A caçadora do amor
6 O Caçador de Dragões
Notas iniciais
5. Jamais aceite o título de Caçador de Dragões a menos que seja a personagem de um filme.
— Vá lá, não vai fazer mal pra ninguém você se aproximar dela. – Levy apoiou.
— Me dê apenas um motivo pra eu investir em alguém de sua escolha.
— Bom, nós podemos parar e analisar seu histórico desde que eu cheguei aqui: primeiro você foi atacado por uma colegial e no mesmo dia por duas velhinhas; depois você partiu pra cima de uma mulher que parecia totalmente normal, e que no final quase arrancou o Junior fora. – apontou pra parte inferior do corpo dele. Ela finalmente havia dado um nome pro tão referido amiguinho.
— Isso foi mais de um motivo. – resmungou roubando um gole de água da garrafa dela.
— Não é pra você namorar com ela, mas pelo menos com Flare você já vai saber que está sendo visto como um pedaço suculento de carne.
— Dá pra você parar de me rotular desse jeito estranho? – pediu enquanto levantava e se preparava mentalmente.
O sorriso de canto que Levy deu junto de uma cruzada de pernas quase o fez cair para trás ganindo. Merda fodidamente sexy.
— Vou indo. – disse sem esperar uma resposta, abrindo uma longa distância entre os dois.
Flare Corona era uma ruiva estupendamente sensual, que dançava no meio de uma rodinha em sua maioria homens enormes, que não se reprimiam e se agarravam ali mesmo. A pequena porção de mulheres presentes pareciam demonstrar a mesma afeição por pessoas do mesmo sexo assim como eles.
Gajeel só podia se perguntar porque estava obedecendo à Levy, se quase tudo indicava que ambos gostavam da mesma fruta.
Tudo estaria perdido se não fosse ela quem tivesse feito a aproximação. Enquanto o moreno balançava quietinho num canto, a ruiva se aproximou com um daqueles sorrisos de matar qualquer um do coração e o chamou para dançar junto com ela.
Ele nem ligou quando percebeu que estava requebrando no meio daquela roda, já que quase na mesma hora aqueles peitos enormes – e maravilhosos, para dizer no mínimo. Gajeel não poderia ignorá-los – estavam colados nele, e seria uma mentira deslavada ele dizer que tinha odiado.
Sentiu-se ser envolvido por aquela aura festeira do grupo e em certa altura estavam todos pulando em círculos, gritando para que a música repetisse.
— Eu sou Flare. Qual seu nome? – a desgraçada mordeu a orelha dele, de um jeito que o fez ver estrelas.
— Gajeel. – respondeu passando a mão por uma trança ridiculamente grande dela. O cabelo da mulher certamente era o maior que o dele, o que era incrível. E assustador.
Percebeu que era difícil aquele grupo passar despercebido pelos lugares, já que todos da pista de dança agiam envolvidos no ritmo que eles ditavam. Segundos depois ficou feliz em constatar que seus temores referentes aquela ruiva estavam errados e que ela sentia uma coisa bem diferente de repúdio em relação ao outro sexo.
A diaba o beijou, bem ali, no meio do seus amigos. Quase enfiando a língua pela garganta do homem.
Foi tão surpreendente que Gajeel até ficou tonto, demorando alguns segundos pra corresponder e segurar sua cintura.
O grupo uivou e passou a balançar mais no ritmo da batida, até que uma mulher surgiu e sua presença o fez agir como baratas tontas.
— Vamos Flare. – um cara de aparentemente quarenta anos, barbado, chamou.
— Vou voltar daqui uma semana. – ela sussurrou se esfregando ainda mais nele. Alguém ia passar a noite dolorido em certo lugar. — Vejo você? – ignorou o chamado dos outros, que saíam da pista.
— Talvez. – ergueu uma das sobrancelhas, vendo-a se afastar com um sorriso sacana na cara.
Na outra semana ele estava lá.
Passou os sete dias animado com a perspectiva de finalmente transar com alguém, que até ignorou a preocupação de Levy em gastar uma semana apenas para pegar uma mulher – embora internamente soubesse que ela havia sido contratada apenas para isso no final das contas.
