A caça-vampiros
5 Desnorteada
Hoje o almoço parecia mais saboroso. Peguei um hambúrguer e um suco que tinha a coloração esverdeada. Achei que o suco estaria horroroso devido sua cor estranha, mas não era ruim, pelo contrário, era muito gostoso. Harry e Lawren que estavam no mesmo time de caça estavam contando como eles se divertiram matando vampiros. Já eu e Joanna contamos a experiência de quase-morte.
Senti uma mão pousar sobre meu ombro. Me virei para trás e vi Jonathan.
— Oi! — Disse sorrindo
— Vim te chamar para sentar na minha mesa. Quer vir? — Convidou ele.
— Eu... — Dizia mas parei ao ser cortada por Mara.
Eu ia responder que eu aceitava, mas Mara resolveu dizer isso por mim. Não gosto quando ela faz isso, o direito de dizer "sim" ou "não" é meu e não dela. Fora que eu iria aceitar mais por educação já que ele é legal comigo e me deu até aquele anel.
A verdade é que sempre fui tímida e isso dificulta um pouco na hora de fazer amizades. E sentar em uma mesa com pessoas que não conheço me deixa muito nervosa, minhas mãos começam a suar. Eu tenho medo, já que nunca sei sobre o que falar, o que dizer. Me sinto bem com as pessoas da minha mesa porque Mara está comigo e me ajudou a puxar asssunto com as meninas e Harry.
— Ela vai adorar! Tchau, Grace. — Disse Mara me empurrando para que me levantasse da cadeira.
Por que Mara sempre é assim? Penso que ela está fazendo isso porque sei que ela se preocupa comigo e ela sempre me diz que devo me focar para conquistar meus objetivos, mas não posso deixar de sair e paquerar os garotos por causa disso.
Ela sempre quis me ajudar com Zeke, mas nunca deixei porque sei que ele nunca ligaria para mim, até porque várias meninas dão em cima dele. Meninas bem mais bonitas que eu.
Levantei-me, peguei minha bandeja e fui até a mesa onde estavam os amigos de Jonathan e Becky. Me sentei ao lado de Jonathan.
— Oi! — Disse tímida.
— Gente, essa é a Grace. — Apresentou Jonathan.
— Grace, essa é a Becky que você já conheceu, esse é meu amigo de infância chamado Logan, esse é Tomás que também é meu amigo de infância e aquele lá é meu amigo chamado Ellington. Ellington e eu nos conhecemos aqui. — Disse ele indicando quem era quem.
— Prazer! — Disse tentando mostrar meu melhor sorriso.
— Matou muitos vampiros hoje? — Perguntou Ellington.
Ellington era o mais baixo dos três amigos, tinha o cabelo castanho que era um pouco comprido chegando a encostar nas orelhas, mas não a ponto de poder colocá-lo atrás das orelhas.
— Não muitos. Matei três, mas levando em consideração a terceira que me deu muito trabalho, acho que posso contar ela como duas e dizer que matei quatro. — Disse tentando ser um pouco brincalhona.
Minhas mãos já estavam suando. Por quanto mais tempo aguentaria fazer aquilo?
— Por que você está com essa bandana? — Perguntou Logan indicando meu pescoço.
Logan era alto assim como Jonathan, tinha olhos verdes escuros e cabelo preto. Ele estava usando uma jaqueta de couro que o deixava com uma cara de bad boy.
— Está muito estranho? É que eu fui mordida. — Disse passando a mão pela bandana para ajeitá-la.
Senti meu rosto queimar de vergonha. Havia me esquecido completamente da bandana. Devo parecer uma idiota com isso no pescoço.
— Na verdade está bem charmoso. — Disse Becky gentilmente o que fez eu me sentir melhor.
— Hum, obrigada! — Agradeci voltando a comer.
— Você já era caçadora ou veio de outro grupo? — Perguntou Tomás.
Tomás tinha olhos castanhos, era mais baixo que Logan, porém ainda mais alto que Ellington. Tinha o cabelo curto com uma pequena franja. Ele usava oculos escuros laranja. Parecia um cara que está sempre bem e de bom humor.
