Notas iniciais
Olá! Espero que estejam gostando! É minha primeira história original. Boa leitura!

Estou na fila da urna com meu pai, meus avós, minha irmã mais nova e meu irmão mais velho que é o único pacificador da família até agora, — meus pais sempre acharam que ele seria um pacificador porque ele é muito inteligente — ele criou remédios importantes como a vacina que não nos deixa ser persuadidos. Meu irmão, Edward e minha irmã, Beatriz estão tentando me fazer dizer qual grupo eu vou escolher. Meu pai e meus avós estão confiantes de que vou escolher ser caçadora, meu irmão acha que eu vou ser pacificadora porque eu devo ser inteligente como ele — o que eu não acho que sou — e minha irmã acha que eu vou ser vampira porque eles são poderosos.

Lembrei de quando era criança. Eu dizia que ia ser um vampira porque eu achava demais ter poderes e ser imortal sempre me pareceu ser algo incrível. Depois da morte da minha mãe mudei de ideia, já que ela foi morta por um vampiro. Jurei para mim mesma exterminar essa praga. Poderia ser pacificadora, mas pacificadores não matam só ajudam a nos proteger, então minha escolha não é difícil, afinal já tinha decidido o que escolher bem antes de chegarmos aqui.

Minhas amigas chegaram com suas famílias e ficaram atrás de mim na fila. Mara, Amber, Zoe e seu irmão mais velho chamado Zeke, que também é caçador, deixaram suas famílias guardando lugar na fila e viram até mim.

— E aí, já sabe o que vai escolher? — Perguntou Amber sorridente.

— É lógico que ela sabe! Já esqueceu de que ela dizia quando éramos pequenas de que ela ia ser vampira? — Responde Mara como se fosse óbvio.

Pude ver que Zeke fechou a cara com o que Mara disse. Ele também perdeu pessoas que amava por causa de um vampiro nativo. Apesar de vampiros transformados se alimentarem de animais e não de humanos não gostamos muito da ideia, já que alguns acabam sendo convencidos a se alimentarem de humanos.

— Mas há um bom tempo ela anda dizendo que mudou de ideia e vai continuar sendo caçadora. — Lembra Zoe olhando para mim.

— Você daria uma boa caçadora, sabia? — Disse Zeke com um sorriso charmoso.

Sorri com o elogio. Sempre achei Zeke lindo, mas nunca tive coragem para conversar com ele. Quando eu estiver treinando para ser caçadora provavelmente terei aula com ele. Dizem que ele é um ótimo professor porque ele é muito bom e tem apenas 18 anos.

— Não vai dizer o que vai escolher, não? — Perguntou Amber curiosa.

— Vocês verão quando eu colocar o cartão com o meu nome na urna do grupo que escolher. — Disse rindo.

— Mas e vocês? O que vão escolher? — Perguntei.

— Vou ser pacificadora! — Respondeu Amber toda empolgada.

— Eu vou ser caçadora. — Disse Mara confiante.

— E você, Zoe? — Perguntei.

— Isso já não é óbvio? Ela vai ser igual ao irmão aqui! — Disse Zeke apontando para ele com os polegares.

— Sério? Achei que você ia ser... — Dizia Amber que parou ao levar uma cotovelada de Zoe.

— Eu vou ser caçadora, igual meu irmão. — Disse Zoe com um sorriso.

A fila foi andando até que chegou minha vez.

— Calma filha, você sabe o que escolher. — Sussurrou meu pai.

Assenti com a cabeça e fui até as urnas. Peguei o cartão com o meu nome, fui até a urna que tinha o desenho de uma estaca de madeira, nela estava gravado "caça" e joguei meu cartão dentro. Juntei-me a minha família novamente e fomos para o lado da fila. Amber pôs seu cartão na urna com o desenho de duas mãos juntas, uma colada na outra e embaixo das mãos unidas estava escrito "paz". Mara jogou seu cartão na urna dos caçadores como eu. Mara e Amber vieram até mim.

— Caçadoras, hein? Que legal! — Disse Amber abraçando Mara e depois me abraçando.

— Ser uma pacificadora também é importante. Parabéns!! — Disse batendo palmas.

