A cobra descomunal: Orochimaru
2 Capítulo 2: A primeira dor

A noite chega devagar, apesar de escuro a lua quase cheia iluminava o caminho e via praticamente tudo a sua volta, apenas árvores e um caminho estreito que cabia uma carroça a cada direção. A luz branca refletia na sua pele pálida como se as cores se mesclassem.
Caminhava em ritmo normal em direção à próxima cidade que era previsto chegar pela manhã do segundo dia de partida. Tinha uma leve brisa noturna que fazia as folhas das árvores balançarem levemente, caso algo o ameaçasse ele poderia escutar. Estava tudo tranquilo, ele não esperava que algo pudesse dar errado, tudo estava plenamente calculado por ele, que era muito inteligente por si.
Alguns barulhos eram escutados a distância, mas parecido com movimento animal, nada que fosse lhe prejudicar, não havia mais ninguém caminhando pela estrada, caminhava sozinho enquanto sua mente só pensava em voltar logo pra sua vila.
Um pouco mais adiante, Orochimaru adentrou a floresta deixando fitas para guia-lo de volta a estrada. Procurou uma clareira pequena e montou um pequeno acampamento ao brilho do luar, que a ele concede pensamentos vagos sobre suas dúvidas mais críticas, sobre as perguntas que se respondidas podem definir sua vida e seu verdadeiro objetivo...
Mas sem que ele perceba, movimentos são perceptíveis ali perto, espiões ninjas da aldeia do raio, que iam em direção a Konoha se depararam com Orochimaru quase caindo no sono. Em silêncio chegam perto e um deles avança com uma kunai de cima para baixo para tentar finca-la nele, no exato momento, Orochimaru desperto a percepção da presença desvia a parte do corpo, seu pescoço, que corria risco e usou as mãos para derruba-lo enquanto se levantava em sua defesa.
– Aldeia do raio é? — disse ele sério e se espreguiçando.
– Não deixaremos você viver! Disse quem tentou ataca-lo deitado.
– Qual o problema de vocês comigo? Não fiz nada!
– Nosso problema não é com você, somente com o lugar que veio!
– O que pensam que vão fazer em Konoha? Vocês não irão passar daqui! — disse ele em posição de ataque com duas kunais nas mãos.
– O que acha que pode fazer contra nós quatro?
– Tentem descobrir, estão com medo?
Totalmente ofendidos com a perguntar, os quatro avançaram nele, e com agilidade de uma serpente, Orochimaru desviou de quatro golpes e acertou 2 deles, um na barriga e outro nas costas que caiu imediatamente.
– Hiro banshou Bouka no Jutsu — disse Orochimaru entrando inexplicavelmente em uma árvore solida e confundindo os inimigos com risadas surgidas de locais diferentes da floresta, e saiu na copa da árvore, com muitas folhas densas a te cobrir e cochichou:
– kusanagi no tsurugi: kuu no tachi — levitando sua espada que estava no solo próximo à sua mala, e em quanto mexia o dedo a espada repetia o movimento, usando isso para atacar seus inimigos que os maiores machucados foram alguns cortes profundos... Pulou indiscretamente, olhou para os espiões e disse:
–Sou piedoso, não mato quem está em desvantagem! Vão embora...
Os quatro espiões machucados e pingando sangue foram embora para sua vila, contar o incidente.
Orochimaru deu um passo para sua cama e caiu com o joelho esquerdo no chão.
– aí!! — gemeu disfarçadamente
Quando olhou para sua perna, havia um corte, não muito fundo, porém, doloroso, que não o impediu de chegar ao seu saco de dormir, onde se deitou.
Ao amanhecer, Orochimaru acorda e quando faz seu primeiro movimento, sente uma dor aguda focada em um ponto, que logo deixa dolorido seu tornozelo, saiu do saco de dormir e encontrou ao guarda-lo uma cobra, pequena, mas aparentemente venenosa. Desesperado, olha seu tornozelo dolorido e vê dói furos quase imperceptíveis sangrando e percebe que foi picado. Sua perna começa a latejar e ele cai.
... Essa é minha recompensa por soltar minha Yume? Maldito! ...
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