— Já era caçadora. — Respondi. — E vocês?
— Eu, Logan e Jonathan viemos do mesmo grupo, somos... — Dizia Tomás antes de ser cortado por Jonathan.
— Somos de família caçadora. — Completou Jonathan.
Percebi que Tomás trocou olhares com Jonathan. Não sei por que, mas Tomás pareceu confuso.
— Eu era pacificadora. — Contou Becky.
— Meu irmão e minha amiga deixaram de ser caçadores para serem pacificadores e conheço muita gente pacificadora. — Comentei.
— Bom, de qualquer forma não sou mais um deles. Agora sou caçadora. — Disse Becky com um sorriso.
É verdade. Agora todos somos iguais, todos somos um só, lutando pela mesma coisa. Vampiros, pacificadores e pessoas que já eram de uma família caçadora, todos somos a mesma coisa. Deve ser estranho para uma pessoa que foi a vida toda uma coisa se acostumar a ser outra, esquecer a vida que teve.
— Tem amigos vampiros? — Perguntou Logan.
— Ela é caçadora. Que tipo de caçadora é amiga de vampiro? — Disse Becky rindo da pergunta de Logan.
— Bem, na verdade eu tenho uma amiga. Somos amigas de infância, ela era caçadora, mas escolheu ser vampira. — Disse soltando um suspiro pesado.
Ainda era dificil falar de Zoe.
— Isso é sério? — Perguntou Jonathan.
— Sim. Fiquei decepcionada com a escolha dela. Minha mãe foi morta por um vampiro e familiares da minha amiga também. Nunca imaginei que ela escolheria ser isso. — Confessei.
— Por que você acha que ela escolheu isso? — Perguntou Jonathan.
— Ela se apaixonou por um de nascença. Ela está iludida... — Disse deixando uma lágrima escapar ao me lembrar de Zoe.
Depois de minha confissão o silêncio reinou em nossa mesa e ninguém se atreveu a quebrá-lo. Terminamos de comer, me despedi deles e fui para meu chalé. Tomei um banho para relaxar. Depois de pronta pus um curativo em cima da mordida em meu pescoço, lavei a bandana que Jonathan me emprestou para devolvê-la limpa. Prendi meu cabelo que já estava seco em um coque e sai do chalé. Reuni-me com meu amigos e os outros caçadores em treinamento para esperar por Zeke. Todos estavam em pé e alinhados em fileiras. Posturas eretas e impecáveis. Posicionei-me como eles quando Lawren perguntou:
— E aí, como foi com o Jonathan?
— Foi... normal. — Respondi constrangida.
— Que anel é esse no seu dedo? — Perguntou Joanna.
— Olhem! Zeke chegou. — Mudei de assunto.
Não queria falar de Jonathan e além do mais queria ouvir o que Zeke iria dizer.
— Parabéns pelo desempenho de vocês hoje. Como alguns não se saíram muito bem hoje e quase morreram. — Disse ele me fazendo abaixar a cabeça, já que sei que sou uma delas. — Decidi que hoje de noite vocês podem descansar, podem fazer o que quiserem... só que, antes faremos um pequeno treino. Amanhã, vocês irão pegar peso para aumentarem sua força, vão correr uma longa distância para ganhar resistência e vou ensiná-los algumas táticas de ataque. — Anunciou Zeke.
— Tenho mais uma coisa a dizer. — Disse ele pedindo silêncio. — Consegui repelentes novos. Eles contêm substâncias diferentes da que os vampiros estão acostumados, então esses irão funcionar. Esses comprimidos não serão definitivos porque ao sua pele entrar em contato com a água, ela para de exalar o cheiro que repele os vampiros. Os pacificadores responsáveis por esse remédio me prometeram que vão criar um comprimido mais eficaz. Poderão encontrá-los na mesa que se encontra no fundo do saguão.