— Parabéns, Amber! Você vai criar ótimos remédios! — Disse Mara abraçando Amber com força.

— Parabéns! Espero que nos ajude bastante no laboratório. — Disse meu irmão sorrindo.

— Obrigada! — Disse Amber corada.

— Olhem! É a vez da Zoe! — Disse Amber apontando para as urnas com animação.
Zoe pegou o cartão com o seu nome e se pôs de frente para a urna dos caçadores, ela parou por um instante e olhou para as outras duas urnas, fechou os olhos e olhou novamente para a urna dos caçadores.

— Ela parece nervosa... — Disse Mara com preocupação.

Ela realmente parecia nervosa como se ela não soubesse o que escolher e ela não pareceu muito convincente quando disse que ia escolher a caça. Zoe fechou os olhos, levou sua mão para o lado direito e colocou seu cartão na urna com o desenho de presas, onde logo abaixo estava escrito "vampiros". Pude ver uma lágrima escorrer dos olhos da mãe da Zoe. Zeke balançou a cabeça como se não conseguisse acreditar no que acabara de acontecer. Ele andou até mim e disse decepcionado:

— Dá para acreditar nisso? Ela quer ser um desses monstros que eu mato.. que você vai matar! Foi um desses que matou meus avós e meu pai. Que matou a sua mãe! Da para acreditar?!

— Também não esperava por isso, mas Zeke ela não será como eles, ela não é como eles... nunca será. Quem sabe ela mude eles? — Disse tentando consolar ele.

— MUDAR ELES? O que você está dizendo?? Não dá para mudar eles! Eles são nojentos, assassinos e impiedosos. E agora que você é uma caçadora é assim que você deve pensar! — Disse ele franzindo a testa. Ele falava como meus pais falavam quando eu era menor.

Ele estava até me assustando pela forma como falava.

— Zeke, ela pode ser vampira, mas é minha amiga... é a sua IRMÃ! — Disse balançando a cabeça.

— Não importa!! São todos iguais. Nosso dever é matar gente como ela. — Disse ele cuspindo as palavras.

— Eu também odeio os vampiros, um deles matou minha mãe, mas.. ela é a Zoe. Zoe não mata! — Disse olhando para ela que agora chorava nos braços de Amber e Mara.

— Na vida ou você caça ou é caçado, Grace Jones. — Disse ele saindo.
Fui até Zoe e a abracei.

— E-e-eu não qui-quis dizer nada a-antes porque eu a-achei que você não ia ma-mais falar co-comigo se soubesse da ve-verdade. — Gaguejou Zoe que ainda chorava.

— Está tudo bem. Sei que não é e nunca vai ser como os outros. — Disse secando suas lágrimas.

O que mais eu podia dizer? Até a família deu as costas para ela.

— Obrigada! — Disse ela me abraçando forte.
Zoe e eu sempre fomos melhores amigas.

— Mas, Zoe... porque você escolheu isso? Nunca me falou nada sobre isso, nem mesmo quando éramos pequenas, quando eu dizia que queria ser vampira. — Perguntei sem entender.

— Quando era pequena não gostava muito dos vampiros, mas há três anos estou namorando um vampiro. Nunca contei isso para ninguém. Aos poucos fui gostando da forma que eles vivem, da força, da velocidade e da imortalidade. — Confessou Zoe.

— Zoe!! Por que não me contou? Ele deve ser um gato, não é? Vampiros são tão gostosos! — Disse Amber sonhando.

— E eles também matam. — Disse com firmeza.

— Nem todos! O Michael é um amor, não mata humanos. Ele faz uma dieta. Come animais e come poucos, só o necessário. Ele disse que vai me ajudar a me alimentar... — Ela ia continuar, mas eu a cortei.

— Basta! Nos vemos depois. Mara, acho que é melhor a gente ir. Está tarde e amanhã temos nosso primeiro treino. — Disse soando áspera.

Eu e Mara fomos para casa. Boa parte do caminho fomos juntas, já que ela mora na mesma rua que eu. Passamos pelo bairro dos pacificadores até que logo em seguida vinha o nosso, o bairro dos caçadores.

Notas finais
Comentem o que acharam para eu não desanimar. Bjs ♥