Assustado, constatou também que a presença da Smurf havia sido bem efetiva em sua vida. Tinha beijado três mulheres diferentes – se contasse com a colegial maluca que tinha o agarrado – num espaço de tempo muito curto para seu gosto. É sempre assustador perceber que seu charme é bastante palpável no outro sexo. E isso alimenta grandemente o ego.
Deixou que Levy lhe arrumasse, sorrindo pacientemente. Era a primeira vez que ela se aproximava dele daquela forma na semana.
— Pelos céus, coma essa garota hoje. – chegou a se surpreender com o linguajar que ela estava usando. — Não podemos perder mais tempo. A não ser que você a considere como uma pretendente em potencial.
Definitivamente não— pensou ao chegar na balada e se juntar ao grupo da ruiva. Por mais que fossem pessoas animadas, suas personalidades não tinham consistência e os assuntos que possuíam eram fúteis demais pro seu gosto.
Gajeel quase chorou ao constatar que estava certo quando falou que tudo girava torno das divas pops— agora o assunto era a gravidez estrondosa de Beyoncé.
Encarou bem Flare que se encontrava absorta na conversa, se dando conta que estava ali apenas porque a aura que eles irradiavam era envolvente. Não dava pra chegar perto e não ser puxado pelo ar que eles exalavam. A Corona era como um furacão que agia sobre todos que estavam ao seu redor.
Pena que era uma maluca que estava sempre gritando por atenção e inteligente como uma porta.
Gajeel já havia decidido em apenas cumprir a ordem de Levy sendo que um envolvimento psicológico era praticamente impossível com a mulher, quando todos se viraram animados para ele.
— Venha comigo. – o puxou, dizendo alguma coisa como se para fazer parte do grupo. Gajeel não queria fazer parte daquele grupo.
Sabia que nem todo agregado de pessoas podiam ser julgados como fúteis apenas pelos seus assuntos, mas ele realmente não se sentia interessado em aumentar o contato com eles para um longo espaço de tempo. Já bastava a roda de amigos que ele fazia parte – grupo esse que devia estar furioso por ele sumir há mais de uma semana e ansioso pra castigá-lo.
— O que foi? – questionou, envolvido e curioso com as risadas que eles davam. Os seguiu até uma salinha que tinha nos fundos da danceteria e os encarou de forma suspeita.
— Tome. – teve a impressão de que aquele loiro barbudo havia colocado alguma coisa no drink que estava oferecendo, mas como o maior risco era que acordasse no meio uma orgia – considerando que eles não faziam o tipo maníacos-estupradores— bebeu mesmo assim.
— O que vocês querem?
— Temos um desafio pra você. – Flare estava sorrindo quando ergueu uma cueca box azul marinho, ao virá-la, Gajeel se deu conta que atrás havia dois corações cinzas. Franziu o cenho.
— Vamos sair agora garotas, tenho certeza que ele vai adorar a surpresa.
Quando percebeu, a ruiva já tinha saído dali com as outras pessoas, o deixando sozinho com o loiro grandalhão é um cara moreno de dentes tortos, demorou um pouco para perceber que eram namorados.
— Essa garota adora fazer esse tipo de coisa. – o barbudo balançou a cabeça rindo.
Sem muitas opções, o metaleiro ficou parado enquanto um deles tirava sua roupa e outro o segurava pelos braços, até que forçaram ele a vestir aquela cueca estranha e ridícula.
— Mas que por…— começou, parando ao sentir algo preso em seu pescoço. O moreno de dentes tortos prendeu seu cabelo enquanto o loiro se aproximava com um espelho.
— Voilá. – estendeu o objeto para ele, na altura que apenas pudesse mirar a gargantilha preta com um dragãozinho de metal.
— Vocês podem me explicar o que está acontecendo? – olhou para os dois, cogitando a ideia de derrubá-los e fugir dali. Porém o tamanho daqueles caras denunciava que eles eram muito melhor preparados para confrontos diretos do que ele – que havia parado de treinar por muito tempo.
