Notas iniciais
Oi gente, minha inspiração voltou e estão já saiu um capítulo novinho pra você com hot e tudo...obrigada pelos comentários, bem vinda as novas leitoras, esse vai para vocês que sempre me alegra comentando...beijos

Regina entrou em casa com Robert e Henry que já estava sendo amparado até seu quarto, tinha se divertido tanto que estava muito sonolento, Regina o colocou na cama, foi ao quarto e contou ao Robert que Emma estava na festa que foi por isso que ela sumiu e ela estava de saída para passar o restante da noite com ela e o dia também e precisava da ajuda dele para inventar qualquer desculpa para as outras pessoas no dia seguinte, ele concordou, Regina tomou um banho, vestiu uma roupa confortável e mandou uma mensagem para Emma:

“Minha linda não consigo dormir, posso ir ai?”

Estava já com a bolsa e as chaves nas mãos esperando, quando ouviu o bip do celular:

“É tudo que quero...vem logo.”

Regina teve uma idéia e foi procurar as chaves da casa do lago, uma propriedade da família que basicamente só era usada no natal, era um lugar muito bonito, afastado da cidade, então lá seria o lugar perfeito para levar Emma. Quando encontrou as chaves enviou outra mensagem para Emma:

“Me espere na recepção porque vamos pra outro lugar. Roupa confortável, ou nenhuma roupa...”

“Hummm gostei disso.” – A loira respondeu e Regina sorriu.

*****

— Esse lugar é lindo Regina – Emma dizia enquanto acariciava seus cabelos, Regina estava com a cabeça apoiada em suas pernas, deitada sobre o lençol que colocaram sobre a grama na beira do lago. A propriedade era enorme e ficava em volta de um lago também muito grande, de água escura e calma. Havia ali uma casa que para Emma, era gigantesca, porém as duas se instalaram no pequeno chalé que ficava atrás. O dia estava lindo, sol forte, não estava exatamente quente, uma brisa fresca insistia em se fazer presente.

Metade do dia já havia ido e as duas estavam descansando depois de comerem alguns lanches que compraram no caminho.
Havia passado de madrugada no hotel e Emma a aguardava na recepção, já estava pronta, esperando, a viagem durou pouco mais de uma hora e foi feita em completo clima de romance. Emma se encantou com o lugar, ficou extasiada com o lago enorme, o casarão que o rondava e o charmoso chalé. Regina fez questão de mostrar tudo, porque também amava aquele lugar. Quando adentraram o chalé, mostrou a pequena sala conjugada a uma cozinha simples, a grande lareira e o quarto acolhedor e confortável. E claro que não resistiram ao convite da cama macia e ficaram por ali mesmo horas a fio matando as saudades, se amando de todas as formas possíveis, fazendo tudo o que tinham vontade, se descobrindo cada vez mais. Cada encontro a intimidade aumentava mais, ficavam mais a vontade uma com a outra.

E agora estavam ali sobre o lençol em cima da grama, curtindo um pouco mais o momento juntas.

—É sim, eu amo isso aqui. Era do meu avô, ele passou a infância dele aqui, até adquirir as propriedades onde hoje ficam hoje a casa da minha mãe. Ai aqui ficou para os fins de semana, fim do ano – Dizia totalmente entregue a sensação gostosa de sentir os carinhos que Emma desferia em seus cabelos – Sempre passamos o natal aqui. Você vai passar o natal aqui comigo e minha família.
Emma riu, pensar no futuro era algo que ela não gostava de perder seu tempo, até o natal ainda haviam alguns meses, tanta coisa poderia acontecer até la. Boas ou ruins.

— Ainda falta muito para o natal – Dizia delicadamente, alisando seus cabelos, vendo seus olhos escuros brilhantes.

— Ótimo – Regina virou o rosto e deu um beijo em sua barriga que estava metade a mostra pela blusa curta que usava e voltou a olhar seus olhos – Assim você já se programa para passá-lo comigo.

As duas riram e Emma abaixou a cabeça para um beijo rápido nos lábios de Regina. Voltou à posição em que estava e observou mais uma vez a imensidão que era aquele lugar, a própria Emma foi uma criança extremamente peralta, adorava correr, subir em árvores, coisa que nem sempre pode fazer no orfanato, imaginou como deveria ser bom crescer naquele lugar.

— E você vinha muito aqui quando era criança? — Perguntou ouvindo um suspiro saudoso de Regina.

— Muito, meus avôs voltaram a morar aqui depois que minha mãe se casou, mas meu avô logo faleceu. Minha avó morou aqui até falecer também, alguns anos depois, eu já era quase adolescente. Vivia aqui correndo, subindo em árvores e me machucando – Riu com as lembranças – Eu entrava no meio dessas árvores e desaparecia por horas, sempre eu e o Junior, um menino que cresceu comigo, o pai dele trabalhava no café... a gente adorava brincar de pic-esconde, de subir em árvores e fingir que caçávamos leões. Minha avó ficava maluca de preocupação – Empolgada com as lembranças continuou, percebeu que Emma sorria divertida com os relatos – Dai ela começou a contar um monte de história pra gente, de saci perêre, boitatá. Tudo pra gente não ir mais no meio das árvores – parou um instante antes de continuar, Emma era toda atenção – Eu e o Junior ficamos morrendo de medo, não queríamos mais nem vir aqui – As duas riram – Emma voltou a se abaixar e dessa beijou sua testa.

