A criação das facções
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Acordo com um grito de meu amigo Lyan, olho pela janela e o vejo no meio da rua, o seu cabelo loiro estava todo desarrumado, suas roupas sujas e seus sapatos cheios de lama .
Ainda era noite, mas levantei e fui até a janela.
–- O que foi Lyan? – Exclamo cheio de sono.
–- Nada só queria desejar uma boa noite para você. —Diz ele em tom de deboche.
–- É sério o que você quer?
–- Venha comigo quero lhe mostrar uma coisa, talvez você até queira uma.
Lyan sabe como persuadir as pessoas, parece que não tem medo de nada, mas só parece, coloque uma aranha na sua frente... Ele correrá mais que um trem.
–- Espere um pouco. – Digo saindo da janela.
Me visto com uma calça jeans, um casaco de moletom e um sapato. Desço as escadas lentamente para que meus pais não ouçam meus passos, abro a porta da frente e encontro Lyan sentado no meio da rua.
–- O que você está fazendo sentado aqui no meio da rua? – Pergunto com um bocejo.
–- Te esperando, por que demorou tanto? – Ele pergunta
–- E que eu... – Outro bocejo
–-Esquece, vamos lá não queremos perder a hora
Ele me guia pelas quadras e ruas do bairro, até que paramos em um beco escuro, olho para dentro e vejo apenas uma luz fraca. Andamos em direção a luz.
–- Olá Charlie, está pronto? – Pergunta Lyan para um homem que estava sentado em uma mesa.
–- Eu estou, a questão é se você está! – Exclama o cara cujo nome é Charlie.
–- Vamos logo com isso. – Fala Lyan
–- Quem é este? – Pergunta Charlie.
–- Sou Luke Mayson. – Digo com firmeza.
–- Luke esse é Charlie, ele vai fazer uma tatuagem em mim. – Diz Lyan.
Lyan pega um caderno, no qual há várias imagens, ele aponta para uma e Charlie começa a desenhar em seu braço. Passo pelo menos umas 2 horas naquele beco escuro, até que Charlie diz:
–- Pronta.
Lyan mostra seu braço direito, nele está desenhado um símbolo de uma chama.
–- Gostou Luke? – Pergunta Lyan.
–- Gostei, agora podemos ir? – Pergunto
Lyan tira uma nota de 50 do bolso e a da para Charlie.
–- Obrigado pelo serviço. – Agradece Charlie.
Andamos todo o trajeto de volta a minha casa sem dizer nenhuma palavra. Quando chegamos a porta digo:
–- Seus pais sabem dessa tatuagem? – Pergunto.
–- Não.
–- O que ela significa?
–- Bravura. – Diz ele em tom heróico.
Abro a porta de casa.
–- Boa noite Superman. – Digo debochando.
–- A cale a boca.
Entro em casa e subo as escadas de vagar, tiro a roupa e coloco uma mais confortável. Não sei o por que mas durmo pensando na tatuagem de Lyan, ela me chamou atenção em algo, será que eu devia fazer uma tatuagem também?
Demoro a dormir essa noite, mas depois de algumas horas desmaio de cansaço, amanhã será um dia cheio e eu detesto tudo isso.
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