— Como Flare disse: é um desafio para que você entre no grupo. – começaram a guiá-lo em direção à porta.
— E vocês fizeram alguma merda parecida? – internamente, Gajeel se questionou que porra estava acontecendo com ele. Sabia que podia ser muito mais carrancudo que aquilo. Então porque diabos estava todo sem jeito?!
Provavelmente porque estavam lhe levando em direção a um palco – onde normalmente quem ficava era o DJ — apenas com roupa de baixo.
— Claro que não. – o moreno respondeu.
— Mas a Flare não estava interessada na gente, na época. – o outro completou, rindo e o empurrando.
As luzes em cima do palco estavam apagadas, onde Flare esperava pacientemente com um sorriso na cara e um microfone na mão.
— Você ficou… bem, assim. – lançou-lhe um olhar lascivo, que o fez erguer a sobrancelha.
— Dá pra me dizer o quê que você tá tramando?
— Espere só um pouquinho. – falou, lhe virando as costas e indo para o centro do palco no mesmo instante que as luzes acenderam, em sua direção e a música parou. — E aí galera?!
Pra surpresa de Gajeel, as pessoas na pista de dança não se incomodaram com a interrupção da música, e sim ovacionaram a ruiva.
Aquilo estava ficando desesperador.
— Lembram quando paramos com as apresentações por falta de candidatos? – ela continuou falando com o público. — Pois nós conseguimos um novo participante!
Forçado, o moreno foi empurrado pelo cara loiro em direção à Flare e de repente percebeu estar sendo fitado por inúmeras pessoas, que uivavam.
Sentiu algo frio em seus pulsos e tarde demais viu que a mulher o tinha algemado diante de todo o público em um gesto obsceno.
— Hoje vamos ter uma apresentação surpresa do mais novo Dragon Slayer!— assustado com o termo depreciativo, Gajeel se perguntou pra onde deveria correr. Empertigou-se quando ela mordeu sua orelha sussurrou: — Vamos ver como você se sai.
E como se fosse uma oferenda, Gajeel foi lançado em direção àquele mar de gente.
Perfect Illusion, da Lady Gaga, começou a tocar, enquanto o moreno perturbado, tentava fugir de inúmeras mãos que pareciam ansiosas por tocá-lo.
— Já que você não escolheu a gente, tá aqui o seu amuleto. – falou uma sirigaita acompanhada de suas amigas pendurando alguma coisa em seu pescoço. Enquanto se afastava daquele grupo, ele se forçou a não gritar ao levar um apertão na bunda.
Seminu, desesperado e algemado o metaleiro andava em meio aquelas pessoas que pediam pra ser escolhidas – escolhidas pra que? Pelos céus! – a procura de Levy, que parecia ter sumido do mapa.
A achou atrás de um grupo animado, repleto de pingentes, inspirou fundo e andou em direção deles. Não havia situação pior que aquela, e agora essa nanica intrometida teria de salvá-lo.
— Que merda tá acontecendo aqui?! – resmungou pra ela antes que o grupo o cercasse.
— Mil desculpas! – ela choramingou, parecendo desesperada. Era bom que se sentisse assim mesmo. — Aparentemente é um jogo de caça, você vai ter de escolher alguém. – explicou tentando contornar o grupo, porém uma garota se interpôs na sua frente, dançando sensualmente.
— Entendi. – murmurou. Se já não tinha achado o termo Caçador de Dragões depreciativo o suficiente, Flare o ter envolvido naquele teatro era deplorável.
Algo foi preso em seu pulso, e no mesmo instante se afastou daquele grupo.
— Que nojo. – encarou o pênis de borracha preso por uma cordinha e percebeu que Levy o seguia pela lateral da pista. — Me ajude a sair daqui.
— Estou tentando achar um jeito! – ela parecia pensar, andando paralelamente a ele e olhando as humilhações as quais Gajeel era submetido – como dançar, rebolar e sensualizar – além de ignorar o bando de gente assanhada que o alisava.
Os dois encararam Flare do lado contrário que andava com um chicote na mão, em sua direção.