Regina riu divertida, tudo o que precisava era de momentos assim com Emma. Queria ficar a vida toda com ela, exatamente naquele lugar, sem precisar se preocupar com nada. Nem com a diferença de idade, nem com o marido, o filho, a família, queria que sua única preocupação fosse fazer Emma feliz. Olhou para ela que sorria de forma carinhosa, sentiu naquele momento uma emoção diferente.

— Eu adoro você Emma – Declarou emocionada, percebeu uma certa surpresa nos olhos verdes da mais nova – Adoro, desde que você apareceu na minha vida, com esse sorriso lindo, esse jeito de menina moleca, mas que na verdade esconde uma mulher independente, que sabe exatamente o que quer – Parou e Emma percebeu seus olhos agora ficarem maliciosos – Além de ser a mulher mais gostosa do mundo – Ouviu Emma rir, ainda acariciava seus cabelos o que embalava mais o rompante que teve – a mais deliciosa e completa na cama, que me deixa doida, doida. Você é tudo Emma – Terminou num fio de voz

Emma se abaixou novamente e a beijou delicadamente nos lábios.

— Eu também gosto muito de você – Respondeu somente, Emma nunca foi dada a grandes declarações, e mesmo com Regina não sabia como o fazer, não sabia e também não queria, estava evitando ao máximo ser ou demonstrar mais do que era naquele momento. Por mais que de fato sentia um amor especial por ela, uma atração que nunca imaginou tão forte. Mas Regina era casada, era de família influente, uma mulher inatingível, aquilo não duraria muito, era uma relação com prazo de validade, não iria perder tempo se entregando por completo.

Se encararam por um instante, uma troca de olhares que falava mais por elas, do que as palavras que não se permitiam dizer. Instantes depois, com cuidado, Regina começou um assunto que vez ou outra a atormentava.

— Emma, eu queria te perguntar uma coisa, não fica brava comigo...

—Ai ai – Divertida – Não prometo nada.

Regina riu. E Emma esperou pela pergunta:

— Você tá ficando com outra pessoa? — No fundo Regina sabia que não tinha direito de perguntar aquilo, que Emma continuava dona da vida dela, mas ultimamente estava movida a emoção e o coração precisava ser acalmado. Também não queria soar moralista.

Emma respirou fundo, respondeu com outra pergunta, a voz mantinha o tom calmo e os carinhos nos cabelos de Regina continuavam.

— Por que você quer saber isso?

— Não sei – Ficou um pouco sem graça com a pergunta devolvida – Acho que tenho ciúmes...

Emma parou de alisar os cabelos de Regina e colocou os próprios atrás da orelha. Regina se levantou de seu colo e ficou sentada de frente para ela, esperando que ela continuasse a falar.

— Regina, eu não quero que você também fique brava comigo, mas esse é o tipo de coisa que a gente não pode se cobrar – Emma tentava ser o mais delicada possível, precisava ser sincera, de fato não estava com mais ninguém, nem queria e não sabia por quanto tempo sentiria dessa forma, mas não achava que deveria ser cobrada por isso, de uma mulher casada – Afinal você fica com outra pessoa...

— Eu não encosto no Robert há … desde que voltei da Costa Rica e ...

Emma ergueu as mãos interrompendo Regina.

— Não, eu nem quero saber disso, não quero – Segurou o rosto dela com as duas mãos e beijou seus lábios, percebendo a expressão contrariada dela – Vamos curtir esse resto de dia de outro jeito vamos? — Beijou os lábios novamente – To tão feliz de estar aqui com você – Arrastou as mãos para seu pescoço – Gosto tanto de ficar assim, pertinho, sentindo sua boca – Intercalava cada palavra com beijos nos cantos dos lábios, Regina voltava a se animar – Sentindo suas mãos em cima de mim. Você é tão deliciosa, me pega gostoso...

Regina avançou sobre ela e deitaram no lençol aos beijos. A resposta não foi o que Regina esperava, mas não ia insistir, sabia que Emma tinha razão, apesar de estar certa do que queria e de seu marido já saber , ela ainda precisava de uma tempo mas imaginar sua garota com outra pessoa a deixava doente. Porém, naquele momento tinha que se concentrar na garota insaciável e que a deixava insaciável também.

