A cobra descomunal: Orochimaru
3 Capítulo 3: O sangue envenenado

Ao nascer do sol, com o surgir do calor do dia, um formigamento a partir de sua perna esquerda sobe por todo seu corpo e atrás disso uma dor imensurável como uma raiz de árvore guiada pelas veias, crescendo de seus pés ao resto do corpo, dilatando tudo pela qual a dor cobria.
O veneno de uma cobra desconhecida que teve reação estranha ao contato do sangue humano, como se tentasse tomar posse de onde seu sangue, estava jorrando sangue pela boca do Orochimaru com impulso de tosse.
Seus olhos claros diminua sua pupila e com dificuldade manteve os olhos abertos.
... Será que o prodígio aguentaria essa dor? ...
Orochimaru, apesar de muito inteligente e reconhecido na vila por tal virtude, nunca se contentou em destacar-se menos que o prodígio do trio aprendiz.
Estava ficando rouco de tanto gritar de dor, era insuportável, principalmente a dor de cabeça quando o veneno expandia sua massa, expulsando o sangue pela tosse, como se o veneno tomasse o lugar de seu próprio sangue.
Olhando sua mão, onde sua pele começou sair como se estivesse descolando do seu corpo, como em uma troca de pele. Logo aconteceu com as partes mais expostas e saltadas de seu corpo, como em cima das mãos e pés, lateral dos braços, as partes saltadas das costas e lateral das pernas.
A dor que nunca achou que poderia sentir, o deixara tonto, o quanto ainda teria que suportar tal dor? Ao ponto de desmaiar olha para a picada que estava em volta e a si roxo e inchado como se fosse explodir e jorrar seu conteúdo em tudo...
Mesmo não se aguentando de dor consegue andar mancando e se apoiando nas árvores quase caindo de novo, até alguns metros de onde estava, para a beira do rio, ali próximo, onde entrou na margem, lavando-se com água fresca, na intenção de lavar a ferida e relaxar o corpo que sozinho dilatando-se em dor inestimável.
Sua tosse de sangue ainda continuara, e seu sangue saia cada vez mais ralo, como se o que mantinha a consistência se mantasse no corpo. E o se misturando ao veneno que ganhava uma coloração mais avermelhada e trazia mais dor.
Não aguentou mais e desmaiou a margem do rio, que tinha movimentos mansos e serenidade. Que quando parou de se contorcer e gritar, ficou em silêncio completo, como se ele fosse a voz natural daquele lugar e a única que se manifestava.
No fim da tarde, antes da noite escurecer completamente e antes da lua cheia refletir em sua pele, Orochimaru acorda ainda tonto e desnorteado, com os olhos semiabertos, escuta uma voz, uma voz mansa como a maré do rio e o balanço das árvores sob a brisa, e então quando sua visão desembaça vê quem canta uma música bela e com a voz doce à distância e sozinha, uma mulher, que usava um quimono longo e puro, das cores vinho e preto com detalhes dourados, com um balanço como o das folhas, segurando uma cerâmica, indo até o rio, provavelmente encher.
Orochimaru desmaiou de novo com a última visão sendo a moça parando de cantar ao vê-lo, colocando o pote no chão, e correndo com um rosto assustado em sua direção.
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