A cova dos Hipogrifos
14 Entramos em uma enrascada - Stevie
Notas iniciais
Enquanto o nosso avião muuuito confiável despencava para a morte constrangedoramente certa, eu só consegui pensar em três coisas: a minha família, em como Sonic estava, e em bacon. Ok, a parte do bacon foi egoísmo meu, mas cara, eu estava com fome!
–O que fazemos agora?! gritou Dean por cima do vento enquanto caía ao meu lado. Ele parecia tão apavorado quanto eu.
–Eu sei lá! gritei de volta- você, pelo acaso, acha que eu já caí de um avião antes?!
–Provavelmente! respondeu Dean.
Então uma aeromoça gritou mais abaixo, e foi aí que eu me toquei: dezenas de pessoas tambem corriam o risco de virar uma mancha gigantesca de gordura na neve ou atingidos por pedaços de avião que despencavam bem ao lado deles e a culpa seria de quem? Exatamente! Dos semideuses que (opa) devem ter atraído a atenção de algum monstro e lascado todo mundo.
–Que droga! meus olhos se arregalaram Emily e Billy! Onde eles estão?!
–Ali! Dean apontou para uma gaiola e vi Billy tentando abri-la.
Na hora pareceu ridículo, mas funcionou. Eu mergulhei até eles como alguém pula de ponta em uma piscina. Quando cheguei até a gaiola me agarrei as grades e sorri para Emily.
–Eai ela me olhou como se quisesse arrancar minha cabeça Tudo bem saquei a faca e cortei o cadeado.
Quando Emily saiu, eu me agarrei ao pescoço dela e montei. Só tinha feito isso uma ou duas vezes treinando com Sonic e tambem havia as aulas de equitação com Pégaso, mas eram todos adultos, Emily era apenas um filhote e eu não sabia se ela iria voar.
Foi quando ela abriu as asas e começou a planar, acho que nem sentiu meu peso. É, ser peso pena tem suas vantagens. Dean começou a despencar ao meu lado e Billy do outro.
–O que fazemos agora?! perguntou Dean temos que salvar os passageiros!
Bufei. Não daria para todos montarem em Emily, eram muitos, e ainda havia os cães e gatos que caiam longe de seus donos.
–Tive uma ideia eu disse.
–Odeio suas ideias.
–Sobe aí, e Billy, vê se você consegue dizer aos outros para segurarem as mãos uns dos outros junto com as gaiolas.
Billy bateu continência e mergulhou.
–Acho que você precisa parar de assistir Homem-Aranha resmungou Dean já sentado na minha frente.
–Eu tambem acho me segurei nele e observei as pessoas abaixo de nós se darem as mãos e segurar os animais.
Eles continuaram descendo enquanto Emily descia tambem só que mais devagar, planando. Finalmente os passageiros estavam na neve, sendo atendidos pelos paramédicos e policiais que haviam chegado. Pelo menos, todos pareciam bem, nenhum pedaço do avião os tinha matado. Não me segurei e comecei a rir.
–Isso é incrível! soltei.
–Eu sei! Dean tambem disse, sorrindo. Ainda planávamos muito alto e foi quando me toquei: aquilo estava dando certo demais.
–Vamos morrer não é?! perguntei ainda rindo.
–Provavelmente Dean se virou e nós dois ficamos sérios. Emily não aguentaria o peso por muito tempo, e foi o que aconteceu. Ela apontou o bico para o chão e caiu batendo as asas desesperadamente. Eu e Dean começamos a gritar enquanto eu me agarrava a ele Que droga!!
Caíamos muito rápido e com duas pessoas e um grifo gritando a situação não melhorava muito. Estávamos chegando perto do chão em meio as árvores e batemos. Começamos a rolar morrinho abaixo e quando paramos eu caí do lado de Dean. Cuspi terra e fiquei olhando para o céu.
–A gente tá vivo ele resmungou.
–É eu disse e me virei para olhar para ele e Dean fez o mesmo.
Começamos a rir. O cabelo de Dean estava coberto de neve e eu devia estar tão ridícula quando ele. Emily veio cutucar minha orelha para ver se estava tudo bem e eu beijei o bico dela.
Você foi incrível ela grasnou o que devia ter sido um obrigada.
Ouvi passos e me levantei, as facas em prontidão.
–Vocês estão bem? Billy vinha correndo em nossa direção.
–Estamos Dean se sentou e eu o ajudei a ficar de pé.
–Para onde agora? perguntou Billy.
–Eu vou trocar de roupa agarrei a alça de minha mochila. Pelo incrível que pareça eu não a tinha perdido, nem Dean a mochila dele Não me sigam! e fui pro meio do mato. Encontrei um canto privado e me troquei. Coloquei uma camisa limpa dos Rolling Stones e um Jeans preto. Quando voltei, Dean apontou para mim.
–Você está parecendo uma rockeira traficante.
–Cala a boca acotovelei-o.
–Ok disse ele enquanto você estava fora, eu e Billy olhamos um G.P. S que caiu aqui e não quebrou.
–Estamos em Ottawa o anão tirou uma folha do cabelo numa parte rural distante da cidade.
–Então é o lugar certo, né? tentei parecer otimista, mas não confiava nem em mim mesma aliás, estamos procurando uma caverna, e provavelmente não tem uma caverna na cidade.
–Tudo bem Dean coçou a orelha Billy, quer fazer as honras?
–Claro Billy tirou uma bússola do bolso (estranho) e seguiu a direção contraria para onde apontava o norte.
–Seguimos? perguntei para Dean.
–Por que não ele deu de ombros e começou a andar. Tirei a correia de Emily da bolsa e coloquei nela o que você que depois dessa voltarmos para o aeroporto?
–Por quê?
– Lembrei das almondegas ele sorriu para mim e eu ri. Pelo menos alguém tentava levantar o ânimo. Foi quando tudo deu errado.
***
–Ei, vocês! um guarda descia a depressão e vinha direto para nós vocês estão bem? Alguém mais está por aqui?
–Não, está tudo bem comecei ficar nervosa. Sempre detestei guardas, policias e toda aquela gente dos Direitos Civis e Sociais, eles acabavam com toda a diversão é que... Já estamos indo.
O guarda riu como se eu fosse um cãozinho que havia pegado um brinquedo e não quisesse devolver para ele.
–Desculpe senhorita, mas os três vêm comigo.
–Hã, é que... Aquele negócio lembra? ele olhou para mim desesperado.
Antes que eu pudesse dizer algo, Billy salvou minha pele:
–Minha tia mora por perto, e estávamos indo para a casa dela, sabe, então...
–De novo, me desculpem, mas vocês precisam vir comigo para ver se nada aconteceu, temos veterinários que podem cuidar de sua cadela...
Emily grasnou para ele e o guarda piscou assustado. Recuou um passo.
–Olhe, está mesmo tudo bem, não precisamos de ajuda eu já estava a ponto de sair correndo ou virar um tapa na cara do policial.
–Os três precisam mesmo vir comigo o cara estava realmente passando do calmo para o muito, muito estressado.
–Não vai dar Dean com chute jogou terra e neve na cara do policial que começou a xingar e tentar limpar o rosto freneticamente corre!
Então fizemos o óbvio: corremos.
Fale com o autor