Entraram no pequeno chalé entre beijos e tropeços, largaram tudo o que haviam levado até a beira do lago na frente do chalé mesmo e se atracaram antes de entrar. Por sorte a casa do caseiro ficava em um ponto que não se podia ver onde estavam. Na sala Regina se deitou no primeiro lugar que encontrou, o chão. Sobre um tapete macio em frente à lareira apagada, caiu com Emma sobre seu corpo, trocavam beijos e carinhos. Maliciosamente Emma se esfregava sobre o quadril de Regina, desceu a boca por seu pescoço, passando por todo o tronco e sua barriga, onde apenas ergueu a camiseta para beijar todo o abdômen, morder o umbigo e beijar sua cintura, tirou o short que Regina vestia e o seu próprio para ficar mais a vontade. Sem delongas tirou também a calcinha e antes de matar toda a sede que tinha daquela mulher, subiu a altura de seu ouvido, com uma das mãos tocou o sexo completamente molhado, fazendo Regina gemer baixinho dizendo seu nome.

— Adoro sentir seu gosto na minha boca – Deu uma leve mordida em seu pescoço – Deliciosa – Desceu novamente marcando todo o caminho com beijos úmido, indo matar toda a sua vontade no sexo que pulsava por sua boca, beijava, mordiscava e chupava toda sua extensão, ergueu o corpo para encarar Regina e se colocou em cima dela novamente, levou um dedo seu até a boca dela, que aceitou, fazendo-a o deixar bem molhado, quando o tirou, deu um beijo em seus lábios e voltou para seu sexo, agora além de chupá-la a penetrava com o dedo que a própria Regina havia molhado. A ouviu gemer alto e chamar seu nome diversas vezes, outras tantas dizia coisas que Emma não entendia, mas se deleitava com o delírio daquela mulher que ficava pequena quando estava em suas mãos, em sua boca. A penetrava fundo enquanto movimentava a língua sobre o clítoris que ficava mais inchado. Não mais que de repente, Emma levou um susto ao perceber Regina praticamente sentada, puxava uma de suas pernas e se inclinava de lado. Entendeu o que ela queria e rapidamente ajeitou o corpo, ambas ficaram de lado e agora as duas sentiam as línguas uma da outra em seus sexos. Regina tirou a calcinha de Emma rapidamente, antes de se deliciar com o gosto da garota que sempre ficava muito molhada. Ficaram por vários minutos nessa posição, sentindo e se deliciando com o gosto uma da outra, ao mesmo tempo, até que sentiram o próprio corpo tremer em espasmos curtos e seguidos, cada uma ao seu tempo. Continuaram exatamente na mesma posição, trocando alguns beijos em suas pernas, até se recuperarem parcialmente.

— Vem aqui – Regina sussurrou imediatamente puxando Emma para si, a fazendo se deitar sobre o tapete, a beijou sentindo suas mãos massageando os ombros, naquele carinho familiar que ela adorava receber.

— Vamos pro quarto? — Pediu Emma quando o beijo findou – Adorei esse tapete, mas aquela cama é tão gostosa...

Acomodaram-se lado a lado na cama.

Se abraçaram e agora trocavam suaves beijos cálidos, os corpos molhados pelo suor, pelo gozo, pela saliva que a boca havia deixado por onde passou. O dia não era dos mais quentes, mas aquele quarto havia virado um forno.

Emma se viu acariciando o rosto de Regina quando os beijos findaram, olhava diretamente em seus olhos que agora eram verdes brilhantes, carinhosos. Adorava a Regina selvagem, insaciável, mas amava a Regina carinhosa que a olhava suavemente, apaixonada.

— Que loucura né? — Disse por fim – Tem coisa na vida que não da mesmo pra prever. Estar aqui com você, desse jeito, quando cheguei na Costa Rica nunca podia imaginar uma coisa assim
Regina sorriu, deu um beijinho na ponta de seu nariz.

— Talvez se a gente pudesse prever não fosse tão bom.

Emma mordeu seu queixo de leve.

— Você acha é? — O tom de voz era brincalhão – Eu não consigo imaginar como nós duas não poderia ser bom.

Regina riu e respondeu em tom propositalmente convencido

— E é bom assim é? A coroa aqui da conta é?
— ihhhh se vai ficar toda convencida eu paro agora. – Fingindo irritação, mas percebeu que Regina se animava de novo, seu próprio corpo também já estava quase recuperado, pela expressão que Regina fazia, sabia que ela seria atacada em breve. Provocou – De zero a dez, você merece um oito, ou oito e meio – Já terminou a frase rindo, sabendo que Regina ficaria furiosa com a nota dada em tom de brincadeira. Dito e feito, ela pulou sobre Emma, fazendo-a dar um gritinho de susto e rindo em seguida.

— Oito, ou oito e meio? — Mordeu seu pescoço e dava leves tapinhas em sua bunda, Emma só ria – Então vamos ficar aqui até eu consegui pelo menos um nove e meio.

E voltaram a se beijar, a se tocar, a se amar. Até o fim daquela tarde, que só serviu para aproximá-las mais, para a necessidade que sentiam uma da outra aumentar. Para mostrar a elas que o que sentiam ia muito além de uma mera atração.

Notas finais
Espero vocês nos comentários...me siguam no twitter @Queensismylife