— Isso é uma caçada e você tem que escolher alguém! – falou a azulada.
— Isso eu já percebi, Camarão. Desenvolve aí. – ralhou, fitando Flare que parecia estar cada vez mais perto.
— Camarão?! Tudo bem, esqueça. A questão é: você não sai daqui sem escolher uma pessoa para, provavelmente, passar a noite.
— E qual a sua sugestão?
— Me escolha. – ele a estudou com o olhar.
— O quê que você disse, Baixinha?
— Você não tem muitas opções agora, não é?! Eu sou a única pessoa que você conhece aqui e que vai ajudá-lo. Vai ficar aí parado pensando por quanto tempo?! – pelo canto do olho, percebeu que Flare estava a alguns passos de distância, como se caçasse uma presa.
— E-Eu…
— É agora ou nunca, Gajeel. – ela tropeçou ao esbarrar em uma mulher. Ainda hesitante, ele a segurou pelo braço, se dando conta que as algemas eram de brinquedo e romperam fácil.
E então – ao som de Baby I, da Ariana Grande – Gajeel Redfox beijou Levy McGarden pela primeira vez, com Flare Corona a dois passos de distância com a face contorcida numa careta e nem mesmo se importou, ou lembrou da ruiva.
As pessoas ovacionaram quando o homem a aproximou com força para seu corpo, enlaçando-a pela cintura, segurando sua nuca e enfiando a língua dentro da boca da mulher.
Foram cercados pela multidão que parecia satisfeita e que agora só queria curtir a música. Alguns segundos depois eles estavam no centro de um círculo, pulando ao som de Firework, da Katy Perry.
— Seu cabelo parece verde com essas luzes piscando. – ele riu, tentando amenizar o clima.
— Pelo menos assim a Flare não vai me reconhecer. – a azulada respondeu, abraçada a ele. — Agora temos que fingir, enquanto não encontramos um jeito de sair daqui.
— Eu não sei dar beijo técnico, desculpa.
— Não faz mal. – lhe lançou um sorriso nervoso, ao percebê-lo se aproximar para roubar mais um beijo.
Realmente não fazia mal, pelo menos pra Gajeel – que podia assumir somente a si mesmo que este era um desejo que vinha tendo desde que ela havia posto os pés dentro de sua casa. Submeter a McGarden a cada um de seus avanços, repetidamente – duas, três, quatro vezes.
Céus, sua imaginação estava seguindo caminhos tortuosos.
— Temos que sair daqui. – falou tomando fôlego. Levy o segurou pela mão e eles saíram de lá correndo tanto quanto podiam.
Seguiram o corredor de trás do palco até alcançarem a sala onde o tinham forçado a trocar sua roupa por aquela cueca ridícula.
Ironicamente, a chave estava na porta. Eles entraram e a trancaram.
— Desculpa de volta por ter feito você se meter com essa garota. – ela repetiu, procurando as roupas dele. — Achei estranho aquele seu desaparecimento, mas percebi tarde demais que tinha te metido em encrenca. Quando Law me explicou que Flare era conhecida de Milliana, uma das donas daqui, e que tinha permissão para fazer esse tipo de apresentação, você já estava praticamente em cima do palco.
Gajeel ouvia a todo o relato atentamente, retirando um arquinho com orelhas de coelho que haviam posto nele e soltando seu cabelo.
— Aqui. – Levy se aproximou e entregou suas roupas, que ele deixou de lado. — Deuses, você está pior que eu. – começou a ajudá-lo os inúmeros pingentes pendurados em seu pescoço. Gajeel a afastou, arrebentando com os dentes a cordinha presa em seu pulso e jogando o pênis de borracha para longe.
— É melhor você ficar longe.
— O que aconteceu? Ainda tá bravo? – ela franziu o cenho.
— Não é isso. – respondeu tirando outro colar que tinha um 69 como símbolo. — Antes de eu subir no palco um deles me deu uma bebida e eu acho que ele colocou alguma coisa nela.
— Como as… – parou de perguntar quando o moreno apontou para baixo, em direção à própria virilha. Gajeel tinha certeza que se encontrava num nível de rigidez que devia ser pesquisado por cientistas.
