Acordei e eu estava sozinha. Me arrumei e desci até o andar de baixo.

Estava tão quieto que eu só ouvia minha respiração. Andei pela casa toda e não encontrei ninguém. Por um momento de desespero achei que meu grupo tivesse me abandonado.

–Finalmente acordou, bela adormecida.- Daryl disse se aproximando.

–Bom dia, Daryl. Onde estão os outros?- perguntei.

–Estão vasculhando as casas, procurando algo. Encontramos uma van, e partiremos em algumas horas.- ele estava dando as costas quando se virou e disse.- Se quiser alguma coisa, essa é sua chance, você tem toda a vila como um... “Shopping particular”.

Subi até o quarto, peguei minha mochila e fui as “compras”.

...

Eu estava na ultima casa que eu iria vasculhar. Eu não tinha exatamente uma coisa para procurar, mas mesmo assim eu estava procurando. (N/A: Confuso, né?).

Eu estava em um quarto de casal, na cozinha eu já tinha matado três daquelas coisas.

Fiquei olhando umas fotografias da família que uma vez morou ali. Isso me deixou realmente triste. Rapidamente fui tirada de meus pensamentos quando ouvi a maçaneta porta do closet tremer, ignorei, mas depois ela começou a tremer mais rápida e eu ouvi um grunhido. Puxei minha arma, eu já estava indo na direção da porta quando do nada ela abriu brutamente. Tomei um susto e puxei o gatilho instantaneamente, mas errei e a bala acertou alguns centímetros da porta. Eu estava preparada para atirar de novo quando vi que era Carl. Pus a mão na boca para não falar um palavrão.

–Você atirou em mim!- ele disse incrédulo apontando para o buraco na parede.

–Você quase me matou de susto!

–E você quase me matou com um tiro!

–O que você estava fazendo ai dentro!- perguntei ainda com o coração acelerado.

–Eu entrei para procurar alguma coisa e a porta se trancou sozinha, ai eu tive que arrombar.

–Mas eu ouvi um grunhido, achei que fosse um zumbi.

–Um grunhido? Ah! Acho que foi mais eu rosnado de frustação.

Me aproximei dele e dei-lhe um selinho.

–Ainda bem que eu não te matei.

–Bem, eu estive olhando por ai e...Achei uma coisa para você.

Ele disse, foi até cama e começou a revirar a mochila.

–Pra mim? O que?

–Até onde eu sei, as pessoas só são namorados quando se é feito o pedido.- ele pegou uma caixinha azul de dentro da mochila.- Então...- Ele se ajoelho e abriu a caixinha onde tinha duas alianças pratas e uma com uma faixa de pequenas pedrinhas.- Você quer namorar comigo?

Meu Deus! Em pleno apocalipse zumbi um garoto se ajoelha e me pede em namoro, é muito para minha cabeça.

–Sim!

Ele se levantou, pegou minha mão e colocou a menor aliança em meu dedo, ela ficou um pouco folgada, mas não ao ponto de cair. Coloquei a aliança em seu dedo. Ele ficou me olhando nos olhos e eu não desviei o olhar.

–Eu te amo, Alana.- ele disse.

Um sorriso brotou em meu rosto sem eu poder controlar.

–Eu te amo mais, Carl.

Ele me puxou pela cintura e me beijou apaixonadamente.

...

Já fazia uma semana desde que tínhamos parado em uma casa, todos estavam exaustos.

Eu estava sentada sozinha na frente da casa esperando meu grupo vir. Ouvi um grito desesperado, quando olhei uma mulher vinha correndo e atrás dela alguns zumbis.

Peguei minha arma e comecei a atirar nas criaturas. Quando minhas cinco balas acabaram eu corri na direção da mulher.

Quando eu já estava perto o suficiente, taquei uma de minhas facas na cabeça de um dos cadáveres e o outro eu cravei a faca em seu crânio.

–Você está bem?- perguntei.

–Sim, sim estou. Obrigado.- a voz da mulher demonstrava o completo terror que ela sentia.

Ela tinha olhos azuis quase brancos, cabelos lisos e que pareciam um ninho e a pele dela era quase da cor de neve.

–Ei Garota!- me virei e vi Daryl e o restante do grupo na frente da casa.- Você ainda está viva?!

–Por enquanto!- gritei de volta.

Voltei para a casa junto com a mulher. Demos comida e agua para ela.

–Obrigado. Meu nome é Hylla.- a mulher disse esperando resposta do grupo, mas nenhuma veio.

–Ok- Rick disse.- Peguem suas coisas e vamos partir.

–Posso ir com vocês?- Hylla perguntou.

–Acho que não temos mais espaç...

–Por favor, eu não irei sobreviver muito tempo se estiver sozinha.- Hylla disse interrompendo Rick.

Antes que Rick pudesse dar resposta, Maggie apareceu com Judith chorando.

–Por favor, alguém a faz parar, eu já tentei de tudo e ela continua chorando.- Maggie pediu.

–Oh! Vocês tem um bebe.- Hylla disse praticamente arrancando Judith das mão de Maggie.-Eu tinha um bebe também, mas...Aquelas coisas o pegaram- Hylla contou a historia enquanto balançava Judith nos braços.- Ela era uma menina também, Bianca, a minha pequena Bianca.

Algo naquela mulher me assustava, o jeito que ela olhava para Judith — que agora estava quieta- era estranho. Eu não queria Judith perto daquela mulher. Dei um passo a frente e estiquei os braços.

–Me de ela, vou leva-la para cima, para ela dormir um pouco.- eu disse.

–Não.- ela abraçou a menina junto a ela.- Deixe-a ficar um pouco comigo, por favor.

Olhei para o grupo e parece que só eu não gostava daquela mulher. Mas mesmo assim Rick disse.

–Alana tem razão Hylla, Judith deve estar com sono.

Fui até a mulher e ela deu um beijinho na testa de Judith e sussurrou algo como “Tchau, bia.”

Bia?...Bianca? Essa mulher acha que Judith é a filha dela?

Fui até o quarto e fiz Judith dormir, fiquei perto dela para evitar que Hylla viesse pega-la.

A porta do quarto se abriu, mas era apenas Carl.

–Legal aquela Hylla, né?- ele disse.

–Não acho.- respondi fria.

–Não? Você...

–Escuta Carl- eu o interrompi alarmada.- Não deixe Judith perto dela, está me entendendo?

–Sim, mas por qu...

–Apenas não deixe, eu não confio nela.

Notas finais
Confuso? Sim? Não? Comentem?