A culpa é das lições
2 O clássico, você não fez
Notas iniciais
Esse é o caso da maioria das pessoas, e sinto dizer que o professor provavelmente tem razão por ficar bravo com você. A não ser claro o meu, pois tenho certeza que a culpa não é minha!
Normalmente os meus professores dão muito mais ênfase à coisas sem importância do que a lição. É como se eles falassem:
– Classe! Não se esqueçam de me desejarem boa sorte na minha retirada da vesícula biliar — gritou para que todos conseguissem ouvir — E não se esqueçam também de fazer a página 42 para terça. — sussurrou saindo da sala, esperou para que começassem a falar.
A maioria das vezes é causada por uma amnésia estranha e frequente que te faz esquecer coisas importantes, como respostas para a prova, e insiste em deixar vivas coisas que você realmente tenta esquecer, como aquele mico em frente de pessoas desconhecidas ou que você está conhecendo e tentando dar uma boa impressão.
A melhor opção é marcar as lições no seu celular. Esqueça a agenda, sei que você não a olha.
História on:
Eu estava entrando na escola e avistei de longe meus amigos. Corri até eles gritando coisas do tipo "Ei! " e " Peraí " para que parassem, afinal as aulas de academia não faziam a gente correr, eu realmente não estava acostumada com isso.
Consegui finalmente alcançá-los, totalmente acabada com aquela trajeto de 50 metros. Precisava urgentemente rever meu fôlego depois dessa, pois aposto que até a minha avó estava mais preparada fisicamente do que eu. Depois de retomar o ar tentei puxar qualquer assunto:
– Então... Novidades?
– Não. — todos responderam.
– Tinha lição de casa? — perguntei a primeira coisa que veio à minha mente, estava despreocupada pois tinha certeza que não.
– Não...Pera! — previa um mini ataque cardíaco com suas próximas palavras — Tinha sim. De história, ainda bem que eu fiz.
"É né! Que bom pra você! Pena que alguns de nós não tiveram a mesma sorte!", pensei. Sempre ficava irritada quando não fazia a lição e meus amigos faziam, era como se os professores pensassem que eu fosse uma má influência.
– Valia muita nota? — perguntei desesperada com a mão na testa, sempre que eu deixava de fazer alguma coisa ela automaticamente virava aquele seu trabalho bimestral que te salva de uma recuperação.
– Ééé... — começou Felipe, tentando me dar uma resposta não muito boa. — Se com muito você quer dizer uns dois pontos na média, talvez sim.
– Dois pontos? — fazia força para não chorar. — Na média? Alguém aí não fez?
Todos haviam feito. Justo naquele dia queriam bancar os bons alunos. Isso realmente me dava raiva! Precisava me consultar com um psicólogo e ver se isso era normal. Mas no momento meus problemas psicológicos não eram o foco.
Como resolver essa situação?
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