A cova dos Hipogrifos
7 Começamos nossa viagem - Dean
Notas iniciais
– Dean – me virei e Nico Di Angelo estava parado atrás de mim me encarando. Eu sabia que Stevie tinha uma quedinha por ele mesmo ela negando. Tinha inveja disso.
–Pois não? – disse de sobrancelhas arqueadas. Ele abriu a boca pra dizer alguma coisa, mas hesitou. Depois respirou fundo e disse:
–Acho que a Stevie pode estar em um pequeno “distúrbio Rachel” – seu tom tinha preocupação. “Distúrbio Rachel” é como todos no Acampamento passaram a chamar os desmaios durante as profecias que Rachel Dare, nosso oráculo, recitava.
–Por quê? – falei com o coração disparado – por que ela. . . ?
– Ela disse que precisava de uma profecia – completou Nico – bem, ela não disse exatamente isso, mas disse que ia ver a Rachel então agora ela deve estar na caverna, e se ela tiver um “distúrbio Rachel”, Rachel vai ter também e a caverna fica longe o que significa. . .
–. . . Que elas vão desmaiar no meio do nada sem ninguém para ajudar – Comecei a correr e Nico veio atrás. Na verdade quando eu disse: “. . .ELAS vão desmaiar. . .” estava na verdade pensando em Stevie, mas disse “elas” para não ser mal educado. É eu gosto dela. . . Só um pouquinho a ponto de me preocupar. Quando subimos a colina, Rachel segurava os ombros de Stevie e uma aura verde envolvia as duas. Consegui chegar a tempo e segurar Stevie antes que ela socasse a cabeça no chão. Nico segurou Rachel quando ela caiu. Levamos as duas à enfermaria sem problemas.
– O que aconteceu?- Will perguntou assim que passamos pela porta.
– “Distúrbio Rachel” — Eu e Nico dissemos em uníssono e Will nos ajudou a coloca-las em alas separadas. Suspirei fundo.
– Ela v. . . Elas vão ficar bem não é? – me corrigi.
–Claro que vão, esses distúrbios acontecem sempre – Will falou isso como se elas estivessem apenas tirando um cochilo. Assim que sai da enfermaria o sinal de concha soou.
–Onde você estava? — Annabeth vinha em minha direção — você faltou á: Aula de esgrima, equitação, grego, e não compareceu no café da manhã e almoço, na verdade, não vimos você O. Dia. Inteiro.
–Eu fiquei de cama até de tarde por causa dos jogos de ontem – falei e cruzei os braços — E só uma pessoa passou a noite toda preocupada comigo.
Annabeth corou, mas era verdade, às vezes ela era péssima no papel de irmã mais velha, e isso valia para quase todos no chalé. Formamos filas e fomos até o pavilhão, peguei a minha comida, fiz a oferenda a Atena e me sentei entre Jason e Clary, uma garotinha de nove anos. O jantar inteiro fiquei em silencio, pensando sobre o que era a profecia que Stevie havia recebido, e o que ela teria de fazer e quem iria junto. Depois de comermos fomos ao anfiteatro para as canções na fogueira e senti alguém colocando a mão em meu ombro.
–Não acredito que você ia pra fogueira sem mim – Stevie havia se trocado provavelmente durante o jantar. Estava de short jeans azul claro, camisa laranja e um arquinho preto que ficava perfeito em seu cabelo claro e rente ao seu ombro.
–Pensei que ainda estivesse de cama – falei arrumando seu arquinho que estava meio torto.
–É, mas eu acordei uns minutos depois de chegar à enfermaria – entramos no anfiteatro e a fogueira estava amarela-canário, o que deixava o rosto de Stevie ainda mais jovem. Nós sentamos de baixo de nossos banners e o pessoal de Apolo começou uma musica sobre como abotoar armaduras enquanto luta contra um monstro marinho. Vai saber. Depois da fogueira Stevie me puxou para um canto que ninguém podia nos ouvir. Fiquei congelado.
–Preciso falar com você sobre a profecia – ela disse (¬¬).
–Ah. . . Ah – falei curvando os ombros e me deixando numa postura desleixada – Fala.
–Quero que você vá comigo – Steve falou e endireitei as costas.
–Eu? – minha voz saiu mais fina do que o esperado o que com certeza me fez corar – Quer dizer – limpei a garganta – Eu?
–Não Dean, minha avó – ela falou de braços cruzados – e acho que levar um rato não faria diferença — Percebi que ela falava de como minha voz saíra.
– Ei! – falei como antes e limpei a garganta de novo.
– Olha isso é sério. . . –Stevie começou, mas eu a interrompi.
– Foi você que começou tirando sarro de mim!
–. . . A profecia fala de dois semideuses, e eu queria levar você porque te conheço faz mais tempo. – ela completou. Era verdade, quando cheguei ao acampamento, depois de Annabeth, Stevie foi a pessoa que mais ficou comigo.
–Tá –disse por fim – Sátiro?
–falei com Thomas – disse Stevie. eu sabia que Thomas fora o sátiro que havia trazido ela até o Acampamento, mas não sabia que ele ainda estava vivo – ele disse que podia ir conosco.
–ele esta vivo? – só depois percebi que a pergunta foi idiota.
–Não Dean – Stevie botou as mãos na cintura – eu pedi para uma dríade falar com o espirito de arvore dele, É CLARO QUE ELE ESTÁ VIVO! Pelos deuses Deaniel, você está cheio de perguntas estupidas no estoque hoje né?!
Adorava quando ela tirava sarro de algo e depois fervia de raiva.
– Quando partimos? – perguntei.
– depois de amanhã – Stevie disse – bem cedo.
–Depois de amanhã? – falei, eu tinha coisas importantes para depois de amanhã, ela não podia atrasar a viagem? – mas depois de amanhã eu não vou poder ir Stevie, você não pode atrasar?
Stevie fez cara de choro e uma lágrima de crocodilo desceu pelo seu rosto, quando percebi estava com as mochilas-de-suprimentos no alto da colina meio-sangue esperando a van chegar.
– Não acredito nisso – resmunguei – eles vão fazer os jogos-estripadores sem mim!
– Não sabia que você gostava desses jogos – Stevie estava com uma mochila preta e grande nos ombros. Usava uma regata azul celeste e jeans pretos. Seu cabelo estava em uma bandana. Você deve estar pensando: “mas eles vão sair assim sem antes uma reunião do conselho?”, na verdade, tivemos uma reunião do conselho, mas foi um pouco, digamos, sangrenta, a única coisa que aconteceu lá foi que dissemos o que íamos fazer, os outros conselheiros reclamaram por não terem um Hipogrifo, Quíron questionou que Stevie tinha um Hipogrifo sem os cuidados do acampamento, que ela cuidava sozinha, e que no Acampamento os animais eram apenas os pegasos, daí ouve uma briga, e nós saímos (Stevie e eu) deduzindo que podíamos ir em missão. Ouvi barulhos de cascos e vi Quíron e um sátiro subindo a colina. O sátiro tinha um pouco mais da metade de Stevie. Era um pouco gordo e tinha cabelo cacheado bem branco, apesar disso, ele parecia ser muito simpático, tinha rugas de expressão no canto dos olhos, um sorriso caridoso no rosto, e usava uma camiseta: ABRACE O MUNDO. A van de venda de morangos do acampamento chegou ao pé da colina.
–Finalmente – disse Stevie –já estava na hora de sair daqui e arrasar com algumas mulheres-aves.
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