Fomos para uma sala grande onde aconteciam os treinos de tiro. Era um treinamento de tiro. Cada um foi posto de frente à um boneco de madeira que se movia. Recebemos metralhadoras carregadas com estacas, fones que diminuiam o barulho das armas para proteger nossos ouvidos e óculos de proteção. Tinhamos que manter uma certa distância do boneco.
— Mantenha uma perna paralela à outra desse jeito. — Demonstrou Zeke. — Coluna ereta, olhos no alvo, inspire fundo, expire e atire.
Um tiro perfeito, como imaginava.
— Vocês têm sete chances. — Informou.
Das sete acertei três, uma de raspão e três nem sequer encostaram no boneco. Sendo que das três que acertei uma foi na barriga, outra no ombro e outra na cabeça. Ou seja não acertei nenhum, porque só contam as estacas que atingem o coração. Observei os outros, todos estavam indo bem. Havia um placar dizendo quantos acertos cada um fez. Jonathan, Logan, Ellington, Tomás e Becky acertaram todos exatamente no coração. Mara atingiu quatro estacas no coração, Harry duas, Lawren cinco e Joanna três.
— Desculpa, mas se você quer matar esse vampiro você precisa acertar o coração. Sei que não foi a única que errou todos os tiros, mas espero mais de você já que quer ser a melhor. — Caçoou Zeke.
— Sei disso! — Resmunguei.
— Então melhore! — Disse ele dando um tapinha em meu ombro.
Eu sei disso, a questão é como. Fiz tudo o que ele disse.
— Por hoje está bom gente. Descansem! Nada de festa, hein? — Disse Zeke rindo.
Fiquei parada por um tempo, sem reação olhando para o alvo. Não acredido que nenhuma foi no coração. Estou decepcionada. Escutei todos saindo, mas continuei lá, hipnotizada pelo boneco de madeira que já tinha parado de se mexer.
— Não fica assim! — Falou uma voz atrás de mim.
Era Jonathan.
— Assim como? — Perguntei soando mais grossa do que queria.
— Eu escutei o que Zeke disse para você. Não precisa fingir que não está chateada. Ele foi até grosso com você. Sendo que a obrigação dele é te ensinar a atirar melhor e não rir de você. — Disse ele se aproximando.
— Eu só não consigo aceitar que nenhuma estaca atingiu o coração. — Falei largando a arma pesada na mesa junto com as outras.
— Posso te ajudar. Digo, se quiser. — Disse fitando meus olhos.
— Eu adoraria. — Disse sentindo meu rosto esquentar. — Você parece ser bom nisso. Vi que não errou nenhuma.
— Então pegue uma arma. — Disse ele enquanto ligou o boneco à minha frente para que ele voltasse a mover.
Peguei a arma e tentei mais sete vezes novamente. Obtive o mesmo resultado.
— Concentre-se. Você e a arma estão juntas, são uma equipe. Pense que ela faz parte de você. — Instruiu.
Assenti e fiz o que disse. Dessa vez acertei duas no coração.
— Muito bem!! Agora faça isso tudo, mas levante um pouco o seu braço. — Falou sorrindo.
— Ok. Assim? — Perguntei tentando imitá-lo.
— Não. — Disse ele balançando a cabeça negativamente.
— Hum, assim? — Tentei novamente, sem sucesso.
— Não. — Disse ele de trás de mim.
— Como... — Ia perguntar quando fui cortada por Jonathan.
— Assim. — Disse ele em meu ouvido tocando meu braço e levantando-o.
Um arrepio atravessou meu corpo fazendo meu coração acelerar. Será que ele conseguia sentir?
— Isso. Atire! — Comandou.
A estaca percorreu uma trajetória certeira e veloz até atingir o centro do alvo, o coração do boneco.
— Jonathan... — Disse ainda sem acreditar no que fiz.
— Isso!! — Gritou.
— Eu consegui! Obrigado! — Disse com um sorriso enorme.
— Agora tente novamente. Você tem sete chances. — Desafiou.
Fiz o que disse. Não podia acreditar. Só errei uma vez.
