei nossos lábios e logo ele aprofundou o beijo. No inicio era um beijo calmo e matávamos a saudade, mas depois se tornou um beijo urgente e desesperado. Ele beijava meu pescoço enquanto eu arranhava suas costas. Tirei rápido sua camisa e joguei em um canto qualquer. Ele me levantou, eu envolvi minhas pernas em sua cintura e fomos em direção ao quarto.
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