Se não bastasse apenas o comprimido que “animava” certos órgãos reprodutores, também havia Levy McGarden que se encontrava absurdamente próxima – mais do que esteve qualquer dia – e por quem Gajeel vinha tentando evitar ter pensamentos impuros, por mais difícil que fosse. Ele estava a ponto de explodir, literalmente.
Lá embaixo.
— Uh, ah… – ela não sabia o que dizer. — Como foi que você não se incomodou aquela hora?!
— Eu estava preocupado demais em sair de lá, nem dei atenção! – passou a mão pelo rosto.
— Aaaaah, sim. – a azulada virou-se para agarrar os coturnos do homem. — Você tem uma tatuagem nas costas, agora que percebi.
— Uhum. – ele tentou desviar a atenção, lembrando do desenho amplo do pescoço e da cabeça de um dragão que se estendia desde o lado esquerdo do seu quadril, terminando no ombro direito.
— É melhor você tomar um pouco de água. – ela achou uma jarra pequena numa mesinha no canto.
— Você está cheirando a álcool. – fungou quando ela aproximou-se. — Achei que você não podia beber em serviço.
— E eu não posso, mas foi o preço pra Risley me contar o que ia acontecer.
— O que?!
— Ela me desafiou a virar duas doses de vodka goela a baixo, de uma vez. – relatou. — Tenho que assumir que não sou muito forte com bebidas.
— Cara, isso tudo é ridículo. – se assustaram ao ouvirem gritos de inúmeras pessoas, vindo do corredor.
— Eles devem estar aqui. — alguém tentou abrir a porta — Droga, está trancada!
— Não force o trinco, senão a gente tem que pagar depois!
— Vamos achar uma chave.
Eles se afastaram.
— Acho melhor… – Gajeel não conseguiu terminar, sentindo-se tonto com a proximidade da azulada. Se já não bastasse a atração hercúlea que ele sentia por ela, ainda tinham que lhe dar um comprimido que levantava os ânimos.
Segurou-a pelos ombros com a intenção de afastá-la, mas quando percebeu já tinha a aproximado o suficiente ao ponto de beijá-la.
Era como se seu corpo funcionasse por conta própria, a proximidade de Levy sendo inflamável para seus instintos. Enquanto uma das mãos se enroscava nos cabelos azuis da nuca e a fazia inclinar a cabeça, a outra deslizou pela linha firme de sua coluna cervical.
Com um suspiro, como se a bebida tivesse arrancado todas as suas forças necessárias para recuar, ela se permitiu ser beijada, passando os braços por seus ombros largos e se agarrando a ele.
Estava com aquele vestido extremamente justo e curto que, secretamente, o deixava maluco.
Ele passou as mãos por sua cintura e desceu até os lados do quadril, alisando as nádegas levemente antes de se enroscar nela mais uma vez.
Céus, que fantasia sexual realizaria primeiro caso não estivessem presos numa sala pequena e apertada atrás de uma balada?
Também animada, a mulher subiu as mãos pelas suas costas e depois desceu lentamente, arranhando tão de leve que o fez estremecer. Levy não deixava barato naquele beijo, e correspondia tão avidamente quanto podia com aquela boquinha maravilhosa.
Os dedos agiam curiosos pelos músculos dos braços até o peitoral amplo enquanto seguia um percurso desde os lábios, ao maxilar marcado, até um ponto pulsante do pescoço do moreno que gemeu alto quando as mãos dela desceram por seu tórax e se aproximaram do elástico da cueca.
Ele não conseguia ficar para trás, alisando as laterais da cintura e apertando todos os lugares do corpo dela que possuíam carne macia.
Repentinamente o sonho parou, e eles foram sugados mais uma vez para o mundo real. A porta se abriu.
E ao som de Cake by The ocean, o casal foi flagrado se agarrando por um grupo enorme de pessoas – que deviam estar na pista de dança –, enquanto o moreno apertava a bunda da azulada, e ela tinha o Junior, literalmente, na mão.
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