— Jonathan, você é incrível! — Disse dando-lhe um abraço.
Senti seu cheiro. Um cheiro bom, gostoso, que acalmava, dava segurança. Só quando senti seus braços firmes e musculosos me envolverem que percebi o que estava acontecendo. Ai meu Deus! Eu abracei ele? Só conseguia pensar "Que vergonha, Grace! E a gora o que eu falo?". Desencostei minha cabeça de seu peito — sim, eu não sou alta o suficiente para que minha cabeça encostasse seu ombro — e nossos olhos se encontraram. Seus braços ainda me envolviam. Ele tinha olhos lindos, eram um castanho cor de mel. Tendo ele tão perto assim poderia dizer que ele é mais bonito que Zeke. Estávamos tão próximos que podia sentir sua respiração quente bater em minha bochecha.
— Hum, obrigado mesmo por isso. Quer dizer, pela ajuda, não pelo abraço. — Disse desnorteada por causa do abraço.
Quando me separei dele senti uma sensação estranha me invadir, como um vazio. Por que? Será que estou gostando de Jonathan? Eu gosto de Zeke, eu acho. Não posso gostar do Jonathan. Jonathan me encarava confuso. Senti meu rosto queimar. O que eu estou fazendo ali parada? "Vá embora, Grace", pensei. Vi um pequeno sorriso se formar em seu rosto. Ele estava gostando de me ver assim?
— É.. eu.. eu... — Tentei dizer, mas era como se eu estivesse hipnotizada por seus olhos.
— Você? — Perguntou.
A voz dele é linda. Grave, mas não muito, firme, do tipo que te passa confiaça e paz.
— Eu.. eu tenho que... — Tentei mais uma vez.
— Voçê tem que? — Perguntou ele me tirando do tranze.
— Tenho que ir, tchau. — Disse largando a arma e em seguida saí correndo.
Do lado de fora me encontrei com Mara próximo ao saguão. Ela estava sentada em um banco.
— O que estava fazendo lá com ele? — Perguntou Mara soando curiosa.
— Treinando. — Respondi rápido de mais devido ao nervoso.
Não queria contar para ela como foi o meu momento constrangedor.
— Como assim? — Perguntou confusa.
— Depois te explico. Agora vamos pegar o repelente! — Disse.
Fui com Mara até a mesa no fundo do saguão cada uma de nós pegou um pote de comprimido, depois fomos até o chalé. Enquanto Mara tomava banho guardei meu pote na gaveta do criado mudo e joguei o antigo fora, já que não servia mais para nada. Escutei a campainha tocar. Será que Lawren ou Joanna esqueceram a chave? Abri a porta. Era Jonathan.
— Eu vim trazer aquela pomada que falei, talvez ajude a melhorar o seu machucado na barriga. — Disse ele me entregando a pomada.
— Obrigada! Vou te dar sua bandana, um minuto. — Disse e corri para pegar a bandana que já estava seca.
— Eu lavei. — Disse ao voltar.
— Não precisava, mas obrigado. — Disse ele saindo.
Passei um pouco da pomada na minha barriga, senti uma leve ardência, mas com o tempo passou.
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— Vai ter uma festa lá no chalé do Harry. Quer ir com a gente? — Perguntou Mara.
— Não sei. Estou cansada, acho que vou dormir. — Disse me jogando na cama.
— Qual é? Anima aí!! — Disse Joanna pulando.
— Seus paqueras vão estar lá. — Disse Lawren enquanto se maquiava.
— Que paqueras? Eu quero dormir. — Reclamei.
— Falando em paqueras você ainda não me contou que treino foi aquele com o senhor Clarck. — Lembrou Mara.
Que droga! Ela lembrou! Ainda tinha esperanças de que ela não se lembrasse. Não queria falar sobre ele agora.
— Conta vai! — Pediu Joanna.
— Está bem, está bem. — Disse me sentando
Contei tudo o que aconteceu para as meninas, o que senti, o que ele disse, tudo.
— E o Zeke? — Perguntou Lawren.
