A dama e o vagabundo -Cobrade
36 Capitulo 36
Notas iniciais
– Cobra, acorda!
– Não Jade, vamos dormir mais um pouco. Você me deixou muito cansado noite passada! –ele disse e eu ri.
– Não podemos. Não acha que estamos esquecendo nada não?
– Hm... Eu acho que não. Por quê?
– Deixamos a Sofia na minha mãe. –ri e coloquei as mãos tapando o rosto.
– Não se preocupe, foi tudo planejado.
– Você está falando sério?
– Claro! Sua mãe me ajudou em tudo.
– Não acredito! Então foi por isso que ela praticamente me expulsou de lá.
– Pensamos em tudo não é?
– Você não tem jeito vagabundo.
***
Seis meses depois...
Jade depois de uma dura tarde se arrumando para o casamento, e depois de várias sessões de fotos ainda no salão, finalmente entra no carro com o seu vestido deslumbrante. Branco, encantador, tradicional, com véu e uma interminável cauda bordada. Segurava o buquê de flores vermelhas, com as mãos suadas de emoção e ansiedade. O caminho que levava a igreja nunca parecera tão distante. O carro, finalmente, parou em frente a igreja e sua mãe veio logo recebe-la, avisando que Cobra já a esperava no altar e estava bem nervoso por sinal.
Jade
A porta se abriu, tentei segurar o choro para não borrar minha maquiagem, mas a essa hora minha tentativa era inútil. Cobra estava com um sorriso mais largo do que eu podia imaginar e o meu não era diferente. Me aproximei dele e ele pegou em minha mão, me levando até o altar. Enquanto juiz recitava o discurso trocávamos olhares e sorrisos.
– Eu, Ricardo Cobreloa, te recebo como minha esposa, e lhe prometo fidelidade, respeito, amor e união por todos os dias da minha vida. Até que a morte nos separe.
– Eu, Jade Gardel, te recebo como meu esposo e lhe prometo fidelidade, respeito, amor e união por todos os dias da minha vida. Até que a morte nos separe.
– Eu os declaro marido e mulher, pode beijar a noiva!
Cobra selou nossos lábios e logo pediu passagem para sua língua. Foi um beijo calmo e intenso, mas logo foi cortado. Afinal, deixaríamos o melhor para depois. Certo?
Saímos dali triunfantes diante dos olhos curiosos dos convidados. Sorrisos aprovadores daquela união e comentários de que jamais viram um casal tão radiante como nós. Namoramos um pouco no carro e quando chegamos no salão de festa todos estavam a nossa espera. Sofia, que antes dormia no colo da minha mãe, já estava acordada. Assim que nos viu veio correndo em nossa direção, com os passinhos ainda cambaleantes. O resto da festa ela ficou “passando de colo em colo”. Uma hora estava com minha mãe, outra com Ed, outra com Bianca e assim adiante. Cobra e eu pudemos aproveitar tudo que tínhamos direito. Comemos, namoramos, dançamos, nos divertimos com os amigos... Peguei minha filha um pouco e fiquei segurando em sua mão quando vi Cobra pegar o microfone e começar:
– Quero pedir um pouco de atenção, por favor. –ele pediu e fez sinal para que eu e Sofia nos aproximássemos dele.
– Há algum tempo atrás eu era um cara completamente sozinho, eu me imaginava em um futuro em que eu fosse um lutador profissional, com muito dinheiro e tudo mais. Mas ai eu conheci a Jade e desde esse momento eu sabia que tudo seria diferente. Eu até tentei resistir, mas a cada vez que eu tentava me afastar eu estava mais próximo dela. Então, eu parei de fugir e me entreguei. E foi a melhor decisão que eu tomei na vida. Quando eu olho para trás eu não vejo aquele Cobra, vejo uma pessoa completamente diferente. Com certeza mais feliz. E foi você que me transformou Jade. Você mudou minha vida de um jeito inacreditável. Você foi a melhor coisa que me aconteceu , você me mostrou o que é o amor, me mostrou o que realmente importa nessa vida. Você me deu o melhor presente do mundo. Vou sempre te agradecer por isso. Obrigado por não desistir de mim e por não deixar que eu desista de você. Eu prometo que sempre vou estar ao seu lado e vou te fazer a mulher mais feliz do mundo.
“Você foi, é e continuará sendo a minha escolha, a minha certeza, o meu amor. Por que ‘até que a morte nos separe’ é muito pouco para mim. Preciso de você por mais de uma vida...”
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