Notas iniciais
Olha eu de novo...fiquei muito feliz com os comentários que voltei logo... E tenho uma notícia ruim, a fic tá acabando :( mais não fiquem tristes porque tenho uma ideia para outra e quero que vocês acompanhem, acho que vai ser bem legal, boa leitura lindas e obrigadas pelos comentários de novo, ainda to sentindo falta de umas leitoras e quero saber se ainda estão ai...meninas cadê vocês??? Deem sinal de vida, só um oizinho...

POV Regina

Eu sempre fui absolutamente sincera com o meu filho desde que ele se entende por gente. Quando ele perguntava se ia tomar injeção, eu dizia que sim. Se ele perguntasse se ia doer, eu dizia que poderia doer sim, mas que depois ia passar, ele ia ficar bom e faríamos aquele passeio desejado. Eu sempre tive essa atitude, pois nunca desejei que ele perdesse a confiança em mim. Falei (e ainda falo) sobre todas as coisas, com sinceridade, para que ele se sinta à vontade para fazer o mesmo comigo. Sou mãe dele, mas também sou amiga e quero que ele sinta o mesmo.

Pela sua pouca idade não sabia como ele ia reagir quando falasse da Emma, mais esse garoto sempre me surpreendendo disse:

— Eu já sabia mãe, eu vi os olhares de vocês, eu não sou mais um bebê sabia. – Falou tão naturalmente que eu fiquei sem ação. E ele mesmo continuou. – Eu não me importo, gostei muito da Emma, ela muito legal e disse que vai me ensinar jogar outros tipos de jogos.

Eu só conseguia pensar que a homossexualidade envolve muito mais que apenas sexo. Envolve afetividade, postura diante da vida e da sociedade. Envolve nossos próprios conflitos, nossos medos. Envolve possíveis situações constrangedoras a serem enfrentadas. É muita coisa importante para ser escondida das pessoas que são tão importantes pra gente.

— Nossa filho! Você é um homenzinho mesmo...eu to muito emocionada por contar com seu apoio. – Olhos marejados. – Você é o melhor filho do mundo.

— E você a melhor mãe do mundo, não se preocupe mãe nunca vou ter vergonha de você porque vai se casar com a Emma, afinal vai ter muita gente com inveja, porque vocês duas são lindas.

— Você não existe meu amor! – Dei aquele abraço de urso no meu pequeno grande homem.

Eu estava preocupada com o fato de meu filho vir a sofrer preconceito por minha causa, por uma “escolha” de vida minha. Contudo, eu cheguei à conclusão que isso faz parte do aprendizado da vida dele.

E ele me deu a maior lição de vida. Ele escolheu a verdade, a falta de preconceito, o amor, o apoio, a mãe. Fico muito feliz por isso. E “desejo que todas as mulheres que passam por esse tipo de problema, tenham a mesma felicidade.”

Trecho do meu livro A cabana na praia.

A aceitação dos limites de comportamento impostos pela sociedade como “normais” está diretamente relacionada à culpa que o sujeito considerado “diferente” assimila e mantém dentro de si. A certeza de que “está errado”, ou pior, de que “é anormal”, faz com que ele se conforme com a necessidade de se ajustar a todo custo. O esforço do sujeito “diferente” para se adaptar reforça, para a sociedade, a “certeza” de que ele é um indivíduo “inferior”. Daí, maior será o reforço da culpa para o “diferente” e assim por diante. O caminho para se sair desse círculo vicioso está na aceitação que cada um/a tiver de sua “diferença”. Precisamos parar de incorporar a idéia de que esses conceitos sociais são os únicos corretos.

*****

A semana passou voando, quase não dei conta de revolver tantas coisas, fui à editora falar com o Sr. Gold e ele manteve o contrato comigo mesmo eu estando morando no Brasil, fiquei sabendo que as vendas estão indo muito bem do primeiro livro e o segundo estão sendo entregues agora nas livrarias.

Fui na escola do Henry trancar a matricula e pegar o histórico escolar dele para poder fazer matrícula no Brasil.

Passei na casa de algumas pessoas que precisávamos nos despedir.

E na quinta e sexta-feira deixei para fazer nossas malas, arrumar tudo e deu muito trabalho pra escolher o que levar e o que deixar para doação, e ainda acho que pagarei excesso de bagagens.

Minha mãe chegou no horário combinado para nós buscar e fomos para mansão para um jantar de despedida.

No Aeroporto

— Meu querido, vou sentir saudades, se comporte, obedeça sua mãe e cuide dela pra mim. – Cora disse abraçando forte o neto. – E me ligue todo dia.

— Pode deixar vó, vou cuidar dela sim. – Henry disse abraçando a avó.

— Mamãe muito obrigada pelo seu apoio e pela sua ajuda esses últimos dias. – A abracei apertado, estava realmente admirada com as atitudes dela. – Vou sentir saudades.

— Eu também vou sentir muitas saudades de vocês dois, não esqueçam de me ligar assim que chegarem, cuida do meu lindinho, coloca ele na melhor escola da cidade.

— Está bem mãe, fica com Deus.

E lá fomos nós, eu e meu filho ao encontro do amor da minha vida.

Notas finais
Alguém conta pro Adam que é assim que a gente quer ver elas ( JUNTAS). Comentem... Sei que tem leitoras novas e quero conhecer vocês. Beijos