— Como assim? — Perguntei sem entender.
— Você ainda gosta dele? — Perguntou Joanna.
Parei e fiquei me perguntando a mesma coisa. Eu ainda me sentia atraida por ele, mas não tanto como antes. É como se agora esse amor estivesse guardado em minha lembrança. Já faz parte do passado. Tudo mudou muito nesses últimos dias. Bem que meu pai disse que a vida de um caçador é intensa.
— Não como antes. — Respondi.
— E o Jonathan? Você gosta dele? — Perguntou Mara parecendo animada com o assunto.
Refleti. Voltei várias vezes para o episódio de hoje em que estávamos perto o suficiente para que acontecesse um beijo. Eu sei que ele mexe comigo. Sei que ele abala meu coração, faz meu cérebro virar gelatina. Lembrei-me de como fiquei desnorteada com seu abraço e acabei dizendo bobeiras. Ri ao relembrar a memória recente.
— Terra chamando Grace!! — Gritou Lawren rindo.
— Eu não sei. É uma sensação nova, diferente. Não consigo dizer o que é, mas sei que ele mexe comigo. — Respondi.
— Que tal dar uma chance? — Sugeriu Joanna.
— Não posso. Isso iria me distrair e tenho uma meta aqui dentro para cumprir. É o meu sonho. — Disse sentindo uma pontada no peito.
— E se ele fosse sua alma gêmea? — Disse Joanna.
— Não acredito nessas coisas. — Disse revirando os olhos.
— Eu sei que esse é seu sonho. Grace, a melhor caça-vampiros! — Disse Mara fazendo-me sorrir. — Concordo com você. Dedique-se, mas a vida é tão curta, Grace. Não somos vampiras. Tudo passa em um piscar de olhos. Quer ser lembrada como a melhor caça-vampiros, certo?
— Sim. — Assenti.
— E? — Perguntou Mara.
— E o que? — Perguntei sem entender.
— A melhor caça-vampiros e mais o que? Só isso? Não que ser a melhor caça-vampiros não seja nada, pelo contrário, é incrível. Grace pense bem. Não quer mais nada da vida? — Perguntou séria.
Parei para pensar no que ela disse.
— Não quer se lembrar de sair com as amigas, de ir em festas, de paquerar meninos, de dormir tarde alguns dias, de ficar bêbada e ter feito alguma loucura na vida? — Continuou. — Só quer mesmo se lembrar de alguns garotos que se interessou, mas nunca rolou nada, de algumas amigas por aqui e por ali, porque você fez poucas amizades e de mais o que? Ah, sim! Dos treinos e dos vampiros que matou. Só isso?
Se tem uma coisa que Mara sabe fazer é me fazer pensar, é me convencer e ela faz isso muito bem. Eu quero me permitir. Eu quero sair, quero dançar, quero dormir tarde, quero poder amar quem eu quiser sem me sentir culpada por isso e ter medo de ter distrações.
— Quer saber de uma coisa? — Disse me recompondo.
— O que? — Perguntou Mara.
— Eu vou nessa festa! — Respondi sorrindo.
— Isso aí, garota! — Disse Lawren.
Só de pensar em estar na mesma festa em que Jonathan está sinto meu estomago revirar. E se ele viesse falar comigo?
Mara e Lawren me levantaram da cama e me ajudaram a me arrumar. Joanna queria que eu fosse com uma blusa curta e um short jeans, mas a blusa deixava meu machucado roxo a amostra, então fui com um vestido azul marinho em que um dos ombros ficava de fora. Arrumei meu cabelo e fiz uma trança.
— Ah, não! Você vai soltar esse cabelo! — Disse Mara.
— Não. Eu estou com calor e não gosto muito dele solto. Eu fico parecendo uma menininha fraca. — Disse me olhando no espelho.
— Você não fica fraca, você fica poderosa. — Disse Lawren me fazendo soltar uma risada.
Joanna e Lawren resolveram me maquiar. No início não quis, mas acabei deixando. Depois de prontas saímos e fomos para o chalé de Harry.
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