A criação das facções
3 Capítulo 3
Notas iniciais
A porta do meu quarto se abre com um estrondo, meu pai entra batendo os pés no chão.
–- O que é isso? O que está fazendo? – Pergunto ainda sonolento.
–- Cale a boca, você não está na razão. – Ele grita comigo.
–- O que você está falando? Ficou maluco?
–- Por que você saiu ontem a noite? – Grita ele já andando em minha direção.
Levanto da cama, indo em direção a parede enquanto ele se aproxima. Já estou acostumado com isso, sei o que ele vai fazer é cruel mais tenho que aguentar.
Ele tira seu sinto bem devagar, e me encara dentro dos olhos, nessas situações eu só penso uma coisa: “como eu odeio esse homem”.
–- Você vai aprender de um jeito ou de outro como deve se comportar dentro da minha casa. – Diz ele me ameaçando.
Ele levanta o cinto para me bater, eu já estou preparado, mas minha mãe entra no meu quarto levantando as mãos.
–- Não faça nada com ele. – Diz minha mãe.
–- O que? Você sabe o que seu filho fez ontem? – Pergunta meu pai.
–- Sei, e isso não é desculpa para bater nele.
–- Mãe, tudo bem eu... – Começo a falar mas ela me interrompe.
–- Venha comigo Luke. – Diz minha mãe.
Ela pega minha mão e me puxa para fora do quarto, deixando meu pai sozinho. Fomos para cozinha onde ela pede para me sentar.
Luke meu filho, você tem que parar de agir de maneira imprudente. – Diz ela.
–- Mas mãe, eu não fiz nada de errado.
–-Eu sei que não agora vá para cima, se arrume e vá para a escola.
Fiz o que ela mandou, não gosto de discutir com a minha mãe.
No caminho da escola fico pensando por que há tantas pessoas diferentes em um só lugar, na minha casa por exemplo, minha mãe tão doce e gentil e meu pai um babaca ignorante. Na minha opinião essas pessoas deviam viver de maneira separada umas das outras.
Chegando na escola percebo que tem gente nova, na verdade uma menina, ela tinha cabelos escuros e pelo morena, era até bonita só que de um jeito simples.
–-Olá. – Diz a garota nova – Você poderia me explicar onde fica a sala de matemática?
–- Você segue o corredor e vira a direita, lá irá ter uma placa. – Explico.
–- Obrigada, qual o se nome?
–- Luke, e o seu?
–- Prazer meu nome é Annie. – Diz a garota se apresentando.
Depois disto ela segue em direção a sala de matemática. Alguma coisa me chamou atenção nessa garota. Fico olhando até que ela desaparece no corredor.
Olhei meus horários e percebi que minha aula também era de matemática, deverei ficar com a garota nova.
Chegando na sala, olho para trás e vejo um lugar sobrando, quando me sento fico a procura de Annie, a avisto na frente da sala, na primeira fila.
Durante a aula toda só fiquei olhando para Annie, mas não um olhar de “Eu te quero”, eu ficava a analisando o tempo todo não chegava a nenhuma conclusão.
–- Luke!!– Alguém me gritava.
Olho para trás e vejo Annie me gritando na saída da escola, olho para os lados para ver se era comigo que ela falava, então fui até ela.
–- Oi Luke, tubo bem? – Perguntou ela.
–- Sim e você?
– Não queria saber como ela estava mas quis ser educado.
–- Estou bem, mas eu preciso te pedir uma coisa, você pode me levar ou indicar onde é a rua Wood Prys?
–- Wood Prys? Eu moro lá, posso te levar. -- Sério? Então seremos vizinhos. – Diz ela surpresa.
–- Acho que sim.– Digo desanimado.
Enquanto estávamos andando para casa ela só vinha falando sobre como é as formulas de Química, as equações e tudo aquilo que eu não entendia. Pude perceber que ela era do tipo inteligente, e isso me chamava a atenção.
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